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moradora de Natal, Samara Martins mira Presidência

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Mãe, dentista e socialista: moradora de Natal, Samara Martins mira Presidência
Foto: Wildally Souza

Ela é mãe, trabalhadora da saúde, socialista e pré-candidata à presidência. Moradora de Natal, a mineira Samara Martins, 38, quer ser uma voz anticapitalista no Palácio do Planalto. Sua pré-candidatura foi lançada pela Unidade Popular (UP) em fevereiro, e desde então ela tem rodado o Brasil apresentando um programa de transformação radical da sociedade. E avisa, sem titubear: “não nos adianta melhorar o capitalismo”.

A Agência SAIBA MAIS conversou com Samara na Ocupação Palestina Livre, localizada próxima à Praça do Estudante, na Cidade Alta, em Natal. A ocupação é organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), entidade da qual ela própria já participou e é ligada à UP. A luta pela moradia deve ser um dos principais pontos de sua futura campanha, sem nunca perder o socialismo como norte estratégico. 

“A gente quer apresentar um programa socialista para o Brasil. Nós precisamos derrubar esse sistema capitalista que nos oprime tanto. A nossa falta de saúde, a falta de educação, a falta de moradia advém de um sistema, as opressões machistas e racistas advém de um sistema. E essa é a propaganda que a gente quer fazer, que nós precisamos avançar nesses direitos”, avisa.

Martins já foi candidata à vice-presidência em 2022, na chapa com Léo Péricles, e à vereadora de Natal em 2020. De origem humilde, filha de mãe professora e pai motorista, ela é convicta de que o atual sistema econômico precisa chegar ao fim.

Foto: Wildally Souza

“Não nos adianta melhorar o capitalismo, porque para ele existir precisa oprimir uma classe. Para uns terem muito, outros precisam ter nada ou muito pouco. Tem que passar fome, tem que não ter casa para morar. Estamos aqui na Ocupação do MLB, que é justamente pessoas que não têm onde morar, ou que moram de aluguel, pagando aluguéis cada vez mais caros, ou que moram de favor, ou moram todos juntos, várias famílias numa mesma casa. Então, isso advém de um sistema. Não é porque a gente se esforçou pouco, não é porque a gente não tem o dinheiro para poder comprar uma casa. É porque o sistema precisa que a gente viva mal para que alguns vivam muito bem.”

As últimas semanas têm sido um “corre”, descreve. Mãe de Luiz, 2, e de Luca, 6, ela tem aliado as tarefas partidárias com a maternidade e o trabalho. A pré-candidatura foi lançada em São Paulo em 8 de março, no Dia Internacional da Mulher, e em Natal no dia 11, momentos de grande alegria e de agitação de um programa comunista junto à militância.

“Nós tivemos mais de mil pessoas da UP e de apoiadores nesse lançamento [em São Paulo]. Então, tem sido uma energia muito grande que me ajuda, porque sou trabalhadora do SUS, ainda não estou licenciada, então isso também aumenta o meu corre. Sou mãe de dois, então também tem uma jornadinha minha da maternidade. Então, alinhar tudo isso para poder garantir essas visitas tem sido um desafio”, diz.

A UP é um partido jovem, registrado em 2019 após uma intensa campanha envolvendo não só o MLB mas outros movimentos, como a União da Juventude Rebelião (UJR), o Movimento de Mulheres Olga Benário, Movimento Luta de Classes (MLC) e o Partido Comunista Revolucionário (PCR). Samara tem forte relação com todos esses grupos.

Nascida em Belo Horizonte, começou sua militância no movimento estudantil, participou do grêmio da sua escola e da Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas da Grande BH (AMES-BH). Veio para Natal para estudar Odontologia na UFRN e também integrou a direção da União Nacional dos Estudantes (UNE). Mais recentemente, também foi uma das fundadoras da Frente Negra Revolucionária. Hoje, é servidora pública concursada e trabalha como odontóloga na Prefeitura de Parnamirim. 

