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Prefeitura de Natal anuncia que passagem de ônibus passará de R$ 4,90 para R$ 5,20

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Prefeitura de Natal anuncia que passagem de ônibus passará de R$ 4,90 para R$ 5,20
Vereadores reagem ao anúncio do aumento da passagem de ônibus em Natal. Fotos: Reprodução

A Prefeitura de Natal anunciou que o Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU), em reunião convocada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), realizada nesta quinta-feira (26), por 23 votos a 4, aprovou o reajuste da tarifa de ônibus na capital de R$ 4,90 para R$ 5,20 – o equivalente a 6,21%. O novo valor deverá ser oficializado após assinatura de decreto pelo prefeito Paulinho Freire (União).

De acordo com a Prefeitura de Natal, o aumento da tarifa “levou em consideração critérios técnicos e considerou a necessidade de manutenção do funcionamento do sistema, diante do aumento acumulado dos custos operacionais nos últimos 15 meses”.

“A tarifa pública na capital sofre reajuste menor que a inflação prevista no período e passa a ser R$ 5,20”, justificou, em nota oficial, a gestão municipal.

Além disso, o órgão colegiado autorizou ainda o reajuste da tarifa técnica, baseada no custo real por passageiro, para R$ 5,45. A diferença em relação ao valor pago pelo usuário do sistema de transporte coletivo é subsidiada pela Prefeitura de Natal.

Para reduzir o impacto do aumento da tarifa, o anúncio do reajuste veio acompanhado da notícia sobre um pacote de gratuidades nos ônibus da capital, que segundo a administração municipal “visa ampliar a proteção social e garantir o acesso ao transporte para a população”.

“O projeto do prefeito Paulinho Freire prevê tarifa zero aos domingos, gratuidade para estudantes da rede pública estadual até o Ensino Médio e gratuidade um sábado por mês para os centros comerciais do Alecrim e Cidade Alta”, informa o comunicado da Prefeitura de Natal.

O projeto de lei, ainda segundo o município, será encaminhado ainda nesta semana para a Câmara Municipal de Natal (CMN).

“A gestão municipal destaca que a sustentabilidade do sistema e a ampliação do acesso caminham juntas e que novas medidas estruturantes seguem em avaliação para melhorar a qualidade do serviço e reduzir impactos para os usuários”, completa a nota.

Uma vez confirmado, esse será o primeiro aumento da tarifa de ônibus na gestão do prefeito Paulinho Freire. O último reajuste havia sido dado no final de dezembro de 2024 pelo ex-prefeito Álvaro Dias (PL). Na ocasião, a passagem passou de R$ 4,50 para os atuais R$ 4,90.

Oposição critica aumento da tarifa e cobra licitação do transporte público

Vereadores reagem ao anúncio do aumento da passagem de ônibus em Natal. Fotos: Reprodução

Os vereadores da bancada de oposição na Câmara Municipal criticaram o reajuste anunciado pela Prefeitura de Natal. A vereadora Samanda Alves (PT) afirmou que recebeu “com muita surpresa” o anúncio. Ela lembrou que, quase um ano e meio depois do início da atual gestão, o prefeito ainda não enviou o projeto da licitação do transporte público da capital.

“Nós estamos há quase um ano e meio aguardando a publicação do edital de licitação que o prefeito já anunciou, inclusive nas duas mensagens anuais que ele leu na Câmara Municipal, mas isso ainda não saiu do papel”, cobrou a vereadora.

Samanda Alves também comentou o pacote de gratuidades, anunciado pelo prefeito, pontuando que não adiante dizer que vai ter passagem gratuita aos domingos se não tem ônibus.

“De que adianta a população ter passagem livre aos domingos se não tem ônibus suficientes para poder garantir o transporte do povo Natal? Recebo com estranheza esse aumento, porque o transporte só piorou nessa gestão e não merece nenhum reajuste no valor da tarifa”, protestou a parlamentar.

O vereador Daniel Valença (PT) também criticou o reajuste da passagem. Ele disse que o anúncio da tarifa zero aos domingos serviu para esconder o aumento anunciado hoje pela Prefeitura de Natal.

“Vimos recentemente a Prefeitura de Natal anunciar tarifa zero para casos específicos. Não demorou para descobrirmos o que estava por trás: mais um aumento, sempre sem transparência nem respeito pelo cidadão”, disse.

O petista afirmou ainda que as gestões do ex-prefeito Álvaro Dias e do atual prefeito Paulinho Freire “conseguiram ser as melhores da história para o Seturn”: “Retiraram linhas, precarizaram o sistema de transporte e aumentaram os lucros dos empresários, com gordos subsídios, isenções de impostos e aumento de tarifas”.

Para a vereadora Brisa Bracchi (PT), o novo valor da passagem de ônibus na capital “é inadmissível” e “absurdo”. Ela também cobrou o projeto de licitação do transporte coletivo ao prefeito Paulinho Freire.

