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Tributo a Titina Medeiros reúne espetáculo e filme no teatro Sandoval Wanderley

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Tributo a Titina Medeiros reúne espetáculo e filme no teatro Sandoval Wanderley

O Teatro Sesc Sandoval Wanderley, no bairro do Alecrim, em Natal, promove nesta sexta-feira (27) uma noite de homenagem à atriz potiguar Titina Medeiros, que morreu em janeiro deste ano, aos 48 anos. A programação integra o projeto “Março em Cena” e reúne teatro, cinema e reconhecimento institucional à trajetória da artista.

A abertura da noite será com o espetáculo “Candeia”, do Grupo Estação de Teatro, seguido da exibição do curta-documentário “Titina: Alma Livre”, dirigido por Carito Cavalcanti e Fernando Suassuna. A entrada é gratuita, com ingressos disponibilizados pela plataforma Sympla no dia anterior, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível para o programa Sesc Mesa Brasil.

Voltado à valorização da produção local, “Candeia” destaca a cena teatral potiguar, da qual Titina foi uma das principais referências. Na sequência, o documentário revisita sua trajetória artística, marcada pela diversidade de atuações e pelo compromisso com a cultura do estado.

A homenagem também inclui a oficialização do nome da atriz na sala de espetáculos do teatro. Segundo o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, a iniciativa busca preservar e difundir o legado deixado por Titina. “É um gesto de reconhecimento que mantém viva a sua história e sua contribuição para a cultura”, afirmou.

Natural de Currais Novos e criada em Acari, na região do Seridó, Titina Medeiros construiu uma carreira sólida no teatro, no audiovisual e na televisão. Ganhou projeção nacional ao interpretar a personagem Socorro, na novela “Cheias de Charme”, exibida em 2012 pela TV Globo. Ao longo dos anos, integrou elencos de produções como “Geração Brasil”, “A Lei do Amor”, “Mar do Sertão”, “Amor Perfeito” e “No Rancho Fundo”, além de séries e filmes.

No teatro, manteve forte atuação na cena potiguar, com passagens por grupos como Clowns de Shakespeare e Carmim, e fundou, em 2017, a produtora Casa de Zoé, ao lado do ator César Ferrario, com quem foi casada por quase duas décadas. Reconhecida pelo rigor artístico e pela dedicação ao ofício, também se destacava pela defesa da cultura e pela valorização de novos artistas.

Nos bastidores, a atriz enfrentava a doença de forma reservada havia pelo menos seis meses. Segundo relatos de familiares, o período final foi marcado por acolhimento e proximidade com amigos e pessoas próximas. A morte gerou forte comoção no Rio Grande do Norte e repercutiu nacionalmente entre artistas e personalidades da cultura.

O velório foi realizado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, reunindo autoridades, colegas de profissão e admiradores. Em seguida, o corpo seguiu em cortejo para Acari, onde novas homenagens foram prestadas antes do sepultamento. Em reconhecimento à sua trajetória, o Governo do Estado decretou luto oficial de três dias.

Outras homenagens institucionais também foram anunciadas. Em Acari, a Casa de Cultura Popular passou a levar o nome de Palácio Titina Medeiros, em referência ao espaço onde a atriz teve parte de sua formação artística e realizou suas primeiras apresentações.

SAIBA MAIS: Palácio Titina Medeiros: Governo do RN homenageia atriz potiguar

Desde a reabertura, em novembro, sob gestão do Sesc RN, o Teatro Sesc Sandoval Wanderley já sediou cerca de 70 atividades e recebeu mais de 13 mil pessoas, consolidando a retomada da programação cultural no espaço.

O projeto “Março em Cena” reúne, ao longo do mês, apresentações e ações formativas. Entre os destaques da programação esteve a participação do ator Paulo Betti, com o espetáculo “Autobiografia autorizada”, além da realização de um workshop de interpretação.

Serviço
Espetáculo: “Candeia” com homenagem a Titina Medeiros
Data: 27 de março (sexta-feira)
Horário: a partir das 19h
Local: Teatro Sesc Sandoval Wanderley
Ingresso: gratuito (retirada via Sympla + doação de 1 kg de alimento não perecível)



Fonte: saibamais.jor.br

Touros, São Miguel e Umarizal

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MEC autoriza o funcionamento de novos IFs no RN: Touros, São Miguel e Umarizal

O Ministério da Educação autorizou o funcionamento de 38 novos campi de institutos federais no país, incluindo três no Rio Grande do Norte: Touros, São Miguel e Umarizal. A decisão abre caminho para que as unidades passem da fase de implantação física para a oferta efetiva de vagas. Com a nova autorização, o RN amplia uma estrutura que já conta com 26 unidades federais distribuídas em 20 cidades. Em Natal, seis institutos estão em atividade, entre eles o campus Natal Central, no Tirol, criado em 1909.

A medida faz parte da nova etapa de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Na prática, a autorização de funcionamento é o ponto em que os campi deixam de ser apenas obras ou projetos em implantação e passam a integrar a oferta concreta de ensino para a população. Com a incorporação das 38 unidades agora autorizadas, a rede passa a somar 724 unidades. Nos próximos exercícios orçamentários, esses campi deverão ser incluídos na matriz de financiamento das instituições.

Além das cidades potiguares, a autorização alcança unidades em diferentes regiões do país. A lista inclui Tartarugalzinho (AP); Remanso, Ribeira do Pombal, Ruy Barbosa, Santo Estêvão e Poções (BA); Quirinópolis e Porangatu (GO); Colinas (MA); Bom Despacho, João Monlevade, Minas Novas, Itajubá e Sete Lagoas (MG); Colniza (MT); Goiana (PE); Altos, Barras e Esperantina (PI); Rio de Janeiro – Cidade de Deus e Complexo do Alemão (RJ); São Miguel, Touros e Umarizal (RN); São Luiz Gonzaga, Porto Alegre – Zona Norte e São Leopoldo (RS); Cotia, Diadema, Guarujá, Mauá, Osasco, Ribeirão Preto, Santos, São Paulo – Cidade Tiradentes, São Paulo – Jardim Ângela e São Vicente (SP); e Tocantinópolis (TO).

