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Potiguares de O Agente Secreto vivem noite de emoções durante Oscar

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Potiguares de O Agente Secreto vivem noite de emoções durante Oscar

O Brasil não conquistou as quatro estatuetas que disputava no Oscar 2026 com o filme O Agente Secreto, mas viu mais uma vez o elenco potiguar do longa-metragem brilhar, seja na cerimônia em Los Angeles ou no próprio país. Alice Carvalho, Tânia Maria e Kaiony Venâncio deixaram o sotaque potiguar na obra de Kleber Mendonça Filho e viveram uma noite de emoções neste domingo (15).

A única a participar da cerimônia em Hollywood foi Alice, a Fátima de O Agente Secreto. A atriz nascida em Natal e criada em Parnamirim brilhou no tapete vermelho ao usar um vestido de fibras cultivadas na Amazônia, idealizado pela figurinista Jaiara Fontes e produzido pelo estilista paraense Marco Normando.

A construção do vestido foi de alfaiataria com estruturas e acabamentos de alfaiate na parte superior e cauda sereia para a saia. O tecido escolhido misturou duas fibras cultivadas na região amazônica, a juta e a malva amazônica.

Carvalho também utilizou um broche com o desenho da América Invertida, que ao invés de representar a América do Sul virada de sua representação padrão, a mostra orientada com o sul no topo. O broche levou a inscrição “Abya Yala”, nome dado ao continente americano pelo povo Kuna, originário do Panamá, que significa “terra que floresce”, “terra viva” ou “terra madura”.

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Nas redes sociais, Alice Carvalho também compartilhou imagens de dentro do Dolby Theatre, o local da cerimônia de entrega dos Oscar, ao lado dos atores Lázaro Ramos, Alice Carvalho, Gabriel Leone, Thomás Aquino e Kleber Mendonça Filho. Ramos não participou do longa, mas viajou até a Califórnia para acompanhar o amigo Wagner Moura.

Já Tânia Maria, a Dona Sebastiana, não viajou a Los Angeles por questões de saúde. Aos 70 anos, a atriz natural do povoado de Santo Antônio da Cobra, no município de Parelhas, acompanhou tudo de casa. No Instagram da Vitrine Filmes, distribuidora de O Agente Secreto, ela comentou as derrotas nas categorias em tom de celebração ao cinema nacional. 

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“A gente já entrou na história só em ser indicado, minha gente. Se o prêmio fosse pro elenco mais bonito, aí sim era nosso”, brincou, ao falar após o anúncio da vitória de Uma batalha após a outra em melhor direção de elenco.

A potiguar também se divertiu ao mandar um recado a Wagner Moura, que perdeu a estatueta de melhor ator.

“Wagner, meu filho, não se avexe com isso não! Você não já ganhou meu coração? Melhor do que esse prêmio não existe não. Parabéns pra esse gringo que ganhou, mas o molho continua sendo do baiano!”, falou.

A intérprete de Dona Sebastiana também foi homenageada com um boneco gigante de Olinda durante a exibição especial do Oscar no cinema São Luiz, uma das locações do filme, no Centro do Recife. 

O São Luiz, por sua vez, recebeu o outro potiguar do filme, o ator Kaiony Venâncio, intérprete de Vilmar. O cinema do Recife viveu uma noite de gala. A Rua da Aurora, em frente ao edifício, foi fechada para a festa. Dentro e fora do cinema, uma multidão de gente para acompanhar toda a transmissão e celebrar o talento nordestino. 

Saiba Mais: Quem é o natalense que passou pelo tapete vermelho no Festival de Cannes

Em frente ao cinema, além de um tapete vermelho, também foram montados orelhões amarelos e cenários inspirados no filme de Kleber Mendonça Filho. O evento ganhou o nome de “Pernambuco no Oscar” e foi promovido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

Antes da cerimônia começar, Kaiony conversou com a Folha de S. Paulo e disse que estava na expectativa para que o longa-metragem ganhasse nas categorias de elenco ou filme internacional. “Se for os dois, melhor ainda”, afirmou.

Ele também afirmou que interpretar Vilmar mudou sua vida e teceu elogios a Kleber Mendonça Filho.

“Estou muito feliz porque a construção da personagem partiu do olhar de Kleber. Claro, o trabalho foi meu, eu executei, mas saiu da cabeça de Kleber esse Vilmar que vocês assistiram e que gostam tanto. Por quê? Porque Vilmar começa um vilão e termina um anti-herói. Isso confunde a cabeça das pessoas que têm medo de mim e depois acabam gostando”, disse.



Fonte: saibamais.jor.br

Câmara de Natal ainda busca definição sobre caso Brisa

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Câmara de Natal ainda busca definição sobre caso Brisa

A Câmara Municipal de Natal tem duas definições pela frente envolvendo o processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT): primeiro, entender se o processo está arquivado ou não e, caso prossiga, marcar a sessão de julgamento em plenário.

Na última sexta-feira (13), a Comissão Especial Processante responsável pela análise do caso concluiu a apuração sobre a denúncia e emitiu parecer contrário à perda do mandato da parlamentar. O colegiado havia reaberto a fase de instrução do processo por decisão judicial, a fim de garantir à vereadora o direito de prestar depoimento.

Com a conclusão da análise, o relatório final será encaminhado à Mesa Diretora da Câmara, que deverá decidir sobre a convocação da sessão de julgamento em plenário. Segundo a assessoria da Câmara, a expectativa é que o relatório chegue à Mesa Diretora entre esta segunda (16) e terça (17).

Contudo, como o prazo máximo de 90 dias para o processo foi encerrado no dia 5 e há um processo judicial em andamento sobre a contagem desses prazos, a Casa legislativa aguarda o recebimento formal do documento para avaliar a situação e definir os próximos encaminhamentos.

A dúvida reside porque a defesa da parlamentar fez um pedido de arquivamento alegando que o prazo se esgotou, mas a Câmara ainda não definiu o futuro do processo. 

Saiba Mais: Brisa pede arquivamento do processo e aguarda parecer na procuradoria

No dia 5, o procurador Gustavo Souza explicou que há uma “variedade de interpretações” que ainda persiste. 

“O que será analisado é se a decisão judicial, quando determinou a oitiva da vereadora, o processo estava suspenso ou não. Isso se chama modulação dos efeitos”, explicou.

Impasse

Na reunião da sexta, o relator do processo, vereador Daniell Rendall (Republicanos), manteve em seu parecer a recomendação pela cassação da parlamentar, acusada de destinar recursos de emenda parlamentar para a realização de um evento de caráter político-partidário.

A presidente da comissão, vereadora Samanda Alves (PT), apresentou voto divergente, defendendo que o caso seja analisado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, sem resultar em cassação. Com a ausência do vereador Tárcio de Eudiane (União), houve empate entre os votos.

Diante do impasse, a Procuradoria da Câmara foi consultada para definir qual entendimento deveria prevalecer. 