Mesmo com a estabilidade proporcionada pela carreira, Samara continua morando no bairro Planalto, zona Oeste de Natal. A região já viu surgir inúmeras ocupações do MLB; a mais famosa delas deu vida ao conjunto Leningrado. Ela vive no conjunto Emmanuel Bezerra, um desdobramento do Leningrado que homenageia o estudante potiguar morto pela ditadura e que foi militante do PCR. Apaixonada pelo SUS e militante pela saúde pública, luta contra a precarização dos serviços públicos e diz que continuar no Planalto a faz não sair da classe em que nasceu: a classe trabalhadora.

“Eu moro, desde que me mudei pra cá, no conjunto Emmanuel Bezerra, e acho que faz muito sentido com a minha perspectiva de vida, de classe, de luta. Então, nunca pensei em sair daquele lugar. É o Planalto, que inclusive é muito discriminado em Natal por ser uma periferia, que é a realidade da periferia de todo o Brasil. E também de viver os problemas que o nosso povo vive, de pegar ônibus, de passar os perrengues de posto de saúde. Por exemplo, eu uso o SUS, não tenho um plano de saúde, meus filhos estudam nas mesmas escolas que as pessoas do Planalto, no CMEI. Essa é a realidade do nosso povo e eu me considero da classe trabalhadora, então é com ela que eu tenho que me manter”, defende.

“Morar no Brasil é privilégio”, acredita Samara Martins

Na militância junto ao movimento sem-teto, a pré-candidata disse que entendeu que a luta coletiva precisa ser ligada com o povo pobre e com as periferias. O déficit habitacional, aponta Samara, é resultado de uma decisão orçamentária e do quanto é destinado para as áreas sociais. 

“Quando a gente discute, por exemplo, a moradia e o programa Minha Casa Minha Vida, a gente tem que discutir por que esse programa não é ampliado, ele não é avançado, ou que nesses últimos anos quase não se entregam casas populares”, reflete.

Martins diz que o programa do governo federal, dividido em três faixas conforme a renda familiar bruta mensal, quase não tem entregado construções na faixa 1, voltada à renda de até R$ 2.850,00. 

“Até tem algumas contratadas, mas não entregues, justamente porque há disputa do orçamento. Quem é privilegiado no orçamento? E a gente diz: hoje no nosso país, que é um país capitalista, quem é privilegiado no orçamento são as classes dominantes, as classes ricas, são os banqueiros, é o agronegócio. A gente tem para os setores sociais minúsculas parcelas do orçamento, enquanto para esses setores mais ricos, parcelas enormes”, denuncia.

Foto: Wildally Souza

Ela também é crítica ao pagamento dos juros da dívida pública e diz que o valor para pagar os juros, escoado do orçamento, poderia servir para custear melhor áreas como moradia, saúde e educação.

“Então essa é a denúncia que a gente faz. E aí o governo federal pode sim resolver o problema da moradia, que inclusive é uma questão constitucional. Está lá na Constituição que todo mundo deve ter moradia. E a moradia no sentido ampliado dela, que não é só ter uma casa lá no local jogado, ter todo o acesso aos serviços e etc. para significar moradia. Mas hoje nem isso nós temos. Morar no Brasil é privilégio. Alguns moram muito bem e outros não conseguem, vão passar uma vida inteira para conseguir ter uma casa”, afirma Samara Martins.

A atuação da Unidade Popular funciona por meio de núcleos: nas escolas, universidades, bairros, locais de trabalho, ocupações, etc. Vivendo cotidianamente próxima ao MLB, ela diz que as ocupações são uma experiência de poder popular.

“São as famílias nesses espaços que organizam toda aquela micro sociedade, de como funciona, de quais são as regras, de como vão fazer e decide tudo coletivamente. Então as ocupações ensinam para nós que é possível o povo estar no poder e nas decisões de tudo. E que no Brasil, no sentido mais macro, isso também poderia acontecer. Por que nós não somos consultados para as decisões que acontecem no nosso país?”, questiona.

Segundo a socialista, grande parte dos conjuntos habitacionais de Natal, conquistados pelo MLB e outros movimentos, surgiram a partir das ocupações. 

“Não foi a Prefeitura que organizou uma lista, que fez um censo para poder fazer. Foi com a luta do povo organizado. E uma família que consegue na luta a sua casa percebe o poder político que ela tem, apesar dela não ser um parlamentar, mas o poder político que ela tem, de mudar uma política pública de uma cidade, ou de um estado, ou de um país, para poder garantir um direito que é dela. Então, é poder popular. As ocupações são poder popular”, ratifica.