“O Conselho Municipal de Transporte acabou de aprovar o aumento da tarifa de ônibus aqui em Natal. Essa decisão agora vai para as mãos do prefeito Paulinho Freire. Vai ser necessária muita mobilização [para impedir o reajuste]. Isso é um desrespeito com a população natalense e com os usuários do transporte público”, protestou.

Brisa questionou por que o projeto da licitação do transporte público “não avança”. Ela afirmou que o Conselho Municipal do Transporte, em vez de anunciar melhorias no sistema, “fala de novo em aumento da tarifa”.

“A Prefeitura de Natal paga um subsídio milionário às empresas de transporte público aqui na nossa cidade, todos os anos. Ainda assim, essas empresas dizem que não estão lucrando o suficiente. Os ônibus estão caindo aos pedaços, retiram cada vez mais ônibus das frotas, mas o lucro dessas empresas não é suficiente e precisa aumentar a tarifa de novo?”, questionou.

A vereadora disse que R$ 5,20 “é um roubo” para trabalhadores, estudantes e a população em geral que utiliza o transporte público na capital, considerado por ela “um dos piores do país”.

“O que a gente quer é que a licitação do transporte público deixe de ser uma promessa. O prefeito no passado que a licitação ia acontecer, mas não aconteceu, não teve melhora pra vida do trabalhador. O que tem é mais um aumento da tarifa”.

Fonte: saibamais.jor.br

Procurador-Geral do Estado afirma que órgãos “resistem ao progresso” da Via Costeira

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TCE barra prorrogação de concessões de terrenos a empresários na Via Costeira

O Procurador-Geral do Estado, Antenor Roberto, criticou os órgãos de controle, especialmente o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), ao tratar da polêmica sobre a regularização e concessão de terrenos na Via Costeira. De acordo com ele, há uma “resistência ao progresso” da área e uma leitura desatualizada sobre sua ocupação.

A declaração foi dada durante reunião da Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa, na última quarta-feira (25), em meio ao impasse envolvendo os termos aditivos firmados pelo Governo do Estado para viabilizar novos investimentos naquela região de Natal.

“Todos vão a João Pessoa, dizem que a cidade está prosperando, voltam encantados de lá, mas esses mesmos promotores resistem ao progresso da nossa Via Costeira”, afirmou.

Para Antenor Roberto, esses órgãos de controle analisam a Via Costeira com base em parâmetros ultrapassados, desconsiderando mudanças urbanísticas e ambientais ocorridas nas últimas décadas.

Ainda segundo ele, os órgãos continuam se apoiando em estudos de cerca de 30 anos atrás que classificavam a área como de proteção permanente, ignorando transformações já consolidadas pelos novos códigos florestais.

Antenor Roberto, procurador-geral do Estado. Foto: Reprodução

“Hoje a Via Costeira é uma área totalmente antropizada. Já houve intervenções como a engorda da Praia de Ponta Negra. Não é mais possível aplicar aquela visão antiga”, disse.

Ele afirmou ainda estar “rouco de dizer aos órgãos de controle que não é possível fazer nenhuma obra que não seja sustentável na Via Costeira”.

“Não tem mais aquela visão de encher a Via Costeira de concreto, porque nem o terreno é capaz de acomodar isso. Apenas quem tiver capacidade de trazer alta tecnologia de construção vai conseguir empreender na Via Costeira”, completou.

TCE barra prorrogação de concessões de terrenos a empresários na Via Costeira

As críticas ocorrem na esteira da decisão do TCE que suspendeu os efeitos de atos do Governo do Estado que ampliavam prazos de concessões de terrenos na Via Costeira. A medida atinge sete contratos e aponta um histórico de descumprimento das obrigações por parte das empresas beneficiadas.

De acordo com o TCE, ao longo de décadas, os prazos foram sucessivamente prorrogados sem que os empreendimentos previstos — como hotéis — fossem efetivamente construídos.

Diante disso, o órgão de controle defende que a solução mais adequada é a realização de uma nova licitação para definir o uso das áreas, com mais transparência e competitividade.

Além disso, auditorias identificaram indícios de irregularidades, fragilidade financeira das concessionárias e até desvio de finalidade no uso dos terrenos públicos.

SAIBA MAIS: TCE barra prorrogação de concessões de terrenos a empresários na Via Costeira

PGE defende “segurança jurídica”

A posição da Procuradoria-Geral do Estado é oposta à do TCE. Antenor Roberto afirma que os contratos têm respaldo em acordos judiciais homologados e que os aditivos são necessários para garantir segurança jurídica e viabilizar investimentos.

Ele sustenta que os acordos originais não previam mecanismos claros para contagem de prazos nem para retomada dos terrenos em caso de descumprimento, o que teria gerado insegurança ao longo dos anos.

A proposta do governo, ainda segundo o procurador-geral, é justamente corrigir essas lacunas por meio dos aditivos, definindo marcos legais para execução dos empreendimentos.