Cada campus foi enquadrado em uma tipologia definida com base em critérios técnicos, especialmente o porte populacional das áreas atendidas. As unidades com estrutura prevista de 70 professores e 45 técnicos administrativos em educação serão destinadas a regiões mais populosas e poderão atender até 1,4 mil estudantes. Já os campi classificados na tipologia 40/26, voltados a municípios menores, terão capacidade para até 800 alunos. A divisão busca ajustar a oferta ao perfil de cada território.

Os institutos federais são instituições voltadas à educação profissional e tecnológica, mas também oferecem formação básica e superior. Todos os cursos são gratuitos. Pela legislação, essas instituições devem reservar pelo menos 50% das vagas para cursos técnicos de nível médio, prioritariamente na modalidade integrada, em que o estudante cursa a formação técnica junto ao ensino médio.

No caso de Touros, uma etapa da implantação já foi formalizada. Em 13 de março deste ano, foi assinada a ordem de serviço que autorizou o início das obras de construção e ampliação do campus no município. A cerimônia marcou o começo oficial da execução da obra e reuniu dirigentes institucionais, representantes do poder público local e integrantes da comunidade acadêmica.

A expansão em curso também redesenha o mapa da rede federal no país. O Nordeste aparece como a região com maior número de novos institutos federais nesta fase. Nos nove estados nordestinos, serão construídos 38 campi. Em seguida vem o Sudeste, com 27 novas unidades, depois o Sul, com 13, o Norte, com 12, e o Centro-Oeste, com 10.

Entre os estados, São Paulo concentra o maior número de municípios contemplados: são 11 cidades atendidas pela construção de 12 institutos federais, sendo dois na capital. Minas Gerais e Bahia aparecem na sequência, com oito unidades cada. Depois vêm Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro, com seis; Paraná, Rio Grande do Sul e Pará, com cinco.

O programa marca a retomada dos investimentos na criação de novas unidades dos institutos federais depois de quase uma década sem uma expansão estruturada da rede. Também recoloca em evidência uma política pública que ampliou a presença da educação profissional em áreas distantes das capitais e dos grandes centros urbanos, consolidando uma das redes mais capilarizadas do país na oferta de cursos técnicos, superiores e de pós-graduação.

Os números ajudam a dimensionar essa trajetória. Até 2002, o Brasil tinha 140 escolas técnicas. Em dezembro de 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 11.892, que criou 38 institutos federais. Nos governos Lula e Dilma Rousseff ocorreu a maior expansão da história da rede federal, composta pelos institutos federais, pelos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), pelas escolas técnicas vinculadas às universidades e pelo Colégio Pedro II.

Entre 2005 e 2016, foram criados 422 campi — 214 no período de 2005 a 2010 e outros 208 entre 2011 e 2016. Nesse mesmo intervalo, outras 92 unidades foram entregues ou incorporadas à rede. Hoje, o sistema reúne 682 unidades e mais de 1,5 milhão de matrículas. Com os 100 novos campi previstos, a estrutura passará a contar com 782 unidades, das quais 702 serão institutos federais.

Fonte: saibamais.jor.br

exposição discute estigmas e resgata tradições em Natal

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Arte e cannabis: exposição discute estigmas e resgata tradições em Natal

A Galeria Laboratório do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, recebe até o dia 31 de março de 2026 a exposição “A estética da cannabis no Rio Grande do Norte, desmistificando a planta”. A mostra está aberta ao público durante todo o dia.

A exposição marca a primeira mostra da artista Anum Preta, que convida o público a conhecer uma produção inspirada em sua poética. Integrante do Grupo de experimentação e pesquisa em arte contemporânea Ginga e do grupo de artes integradas Matinta Perê, a artista desenvolve uma pesquisa que articula memória, estética e crítica social a partir da cultura canábica e de suas raízes afro-indígenas.

De acordo com a proposta apresentada, as obras buscam dar vida aos rituais dos chamados “diambeiros”, apontados como parte da história da cultura canábica. A artista destaca que resquícios e adaptações desses rituais ainda existem, mesmo que de forma discreta e distante das autoridades.

Em entrevista à Agência Saiba Mais, Anum detalha que muitos dos objetos presentes nesses rituais carregavam forte dimensão estética e simbólica:
“Cada instrumento utilizado nas rodas de pito era estilizado e enfeitado pelo próprio mestre de cerimônia, que portava a maricá. Com a inspiração da planta, produziam pinturas e desenhos nas cabaças, que eram transformadas em ‘maricás’, e também esculturas de cabeças para a criação dos fornilhos”, explica. Segundo ela, esses elementos evidenciam o conhecimento dos povos afro-indígenas sobre os efeitos psicoativos da planta.

A artista também ressalta que as rodas funcionavam como espaços de sociabilidade entre pessoas marginalizadas. “Desses encontros surgiam gírias e dialetos em torno da cultura canábica, influenciando a moda, a música e práticas culturais como o catimbó no Rio Grande do Norte”, afirma. Com o avanço do preconceito, essas práticas passaram a se distanciar da associação direta com a erva.

A mostra também propõe uma reflexão sobre a origem da cultura canábica no Brasil. “Conhecer a origem da cultura canábica brasileira tem o poder de desconstruir mitos e resgatar memórias”, afirma a artista no texto de apresentação.