“O vereador Daniell votou pela cassação, nós apresentamos voto divergente e, seguindo a orientação da Procuradoria, no caso de empate prevalece o voto mais benéfico à ré. Então foi o voto vencedor pela não cassação da vereadora Brisa”, explicou Samanda Alves.

“O entendimento foi pela adoção do relatório mais favorável à vereadora, com base em princípios do direito penal e do processo penal. A comissão encerra hoje (13) os trabalhos e deve encaminhar a decisão à presidência para que a Mesa Diretora decida sobre a sessão”, esclareceu o procurador-geral da Casa, Gustavo Souza, no dia 13.

Fonte: saibamais.jor.br

Natália e Mineiro assinam projetos contra machismo e violência de gênero

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Natália e Mineiro assinam projetos contra machismo e violência de gênero

No mês da mulher, os deputados federais Natália Bonavides e Fernando Mineiro, ambos do PT potiguar, assinaram projetos voltados ao apoio às mulheres, combate ao machismo e contra a comunidade red pill.

Eles coassinaram, por exemplo, o projeto de lei 1138/2026, do deputado Pedro Uczai (PT/SC), que institui a Política Nacional de Programas e Grupos Reflexivos sobre Masculinidades, Prevenção da Violência e Cultura de Paz. O objetivo é promover a reflexão crítica sobre padrões sociais de masculinidade, prevenir violências, estimular relações respeitosas e não violentas, fomentar a equidade de gênero, fortalecer a cultura de paz e apoiar processos de responsabilização e transformação social.

“A violência doméstica e familiar contra a mulher permanece como uma das mais graves e persistentes violações de direitos humanos no Brasil. Sua permanência revela que a resposta estatal, embora indispensavelmente deva continuar firme no campo repressivo, precisa também consolidar instrumentos preventivos e responsabilizantes capazes de interromper o ciclo da violência, enfrentar sua reiteração e reduzir o risco de novas agressões. Os dados mais recentes confirmam que não se está diante de episódios isolados, mas de um fenômeno estrutural, reiterado e profundamente enraizado nas desigualdades de gênero”, diz a justificativa do texto.

A dupla de parlamentares também pediu inclusão na coautoria do PL 1006/2026, que tipifica a promoção de misoginia e a incitação à violência ou discriminação contra mulheres, inclusive no ambiente digital (como nas comunidades conhecidas como “red pill” e “incel”).

A proposta de Maria do Rosário (PT/RS) foi apresentada em 6 de março, e o requerimento de inclusão de assinatura foi enviado no dia 11, mas ainda aguarda despacho do presidente da Câmara para que os nomes sejam efetivados como coautores.

“O projeto busca equilibrar a proteção da liberdade de expressão com a necessidade de prevenir discursos que incitem violência ou discriminação, reforçando o compromisso do Estado brasileiro com a igualdade de gênero e com a proteção dos direitos fundamentais”, diz a justificativa da proposta de lei.

Natália e Mineiro ainda coassinam o PL 1107/2026, que institui pensão especial para pessoas com deficiência decorrente de violência doméstica e familiar, da deputada Denise Pessôa (PT/RS).

Já Mineiro, por sua vez, pediu para ter o nome incluído no projeto de Lei 1.042/2026, que institui a Política de Atenção Integral e Proteção às Mulheres Sobreviventes de Tentativas de Feminicídio, e em projetos de Arlindo Chinaglia (PT/SP) voltados à Lei Cidade Segura para Mulheres e Lei da Mobilidade Segura para as Mulheres.

Em fevereiro, Bonavides também apoiou o projeto de lei 805/2026, de Jack Rocha (PT/ES). O texto dispõe sobre o enfrentamento à violência digital contra as mulheres por sua condição de mulher, com base na Lei Modelo Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Digital de Gênero contra as Mulheres.

Como relatora, Natália Bonavides ainda apresentou relatório favorável ao PL 68/2025, de Daiana Santos (PCdoB/RS), que altera leis e amplia a proteção e o apoio às mulheres que ocupam cargos e espaços de liderança social e política e de poder que enfrentam violência política de gênero.

Fonte: saibamais.jor.br

PM afasta policiais após abordagem em ocupação de mulheres em Natal

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PM afasta policiais após abordagem em ocupação de mulheres em Natal

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte anunciou o afastamento dos policiais envolvidos na abordagem realizada na madrugada de sábado (14) durante a ocupação organizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário em Natal. A decisão foi tomada após a circulação de vídeos que mostram momentos de tensão entre agentes da corporação e integrantes do movimento.

Em resposta à Saiba Mais, a PM informou que o Comando-Geral determinou o afastamento imediato dos policiais e a abertura de um procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes.

Segundo a corporação, a ocorrência foi atendida por equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) após acionamento do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que recebeu informação sobre uma ocupação no prédio da Associação de Moradores do Conjunto Cidade Satélite (Amocisa), na zona Sul da capital.

“Em resposta às imagens veiculadas sobre a conduta policial durante a ação, o Comando-Geral determinou ao Tenente-Coronel Robson, comandante do 5º BPM, o afastamento imediato dos policiais envolvidos e a abertura de procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos”, afirmou a corporação.

Nos vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver momentos de discussão entre policiais e mulheres que participavam da ocupação. Em um dos trechos, o agente que conduz o diálogo interrompe repetidas vezes a fala de Kívia Moreira, integrante do movimento, exigindo que ela fale em tom mais baixo durante a conversa.

Integrantes do grupo afirmam que, durante a abordagem, o policial também mandou a militante se calar em diferentes momentos, enquanto ela tentava explicar os objetivos da mobilização.

A ocupação foi organizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário e recebeu o nome de Ocupação Maria do Carmo, em homenagem à militante do Partido Comunista Revolucionário (PCR) que foi perseguida durante a ditadura militar.

Segundo as organizadoras, a mobilização faz parte de uma jornada nacional de ocupações realizada pelo movimento para denunciar a violência contra mulheres no país e cobrar políticas públicas de enfrentamento ao problema.

A ocupação foi iniciada no sábado (14), data que marca os sete anos do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, morta em 2018.

Cobrança por políticas públicas

De acordo com Kívia Moreira, uma das lideranças da ocupação em Natal, a mobilização também busca pressionar o poder público pela ampliação da rede de proteção às mulheres no estado.

Entre as reivindicações apresentadas pelo movimento estão a implantação da Casa da Mulher Brasileira no Rio Grande do Norte, além da criação de mais espaços de acolhimento para mulheres vítimas de violência.

“O que de fato vai resolver a violência contra as mulheres é ter políticas de emprego digno, moradia, alimentação e creche para as crianças. Não é apenas repressão”, afirmou.

PM diz que mantém diálogo com movimento

Na nota enviada à imprensa, a Polícia Militar também afirmou que o Comando-Geral já havia recebido lideranças do movimento antes da ocupação.

Segundo a corporação, o encontro ocorreu no dia 27 de fevereiro, quando representantes do grupo e advogados foram recebidos para discutir demandas apresentadas pelas integrantes.

“A instituição reitera que atua pautada pela legalidade e pelo respeito aos direitos fundamentais, não compactuando com condutas que desviem de seus protocolos operacionais”, informou a PM.