Unidade da esquerda

A UP vai para mais uma eleição com candidatura própria à presidência, assim como outros partidos da chamada esquerda radical. O PSTU lançou a pré-candidatura de Hertz Dias, e o PCB aposta em Edmilson Costa. Samara avalia que a Unidade Popular possui uma pauta e um programa de esquerda, e diz que a unidade deveria em torno desse programa. Por isso, é crítica à frente ampla formada por Lula e à governabilidade junto a partidos e parlamentares de centro e centro-direita. Só nos ministérios do governo federal, há nomes do PSD, MDB, União Brasil, PP e Republicanos. 

“Para nós não cabe unidade que não seja de esquerda, que caiba direita, que caiba golpista, que caiba inclusive fascistas em determinadas condições. Para nós isso não é a unidade da esquerda. Então quando nos perguntam por que não faz a unidade da esquerda? Porque tem que ser de esquerda. Então nós acreditamos que o nosso programa é um programa de esquerda. Então, a unidade deveria ser em torno desse programa, porque senão é só uma adesão, não é uma aliança, não é um acordo pensado. Então, no sentido programático, se for para discutir um programa de esquerda, nós temos abertura com todo mundo, mas nesses não cabem esses setores do agronegócio, dos banqueiros, não cabe esse tipo de pessoas ou de organizações”, aponta.

Outra avaliação da pré-candidata socialista é que os governos petistas possuem limitações por conta dos acordos com setores do Centrão e da direita. 

“Para nós, governabilidade se constrói com a organização do povo, porque quando o povo se organiza muda a posição do Congresso, do Senado, do presidente. Da mesma maneira, nós fomos pra rua pra poder dizer que nós éramos contra a PEC da blindagem, da bandidagem. E tava todo mundo já ‘não, tem que aprovar, tem que aprovar’. Foi o povo pra rua e disseram, não, vocês entenderam errado, nós não íamos aprovar isso de jeito nenhum. Derrubamos a PEC da blindagem. As mulheres foram para a rua para derrubar o PL do estupro e disseram ‘nós não vamos aceitar e foram para cima’, então a governabilidade não é feita com as lideranças parlamentares, ela é feita com as lideranças populares e essa é a aliança que a gente tem que fazer.”

Ela diz que é preciso mostrar à população brasileira que existe outra alternativa além dos principais nomes.

“Não só a extrema-direita ou a esquerda limitada no que dá para fazer, na governabilidade que dá para fazer, inclusive com a própria direita”, afirma.

Candidatura da UP vai combater a extrema-direita, diz Samara

Samara Martins rejeita a ideia de que mais uma candidatura da esquerda possa favorecer o outro lado.

“Não, a nossa candidatura vai combater a extrema-direita desmascarando o que eles defendem. Porque quando a esquerda se ausenta, eles é que vão dizer que defendem a saúde, eles que vão dizer que defendem a família, por exemplo, não aprovando contra a escala 6×1, ‘nós somos defensores da família, mas somos contra acabar com a escala 6×1’. Então, expor essas contradições e denunciar o que é”, afirma.

De acordo com a dirigente da UP, foi a ausência de políticas de esquerda que abriram caminho para Bolsonaro na presidência.

“Foram quatro anos do mandato dele, de morte, de violência, de um estímulo a um discurso de ódio contra as mulheres, contra negros, contra LGBTs. Então, essa ausência é que faz abrir espaço para a extrema-direita passar. Então, isso é uma questão extremamente importante que nós queremos também denunciar”.

Futuro socialista

Martins diz que sonha com um outro futuro, em que a vida seja vivida plenamente e que a sociedade socialista se torne realidade. Ao menos é o que ela espera para Luiz e Luca, seus dois filhos, que estiveram com ela no lançamento da pré-candidatura em Natal, no dia 11, logo depois de saírem da creche municipal ainda com a farda.