Ao abordar a temática da maconha no campo artístico, a exposição sugere uma leitura crítica sobre o tema, especialmente no que diz respeito à criminalização e seus impactos sociais. “O Estado brasileiro tentou acabar com a influência dos povos afro e indígenas. A maconha e o maconheiro sofreram um processo de demonização social e criminalização, reforçado por jornais policiais que criaram a imagem do inimigo da sociedade”, analisa.

Anum também critica os modelos atuais de regulamentação da cannabis medicinal. “O Brasil está regulamentando o comércio da maconha medicinal, colocando o poder sobre a planta nas mãos da indústria farmacêutica. É importante a regulamentação, mas é essencial debater as consequências da criminalização sobre corpos e territórios marginalizados”, afirma. Ela ainda aponta para o encarceramento em massa da população preta e pobre e a ausência de reparação histórica. “Se continuarmos seguindo o exemplo dos Estados Unidos, teremos pessoas brancas lucrando com a maconha, sem nenhuma reparação para as vítimas da guerra às drogas.”

A própria montagem da exposição incorpora esse tensionamento político. A artista relata que tentou obter autorização judicial para expor uma planta viva. “Eu corria o risco de ser incriminada. Como forma de tensionar essas estruturas, optei por expor a planta morta, até o apodrecimento, para provar que ela não seria usada para nada ilícito”, explica. A escolha também busca aproximar o público da materialidade da planta e desconstruir estigmas.

“Falar sobre as raízes dos rituais canábicos é uma forma de devolver ao sagrado práticas e símbolos que foram demonizados, resgatar uma estética apagada por construções racistas”, afirma.

A expectativa da artista é que a exposição provoque debate público. “Espero discutir o racismo institucional em relação à planta e seus usuários. Tornar conhecida essa história sagrada ajuda a desmistificar preconceitos”, diz. Ela também defende a ideia de reparação histórica. “Quero plantar a ideia de que a arrecadação de impostos sobre o comércio da erva pode ser revertida em investimento para territórios marginalizados e na diminuição das desigualdades sociais.”

A visitação é gratuita e segue até o fim do mês, na Galeria Laboratório do Deart/UFRN.

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Fonte: saibamais.jor.br

Flávio Bolsonaro diz que jingle no RN não teve seu aval

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“Centrão cai do cavalo”: Flávio Bolsonaro diz que jingle no RN não teve seu aval
No RN, Flávio Bolsonaro declarou apoio à pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias. Foto: Reprodução Redes Sociais

A passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Rio Grande do Norte, no último final de semana, para o lançamento da pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), ficou marcada também por uma polêmica envolvendo o jingle da sua pré-campanha à Presidência da República. A letra da música que serviu para embalar a dança do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contém ironias sobre o centrão, indiretas à terceira via e analogia à força do presidenciável da extrema direita ao se referir a ele como “touro” e “gado brabo”.

“Agora o Brasil é Flávio e Flávio é Bolsonaro. A esquerda entra em desespero e o centrão cai do cavalo. Quiseram laçar o touro, mas pelo touro foram chifrados. Não é jumento frouxo, aqui é gado brabo do Bolsonaro”, diz a letra do jingle executado no evento da chapa majoritária bolsonarista em Natal.

No mesmo final de semana, o presidenciável também esteve em João Pessoa, onde participou do lançamento da pré-candidatura ao Governo da Paraíba do senador Efraim Filho, que durante o evento assinou a ficha de filiação ao PL.

O vídeo da performance de Flávio Bolsonaro dançando ao som do jingle em que ele é chamado de “Zero Um de Bolsonaro” repercutiu nas redes sociais. Enquanto os críticos ridicularizaram o ato, tratando-o como um meme, muitos analistas políticos enxergaram na apresentação do senador uma estratégia de comunicação inspirada nas campanhas do presidente Donald Trump (EUA) e Javier Milei (Argentina).

O estilo “descontraído” seria uma estratégia usada pelo senador para suavizar sua imagem junto ao eleitorado, na busca de reduzir a rejeição ao nome da família Bolsonaro. O que aparentemente seria “improviso” na verdade é um método para passar a impressão de candidato jovial, leve e moderado.

O jingle, no entanto, causou um inesperado ruído político que levou o pré-candidato a desautorizar a música. Em nota enviada ao jornal Folha de S.Paulo, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que o trecho que afirma que “o centrão vai cair do cavalo” desmerece partidos importantes, não passou pelo crivo da assessoria dele e que o partido terá mais cautela nos próximos eventos.

“O detalhe da música não passou pelo crivo da assessoria do senador que, se tivesse conhecimento prévio não concordaria com a letra. Ela desmerece partidos importantes para o resgate do Brasil das mãos sujas do PT. O PL terá mais cautela nos próximos eventos”, afirmou.

A crítica ao centrão atinge em cheio o próprio Álvaro Dias, que está de mudança para o PL, mas ainda é filiado ao Republicanos, legenda frequentemente associada ao pragmatismo, fisiologismo e adesismo ao governo de plantão.

Além disso, entre os partidos que apoiam a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro está o PP do senador Ciro Nogueira (PI), um dos maiores símbolos do centrão político brasileiro.

SAIBA MAIS: De aliado de Lula a candidato bolsonarista: a metamorfose política de Álvaro Dias

Jingle se refere a nome da terceira via como “sequelado”

No RN, Flávio Bolsonaro declarou apoio à pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias. Foto: Reprodução Redes Sociais

Em outro trecho da música, a letra diz que o eleitorado não quer um “terceira via sequelado”, numa referência às pré-candidaturas que se colocam como alternativa aos nomes de Flávio Bolsonaro e do presidente Lula (PT).