Fonte: saibamais.jor.br

Amém Ore lança “Clube da Humanidade” gravado em ocupação em Natal

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Rap e resistência: Amém Ore lança “Clube da Humanidade” gravado em ocupação em Natal

Amém Ore é um artista de guerra, mas as armas dele são a caneta e a voz. Rapper e poeta, filho de Mãe Luíza, o potiguar lançou neste mês seu mais novo trabalho, “Clube da Humanidade”, um videoclipe-documentário gravado na Ocupação Palmares, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) no bairro das Rocas, Zona Leste de Natal. 

A obra, com cerca de 8 minutos e disponível no YouTube (assista abaixo), marca o retorno de Amém Ore, nome artístico de André Lima, depois de cerca de três anos desenvolvendo o projeto. 

O título da obra faz referência ao pensamento do filósofo indígena Ailton Krenak, que questiona a ideia de uma humanidade moderna construída por uma parcela da sociedade. Nesse modelo, só é reconhecido como plenamente humano quem se encaixa em padrões de consumo, lucro e produção infinita.

“O Ailton Krenak critica essa sociedade produtiva de muito dinheiro, de muito lucro e a crítica dele é sobre as pessoas que não conseguem alcançar esse Clube da Humanidade, que seria, por exemplo, a elite, uma pequena parcela da sociedade, e o resto da população que não faz parte dessa parcela, nessa crítica, é tratado como não humanos, como indigentes, pessoas que não merecem dignidade”, explica.

“Quando eu pensei nessa crítica, eu pensei muito nas ocupações, que lutam exatamente por essa dignidade, por uma moradia, por comida, por um trabalho digno.” 

O trabalho audiovisual mistura entrevistas, performances e, claro, o rap. “A música fala muito da perspectiva da crítica e o videoclipe já mostra essa outra fase da humanidade que esse Clube da Humanidade tenta apagar”, define Amém Ore.

Para colher os depoimentos e gravar dentro da Ocupação Palmares, o artista contou com a sensibilidade e com a paciência para que tudo saísse como planejado. Depois de tantas idas, o videoclipe-documentário ganhou vida e foi exibido dentro da própria Palmares, para que os moradores pudessem assistir, no último dia 5 de março. 

“A gente passou um ano inteiro visitando a ocupação, dialogando, falando sobre o que seria o projeto, para aí sim as pessoas realmente se sentirem confortáveis para conversar com a gente”, conta.

André Lima mora em Mãe Luíza e já teve uma tia que liderou uma das primeiras ocupações na comunidade. Por isso, “Clube da Humanidade” não se distanciou da sua própria realidade. 

“É algo da minha vivência e também de querer contar essa vivência. Tudo foi se interligando”, atesta.

As letras do rap dentro do videoclipe-documentário denunciam o racismo, a desigualdade social e questionam a quem serve a nossa democracia. Lima diz que produzir o trabalho o ajudou a entender o que o hip-hop visa, como a empatia, a coletividade, a humanização e a oportunidade de dar local de fala.

“Foi, na prática, fazer o que a gente fala. A gente sempre fala sobre a desigualdade, mas muitas vezes a gente não vai até esses pontos para ouvir e dar local de fala para essas pessoas. Eu me senti não só como um rapper, mas como um ativista, como um repórter também”, diz o cantor e poeta.

Se a democracia é do povo, porque o governo é do rico? 
O sonho do capitalista é controlar o capitalismo 
Mas internet e celular
Saibam, nada disso se come 
A fome não tem Twitter, mas tem milhões de seguidores no mundo inteiro 
E o Brasil sendo comandado por militares, garimpeiros, milionários e fazendeiros
Trecho do videoclipe-documentário “Clube da Humanidade”

Amém Ore se notabilizou a partir das batalhas de slam, um gênero de poesia falada que encontrou lugar dentro da periferia e do rap. Já ganhou o Slam RN e representou o estado na etapa nacional, o Slam Br. Em Mãe Luíza, bairro onde mora, também organiza o Slam no Mirante. Depois de “Clube da Humanidade”, ele já tem outros projetos em mente e prepara o lançamento do seu próximo EP — o primeiro gravado com banda.

“É um EP mais diferenciado, mais romântico, mais puxado pro rock e rap, algo bem diferente do que eu lancei”, adianta.

Confiram o videoclipe-documentário “Clube da Humanidade”:

Fonte: saibamais.jor.br

arte, política e performance na construção de uma drag no RN

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Geja: arte, política e performance na construção de uma drag no RN

A artista não-binaria Geja tem 25 anos e fala da própria história como quem revisita um álbum de fotos cheio de figurinos, maquiagens e memórias de palco. Na verdade, a relação com a arte começou antes mesmo de qualquer consciência sobre carreira, identidade ou performance. Começou na infância, no meio de espetáculos populares, humor, circo e folclore.

Nascida no Ceará e criada em Natal desde muito pequena, Geja cresceu praticamente dentro de um ambiente artístico. O pai trabalhava com shows de humor em uma casa cultural da cidade, e era comum que ela passasse horas assistindo às apresentações. No palco, passavam números de capoeira, maculelê, humor e personagens caricatos.

“Eu lembro de assistir os shows do começo ao fim. Era uma casa folclórica, tinha sereia saindo no palco, capoeira, maculelê… e meu pai fazia show de humor. Eu sempre entendi aquilo como um lugar de fantasia”, recorda.

Foi nesse ambiente que surgiram os primeiros contatos com a ideia de performance e com a possibilidade de brincar com personagens. Ainda criança, as festas de Carnaval e São João eram momentos aguardados para experimentar maquiagem, figurinos e pequenas transformações.

Uma fantasia de pirata, com bigode e barba desenhados no rosto, virou quase uma marca de infância. “Era a oportunidade que eu tinha de me maquiar. Eu sempre pedia pra pintar um bigodinho, um dente, fazer alguma coisa”, conta. Anos depois, o bigode ainda aparece como elemento recorrente em suas montações.

Apesar do interesse precoce, a formação artística não veio por meio de cursos formais. A experimentação acontecia em espaços cotidianos: apresentações da escola, quadrilhas juninas, peças estudantis e atividades culturais.

“Eu sempre estava nessas coisas, mas nunca tive aula mesmo de teatro ou dança. Eu gostava era de escrever roteiro para as peças da escola”, lembra.

A descoberta da drag

A virada acontece no ensino médio, quando Geja entra no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), em 2016. É nesse período que a experimentação com gênero e performance ganha forma mais concreta.

A primeira vez que se montou foi por um motivo improvável: um trabalho escolar de geografia inspirado no fenômeno viral Girls in the House.

“A gente fez uma versão chamada Girls in the Cerrado. Aí alguém disse: ‘por que você não se monta?’ E eu pensei: pronto, vai ter drag no Cerrado sim”, conta, rindo.

Durante essa fase, a drag existia principalmente dentro do quarto, o que, na cultura drag, costuma ser chamado de bedroom queen. As montações apareciam em trabalhos escolares, fotos, pequenos vídeos e experiências pessoais.