“Acho que essa é a luta das mães: o que nós vamos deixar para os nossos filhos. E nessa perspectiva política a gente quer deixar um mundo em que não haja violência, em que não haja discriminação, em que as crianças possam ser o que elas quiserem ser, sem ter que pensar se elas vão sofrer alguma violência, se elas vão sofrer alguma coisa na idade adulta. Então, eu gostaria de viver também nessa sociedade, mas deixar para o meu filho uma sociedade em que não haja divisão entre classes, entre quem é rico e quem é pobre, que todo mundo coma, que todo mundo more, que todo mundo seja de fato feliz e a felicidade tem a ver com a felicidade coletiva, e não uma felicidade individual. Que eles consigam, mas que toda a sociedade consiga, porque não dá para ser feliz você na sua casa e depois ter uma pessoa dormindo na porta da sua casa, uma pessoa que não vai comer todos os dias ou que não vai comer todas as refeições do dia”, reflete.

“Então eu espero e acredito que eles viverão nessa sociedade que a gente chama de socialista, em que as coisas são socializadas entre todo mundo e todo mundo viva plenamente feliz e não haja desigualdade entre homens e mulheres, entre pobres e ricos”, sonha.



Fonte: saibamais.jor.br

O ventilador roubou minhas ideias

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O ventilador roubou minhas ideias

Sofro de insônia!

Declaração nada promissora pra começar uma crônica, não é mesmo!? E, diga-se de passagem, ela, minha insônia, também é crônica. Nada mais cotidiano na minha vida que umas crisezinhas regulares. Apesar das gotinhas ou dos comprimidinhos. (Uso diminutivos para dar uma amenizada nessa história.)

Mas a verdade é essa. E digo “sofro” porque é um martírio viver assim. Quando não é a demora ou a dificuldade para adormecer, são os despertares noturnos – o que é pior, acordo várias vezes durante a noite e sinto uma dificuldade enorme em voltar a dormir. Mesmo com os remedinhos que tomo. É desgastante, acredite! Algumas vezes, raras vezes, ela se manifesta em despertares precoces, mas quando os tenho não consigo retomar o sono e já inicio o dia estressada. É “U OH!”

Às vezes, porque o sono não é reparador, estou, no outro dia, só o pó da rabiola, com fadiga, cansaço, sonolência excessiva e alterações de humor: fico irritada, ansiosa…

É quando essa maldita insônia se acentua que minhas crises de depressão eclodem, acompanhadas de um mau humor horroroso que toma conta de mim… sem falar nos meus famosos lapsos de memória e minha vontade de me esconder do mundo.

Uma coisa positiva nessa história (se é que posso chamar de positiva)  é que, como sei que estou vencida, me agarro ao papel e à caneta (coisas que estão sempre à mão), ou ao celular e escrevo, ou gravo áudio para meu grupo de WhatsApp formado só por mim mesma. Escrevo minhas inquietações, o sonho que me despertou, uma ideia que me surge na hora, as angústias de não conseguir dormir, meus medos, meus desejos, meus sonhos mais abissais…

Despejar isso em uma folha ou em um arquivo de áudio ou de texto no celular me aquieta, na maioria das vezes. No outro dia, ou dias depois, confiro o que escrevi ou o que gravei, porque na hora, o importante é “vomitar”, me aquietar e tentar voltar a dormir. É como se as ideias me perturbassem tanto que se não as puser para fora, elas não me deixarão dormir nunca mais.

Mas sabe o que mais engraçado, é quando tento ler o que escrevi (o que faço geralmente no escuro) e não entendo minha letra, seja porque escrevi rápido demais, seja porque escrevi atropelando uma frase em cima da outra. Um caos!

Quando gravo, consigo salvar mais coisas, desde que me lembre de posicionar o celular protegido do ventilador. (É! Durmo com ventilador porque adoro o barulhinho… é um verdadeiro acalanto, uma canção de ninar… um dos métodos que fazem meu cérebro relaxar e querer dormir.)

Mas, na maioria das vezes, só lembro desse detalhe depois que metade do que eu “vomitei” está gravado e abafado pelo som do ventilador (HAHAHAHAHAHA!!!). É, o ventilador ouviu e tomou só pra si minhas ideias, ou boa parte delas. É, o ventilador roubou minhas ideias assim, na cara dura e eu me sinto uma idiota porque já caí nesse golpe centenas de vezes.