“Em 2026, Flávio Bolsonaro. Não queremos terceira via sequelado. Chega de PT, não chorem jumentada. Em 2026, são os dois lados na parada”, diz o jingle entoado pelos apoiadores de Flávio Bolsonaro.

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), era considerado pelos analistas políticos como “a melhor alternativa” para furar a bolha da polarização entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula (PT), mas ele anunciou ontem sua saída da disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026.

No lugar dele, o partido deve lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, mas o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também almeja o posto de candidato da terceira via. Em publicação nas redes sócias, ele disse estar “pronto para liderar”.

Além de Caiado e Leite, Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, também anunciou que pretende concorrer ao Palácio do Planalto em 2026.

De volta ao evento em Natal, a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro tentou desviar da polêmica causada pelo jingle afirmando que o partido do presidenciável “fez o maior movimento político dos últimos tempos no Rio Grande do Norte, com a presença gigantesca do povo potiguar e lideranças políticas de vários partidos”.

Fonte: saibamais.jor.br

Suspensão de lei que previa cotas para trans e travestis mobiliza audiência pública no RN

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Suspensão de lei que previa cotas para trans e travestis mobiliza audiência pública no RN

Uma audiência pública marcada para o próximo dia 30 de março, às 9h, no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, em Natal, pretende reunir representantes do Judiciário, movimentos sociais, empresas e poder público para discutir os impactos da suspensão da Lei Estadual nº 11.587/2023. A iniciativa é articulada pela Rede Inclusivah! e propõe um espaço de diálogo sobre inclusão laboral e renda digna para pessoas trans e travestis no Rio Grande do Norte.

A legislação, suspensa por decisão unânime do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte em outubro de 2025, estabelecia a reserva de 5% das vagas em empresas beneficiadas por incentivos fiscais estaduais para pessoas trans e travestis. A medida segue sem efeitos até o julgamento final das Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam sua validade.

SAIBA MAIS: TJRN derruba cota para pessoas trans e ignora desigualdades históricas

Segundo o entendimento da Corte, a norma apresenta possíveis incompatibilidades com a Constituição Federal, ao tratar de temas como direito do trabalho e licitações, que são de competência privativa da União.

As ações foram movidas por entidades representativas do setor produtivo, que alegam riscos de impactos econômicos, especialmente para micro e pequenas empresas. Já o Governo do Estado defende a constitucionalidade da lei, argumentando que a medida busca enfrentar desigualdades históricas e promover a dignidade de uma população marginalizada no mercado de trabalho.

Para a diretora executiva da Rede Inclusivah!, Luá Belli, a suspensão da lei interrompe uma tentativa concreta de romper com um ciclo estrutural de exclusão.

“A suspensão dessa lei impacta diretamente a vida de pessoas trans e travestis no Rio Grande do Norte porque interrompe uma iniciativa que buscava enfrentar uma desigualdade histórica no acesso ao trabalho. Hoje, estamos falando de uma população em que menos de 11% está no emprego formal e menos de 0,4% acessa o ensino superior, o que evidencia um cenário estrutural de exclusão”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

Ela destaca que, sem políticas públicas específicas, as dificuldades tendem a se perpetuar. “Sem essa política, o que acontece na prática é a manutenção desse ciclo: dificuldade de acesso à educação, barreiras no mercado de trabalho e permanência em contextos de vulnerabilidade.”

No campo jurídico, o debate gira em torno dos limites de atuação dos estados na criação de políticas de inclusão. Enquanto entidades empresariais sustentam a inconstitucionalidade da norma, defensores da lei argumentam que ela não cria obrigações trabalhistas diretas, mas mecanismos de incentivo e promoção de igualdade.

“Esse é um debate legítimo, mas é importante diferenciar: a lei não cria normas trabalhistas, ela propõe políticas públicas de inclusão e incentivo, que são atribuições possíveis dos estados. O que defendemos é que a Constituição garante não só igualdade formal, mas igualdade material, e isso exige ações concretas do Estado para corrigir desigualdades históricas”, pontua Luá Belli.

A diretora também afirma que a audiência pública surge como tentativa de construir consensos. “Estamos buscando um acordo, construir soluções juridicamente viáveis que garantam a inclusão laboral de pessoas trans e travestis, sem retrocessos. Porque, no fim, o que está em jogo é se o Estado pode atuar para reduzir desigualdades ou se vai se omitir diante delas.”

Além da disputa jurídica, a realidade enfrentada por essa população no mercado de trabalho revela obstáculos que começam ainda no acesso à educação. Dados citados pela Rede Inclusivah! indicam que menos de 0,4% das pessoas trans chegam ao ensino superior, o que impacta diretamente na qualificação profissional.

“As barreiras são estruturais e começam muito antes do mercado de trabalho. Existe uma exclusão educacional profunda, somada à discriminação nos processos seletivos e a ambientes que não são inclusivos. Isso empurra essa população para a informalidade”, explica.

Ela também critica a baixa efetividade de políticas públicas existentes. “Muitos programas ainda são pensados para amenizar a ausência de políticas estruturais, e não para promover uma educação emancipatória que garanta autonomia, renda e dignidade.”

A expectativa é que a audiência pública contribua para avançar no debate e construir caminhos concretos para a inclusão laboral no estado. Aberto ao público, o encontro pretende consolidar propostas que conciliem segurança jurídica e promoção de direitos fundamentais, em um cenário ainda marcado por desigualdades profundas.

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Fonte: saibamais.jor.br

Prisão domiciliar de Bolsonaro repercute na classe política do Rio Grande do Norte

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Prisão domiciliar de Bolsonaro repercute na classe política do Rio Grande do Norte

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de reclusão no processo da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, entre outros crimes, passe a cumprir prisão domiciliar durante 90 dias em Brasília (DF). A decisão, proferida nesta terça-feira (24), segue parecer dado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A notícia provocou reações distintas entre a classe política do Rio Grande do Norte. Enquanto “bolsonaristas raiz” comemoraram, novos aliados silenciaram, assim como os representantes da esquerda, que também não comentaram o assunto publicamente.