Entre 2016 e 2018, a palavra-chave era experimentação.

“Era muito testar coisa. Testar maquiagem, roupa, ideia, conceito. Tudo ainda muito dentro de casa.”

Política, festa e performance

O salto para o público acontece também dentro do ambiente estudantil. No IFRN, Geja passa a integrar o grêmio estudantil e ocupa o cargo de diretora de arte e cultura por duas gestões.

Ali, organização política e produção cultural começam a caminhar juntas.

Uma das festas organizadas pelo grêmio, chamada Puns at Sisters, brincava justamente com a ideia de que eventos estudantis seriam apenas festas sem conteúdo. A proposta era misturar irreverência, cultura e provocação estética.

“Eu já queria usar roupas mais curtas, brincar mais com o corpo, misturar masculino e feminino. Sempre tive essa ideia de que a drag precisava romper alguma coisa.”

A primeira performance oficial acontece em 2019, em uma festa de Halloween. Até então, Geja já frequentava eventos montada, mas ainda não tinha se apresentado no palco.

A experiência mudou tudo.

“Uma coisa é organizar a festa, falar no microfone, apresentar. Outra é sentir o calor do público reagindo ao que você está fazendo ali, na hora. Aquilo me viciou.”

A partir daí, a performance — principalmente o lip sync — se torna uma das linguagens centrais do trabalho artístico.

Durante a pandemia de Covid-19, quando as festas desapareceram e os palcos ficaram vazios, Geja voltou à lógica da bedroom queen. Mas dessa vez a experimentação ganhou outra dimensão.

Foi o momento de investir de fato na drag: comprar maquiagem, adquirir perucas, costurar roupas e produzir conteúdos.

Também foi nesse período que ela participou de competições online de lip sync que reuniam artistas de todo o país.

“Era uma dinâmica parecida com Drag Race: tinha tops, bottoms, eliminações. Durava semanas. Aquilo ajudou muito a construir minha performance.”

A pandemia também marcou um momento pessoal importante: tornar pública a identidade drag.

Até então, as montações eram compartilhadas em redes privadas. Durante o isolamento, Geja decidiu abrir o perfil e assumir publicamente o trabalho artístico.

“Eu simplesmente falei: olha, gente, sou drag.”

O período pós-pandemia trouxe duas experiências que, segundo a artista, mudaram profundamente sua forma de fazer arte.

A primeira foi o circo.

Os pais de Geja, palhaços há mais de duas décadas, criaram recentemente o Circo Bisteca e Bochechinha. Ali, ela passou a participar como artista de tecido acrobático, incorporando maquiagem e elementos de drag nas apresentações.

“Eu gosto muito da troca com o público infantil. Criança é muito sincera. Quando uma chega e diz que amou sua maquiagem, aquilo vale muito.”

A segunda virada veio com a inserção na cena clubber de Natal. Foi nesse contexto que surgiram novas colaborações artísticas, festas independentes e coletivos culturais.

A Ballroom em Natal

Um dos capítulos mais importantes da trajetória de Geja está ligado ao surgimento da cultura Ballroom na cidade.

Depois de conhecer a cena, inicialmente através de referências como o documentário Paris Is Burning, ela participou da articulação que ajudou a viabilizar o primeiro baile organizado no estado.

Na época, Geja também atuava politicamente no Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRN e intermediou apoio institucional para a realização do evento.

“Era muito perrengue para conseguir fazer o primeiro baile. Eu falei: não, isso precisa acontecer.”

O evento acabou se tornando um marco para a comunidade local. Desde então, a artista também participou da produção de diversos bailes e eventos ligados à Ballroom em Natal.

“Hoje a comunidade está pulsante. Tudo é muito vivo: as estéticas, as danças, o gogó. Tudo é cante.”

A multiplicidade sempre foi uma característica da drag. Além de performer, Geja também já experimentou a música.

A faixa Escaudante, disponível nas plataformas digitais, nasceu de uma parceria com a artista Desk, que convidou Geja para escrever e gravar vocais sobre um beat inspirado no funk e na estética ballroom.

A gravação foi feita de forma caseira, com vocais captados no próprio quarto.

“Foi tudo meio Frankenstein. Gravei verso por verso e depois ela foi montando a música.”

Outro projeto importante foi a participação no filme Na Casa dos 20, dirigido por Filipe Santelli, no qual Geja interpreta um DJ. Embora não apareça montada na produção, a artista assina o trabalho com o nome artístico.

Arte como posicionamento

Ao olhar para trás, Geja identifica uma linha que atravessa toda a trajetória: a ligação entre arte e política.

Desde o grêmio estudantil até a atuação em eventos culturais e na Ballroom, a artista acredita que produzir cultura também significa disputar espaços e narrativas.

“Não quer dizer que todo mundo precisa fundar um movimento político. Mas toda arte que reflete sobre o mundo já é política.”

Hoje, a drag segue se expandindo entre diferentes linguagens: performance, circo, música, cinema e produção cultural.

Entre os sonhos que ainda quer realizar estão levar a personagem para o cinema em uma produção totalmente centrada em drags e conquistar um prêmio artístico.

“Eu adoro cerimônia de premiação. Aquela coisa de anunciar os indicados, subir no palco, pegar o troféu. Acho chiquérrimo.”

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Fonte: saibamais.jor.br

Motorista de aplicativo transforma carro em karaokê sobre rodas em Natal

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Motorista de aplicativo transforma carro em karaokê sobre rodas em Natal
Foto: Alisson Almeida

Diz o ditado popular que “de médico e louco todo mundo tem um pouco”, mas no caso dos brasileiros podemos acrescentar outra vocação: a de cantor. Ainda que seja só no chuveiro, no volante carro ou numa reunião de amigos, sempre tem alguém pronto para soltar a voz na hora do refrão. Foi apostando nesse talento informal que o motorista de aplicativo Milton Gomes, 31 anos, decidiu inovar no atendimento aos passageiros em Natal. Ele transformou o próprio veículo em um karaokê sobre rodas, onde quem entra não encontra apenas uma corrida, mas também a chance de mostrar sua habilidade com a música durante o trajeto.

A ideia, além de quebrar a rotina das viagens, dá a chance para os passageiros, entre um deslocamento e outro, virem cantores durante alguns minutos e o trajeto ganha trilha sonora ao vivo. Para conferir essa experiência de perto, acompanhamos Milton com seu karaokê móvel pelas ruas de Natal.

A surpresa começa logo ao entrar no veículo. Uma pequena placa instalada atrás do banco do motorista anuncia a novidade: ali também funciona um karaokê. O passageiro que se animar pode escolher a música, pegar o microfone e assumir o palco improvisado.

Para completar o clima de show, Milton guarda um detalhe para o momento certo: Na hora do refrão, ele liga as luzes de led, transformando o interior do carro em uma pequena pista iluminada.