Ele rouba e não me revela mais nada do que se apropriou. Algumas vezes, recupero as ideias furtadas por ele, pela parte que consegui salvar de seu sopro ladrão. Outras, não consigo fazer as conexões necessárias para tanto e lá se foram elas… carregadas de mim para nunca mais.

Não sei se um dia essas ideais voltam e sou eu que não lembro que já pensei nelas. Um mistério! Desses que nem um sopro acalentador (mas também ladrão de ideias alheias), que me provoca sensação de paz e vontade de dormir e sonhar, como uma verdadeira canção de ninar, é capaz de revelar.

Talvez ele tome essas ideias para si porque elas não devem valer um vintém. Talvez tomar consciência delas seja motivo de me deixar mais uma noite acordada, insone, pensando e desejando que meu cérebro se esvazie, para dar lugar a um sonho bom, a um soninho gostoso que seja capaz de me transportar, acalentada e ninada, para o abraço dos braços de Morfeu.

Fonte: saibamais.jor.br

O bicho feroz saiu da cadeia e está como queria

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O bicho feroz saiu da cadeia e está como queria

A capacidade de reação do paciente Jair Messias Bolsonaro desafia a medicina. E eis que de doença em doença, ele conseguiu deixar a prisão onde deveria cumprir 27 anos de pena por tudo de errado que fez.

E muitos pesquisadores estão impressionados com a evolução clínica dele e sua capacidade de melhorar, estando à beira de morte há poucos dias, seja com um soluço contínuo ou interno na UTI de um hospital particular de Brasília em estado desesperador.

Curiosamente, o roteiro tem sido o mesmo: sempre que uma decisão o aproximava da cadeia, Bolsonaro tem uma recaída e corre para o hospital. Foi assim em cada decisão desfavorável da Justiça. Felizmente, ele ficava curado quando escapava da prisão.

Foi assim quando ele estava preso numa sala da sede da Polícia Federal em Brasília. Diferente de Lula, que passou 580 preso numa cela na sede da PF da gélida Curitiba, Bolsonaro endoideceu e quase fura a parede com uma cabeçada, só para ser transferido.

Sua estratégia funcionou. Primeiro ele conseguiu sair da PF para uma cela na Papudinha, cadeia destinada aos estrelados da Polícia Militar do DF, com direito a uma casa, com sala, quarto, cozinha, área de lazer, banhos de sol, visitas íntimas, amigos para conversar e até revistinhas de palavras cruzadas para passar o tempo.

Foi assim nesta semana também, quando ele adoeceu gravemente a ponto de se internar mais uma vez na UTI de um hospital particular de Brasília, mas logo ficou curado logo quando o ministro Alexandre de Moraes mandou ele para casa.

Parte da decisão do ministro, porém, chama atenção pela ampla possibilidade de não ser cumprida. Bolsonaro está proibido de usar telefone celular, acessar a internet ou receber visitas que não sejam de pessoas da família ou de profissionais que cuidem de sua saúde.

Quem garante que ele vai cumprir?… eu não ponho minha mão no fogo. E você?…

Só para lembrar, foi em casa que Bolsonaro diz ter sofrido um surto que lhe fez queimar a tornozeleira com um ferro de solda, logo após ter sido abandonado pela mulher e pelos filhos, que estavam viajando para fazer política.

Dessa vez, a transferência para casa determinada por Moraes atende à mesma justificativa de que o “imbrochável” não pode ficar longe da família, senão adoece. Perigo é essa decisão do ministro abrir uma jurisprudência e milhares de presos aleguem o mesmo motivo para ter direito a prisão domiciliar.

Por fim, para quem passou a vida posando de macho alfa, apregoando virilidade e destemor, Bolsonaro revelou-se um Bicho Feroz, na melhor tradução de um samba antigo do malandro Bezerra da Silva, que “acha bonito ser bicho solto, mas não tem disposição” e “com o revólver na mão é um bicho feroz, sem ele anda rebolando até muda de voz… isso aqui cá pra nós”.