Entre os que comemoram estão o senador Rogério Marinho (PL), a deputada federal Carla Dickson (PL) e os deputados federais Sargento Gonçalves (PL) e General Girão (PL). O pré-candidato a senador Hélio Oliveira (PL) também celebrou a notícia em suas redes sociais.

Já o senador Styvenson Valentim (PSDB) e o pré-candidato a governador Álvaro Dias (Republicanos), que até recentemente rejeitavam o rótulo de “bolsonaristas”, mas no último final de semana declararam apoio a Flávio Bolsonaro, não se pronunciaram sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Os deputados federais Benes Leocádio (União), João Maia (PP) e Robinson Faria (PP), integrantes do centrão da bancada federal potiguar, também adotaram o silêncio.

A mesma estratégia foi usada pelos dois parlamentares da esquerda, a deputada federal Natália Bonavides (PT) e o deputado federal Fernando Mineiro (PT) – caminho que também foi seguido pela senadora Zenaide Maia (PSD).

Entre os pré-candidatos a governador, além do silêncio do novo bolsonarista Álvaro Dias, o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) e o secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT), até o fechamento da matéria, não haviam comentado a notícia.

Alexandre de Moraes atendeu ao pedido feito pela defesa do ex-presidente. De acordo com os advogados, Bolsonaro não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde.

A prisão domiciliar passará a ser cumprida após ele receber alta do Hospital DF Star, em Brasília, onde recupera de um quadro de pneumonia bacteriana desde o dia 13.

Rogério Marinho diz que prisão domiciliar é “reconhecimento tardio”

O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), emitiu uma nota oficial afirmando que a concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente “é, no máximo, o reconhecimento tardio de uma medida que teria sido adotada há muito tempo se fosse qualquer outro cidadão nas mesmas condições”.

Ele criticou o prazo de 90 dias estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes. Para o senador, a decisão “ignora seus próprios precedentes e escancara o tratamento desigual”.

Rogério Marinho cita como exemplo o caso do ex-presidente e ex-senador Fernando Collor de Mello, condenado a 8 anos e 10 meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que também foi autorizado a cumprir pena em casa, sem limitação de tempo, por decisão ministro Alexandre de Moraes.

“Fica evidente que Bolsonaro está sendo tratado como refém, com sua execução penal usada para intimidar seu grupo politico”, diz o senador.

Marinho insiste em tese de “perseguição”

Marinho insistiu na tese da “perseguição” contra Jair Bolsonaro. Ele alegou que o ex-presidente foi condenado “por um crime impossível, fruto de um julgamento político que atropelou direitos e garantias desde o início”.

“Bolsonaro é alvo por suas opiniões e pela força politica que representa”, argumentou o parlamentar. Ele disse ainda que Jair Bolsonaro havia sido condenado “por uma narrativa construída para afastá-lo da vida pública”, ignorando as provas apresentadas durante o julgamento do caso tanto pela PGR quanto pelo ministro-relator Alexandre de Moraes.

O senador disse que “a prisão domiciliar não é favor”, mas sim “o mínimo de humanidade e respeito à lei”, acrescentando que a decisão “não corrige a injustiça original: Bolsonaro é inocente”.

Para Rogério Marinho, o país “não pode seguir refém de decisões que corroem a segurança jurídica e a confiança nas instituições”. Ele defendeu que o povo eleja um Congresso Nacional “com coragem para restaurar a separação de poderes e conter os abusos de um Supremo Tribunal Federal que se afasta de sua função constitucional”.

O senador pregou que “o país precisa voltar à normalidade democrática, onde divergência não é crime e justiça não é instrumento de perseguição”, omitindo novamente que o ex-presidente não foi condenado por suas opiniões políticas, mas sim por tentativa de golpe de Estado.

Girão afirma que decisão não pode ser tratada como justiça

Entre os deputados federais bolsonaristas, o mais efusivo na comemoração foi General Girão. Ele disse que a notícia da prisão domiciliar, ainda que por tempo determinado, representava “um alívio”.

“É evidente o alívio diante da concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro, que agora poderá receber cuidados mais adequados, aumentando suas chances de enfrentar as diversas comorbidades médicas expostas ao longo dos últimos meses”, disse, em vídeo publicado nas redes sociais.

Para o parlamentar, no entanto, “isso não pode ser tratado como justiça — muito menos celebrado como tal — diante de um processo marcado por irregularidades amplamente divulgadas pela própria imprensa”.

“Para que haja justiça de fato, nenhuma decisão tomada em um cenário tão conturbado e questionável pode ser normalizada”, acrescentou, pregando ainda que “a luta não terminou”.

“Finalmente”, comemorou Sargento Gonçalves. “O presidente Bolsonaro vai para casa após 120 dias preso injustamente”, disse.

A deputada federal Carla Dickson fez a comemoração mais contida: “Bolsonaro vai pra casa”, limitou-se.

Por que Bolsonaro foi condenado e preso

Em setembro de 2025, Bolsonaro foi condenador pela 1ª Turma do STF por chefia a organização criminosa que, segundo a PGR, tentou dar um golpe de estado após as eleições de 2022.

Por 4 votos a 1, os ministros impuseram uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado a Jair Bolsonaro. A condenação entrou para a história por ser a primeira vez que um ex-presidente eleito e militares de alta patente sentaram no banco dos réus por crimes contra o Estado Democrático de Direito depois do golpe de 1964.