SAIBA MAIS: PGE tenta aprovar acordos para concessão de terrenos da Via Costeira a empresários

Conflito com o Ministério Público

O procurador também criticou diretamente o Ministério Público, ao afirmar que o próprio órgão teria reconhecido, no passado, a legalidade dos acordos — mas agora contesta os novos aditivos.

O próprio MP, segundo Antenor roberto, arquivou o caso por não identificar irregularidades. Ainda assim, voltou a questionar a modelagem atual.

A controvérsia sobre a Via Costeira envolve não apenas questões jurídicas, mas também diferentes visões sobre o uso da área.

O governo defende a retomada de investimentos privados como forma de impulsionar o turismo e dinamizar a economia, mas os órgãos de controle, pesquisadores e entidades da sociedade civil apontam riscos de irregularidades, falta de transparência e possível prejuízo ao interesse público.

Fonte: saibamais.jor.br

Festival Munganga ocupa o Teatro Alberto Maranhão no Dia do Circo

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Festival Munganga ocupa o Teatro Alberto Maranhão no Dia do Circo

O riso, a música e a acrobacia vão ocupar um dos palcos mais simbólicos da cidade de Natal. O Festival Munganga de Circo chega à sua segunda edição deixando o ambiente virtual para trás e ganhando corpo no Teatro Alberto Maranhão, em uma celebração que transforma o espaço em picadeiro no dia 27 de março, data que marca o Dia Nacional do Circo e o Dia Mundial do Teatro.

“O Munganga nasceu no digital por necessidade do momento, mas sua essência é o encontro”, destacam as produtoras Carol Carvalho e Renata Marques: “Voltar ocupando o TAM no Dia do Circo é reafirmar a força da produção potiguar.”

Criado em 2021 em formato online, o festival retorna agora ao encontro presencial com o público, apostando na troca direta, no olho no olho e na energia coletiva que só o circo proporciona. Ao longo da tarde e da noite, o teatro e seus arredores se convertem em um território pulsante de cultura, com uma programação gratuita que reúne espetáculos, vivências, cinema, exposições e música ao vivo. Confira a programação:

A diversidade é um dos pontos altos do festival. O público poderá transitar entre diferentes linguagens e estilos, com artistas que exploram o humor, a dança, o ilusionismo e as técnicas circenses. Entre os destaques estão a irreverência da Palhaça Barbarela, o ritmo urbano do Palhaço Pupilo, que mistura street dance e hip hop, e a experiência do veterano Palhaço Facilita, cuja trajetória carrega até uma ligação com o nome sugerido por Luiz Gonzaga.

A programação também abre espaço para números de malabarismo, acrobacias aéreas, contorcionismo e performances que dialogam com influências contemporâneas, como a dança Tribal Fusion e o ilusionismo. Parte das atividades acontece dentro do teatro, enquanto outras ocupam a Praça Augusto Severo, ampliando o acesso e aproximando o público da arte.

Mais do que um conjunto de apresentações, o festival se propõe a discutir o circo como expressão cultural viva. Isso aparece em momentos como o círculo de cultura sobre políticas e memória do circo no Rio Grande do Norte, além do lançamento de livro e da exibição do Cine Mambembe, que reforçam o caráter formativo e reflexivo do evento.

Encerrando a noite, a celebração segue com música e DJs, mantendo o clima festivo para além do palco e consolidando o Munganga como um encontro que atravessa linguagens e públicos.

SERVIÇO
Festival Munganga de Circo – 2ª edição
Data: 27 de março de 2026
Local: Teatro Alberto Maranhão e áreas externas
Horário: 15h30 às 21h30 (no teatro)
Entrada gratuita

SAIBA MAIS:
Tributo a Titina Medeiros reúne espetáculo e filme no teatro Sandoval Wanderley



Fonte: saibamais.jor.br

Senado aprova criminalização da misoginia; RN tem votos favoráveis e ausência

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Senado aprova criminalização da misoginia; RN tem votos favoráveis e ausência

O Senado aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de lei que criminaliza a prática da misoginia e a inclui na Lei do Racismo, entre os crimes de discriminação ou preconceito. A proposta recebeu 67 votos a favor e nenhum contra, mas contou com 11 ausências. Uma dessas foi a do senador potiguar Rogério Marinho (PL); já Zenaide Maia (PSD) e Styvenson Valentim (PSDB) estavam presentes e votaram a favor.

O PL 893/2023 define misoginia como “a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”. O projeto também inclui a expressão “condição de mulher” entre os critérios de interpretação da Lei do Racismo (Lei 7.716, de 1989), ao lado de cor, etnia, religião e procedência.

Como a proposta equipara a misoginia ao racismo, ela será um delito que não prescreve nem permite fiança. A pena para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

Pelo texto, estarão sujeitas a essas regras, por exemplo, a injúria ou ofensa à dignidade ou ao decoro em razão de misoginia, e a prática, indução ou incitação à discriminação ou preconceito por razões misóginas.