Fonte: saibamais.jor.br

Sarau em Natal reúne poesia no enfrentamento à violência contra mulheres

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Sarau em Natal reúne poesia no enfrentamento à violência contra mulheres

Natal recebe neste sábado (28) mais uma ação que une arte, política e mobilização social no enfrentamento à violência de gênero. A partir das 15h30, o espaço cultural Casa da Anna, em Ponta Negra, será palco do sarau “Novos Caminhos, Solos Distantes”, atividade que integra a programação do Festival Grito de Mujer, movimento internacional que articula arte e ativismo em defesa das mulheres.

Com o mote “Nossa poesia também é rede de resistência”, o encontro propõe um espaço de escuta e partilha, reunindo histórias atravessadas por coragem, migração e enfrentamento à violência, transformadas em expressão poética. A proposta é fortalecer vínculos coletivos e dar visibilidade a narrativas muitas vezes silenciadas, utilizando a literatura como instrumento de denúncia e reconstrução.

A iniciativa dialoga com o eixo temático do festival e se conecta à produção cultural potiguar, incorporando artistas locais e ampliando o debate sobre violência de gênero no campo das artes. O sarau também reforça o papel da poesia como ferramenta política e de elaboração simbólica das experiências vividas por mulheres.

A atividade conta com apoio do coletivo Mulherio Nísia e da Casa da Anna, e será conduzida por agentes da cena literária de Natal. Participam da construção do evento as artistas e produtoras culturais Patrícia Almeida, Rejane Souza e Marieta Maia, que atuam em projetos independentes voltados à promoção da arte e da cultura na capital potiguar.

Movimento internacional

Criado na República Dominicana, o Festival Grito de Mujer consolidou-se ao longo dos anos como uma rede global de mobilização sociocultural. Presente em diversos países, o festival reúne artistas, coletivos e instituições em ações que articulam arte e conscientização social.

Em Natal, a programação deste ano teve início no último dia 11 de março, com uma atividade realizada na sede da OAB que reuniu especialistas e público em torno do debate sobre a violência contra mulheres.

Realizado anualmente em março, o Grito de Mujer integra a campanha #GeraçãoIgualdade, da ONU Mulheres, e é coordenado no Brasil por Sóira Celestino. Em sua 16ª edição, em 2026, o festival adota o lema “Sem Fronteiras”, reforçando o caráter internacional da iniciativa e a construção de uma rede de resistência que ultrapassa territórios.

Fonte: saibamais.jor.br

“política pública sem escuta é apenas monólogo”

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A ciranda do bem viver:

A ciranda é uma expressão da igualdade. São corpos que dançam em compasso comum, de mãos dadas, em movimento circular, numa fluidez que aproxima, convoca e integra. Das memórias de menina, no Recife dos anos 1980, ela compõe memória como expressão encarnada de uma vitalidade ancestral que reencontro na cantora Lia de Itamaracá, nome artístico de Maria Madalena Correia do Nascimento, nascida em 1944, filha de uma numerosa família de 21 irmãos.

Lia se formou em meio a reisados, pastoris e outros folguedos populares. Foi nessa ambiência que experimentou o canto ainda na infância. Iniciou sua discografia em 1977, com o álbum A Rainha da Ciranda, em mais um exemplo do hábito brasileiro de associar grandes talentos à monarquia: rei do baião, rei do futebol, rainha dos baixinhos, rei Momo. Lia, Pernambuco e o Rio Grande do Norte também se entrelaçam por meio do filme Bacurau, de 2019, no qual interpretou a já falecida Dona Carmelita, cuja cerimônia de despedida enternece a narrativa.

Embalada por essa metáfora, a ciranda do bem-viver ganhou forma, entre os dias 18 e 20 de março, em Brasília, na etapa nacional do Plano Decenal Nacional dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, com mais de trezentas pessoas. Trata-se de uma iniciativa que projeta um modelo de sociedade. Sua construção é conduzida pela Diretoria de Proteção de Crianças e Adolescentes da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), instituição executora reconhecida nacionalmente pela atuação da Escola de Conselhos, existente há 18 anos.

O Plano vem sendo lastreado por um diagnóstico organizado pelo docente Assis Oliveira, do Departamento de Direito da Universidade de Brasília. A minuta apresenta indicadores definidos, quadro operativo consistente e sistema de gestão programática bem estruturado, de lavra do sistematizador Anderson Silva. Soma-se a isso a atuação de um grupo de trabalho no âmbito do Conselho Nacional, sob a coordenação de Jefferson Acácio, do Ministério da Igualdade Racial, que aporta contribuições relevantes à elaboração de um documento orientador para a próxima década e conta com a representação de dois adolescentes.