A ideia é relativamente recente. De acordo com Milton, o karaokê sobre rodas surgiu há cerca de três ou quatro meses, inspirado em um vídeo que ele viu nas redes sociais mostrando um motorista fazendo uma coisa parecida em Florianópolis (SC).

“Quando vi, pensei: vou trazer essa ideia para Natal”, conta.

Foto: Alisson Almeida

Milton trabalha como motorista de aplicativo há três anos e meio. Antes disso, era vendedor em um shopping. Na época, costumava rodar de moto nas folgas de quarta-feira para ajudar nas despesas com combustível.

A mudança de profissão veio depois que foi demitido. A esposa estava grávida na época, então ele decidiu trocar a moto por um carro e passar a trabalhar com aplicativos de transporte.

“Eu juntei o útil ao agradável. Ia precisar de um carro para a família e comecei a trabalhar com aplicativo”, lembra.

Hoje, ele roda principalmente pelas zonas Leste e Sul de Natal. Foi justamente no contato diário com os passageiros que surgiu a vontade de tornar as viagens mais divertidas.

Passageiros reagem com surpresa ao verem placa de karaokê no carro

A reação das pessoas ao se depararem com o karaokê, segundo ele, costuma ser imediata. A experiência dos passageiros começa com surpresa: “Eles entram, veem a plaquinha e já perguntam se tem karaokê mesmo”, conta.

Nem todo mundo se arrisca no microfone, mas a adesão aumenta bastante nos fins de semana, especialmente entre quem está saindo de bares ou festas.

“Quando a galera já está animada, canta mesmo”, diz.

Além de render boas histórias e vídeos nas redes sociais — alguns deles com milhares de visualizações — a ideia também trouxe retorno financeiro. Milton afirma que muitos passageiros acabam dando gorjetas depois da experiência e alguns chegam a contratá-lo para corridas particulares.

Um desses convites veio justamente após alguém assistir aos vídeos publicados por ele. No sábado (14), por exemplo, o motorista faria um serviço especial: transportar uma noiva até o local do casamento.

“Foi por causa do karaokê”, revela.

Jornalista e professor soltaram a voz no carro de Milton

Quem já experimentou a corrida musical aprova a novidade. O jornalista Vitor Pimentel e o professor Avelino Neto, ambos de 40 anos, pegaram uma corrida na semana passada com Milton. Os dois acabaram entrando no clima e se arriscaram soltando a voz.

“Achei muito satisfatória a ideia do karaokê sobre rodas. Numa cidade onde as opções de lazer são tão pautadas na mesmice e onde a gente não encontra grandes inovações, ter acesso a um serviço desse me parece uma saída muito divertida”, avalia.

Ele pontuou que a experiência ganha ainda mais sentido para quem utiliza aplicativos de transporte justamente para se deslocar para momentos de lazer.

“Para quem usa esse tipo de transporte pra sair, ir pra bares ou festas, a iniciativa foi muito bacana. Espero encontrar com ele outras vezes”, afirma.

Apesar de dizer que é tímido, Vitor acabou soltando a voz durante a corrida. “Cantar faz parte das coisas que me fazem feliz. Eu sou meio envergonhado, por incrível que pareça, mas canto sim em reuniões com amigos, mais na brincadeira”, relata.

De volta a nossa experiência imersiva, enquanto a corrida seguia pelas ruas da cidade, ficou evidente que o carro não é apenas um meio de transporte. Por alguns minutos, ele vira palco, cabine de gravação improvisada e espaço para quem quiser testar — sem compromisso — aquele imaginado talento musical escondido.

No fim das contas, se a apresentação não for digna de reality show, tudo bem. O passageiro, no máximo, desce do carro com uma boa história para contar — e talvez com a sensação de que todo brasileiro tem de fato um pouco de cantor.



Fonte: saibamais.jor.br

Resoluções do TSE para as eleições de 2026 e a importância do combate à desinformação

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Resoluções do TSE para as eleições de 2026 e a importância do combate à desinformação

Todas as eleições são regidas por um conjunto de normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que as disciplinam. Essas normas são bastante detalhadas e abrangem desde os atos preparatórios gerais do processo eleitoral, o fluxo de votação e as fases de apuração, totalização e diplomação dos eleitos, até a definição do calendário eleitoral, as regras sobre pesquisas eleitorais, propaganda eleitoral, prestação de contas, Fundo Especial de Financiamento de Campanha e o sistema eleitoral. Enfim, tratam de diretrizes para a realização das eleições, buscando aperfeiçoar o gerenciamento do processo eleitoral e atualizar as normas existentes a cada pleito.

Como afirma o NETLab, Laboratório da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – que desde 2013, entre outros estudos, se dedica a diagnosticar o fenômeno da desinformação – “Preservar a integridade da informação no ambiente online é um desafio que cresce junto com o acelerado desenvolvimento das tecnologias digitais. Isto se torna particularmente desafiador em campanhas eleitorais: entre um pleito e outro, são desenvolvidas e aperfeiçoadas inúmeras tecnologias e técnicas que, se mal empregadas, têm o poder de impactar a opinião pública de maneira substancial. Novos problemas se somam a outros já conhecidos, ampliando a nocividade potencial para além do alcance dos dispositivos legais existentes. Mesmo sustentadas por legislações e instituições consolidadas nas democracias contemporâneas, campanhas eleitorais têm se mostrado suscetíveis a estratégias de manipulação por meio das plataformas digitais”.(https://netlab.eco.ufrj.br/post/propaganda-eleitoral-em-2026).

O conjunto de procedimentos elaborados e aprovados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como ocorreu em pleitos anteriores, é amplamente discutido com representantes da sociedade civil, partidos políticos e especialistas convidados. Para as eleições de outubro de 2026, o TSE realizou, entre os dias 3 e 5 de fevereiro de 2026, três audiências públicas e recebeu 1.618 propostas, sendo 187 oriundas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Houve um aumento de 41% em relação a 2024, quando foram apresentadas 954 propostas, resultando na aprovação de 12 resoluções. Para 2026, foram aprovadas 14: sete no dia 25 de fevereiro e outras sete no dia 2 de março de 2026.

Há algumas novidades em relação às resoluções anteriores. Uma delas diz respeito ao que foi chamado de “limite temporal para a Inteligência Artificial (IA)”, como parte de instrumentos para combater o desvirtuamento da propaganda eleitoral e o uso indevido dessa tecnologia. As regras sobre IA haviam sido aprovadas em 2024, vedando o uso de deepfakes, chatbots (que simulam interações humanas) e avatares, além da exigência de rótulos de identificação em conteúdos sintéticos multimídia e da proibição do “uso de conteúdos fabricados ou manipulados com fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados, com potencial de causar danos ao equilíbrio do pleito ou à integridade do processo eleitoral”.

No entanto, não havia sido estabelecido um limite temporal para essa proibição. Para as eleições de outubro de 2026, foi aprovada uma norma que proíbe, das 72 horas antes até 24 horas depois da eleição, a circulação de quaisquer conteúdos sintéticos novos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou tecnologias equivalentes que modifiquem voz ou imagem de candidatos(as) ou de pessoas públicas, ainda que rotulados.