Bolsonaro e sete aliados foram considerados integrantes do “núcleo crucial” da trama e também foram condenados por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Entre as penas definidas estão: Walter Braga Netto (26 anos), Anderson Torres (24 anos), Almir Garnier (24 anos), Augusto Heleno (21 anos), Paulo Sérgio Nogueira (19 anos) e Alexandre Ramagem (16 anos, 1 mês e 15 dias). Mauro Cid, que firmou acordo de colaboração premiada, teve pena fixada em dois anos, em regime aberto.

A denúncia da PGR descreve as manifestações de 8 de janeiro de 2023 como o ponto culminante de um processo golpista. Naquela data, manifestantes de extrema direita invadiram e depredaram os prédios das sedes dos Três Poderes em Brasília (DF), em protesto contra o resultado das eleições de 2022, que consagrou a vitória do presidente Lula.

Fonte: saibamais.jor.br

Adversário de Fátima em 2022, Fábio Dantas aponta favoritismo de Cadu no RN

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Adversário de Fátima em 2022, Fábio Dantas aponta favoritismo de Cadu no RN
Álvaro Dias abandonou o “bolsonarismo envergonhado” após o lançamento da sua pré-candidatura a governador no último final de semana. Foto: Reprodução Redes Sociais

Adversário da governadora Fátima Bezerra (PT) em 2022, o ex-deputado estadual e ex-vice-governador Fábio Dantas afirmou que o pré-candidato Cadu Xavier (PT) “tem uma grande chance de ser o governador do Rio Grande do Norte, porque é o candidato de Lula”. A declaração foi dada em entrevista à Rádio 98 FM Natal.

Fábio Dantas lembrou que, nas eleições de 2022, o presidente Lula (PT) teve mais de 1,2 milhão de votos no Rio Grande do Norte. Ao falar sobre transferência de voto, ele analisou que, ainda que a votação do petista caia cerca de 20%, “Cadu precisa ser muito ruim pra não ter 800 mil votos”.

“Lula teve 1 milhão e 220 mil votos, Fátima teve 1 milhão e 66 mil votos:160 mil eleitores de Lula não votaram em Fátima. É muito difícil que Cadu, sendo o candidato de Lula, perca tanto voto assim pra não ter de 38% a 40% dos votos, é menosprezar a liderança política que o PT e o presidente de Lula têm no Rio Grande do Norte”, avaliou.

O ex-vice-governador destacou que o marketing do pré-candidato do PT “vai lutar muito” para associá-lo à imagem do presidente Lula, mas ponderou que não se sabe ainda a mensagem que “vai vencer”, se será a ideia de “Cadu de Lula ou Cadu de Fátima”.

Desde que foi escolhido como pré-candidato a governador pelo PT, o secretário estadual da Fazenda passou a adotar o apelido “Cadu de Lula” para reforçar seu vínculo com o presidente, que teve 65,1% dos votos válidos no segundo turno de 2022 no RN.

Lula venceu em 166 dos 167 municípios do RN: o único em que ele não teve maioria foi em Parnamirim, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve 53,67% dos votos válidos contra 46,33% do candidato do PT.

Em Natal, principal colégio eleitoral do estado, Lula venceu com 52,96% contra 47,04% de Bolsonaro. Já em Mossoró, segunda maior cidade, Lula teve 63,31% contra 36,69% de Bolsonaro.

Cadu Xavier ironiza ligação de adversários com Bolsonaro

Álvaro Dias abandonou o “bolsonarismo envergonhado” após o lançamento da sua pré-candidatura a governador no último final de semana. Foto: Reprodução Redes Sociais

Em vídeo publicado recente nas redes sociais, Cadu Xavier reforçou que, enquanto os outros pré-candidatos a governador escondem o seu lado político, ele e a governadora Fátima Bezerra sempre fizeram parte do “time de Lula, do lado povo do nosso estado e do povo do Brasil”.

A ironia foi dirigida ao ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e ao prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), seus prováveis adversários nas eleições de 2022.

No último final de semana, durante o lançamento da sua pré-candidatura a governador, Álvaro Dias assumiu ter votado no ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, depois de rejeitar até recentemente o rótulo de “bolsonarista”.

A declaração de Álvaro Dias aconteceu na chegada dele, ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao lançamento da pré-candidatura em Parnamirim.

Ao ser questionado pela imprensa sobre os elogios anteriores que havia feito ao presidente Lula (PT), Álvaro Dias saiu pela tangente dizendo que havia votado nas eleições anteriores em Jair Bolsonaro, além de anunciar que votaria em Flávio Bolsonaro em 2026.

“Eu votei em Bolsonaro na eleição passada e agora vou votar em Flávio Bolsonaro. Fazer o possível pela vitória dele aqui no Rio Grande do Norte”, declarou o pré-candidato.

Diante da saia justa provocada pela perguntar, Flávio Bolsonaro agiu rápido para ajudar Álvaro Dias: “Ele agora sabe o que é o melhor para o Brasil e o Rio Grande do Norte”, disse o filho do ex-presidente.

Cadu Xavier comentou que o ex-prefeito “finalmente revelou o seu lado bolsonarista” ao admitir que “votou duas vezes no ex-presidente Jair Bolsonaro” e que votará “no candidato da extrema-direita Flávio Bolsonaro”.

SAIBA MAIS: Cadu Xavier ironiza Álvaro Dias: “Finalmente assumiu seu lado bolsonarista”

Petista desafia Allyson Bezerra a “ter coragem de assumir” de que lado está

Allyson Bezerra com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução Redes Sociais

Além disso, o pré-candidato petista aproveitou a situação para provocar o prefeito Allyson Bezerra, que não declarou ainda em que votará para presidente nas eleições de 2026.