Organizado em quadros operativos, o Plano valoriza a leitura dos indicadores do diagnóstico e dos principais fenômenos que afetam infâncias e adolescências na contemporaneidade, com vistas ao enfrentamento de graves violações de direitos humanos. Um de seus pontos altos reside no caráter participativo, na escuta dos territórios e no incentivo à cultura de participação de crianças e adolescentes. Trata-se, portanto, de um instrumento que subverte a tradição adultocêntrica na formulação de políticas públicas.

Por essa razão, foi desenvolvido, com os próprios adolescentes, um jogo voltado ao enfrentamento do “dragão menorista”, constituindo-se em inovação social com potencial de replicação na gestão pública brasileira e internacional. Crianças e adolescentes de todos os estados contribuíram com mais de cinco mil sugestões. Os 26 estados e o Distrito Federal realizaram diálogos presenciaos, distribuídas em 53 grupos urbanos, 9 quilombolas, 4 indígenas, 1 migrante e 1 ribeirinho.

A simbologia do “dragão menorista” funciona como alegoria potente diante das ameaças às garantias de direitos na história recente do país, com implicações na cobertura de alguns veículos de comunicação que ainda insistem na terminologia “menor”, mesmo após 35 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, na formulação de projetos parlamentares e no recrudescimento do poder punitivo do Estado.

Outro aspecto relevante é o reconhecimento dos marcadores sociais da diferença. A revisão do documento explicita, de maneira nítida, as afetações produzidas pelas interseccionalidades sobre as infâncias e adolescências brasileiras.

Entre os fenômenos contemporâneos problematizados estão os desafios da cobertura vacinal, a saúde mental, os episódios de suicídio e automutilação, a proteção no ambiente digital, as piores formas de trabalho infantil e as violências sexuais. A justiça climática, diante da frequência e da intensidade dos riscos e desastres que atingem o país, também se afirma como prioridade incontornável do presente.

A base conceitual sobre a qual repousa o Plano Decenal 2026–2036 é o bem-viver, compreendido a partir do legado das cosmovisões indígenas latino-americanas, que afirmam modos de existência fundados na reciprocidade, na solidariedade, na participação coletiva e no respeito integral à natureza. Trata-se de um paradigma que questiona padrões de vida orientados pela exploração, pelo consumo excessivo e pela centralidade do lucro, propondo, em seu lugar, relações comunitárias guiadas pela responsabilidade com o outro, com a terra e com as futuras gerações. Essa perspectiva favorece ambientes de cuidado, pertencimento, convivência e imaginação criadora, elementos indispensáveis ao desenvolvimento saudável e à construção de sociedades mais justas, sustentáveis e humanizadas.

Nessa perspectiva, o conceito do Plano inspira-se na ciranda do bem-viver para a próxima década. Sua estrutura organiza-se em cinco eixos: promoção; defesa; controle da efetivação dos direitos; garantia da intersetorialidade e da transetorialidade; e participação de crianças e adolescentes.

A convite de Fábio Meirelles, da professora Pilar Lacerda e da advogada Mayara Souza, e sob o acompanhamento administrativo da Coordenação-Geral de Fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, que há três anos atua em favor desse projeto, tenho contribuído, na condição de pesquisadora, com a revisão desse importante instrumento, ao lado de Iara Flor.

Soma-se a esse esforço a equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco, sob a liderança do professor Humberto Miranda, cuja trajetória revela uma singular capacidade de fazer política com afeto. Trata-se de um encontro intergeracional fecundo entre a experiência acumulada ao longo de 18 anos da Escola de Conselhos, a potência renovadora de jovens pesquisadores(as), formados(as) já sob a égide da Constituição Federal de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente, e a presença de profissionais experientes da sociedade civil pernambucana, a exemplo de Irismar Santana e José Ricardo. Também merece destaque o pertencimento de crianças e adolescentes às práticas educativas conduzidas pelo historiador Mário Emmanuel, que construiu com eles e elas uma cápsula do tempo a ser aberta em 2036. Nesse contexto, acompanhar a revisão do Plano Decenal constitui, para mim, uma honrosa oportunidade de servir à humanidade.