A resolução estabelece que as plataformas digitais, em caso de descumprimento, serão responsabilizadas e poderão sofrer multas ou outras sanções caso não removam conteúdos e contas durante o período eleitoral. Toda propaganda que fizer uso de imagem, voz ou conteúdo manipulado por IA, tanto em material impresso quanto digital, deverá apresentar de forma destacada e acessível a informação de que se trata de conteúdo produzido ou alterado por IA, além de indicar a tecnologia utilizada.

Outro aspecto importante diz respeito ao que foi denominado interferência algorítmica, que estabelece que provedores de IA são proibidos de fornecer recomendações de candidaturas, a fim de impedir interferências algorítmicas no processo decisório do voto. Atualmente, há a possibilidade do uso pernicioso de ferramentas de big data, como a análise de dados pessoais, tecnologia que vem sendo incorporada às estratégias políticas. Os algoritmos podem, por exemplo, elaborar perfis de eleitores indecisos e usar as mídias sociais para bombardear esses eleitores com conteúdos direcionados.

Da mesma forma, serão banidos perfis falsos, apócrifos ou automatizados utilizados para comprometer a integridade do processo eleitoral.

As plataformas digitais também deverão criar um Plano de Conformidade, para garantir que as resoluções da Justiça Eleitoral sejam cumpridas, visando prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral.

Outra novidade em relação às eleições de 2024 é a aprovação de normas que estendem às candidaturas indígenas a garantia de um percentual mínimo de 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário. Antes, essa regra era válida apenas para mulheres e pessoas negras. O repasse dos recursos deve ser proporcional às candidaturas indígenas apresentadas por cada partido.

Uma das novidades para as eleições de 2026 é a resolução que institui o programa Seu Voto Importa, que garante transporte individual gratuito no dia do pleito para eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que não possuam meios próprios de locomoção. Para ter direito ao benefício, os eleitores deverão solicitar o serviço aos TREs com até 20 dias de antecedência da eleição, marcada para 4 de outubro.

Outra mudança refere-se ao combate aos chamados ilícitos eleitorais, como a burla à cota de gênero e o abuso da estrutura empresarial para coagir ou constranger empregados a votarem em candidatos apoiados pelos empregadores  – prática que ocorreu em eleições passadas e que resultou na aplicação de multas a empresas, como a Havan. A Justiça Eleitoral deverá atuar de forma rápida e eficaz quando houver violação dessas normas.

Também foram disponibilizados conteúdos da websérie produzida pela Secretaria de Comunicação e Multimídia (Secom) do TSE, intitulada “V de Verdade – Em terra de fatos, fake não tem vez”. A série conta com seis episódios e tem como objetivo orientar e alertar o público sobre o fenômeno da desinformação, ajudando eleitoras e eleitores a identificar e questionar informações potencialmente falsas capazes de direcionar narrativas enganosas.

Entre as principais mudanças na Resolução TSE nº 23.673/2021, que regulamenta os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação, destaca-se a incorporação do Teste de Integridade com Biometria ao texto da norma, conferindo maior estabilidade normativa aos procedimentos de testagem.

Outra norma importante prevê a possibilidade de custeio de despesas relacionadas à prevenção, repressão e combate à violência política contra a mulher, bem como à contratação de segurança para a proteção de candidatas.

Um dos aspectos mais relevantes do conjunto de resoluções refere-se ao combate à desinformação, tema que o TSE vem aprimorando a cada eleição. Nas eleições de 2022 foi criado o Programa de Combate à Desinformação, cujo objetivo era combater práticas que afetam a confiança da população nas eleições, bem como distorções propositais que alteram o significado de decisões da Justiça e colocam em risco direitos fundamentais e a estabilidade democrática.

Outra iniciativa importante foi a publicação do livro Desinformação, o mal do século: distorções, inverdades, fake news — a democracia ameaçada, publicado pelo STF em parceria com a Editora da Universidade de Brasília.

Apesar dessas iniciativas, as normas não impediram ataques às instituições democráticas, como o STF e o TSE, nem aos seus ministros. O então presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, foi alvo frequente de ataques por parte de seguidores do ex-presidente da República derrotado nas eleições de 2022. Também não foi possível conter discursos de ódio, apologia à violência, intolerância e discriminação que culminaram nos atos criminosos e na tentativa de golpe de Estado ocorridos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Esse cenário foi alimentado por um ambiente de constantes ataques à democracia, especialmente nas redes sociais. A extrema-direita compreende a importância da comunicação e o poder da desinformação para sustentar projetos políticos autoritários, explorando as redes digitais como plataformas centrais de comunicação política. Os acontecimentos de 8 de janeiro evidenciaram o impacto das notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e revelaram comportamentos e preferências políticas de uma parcela da sociedade influenciada pela desinformação.

A desinformação se estrutura como um projeto político. Suas dinâmicas não ocorrem de forma desarticulada, mas resultam de uma produção cuidadosa e sistemática, que se retroalimenta na internet e nas redes sociais. Trata-se de uma rede organizada para produzir e disseminar conteúdos falsos, envolvendo diversos atores e estratégias, com impacto significativo na democracia brasileira.

A desinformação e a mentira são incorporadas às estratégias discursivas das campanhas eleitorais, utilizadas para influenciar eleitores. Essas estratégias podem obter êxito especialmente quando dirigidas a um público exposto a uma avalanche de informações falsas e que tem dificuldade em distinguir verdade e mentira.

Diversos estudos demonstram como a mentira está historicamente ligada às eleições e como se potencializa com o desenvolvimento tecnológico e a expansão das redes sociais. Na chamada era da pós-verdade, crenças e convicções frequentemente se sobrepõem aos fatos.

Nesse contexto, torna-se fundamental analisar como a desinformação, associada ao uso do medo, do pânico moral e de discursos de ódio, é utilizada por candidatos e estrategistas políticos. Também se torna importante compreender a lógica do engajamento digital e o uso intenso das redes sociais na propaganda eleitoral.

Uma reflexão importante sobre a relação entre verdade e mentira na política foi feita pela filósofa alemã Hannah Arendt (1906–1975). Para ela, a impostura, a falsificação e a mentira são frequentemente utilizadas como instrumentos para alcançar objetivos políticos. Ao analisar a verdade na política, afirma que “a veracidade nunca esteve entre as virtudes políticas e as mentiras sempre foram encaradas como instrumentos justificáveis pelos governantes”.

Segundo Arendt, o problema não é apenas quando a mentira se apresenta como verdade, mas quando ocorre a destruição do próprio sentido que utilizamos para distinguir realidade e ficção.

Em campanhas eleitorais, portanto, é fundamental distinguir o que é falso do que é verdadeiro, bem como identificar promessas irrealizáveis. A desinformação e as mentiras podem gerar consequências graves, especialmente quando são utilizadas como estratégia para alcançar o poder político.