Em seu discurso, Zenaide Maia defendeu o combate à violência contra a mulher e disse ser preciso endurecer as leis e a prevenção ao mesmo tempo.

“Nós estamos olhando que matar, assassinar mulheres neste país está se transformando em uma epidemia. E a gente tem que dar uma resposta sobre de onde está surgindo o machismo, que a misoginia incentiva. Então, acho que a gente tem que aprovar, sim, porque são vidas que são ceifadas todos os dias, mulheres sendo assassinadas pelo simples motivo de serem mulheres, e isso vem da misoginia, do machismo”, discursou a parlamentar.

Já Styvenson Valentim afirmou que tem uma preocupação em empregar mulheres e disse acreditar que 70% do seu gabinete é feminino. 

“Acho que eu sou o único senador da República, nesta legislatura, que tem uma mulher dirigindo um carro oficial. Eu acho que a gente tem que defender as mulheres não só na fala, não só no discurso, mas também na prática, dando a elas esse espaço, corrigindo essas falhas, que são até culturais”, afirmou.

Em 2021, o senador foi denunciado no Conselho de Ética do Senado pela deputada federal Natália Bonavides (PT-RN). Ele foi acusado de manifestar um discurso legitimador de violência contra a mulher, em vídeo divulgado nas redes sociais, ao comentar sobre um caso no Rio Grande do Norte. 

O episódio em questão ocorreu no município de Santo Antônio, no dia 15 de julho de 2021. Na ocasião, um policial militar atendeu uma ocorrência de violência doméstica e agrediu física e verbalmente a própria vítima, uma mulher que havia pedido socorro à polícia porque o irmão estava agressivo. O policial se irritou porque a vítima pediu para que o irmão não fosse agredido durante o procedimento e a agrediu. Questionado sobre o caso, na época, o senador comentou:

“Pelo vídeo aí, eu estou vendo que ele está dando dois tapa (sic) na mulher, uns tapa (sic) bom, na mulher. Agora, eu sei lá o que essa mulher fez para merecer dois tapa. Será se ela estava calada, rezando o Pai Nosso, para levar dois tapa (sic)? Eu não sei, eu não sei”, disse Styvenson no vídeo.

O texto aprovado é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e foi relatado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Agora, a proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: saibamais.jor.br

Contas de Allyson Bezerra recebem parecer pela desaprovação

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Contas de Allyson Bezerra recebem parecer pela desaprovação

O Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte (MPC-RN) emitiu um parecer prévio pela desaprovação das contas anuais do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), referentes ao ano de 2023. Um dos pontos apontados pelo órgão é a abertura de créditos suplementares acima do autorizado pela Câmara Municipal.

O documento foi emitido no dia 9 de março pelo procurador Ricart César Coelho dos Santos dentro do processo analisado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN). Em nota, a defesa de Allyson disse que o processo está dentro da normalidade e ainda será julgado pelo plenário do Tribunal de Contas (leia nota completa ao final).

O Corpo de Auditoria observou que em 2023 o município de Mossoró abriu créditos suplementares no valor de R$ 338,6 milhões, o equivalente a 28,43% do orçamento, superando o limite de 25% previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) daquele ano. O percentual autorizado correspondia a cerca de R$ 297,7 milhões.

“Diante disso, seria possível concluir que houve violação aos princípios da legalidade, economicidade e da responsabilidade na gestão fiscal, o que compromete a regularidade das contas apresentadas”, diz trecho do documento.

O corpo técnico da Diretoria de Controle de Contas de Governo e Gestão Fiscal concluiu que a impropriedade detectada, por si só, não impacta de maneira significativa a análise das contas do exercício de 2023, a ponto de macular a prestação de Contas Anuais. A pasta entendeu que não há indícios de que a impropriedade em questão tenha sido cometida mediante má-fé ou negligência grave, lesiva ao erário, e propôs a emissão de recomendação ao Chefe do Poder Executivo. 

No entanto, para o MPC, o fato não se enquadra na hipótese de “impropriedade técnica ou outra falha de natureza formal”, mas de flagrante caso de ato praticado com infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial.

“As alegações apresentadas em sede de defesa não afastam a irregularidade constatada, uma vez que o valor das aberturas de créditos suplementares efetivadas excedeu o percentual máximo de 25% das despesas originalmente fixadas na LOA, conforme limite expresso na própria lei orçamentária municipal”, salienta o documento.

Ainda segundo o procurador, a abertura de créditos suplementares acima do limite legalmente autorizado configura infração político-administrativa e pode caracterizar ato de improbidade administrativa, por ordenar despesa não autorizada por lei.