“Resta saber agora se o prefeito de Mossoró, que também votou no ex-presidente Jair Bolsonaro, vai ter coragem de assumir o lado que ele pertence ou se vai fingir, mesmo estando ao lado de Zé Agripino e de uma turma que votou na PEC da Blindagem, se ele vai querer enganar o povo dizendo que é do lado do presidente Lula”, disse, referindo-se ao presidente estadual do União Brasil, o ex-senador José Agripino, principal articulador polítoco de Allyson Bezerra.

Na entrevista do ex-vice-governador Fábio Dantas, ele deu uma pista sobre o possível motivo do prefeito de Mossoró não ter declarado em que votará nas eleições de 2022: Allyson Bezerra precisará “tirar votos de Lula” para conseguir chegar ao segundo turno, uma vez que o eleitorado de direita estaria mais propenso a votar em Álvaro Dias.

Fonte: saibamais.jor.br

Cursinho popular Marielle Franco precisa de professores voluntários em Natal

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Cursinho popular Marielle Franco precisa de professores voluntários em Natal

Estudantes que pretendem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2026 já podem contar com uma nova oportunidade de preparação gratuita em Natal. O Cursinho Popular Marielle Franco abriu inscrições tanto para alunos quanto para educadores voluntários, com foco no acesso ao ensino superior e no fortalecimento da educação popular.

A iniciativa é organizada pelo coletivo Confluências de Educação Popular e integra as ações da Casa Confluências RN, espaço construído em parceria com a associação S19, que reúne atividades educativas, culturais e de apoio à comunidade. O cursinho oferece aulas, acompanhamento pedagógico e formação crítica, com inscrições abertas por meio de formulário online.

A aula inaugural do cursinho está marcada para o dia 28 de março, às 9h30, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), na zona Norte de Natal. A atividade marca o início das turmas de 2026 e é aberta ao público interessado em conhecer a proposta do projeto.

Segundo a coordenadora do Confluências, Tatiane Ribeiro, o cursinho não adota critérios seletivos para ingresso. “O cursinho é totalmente gratuito e não realiza processo seletivo para admissão de estudantes. Nosso objetivo é ampliar o acesso à educação, por isso buscamos acolher todas as pessoas interessadas”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

Ela explica que o público atendido é diverso, mas tem prioridades bem definidas. “Atendemos prioritariamente estudantes do ensino médio, da Educação de Jovens e Adultos (EJA), estudantes que irão realizar o processo seletivo para o ensino médio do Instituto Federal (IF) e também pessoas que desejam retomar os estudos, mas não sabem por onde começar”, diz. “O cursinho se coloca como um espaço aberto, inclusivo e de incentivo ao recomeço, valorizando diferentes trajetórias educacionais.”

Além das vagas para estudantes, o projeto também abriu chamada para educadores populares voluntários. Podem participar estudantes de licenciatura, professores formados ou pessoas interessadas em atuar com educação. “Nós aceitamos todos que estejam cursando graduação em licenciatura e que queiram aprender como é estar em sala de aula, assim como educadores que já concluíram sua formação e desejam participar de um movimento de educação popular”, explica Tatiane.

Parte significativa dos educadores é formada por ex-alunos do próprio cursinho. “São pessoas que conseguiram ingressar na graduação e que hoje retornam ao movimento com o compromisso de ajudar a fortalecê-lo, oferecendo a outros estudantes as mesmas oportunidades que tiveram por meio de uma educação inclusiva”, afirma.

A atuação voluntária inclui um processo formativo contínuo. Antes do início das aulas, os educadores participam de uma formação inicial baseada em referências da educação popular. “Realizamos uma formação inicial com os educadores voluntários, baseada nas contribuições teóricas de Paulo Freire e Nego Bispo”, diz. Ao longo do ano, encontros periódicos dão continuidade à formação. “Promovemos encontros de formação continuada, nos quais debatemos novos textos, compartilhamos experiências e fortalecemos nossa atuação como educadores populares.”

O cursinho integra um projeto mais amplo de atuação territorial. A Casa Confluências RN surgiu de um processo coletivo com a comunidade local e deve abrigar outras ações, como cozinha solidária, oficinas e atividades culturais. “A Casa Confluências é um sonho nosso que a gente sonhava junto há muitos anos e que agora está na realidade. É um mar de possibilidades”, afirma Tatiane Ribeiro.

Entre as iniciativas previstas está a atuação de uma cozinha solidária, voltada tanto à formação em alimentação quanto à distribuição de refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade. “A gente entendeu que aqui no estado poderia dar um novo passo: não só fazer as entregas de refeições, mas também ter um espaço de educação, conectado com o nosso trabalho de educação popular”, explica.

A proposta também prevê que o espaço funcione como ponto de apoio para a comunidade, com ambiente para estudo e convivência. “A gente quer ter um espaço em que as pessoas possam vir, descansar, estudar e se alimentar com qualidade”, diz a coordenadora.

Serviço:
Aula inaugural
Data: 28 de março (sábado)
Horário: 9h30
Local: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) – zona Norte de Natal
Mais informações: @confluenciasrn
Perfil do Cursinho Popular Marielle Franco nas redes sociais.

SAIBA MAIS:
Comunidade do Potengi ganha cozinha solidária e espaço de educação popular



Fonte: saibamais.jor.br

Oficina de teatro infantil abre vagas para crianças da Zona Norte de Natal

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Oficina de teatro infantil abre vagas para crianças da Zona Norte de Natal

Crianças de 6 a 11 anos têm uma nova oportunidade de contato com o teatro na Zona Norte de Natal. Estão abertas, até 30 de março, as inscrições para a oficina gratuita “Teatrando – Oficina de Teatro Infantil”, que será realizada no Complexo Cultural da UERN e vai oferecer 20 vagas.