Embora a mentira tenha feito parte do processo eleitoral ao longo da história, ela se torna ainda mais danosa quando é propagada por autoridades que deveriam se orientar pelo conhecimento, pela ciência e pela responsabilidade pública. Exemplos disso incluem ataques à ciência durante a pandemia da covid-19, o negacionismo climático e a disseminação de teorias conspiratórias.

Com o avanço tecnológico, o uso da inteligência artificial permite disseminar desinformação de maneira ainda mais sofisticada, por meio da manipulação digital de documentos, falas e imagens. Nesse contexto, surgem questionamentos importantes: será que a Justiça Eleitoral conseguirá impedir a difusão desses conteúdos? E, mais ainda, punir os responsáveis?

Hoje existem também mecanismos de combate à desinformação, como as agências de checagem de fatos. No entanto, sua atuação enfrenta dificuldades diante da velocidade e da intensidade com que a desinformação se espalha.

Além disso, há o fenômeno da insistência na afirmação falsa, que ocorre quando informações desmentidas continuam sendo repetidas e quando aqueles que as contradizem são desqualificados. Soma-se a isso o fato de que muitos indivíduos consomem notícias falsas diretamente em fontes manipuladoras, como blogs, sites, influenciadores e páginas nas redes sociais, criando bolhas informacionais que se retroalimentam.

Quem utiliza sistematicamente a desinformação conhece a predisposição de determinados públicos para acreditar em narrativas que confirmam suas crenças. Esse fenômeno está relacionado ao chamado viés de confirmação, estudado pela psicologia social, segundo o qual as pessoas tendem a aceitar mais facilmente informações que reforçam suas convicções pré-existentes, independentemente de sua veracidade.

A desinformação e as notícias falsas transformaram-se em uma verdadeira indústria que prospera em ambientes marcados pela desinformação e pela baixa alfabetização midiática.

Em eleições, portanto, o problema central são as consequências desse fenômeno: a possibilidade de eleger candidatos que fazem uso sistemático da mentira e da manipulação informacional. Esse cenário torna-se ainda mais grave em contextos de forte polarização política, nos quais o debate racional é substituído pela disseminação de narrativas manipuladoras.

O conteúdo desinformativo circula entre diferentes plataformas digitais — como WhatsApp, Telegram, Facebook, Instagram, X e YouTube. Assim, as redes sociais não são o único instrumento da desinformação, mas fazem parte de um ecossistema mais amplo, que envolve também setores religiosos, influenciadores digitais e até veículos da mídia tradicional.

Diante desse cenário, torna-se fundamental a existência de normas, como as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral, capazes de coibir práticas de mentira, distorção e manipulação informacional. Um dos principias desafios é o de como evitar ou mitigar os problemas decorrentes do mau uso (intencional) de tecnologias digitais para influenciar debates, reforçar posicionamentos políticos com base em mentiras e assim a possibilidade de influenciar os resultados de eleições. As normas estabelecidas pelo TSE visa não apenas garantir a integridade do processo eleitoral, como contribui também para proteger direitos coletivos, liberdades individuais e a própria democracia.

Fonte: saibamais.jor.br

Ocupações de mulheres pressionam por políticas contra violência em Natal

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Ocupações de mulheres pressionam por políticas contra violência em Natal

A porta se abre e o prédio volta a ter movimento. Colchões encostados nas paredes, mutirão de limpeza, conversas que atravessam a madrugada. Uma casa ocupada para tornar visível o que falta. Em Natal, a ocupação organizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário não é apenas um gesto de protesto. É também uma proposta de política pública.

Para o movimento, ocupar prédios e transformá-los em espaços de acolhimento tem um sentido claro: pressionar governos a criar e ampliar estruturas permanentes de proteção para mulheres.

É assim que surgem as ocupações organizadas pelo grupo em diferentes cidades do país, espaços que funcionam simultaneamente como denúncia e como experiência prática de política social.

A ocupação iniciada no último sábado, 14 de março, na capital potiguar segue essa lógica. Batizada de Ocupação Maria do Carmo, em homenagem à militante do Partido Comunista Revolucionário perseguida durante a ditadura militar, a ação integra uma jornada nacional do movimento que realizou mais de uma dezena de ocupações em vários estados.

A escolha da data também carrega um símbolo político.

“Nós decidimos o 14 de março porque é o dia que lembra o assassinato de Marielle Franco”, explica Kívia Moreira, integrante do movimento no Rio Grande do Norte.

Marielle, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018, tornou-se um marco na denúncia da violência política contra mulheres.

“Ela denunciava a atuação de milícias e a especulação imobiliária. Mesmo sendo uma vereadora, demorou anos para que os responsáveis fossem condenados. Imagine então o que acontece com uma mulher negra da periferia que sofre violência no cotidiano”, diz Kívia.

Ocupações como resposta ao feminicídio

Para o movimento, as ocupações surgem como resposta direta ao crescimento da violência de gênero no país.

Segundo Samara Martins, vice-presidenta nacional da Unidade Popular e pré-candidata à Presidência da República, o cenário atual exige mais do que medidas pontuais.

“Essas ocupações são extremamente importantes porque são uma resposta direta à epidemia de feminicídio que estamos vivendo”, afirma.

Ela cita um dado que se repete em diferentes levantamentos: no Brasil, quatro mulheres são assassinadas por dia em crimes relacionados ao gênero.

“Apesar de existirem pactos institucionais entre os poderes, o enfrentamento precisa envolver diretamente as mulheres e os movimentos organizados. A mobilização nacional organizada pelo Olga Benário tem exatamente esse objetivo”, diz.

Para Samara, o problema não pode ser explicado apenas por comportamentos individuais.

“O feminicídio não acontece por acaso nem apenas por uma decisão isolada de um agressor. Existe um sistema que diminui as mulheres, que as trata como propriedade de alguém, como se a vida delas estivesse nas mãos de outra pessoa”, afirma.

Nesse contexto, as ocupações funcionam como uma forma de mobilização política e também como um espaço de engajamento.

“Elas criam a oportunidade para que outras mulheres que vivem situações de violência se aproximem da luta e participem diretamente dessa construção.”

Prevenção antes da punição

Uma das principais críticas apresentadas pelo movimento é a forma como as políticas públicas costumam tratar a violência contra mulheres.

Segundo Kívia Moreira, grande parte das iniciativas se concentra na punição depois que o crime acontece.

“A política costuma ser: vamos ter delegacias especializadas ou penas mais duras. Mas o problema é o que acontece antes”, afirma.

Ela cita a necessidade de medidas estruturais capazes de reduzir a vulnerabilidade social das mulheres.

“Moradia própria, emprego digno, creches para as crianças, salário suficiente para viver. Muitas mulheres continuam em relações violentas porque não têm para onde ir ou porque precisam sustentar a família.”

Kívia também critica a falta de estrutura adequada em alguns serviços voltados ao atendimento de vítimas.

“Em muitos casos as mulheres procuram ajuda e acabam sendo revitimizadas. Falta preparo e sensibilidade no atendimento.”

Para Samara Martins, o enfrentamento precisa combinar políticas de acolhimento, educação e prevenção.