Outro ponto citado foi o atraso de 409 dias para o envio da LDO de 2023 ao TCE, e de 190 dias para a LOA. De acordo com o Ministério de Contas, a norma regulamentar da Corte estabelece, de forma expressa, que os instrumentos de planejamento devem ser encaminhados tempestivamente ao TCE/RN, em meio eletrônico, dentro dos prazos fixados, sob pena de infringência aos deveres de prestação de contas e de cooperação com o controle externo. 

O que diz a Prefeitura

Em nota assinada pelo advogado Caio Vitor R. Barbosa, a defesa de Allyson Bezerra afirma que recebe com respeito e tranquilidade o parecer apresentado pelo Ministério Público de Contas, em 09 de março de 2026, após a análise do corpo técnico do Tribunal de Contas, que havia se posicionado pela aprovação das contas de 2023.

“O processo segue dentro da normalidade. Ainda será julgado pelo plenário do Tribunal de Contas e, depois, pela Câmara Municipal, responsável pela decisão final. A defesa vai apresentar seus argumentos no julgamento pelo Tribunal, em eventual recurso e, por fim, na análise da Câmara Municipal, na expectativa que as contas sejam aprovadas”, diz o posicionamento.

Fonte: saibamais.jor.br

Justiça segue com ação contra terceirização das UPAs em Natal

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Justiça segue com ação contra terceirização das UPAs em Natal

A Justiça do Rio Grande do Norte deu prosseguimento a um processo contra a terceirização de quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Natal. A ação popular foi apresentada pelo vereador Daniel Valença (PT) e pela deputada Natália Bonavides (PT) para contestar a tentativa da Prefeitura de repassar a gestão das unidades para Organizações Sociais de Saúde (OSS).

A terceirização já havia sido suspensa pela própria Justiça em setembro, por falta de estudos aprofundados. Os parlamentares alegaram que os editais de convocação pública nº voltados à seleção das OSS para gerir as quatro UPAs do município padecem de ilegalidade e lesividade ao patrimônio público. Também disseram que a ausência de estudos foi constatada pelo Tribunal de Contas do Estado, e que os editais não teriam sido submetidos previamente ao Conselho Municipal de Saúde, em violação ao controle social, nem encontrariam respaldo nos instrumentos de planejamento do SUS.

Em resposta, a Prefeitura alegou, dentre outros pontos, que os Estudos Técnicos Preliminares elaborados pela Secretaria Municipal de Saúde demonstrariam vantagens relacionadas à eficiência, continuidade e economicidade da gestão por OSS; e que não havia obrigatoriedade legal de submissão prévia dos editais ao Conselho Municipal de Saúde, pois o controle social se daria sobretudo na fase de execução contratual. 

Na última movimentação, nesta segunda-feira (23), o juiz Francisco Seráphico da Nóbrega Coutinho afastou a alegação de ausência de interesse processual e indeferiu pedidos da Prefeitura para inclusão de outras partes no processo, como as Organizações Sociais de Saúde. O juiz disse que as OSS pré-selecionadas ainda não firmaram qualquer contrato com a Prefeitura.

“Detêm, neste momento processual, mera expectativa de direito à contratação, sem direito subjetivo consolidado, o que o próprio demandado reconhece expressamente em sua contestação. Não ostentam, portanto, a condição de beneficiárias diretas do ato impugnado, pressuposto indispensável à integração compulsória ao polo passivo, consoante a interpretação sistemática dos dispositivos referidos.”

O magistrado também negou a oitiva do secretário municipal de Saúde.

“Considerando que o aludido Secretário é o gestor responsável pelos procedimentos impugnados na exordial, sequer pode-se tratar de testemunha, de modo que a oitiva formal, nesse contexto, seria medida inútil e contrária à economia e à celeridade processuais”, informou.

Com isso, os autos serão remetidos ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, por intermédio da 48º Promotoria de Justiça da Comarca de Natal/RN, para manifestação no prazo legal.

Fonte: saibamais.jor.br

Saudades de um mundo que já não existe mais

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Saudades de um mundo que já não existe mais

Quem acompanha minhas mal traçadas linhas sabe que questões geracionais e o comportamento do homem branco de 50/60 anos estão entre meus temas preferidos. Sei que soa repetitivo e, por vezes, até cansativo, mas sempre encontro aspectos diferentes para analisar essas questões. E também é fato que vertentes destes temas são bem atuais (e preocupantes) como masculinidade tóxica (red pills, misoginia etc), portanto refletir sobre e repetir se torna até necessário.

Já escrevi aqui e também já externei em debates presenciais que a postura confusa do homem padrão atual, para recorrer a um termo até poético, enquanto não se chega ao descumprimento do código penal, é a eterna saudade de um mundo que já não existe mais. Uma visão de mundo que, na verdade, começa com a nostalgia de um tempo quando se era adolescente, quando se confunde a experiência pessoal (leveza, descobertas, sexualidade, amizades) com todo um período histórico, que tinha, como todos, coisas positivas e negativas. Os cinquentões têm saudade dos anos 80 sem perceber que a nostalgia real é pela juventude, já que nossos pais eram saudosos dos anos 60. Recordo de um personagem de Balzac que em 1860 recorda com doçura dos seus tempos de jovem aristocrata lamuriando que “antes os tempos eram melhores”.