A atividade acontece entre 3 de abril e 29 de maio de 2026, sempre às sextas-feiras, das 17h30 às 19h30, na Sala de Artes Gevaldo Cruz. A proposta é reunir os participantes em encontros voltados à experimentação cênica, com jogos teatrais, improvisações e práticas criativas pensadas para estimular corpo, imaginação e convivência.

Mais do que ocupar o tempo livre das crianças, a oficina aposta no teatro como espaço de descoberta. Ao longo das aulas, os exercícios devem trabalhar expressão corporal, comunicação, autonomia e a capacidade de atuar em grupo, em uma experiência conduzida de forma lúdica, mas com foco formativo.

A iniciativa é do Grupo de Teatro Baobá, em parceria com a Escola de Extensão da UERN Natal, e integra as ações desenvolvidas no campo da formação cultural. Nesse contexto, a oficina também mira a ampliação do acesso à arte para públicos que, em muitos casos, ainda encontram poucas oportunidades desse tipo em seus territórios.

As inscrições são feitas por meio de formulário online, disponível no perfil oficial do grupo no Instagram, @gtbaoba. A seleção levará em conta as informações preenchidas no cadastro e dará prioridade a crianças da rede pública de ensino e moradoras da Zona Norte de Natal.

O resultado será divulgado em 31 de março, também pelo perfil do grupo na rede social.

Com apoio institucional da Educa/UERN, a ação se soma a outras iniciativas de extensão voltadas à aproximação entre universidade e comunidade, tendo a cultura como ponto de encontro.

Oficina: “Teatrando – Oficina de Teatro Infantil”
Inscrições
| até 30 de março
Público | crianças de 6 a 11 anos
Local das aulas | Sala de Artes Gevaldo Cruz, no Complexo Cultural da UERN, Zona Norte de Natal
Período das aulas | de 3 de abril a 29 de maio de 2026
Dias e horários | sextas-feiras, das 17h30 às 19h30
Inscrições | formulário online AQUI
Seleção | prioridade para crianças da rede pública de ensino e moradoras da Zona Norte de Natal
Resultado | 31 de março, no perfil oficial do Grupo de Teatro Baobá no Instagram

Fonte: saibamais.jor.br

Padaria das Rocas está entre as três com melhor pão francês da Grande Natal

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Padaria das Rocas está entre as três com melhor pão francês da Grande Natal

Um levantamento sobre a qualidade do pão francês na Região Metropolitana de Natal colocou a Padaria Mercatto (Lagoa Nova), a Padaria Princesa (Nova Parnamirim) e a Panificadora e Lanchonete Estrela Dalva (Rocas) no topo de um ranking local. O estudo, realizado pelo Sebrae-RN em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), analisou 107 estabelecimentos e, além de apontar os destaques, revelou um cenário de contraste: enquanto algumas padarias se sobressaem no preparo do pão mais consumido do país, a maior parte ainda enfrenta dificuldades para alcançar um padrão mais alto de qualidade.

A pesquisa “Pesquisa e Diagnóstico do Pão Francês na Região Metropolitana de Natal” foi realizada em novembro de 2025 com base na norma técnica brasileira que estabelece critérios de qualidade para o pão francês, elaborada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A avaliação levou em conta aspectos externos, internos e sensoriais do produto, observando itens como aparência da crosta, crocância, formato, textura, aroma e sabor.

Também entraram na análise fatores ligados ao processo de produção, como a disposição dos pães nas assadeiras e a padronização de peso, pontos que influenciam diretamente a aparência e a qualidade final. Para formar o diagnóstico, os pães foram coletados em dois momentos do dia, o que gerou duas amostras por padaria.

A metodologia buscou evitar qualquer interferência na avaliação. Depois da coleta, cada estabelecimento foi identificado por código, sem exposição do nome, e os produtos foram encaminhados ao avaliador sem informação sobre a origem. Só após essa etapa os resultados foram tabulados para consolidação do levantamento.

O levantamento, no entanto, mostra que os bons resultados ainda são exceção. Nenhuma das 107 padarias avaliadas alcançou a classificação excelente. Apenas 3,74% dos estabelecimentos, o equivalente a quatro padarias, receberam avaliação muito boa. Outras 12, ou 11,21% do total, foram classificadas como boas.

Na faixa regular ficaram 28 padarias, o que representa 26,17% dos participantes. Já a maior parte dos resultados se concentrou na classificação ruim: 63 estabelecimentos, ou 58,88% do total analisado.

Presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria (Sindipan), Ivanaldo Maia afirma que o pão francês, embora seja um produto cotidiano, está longe de ser simples de executar com regularidade e qualidade.

“Apesar de parecer simples, o pão francês é um dos mais complexos de se fazer com qualidade, pelas suas muitas variáveis. Trabalhamos com o Sebrae para conscientizar os empresários sobre a importância de dar atenção especial ao pão francês. Afinal, é o pão que realmente atrai o cliente para dentro da sua padaria”, diz.

Para Ana Carolina Ribeiro, gestora de Alimentos e Bebidas do Sebrae-RN, o diagnóstico serve como ferramenta para identificar falhas e orientar melhorias no setor.

“Quando identificamos oportunidades de melhoria, conseguimos direcionar capacitações e consultorias para ajudar os empresários a aprimorar processos e elevar o padrão de qualidade”, destaca.

A partir dos resultados, uma das recomendações é que as padarias busquem apoio técnico para aperfeiçoar os processos de produção e implantar boas práticas alinhadas à norma nacional de qualidade do pão francês. Entre as iniciativas citadas pelo Sebrae estão programas voltados ao segmento, como o InovaPan e o Panificação em Foco, apresentados como caminhos para melhorar a gestão do negócio, a qualidade do produto e o serviço oferecido ao consumidor.

Com informações da Agência Sebrae/RN

Fonte: saibamais.jor.br