“Nós queremos medidas efetivas: delegacias funcionando 24 horas, equipes preparadas para atender mulheres, educação não sexista nas escolas e recursos públicos destinados à prevenção.”

Um espaço que tenta preencher um vazio

Dentro da ocupação, a ideia é transformar o prédio em um ponto de referência para mulheres da comunidade.

O espaço já começa a receber atividades organizadas pelas próprias integrantes do movimento nesta segunda, 16 de março, às 17h, com a realização primeiro de uma Assembleia com os moradores do bairro.

“Queremos fazer plantões de atendimento psicológico gratuitos, atividades culturais, oficinas e reuniões abertas com as moradoras do bairro”, explica Kívia.

A proposta é simples: criar um local onde mulheres possam buscar ajuda ou apenas participar de atividades coletivas.

“Às vezes a mulher vive uma situação de violência em casa, mas não consegue sair diretamente para denunciar. Se ela vem participar de uma oficina ou de uma atividade comunitária, pode encontrar apoio e orientação.”

Entre as iniciativas discutidas está também a retomada de experiências comunitárias antigas.

“No bairro existia um clube de mães que foi desativado. Era um espaço importante de convivência e apoio. Queremos recuperar esse tipo de iniciativa.”

A experiência anterior em Natal

A ocupação Maria do Carmo não é a primeira iniciativa do movimento no estado.

Antes dela, as militantes já haviam organizado a Ocupação Anatália Alves, no centro de Natal.

Segundo Kívia, o espaço acabou se tornando um ponto de referência para mulheres da região.

“Hoje é praticamente o único local de acolhimento para mulheres no centro da cidade. Recebemos pessoas da Cidade Alta, da Rocas, de Mãe Luísa, do Alecrim.”

Além de atividades comunitárias, o local também estabeleceu parcerias com universidades.

“Temos projetos de extensão que envolvem estudantes em atividades de acolhimento e orientação para mulheres em situação de violência.”

Para o movimento, esse tipo de experiência demonstra que a demanda por espaços de apoio é maior do que a estrutura pública disponível.

Quando a ocupação encontra o Estado

A ocupação Maria do Carmo ganhou repercussão após a abordagem violenta de policiais militares durante a madrugada do primeiro dia da ação.

Vídeos gravados no local mostram momentos de tensão entre agentes e integrantes do movimento.

Para Samara Martins, o episódio reflete dificuldades históricas no atendimento institucional às mulheres.

“Muitas vezes, quando as mulheres procuram instituições públicas, acabam sendo revitimizadas”, afirma.

Segundo ela, isso também ocorreu na ocupação.

“A abordagem mostrou como ainda existe despreparo institucional para lidar com demandas relacionadas à violência de gênero.”

Após a repercussão do caso, a Polícia Militar informou ter afastado os policiais envolvidos e aberto procedimento administrativo para apurar a ocorrência.

Um chamado à comunidade

Enquanto a discussão pública continua, a ocupação segue funcionando.

Durante o dia, as militantes circulam pelas ruas do bairro convidando moradores para conhecer o espaço.

À noite, organizam reuniões e atividades coletivas.

Para quem deseja apoiar a iniciativa, as formas de participação são diversas.

“Pode ajudar fazendo plantões no espaço, colaborando na organização das atividades ou fazendo doações de materiais e recursos”, diz Kívia.

A lógica do movimento é que a ocupação se mantenha viva pela participação coletiva.

“Qualquer contribuição ajuda, desde quem vem passar algumas horas ajudando até quem pode doar um móvel ou contribuir financeiramente.”

No interior da casa ocupada, a rotina ainda está sendo construída. Mas a proposta já está definida. Transformar um prédio vazio em um espaço de pressão política, acolhimento e mobilização, pressionando a criação das estruturas permanentes que as mulheres reivindicam.

Fonte: saibamais.jor.br

TRE-RN passa a atender em shoppings para regularizar situação de 139 mil eleitores

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TRE-RN passa a atender em shoppings para regularizar situação de 139 mil eleitores

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) passou a oferecer atendimento em shoppings de Natal, Parnamirim e Mossoró também durante os fins de semana, em uma ação voltada à regularização da situação eleitoral dos potiguares antes do prazo final de 6 de maio. Segundo o tribunal, a medida busca ampliar o acesso do eleitor aos serviços da Justiça Eleitoral, especialmente para alcançar os cerca de 139 mil eleitores do estado que ainda não realizaram a coleta biométrica.

De acordo com o TRE-RN, a iniciativa pretende facilitar o atendimento em locais de grande circulação, permitindo que os eleitores antecipem a regularização e garantam o exercício do voto nas eleições de 2026. O tribunal aponta que parte significativa dos eleitores que ainda não fizeram a biometria teve o título emitido no período da pandemia da Covid-19, quando houve limitações nos atendimentos presenciais.

Para ser atendido, o eleitor precisa apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado. Além da coleta biométrica, os postos instalados nos centros comerciais também oferecem serviços como alistamento eleitoral, transferência de domicílio, revisão biométrica, emissão de segunda via e regularização de títulos cancelados ou suspensos.

Segundo o TRE, a biometria traz mais segurança e transparência ao processo eleitoral, porque permite a identificação do eleitor sem necessidade de assinatura no caderno de votação. O tribunal também informa que a ausência do cadastramento biométrico pode gerar dificuldades no acesso a determinados serviços e contas do governo.

Em Natal, os atendimentos serão realizados no Shopping Midway entre os dias 12 e 15 de março, 19 e 22 de março, 26 e 29 de março, 2 e 5 de abril, 9 e 12 de abril, 16 e 19 de abril, e 23 e 26 de abril, sempre de quinta a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h. No Partage Norte Shopping, também na capital, o funcionamento ocorre entre 19 e 22 de março, 26 e 29 de março, 2 e 5 de abril, 9 e 12 de abril, 16 e 19 de abril, e 23 e 26 de abril, no mesmo horário: de quinta a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h.

Em Parnamirim, o atendimento será feito no Shopping Cidade Verde nos dias 12 a 15 de março, 19 a 22 de março, 26 a 29 de março, 2 a 5 de abril, 9 a 12 de abril, 16 a 19 de abril, e 23 a 26 de abril. Nesse caso, o horário será de quinta a sábado, das 9h às 20h, e aos domingos, das 15h às 20h. Já em Mossoró, o Partage Shopping Mossoró recebe a ação entre 19 e 22 de março, 26 e 29 de março, 2 e 5 de abril, 9 e 12 de abril, 16 e 19 de abril, e 23 e 26 de abril, de quinta a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h. O tribunal informa que os horários previstos para o período de 2 a 5 de abril podem sofrer alterações em razão do feriado.

Entre os benefícios apontados pelo TRE para a realização da biometria estão a maior agilidade no momento do voto, com identificação automática do eleitor; o reforço na segurança, por meio de verificação mais precisa da identidade; a ampliação das condições para o exercício regular do voto; e a atualização cadastral, que permite revisar informações como endereço e fotografia.

Fonte: saibamais.jor.br