Contudo, esse saudosismo, a princípio pitoresco, pode ganhar contornos mais sérios e preocupantes, a partir de uma premissa básica e objetiva: aquele mundo que o pessoal tem saudade já não existe mais. Para o bem e para o mal, se é que isso existe.

Sei que a nostalgia passa, além da experiência pessoal da juventude com menos compromissos, menos responsabilidades e sem boletos, para uma percepção coletiva, como uma maior sensação de segurança (andar pelas ruas à noite e sentar nas calçadas para conversar eram realmente possíveis nos anos 80) e de interação (não existia internet nem celular, as pessoas eram obrigadas a falar mais umas com as outras). Mas também é certo que a saudade passa pela sensação de impunidade social que permitia ser preconceituoso com grupos diversos sem sofrer sanções ou patrulhamentos.

Era uma época em que o menino tímido e nerd da sala era “o viadinho”, o vizinho com nanismo era “o anãozinho”, a moça que se permitia viver uma vida amorosa era a “vadia” que “é pra comer, mas não pra casar” e homens gays que tentavam encontrar sua identidade eram “baitolas” ou “travecos”. Tenho consciência que muitos homens da minha vida sentem falta da época em que tudo isso era normalizado e “o mundo não era tão chato” (tradução; do alto do privilégio hetero-branco deles, podiam zoar e oprimir quem queriam sem patrulhamento).

Contudo, dia desses me flagrei com saudades de um tempo que também já não existe mais. No meu caso, é uma mistura quase exata de percepção pessoal e experiência coletiva (na verdade, global) e me remete a meados dos anos 1990 para os anos 2000. Quando parecia que o mundo, pós Guerra Fria e derrubada do Muro de Berlim, adentrava o fenômeno que se classificou como Globalização.

Recordo de um filme, dos meus preferidos de Wim Wenders, de 1995, “O céu de Lisboa”, na qual um engenheiro de som alemão vai de carro da Alemanha para a capital portuguesa, passando, claro, por países como França e Espanha, e se mostra encantado com não ser mais necessário passaporte de um país para outro e com a “tão esperada união da Europa como um imenso país”.

Justamente nesse período viajei duas vezes ao continente europeu (em 2006 e em 2013) e tive a mesma percepção, de um sentimento coletivo, que nem mesmo a fiscalização causada pelo 11 de setembro de 2001 conseguiu aplacar. Período em que a internet engatinhava e também mostrava que poderíamos ser “uma grande família global conectada por computadores e telefones celulares”. Os tempos pareciam tão promissores que a revista Veja, eterna porta voz das elites brasileiras, produziu em 2010, uma capa “nunca fomos tão felizes”, analisando a sensação de satisfação do povo brasileiro consigo mesmo e com o país. Não por acaso, era o último ano de Governo Lula, gestão que colocou o Brasil de cabeça na globalização sem esquecer os interesses nacionalistas.

Todavia no Brasil veio um golpe que derrubou a presidenta eleita dilma Rousseff, em 2016, mesmo ano da primeira eleição de Donald Trump nos EUA, e a ascensão de políticos de extrema-direita em todo o mundo com pautas em comum como nacionalismo “patriotoco” anti-globalização, retirada de direitos de minorias, negacionismo científico etc.

É um paradoxo eu pensar e escrever isso, mas acho realmente que o mundo ficou mais chato. Não porque não posso chamar um homossexual afeminado de viadinho, mas porque me dói ver os amigos com filhos nos EUA com medo que sejam abordados pelo ICE, a polícia fascista do Trump. Gente conhecida que vai a Europa me conta experiências ruins com o cerco ou ódio a imigrantes e turistas de etnias não europeias. O mundo realmente não é mais o mesmo.

Cada um sente saudades do que quer. Claro que lembro com imenso carinho da minha adolescência plena naqueles anos 80 de “Armação Ilimitada”, ‘Os Goonies” e Barão Vermelho com Cazuza cantando “Bete Balanço”. Mas sinto ainda mais saudades do período onde acreditamos que, como cantou John Lennon em “Imagine”, “o mundo poderia ser como um só”.

Sinta saudades do que quiser. Só cuidado para sua saudade não ser a vontade de ser preconceituoso e agressivo com quem você considera diferente ou inferior. Lembrando que nesta terça-feira, 24 de março, o Senado aprovou a Lei contra a Misoginia (que é o ódio ou aversão a mulheres) equiparada ao racismo e homofobia. Ou seja, não deixe que a sua saudade seja de cometer crimes impunemente.

Fonte: saibamais.jor.br

a eleição da Professora Nilda e o imperativo democrático

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Parnamirim: a eleição da Professora Nilda e o imperativo democrático

*por Marcus Demétrios- Especialista em Gestão Pública Municipal e presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro) de Parnamirim/RN

“A política deve ser feita no campo das ideias e dos projetos, não através de tentativas de subversão da ordem democrática.”

A democracia brasileira, embora jovem, é resiliente. Ela se fortalece a cada ciclo eleitoral, quando o cidadão, munido de sua consciência e do seu título de eleitor, define os rumos de sua comunidade. Em Parnamirim, esse processo ocorreu de forma transparente, legítima e soberana nas últimas eleições municipais, resultando na escolha da Professora Nilda como prefeita.

No entanto, assistimos com preocupação, nas últimas semanas, a movimentações isoladas que buscam questionar esse resultado e, sob a alcunha de “Fora Nilda”, tentam criar um clima de instabilidade política na cidade. É preciso ser claro e firme: tais tentativas não ferem apenas a imagem da gestora eleita; elas atacam diretamente os alicerces do sistema democrático e desrespeitam a vontade da maioria dos parnamirinenses.

A história política do Brasil nos ensina que o desrespeito ao resultado das urnas é o primeiro passo para o autoritarismo e o caos administrativo. Tentar “ganhar no grito” ou através de narrativas infundadas o que não se conquistou nas urnas é um expediente antigo e nefasto, que Parnamirim não merece reviver. O processo eleitoral tem regras claras, e o resultado foi validado pelas instituições competentes. A Professora Nilda é a prefeita legítima da cidade.

Questionar a legitimidade do mandato de uma mulher, professora e líder política que conquistou a confiança popular é também uma demonstração de resistência às mudanças necessárias em nossa estrutura política. Parnamirim escolheu um projeto de mudança, focado no social e na renovação das práticas de gestão. Tentar interromper esse processo de forma antidemocrática é uma tentativa clara de manter privilégios de grupos que foram derrotados pelo voto popular.

A estabilidade política é fundamental para o desenvolvimento da nossa cidade. Movimentos que visam apenas o “quanto pior, melhor” prejudicam a atração de investimentos, paralisam serviços essenciais e geram insegurança na população. Parnamirim precisa, agora mais do que nunca, de união e trabalho para superar seus desafios. O debate político é saudável e necessário, mas deve ocorrer dentro dos limites constitucionais, respeitando o mandato conferido pelo povo.

A Professora Nilda tem a legitimidade conferida pelas urnas e o apoio das instituições democráticas para governar. A defesa da democracia não é uma pauta partidária, mas uma obrigação de todos os cidadãos que prezam pelas liberdades civis. Parnamirim votou pela mudança e pelo respeito às instituições. O tempo das disputas eleitorais acabou. É tempo de governar e de garantir que a vontade soberana do povo prevaleça. Retrocessos não passarão.

Fonte: saibamais.jor.br

UFRN cria grupo terapêutico para familiares de pessoas trans e travestis

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UFRN cria grupo terapêutico para familiares de pessoas trans e travestis

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) tem uma nova iniciativa voltada ao acolhimento de familiares de pessoas em processo de transição de gênero. A ação é promovida pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), por meio da Diretoria de Qualidade de Vida, Saúde e Segurança no Trabalho (DAS), em parceria com o Ambulatório Trans da instituição.

O Grupo Terapêutico com Familiares de Pessoas em Transição de Gênero terá início no dia 31 de março de 2026, com encontros mensais sempre às terças-feiras, das 14h às 16h, na sala 310 da DAS. A condução será feita pela psicóloga Angélica Gil, integrante do Ambulatório Trans da UFRN.

A proposta do grupo é oferecer um espaço coletivo de escuta e acolhimento, voltado a familiares que vivenciam, em seu cotidiano, a experiência da transição de gênero de pessoas próximas. Os encontros buscam promover a troca de experiências, o compartilhamento de sentimentos e a construção de redes de apoio entre participantes, em um ambiente considerado seguro e respeitoso.

De acordo com a equipe do Ambulatório Trans, os grupos terapêuticos desempenham um papel central no cuidado integral oferecido pelo serviço. “Os grupos terapêuticos são um componente fundamental no cuidado ofertado pelo Ambulatório Trans da UFRN, pois ampliam o atendimento para além da dimensão individual, criando espaços coletivos de escuta, partilha e construção de vínculos”, destaca a equipe.

Ainda segundo os profissionais, esses espaços são especialmente relevantes para a saúde mental da população trans e de seus familiares. “Para muitas pessoas trans, o acesso a ambientes seguros onde possam falar sobre suas experiências, desafios e conquistas é essencial para o fortalecimento da saúde mental e da autoestima”, afirmam.

Os grupos também contribuem para a redução de sentimentos de isolamento e estigmatização, além de favorecerem o acesso à informação sobre direitos e cuidados em saúde. No caso específico dos familiares, a proposta é ampliar a compreensão sobre identidade de gênero e fortalecer vínculos. “Os grupos destinados a familiares ajudam a promover compreensão, acolhimento e diálogo. Ao oferecer informação qualificada e um espaço de escuta, esses encontros contribuem para fortalecer vínculos familiares e ampliar o apoio social às pessoas trans”, reforça a equipe.

Para Geja Muniz, estudante da UFRN, pessoa trans e militante do Coletivo Cores, a iniciativa representa um avanço importante no fortalecimento de redes de apoio dentro e fora da universidade. “O ambulatório T é um aparelho muito importante para a comunidade trans da UFRN e, com esse grupo, eu tenho certeza que vai proporcionar não só um ambiente seguro e acolhedor dentro da universidade, mas que a atividade também vai fortalecer ambientes seguros e acolhedores fora da universidade também, com as famílias da população trans que estudam na UFRN”, afirma em entrevisra à Agência Saiba Mais.

Geja também chama atenção para a necessidade de ampliar o entendimento sobre acolhimento. “O acolhimento não precisa ser só institucional, não precisa ser só nos hospitais, na saúde pública, nas universidades, no trabalho. O acolhimento precisa ser de uma perspectiva comunitária para que a gente consiga, de fato, ter um bem viver e um bem-estar efetivo em todos os nossos espaços, inclusive dentro da nossa casa e com nossas famílias”, completa.

As pessoas interessadas em participar podem entrar em contato diretamente via WhatsApp, pelo número (84) 99480-6815. Não é necessário agendamento prévio.

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Fonte: saibamais.jor.br

Federação PSOL/REDE quer conquistar duas vagas da Assembleia do RN

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Federação PSOL/REDE quer conquistar duas vagas da Assembleia do RN

A Federação PSOL/REDE no Rio Grande do Norte realizou, na última terça-feira (24), um encontro político para apresentar um conjunto inicial de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa nas eleições de 2026. Ao todo, foram anunciados 20 nomes, oriundos de diferentes regiões do estado e com atuação em diversos segmentos sociais. A expectativa da organização é ampliar esse número para 25 ao longo das próximas semanas, consolidando a nominata. O presidente estadual do PSOL e da federação, Sandro Pimentel, afirma que o objetivo conquistar duas vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Entre os nomes já citados estão Ryan, irmão da vereadora Thabata Pimenta; Vavá, vereador de Mossoró; Bibi Costa, ex-prefeito de Caicó; e a médica Júlia Almeida. A composição busca reunir perfis com inserção regional e atuação em áreas específicas, estratégia considerada central pela federação para a disputa proporcional.

O encontro também serviu para alinhar metas eleitorais. A federação projeta conquistar pelo menos duas cadeiras na Assembleia Legislativa, objetivo que, segundo dirigentes, está atrelado à ampliação da presença territorial e à diversidade de pautas representadas pelos pré-candidatos.

Presidente estadual do PSOL e da federação, Sandro Pimentel afirmou, em entrevista à Agência Saiba Mais, que a construção da nominata segue critérios políticos e de representatividade. “Em primeiro lugar verificamos o critério político da nossa Federação PSOL/REDE, depois a representatividade regional e por área de atuação. Então tínhamos pessoas já filiadas, outras pessoas nos procuraram e outras mais tivemos que procurar. Óbvio que quando coincide esses critérios à densidade eleitoral fica muito melhor”, declarou.

Sobre as estratégias para alcançar o desempenho eleitoral projetado, Pimentel destacou a importância da capilaridade territorial e da atuação temática. “A estratégia da regionalização agregada à área de atuação são as principais, a exemplo da causa animal, ambiental, vigilantes, terceirizados etc.”, disse.

Já em relação aos próximos passos, o dirigente indicou que a federação pretende intensificar o processo de organização interna. “Vamos filiar quem ainda não se filiou, fazer novo encontro em abril, realizar seminários temáticos de formação, aprimorar as comunicações individuais e garantir que ao chegar o processo eleitoral estamos mais sólidos eleitoralmente”.

Pimentel também sinalizou que o planejamento envolve tanto as candidaturas proporcionais quanto majoritárias. “Isso serve para as candidaturas proporcionais, bem como às majoritárias, pois teremos chapas completas a todos os cargos”, acrescentou.

Ao comentar as expectativas políticas da federação, ele fez referência ao histórico recente de representação no legislativo estadual. “Nossa federação não vai apenas apresentar seus projetos nas eleições, vamos eleger e no mínimo, recuperar e ampliar nossa cadeira na assembleia legislativa que foi ‘assaltada’ no passado. Nosso mandato estadual que foi roubado em 2021”, declarou.

A Federação PSOL/REDE deve realizar um novo encontro em abril, quando parte dos nomes restantes poderá ser anunciada, dando sequência ao processo de estruturação da chapa para 2026.

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Fonte: saibamais.jor.br