A etapa nacional também foi marcada pela presença das artes. A cantora Iris Colonna interpretou o Hino Nacional, “Anunciação”, de Alceu Valença, e “Minha Ciranda”, de Lia de Itamaracá. Brasília foi pernambucalizada, ainda, pelos ares da estima social mobilizados por O Agente Secreto, expoente do cinema brasileiro sob a competente direção de Kleber Mendonça, com roteiro original e elenco potente, incluindo a presença de três potiguares. O público cirandou na Esplanada dos Ministérios ao som da execução sensível de Iris Colonna, servidora pública, professora da educação básica e musicoterapeuta.

Outro destaque artístico foi a participação de Thiago Chagas, interpretando Dona Fernandona, com um texto crítico e sensível em defesa da construção de políticas públicas que escutem a diversidade dos territórios e valorizem os aportes de crianças e adolescentes em suas pluralidades de existências. Afirmou Dona Fernandona, na solenidade de abertura: “Neste seminário, eu vejo algo que me tira o fôlego. Durante séculos, disseram que as vozes das crianças e adolescentes eram pequenas demais. Que elas não sabiam pensar. Que precisavam de adultos para explicar o mundo. Adultos… ordinários. Enquanto nós estávamos ocupados explicando por que o mundo está em ruínas, as crianças e adolescentes já estavam imaginando como reconstruí-lo. Compreende? Política pública sem escuta é apenas um monólogo mofado.”

Além disso, o ator Thiago Chagas conduziu uma oficina de teatro com adolescentes de todo o país, ampliando formas de expressão e comunicação. Amparados nas técnicas do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, eles e elas expressaram afetações do cotidiano, conflitos, tensões e violências que atravessam suas vidas. A equipe da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, responsável por extraordinário trabalho de fomento à cultura da participação de crianças e adolescentes, levou seis adolescentes com formação sólida para incidirem na etapa nacional do Plano Decenal.

Esse projeto expressa o Brasil múltiplo e diverso que se encarna em políticas públicas. As adolescências brasileiras apresentaram contribuições muito qualificadas sobre suas experiências, seus desafios e seus horizontes de utopia para a sociedade, deixando um legado as percepções dos adultos: gestores públicos, magistrados(as), representantes do Ministério Público, defensorias públicas, conselheiros(as) tutelares, profissionais da saúde, da educação, da assistência social, da defesa civil, povos indígenas, mulheres e sociedade civil organizada.

Convém ressaltar que a condução metodológica da etapa nacional ficou a cargo de dois experientes pedagogos jurídicos, Fernando Alves e Glauber Marinho, que assessoraram, com competência, uma vasta equipe de facilitadores(as), sistematizadores(as) e especialistas. Foi uma experiência marcada pela excelência técnica, estética e ética e adoção de métodos ativos para dinamizar os debates em grupo. A vida com sentido se confirma na possibilidade de tecer elos profissionais, redes solidárias e afetos com pessoas que se empenham na melhora do mundo.

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Fonte: saibamais.jor.br

Nova tarifa de ônibus começa a valer neste domingo (29) em Natal; reajuste é de 6,21%

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Nova tarifa de ônibus começa a valer neste domingo (29) em Natal; reajuste é de 6,21%

O prefeito Paulinho Freire (União) oficializou o reajuste da tarifa de ônibus na capital, que passa de R$ 4,90 para R$ 5,20 – o equivalente a 6,21%. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município desta sexta-feira (27). O aumento no valor já passa a valer a partir do domingo (29).

O reajuste foi aprovado pelo Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU), em reunião convocada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), realizada na quinta-feira (26). Foram 23 votos a favor e 4 contrários.

De acordo com a Prefeitura de Natal, o aumento da tarifa “levou em consideração critérios técnicos e considerou a necessidade de manutenção do funcionamento do sistema, diante do aumento acumulado dos custos operacionais nos últimos 15 meses”.

Este também é o primeiro aumento da tarifa de ônibus na gestão do prefeito Paulinho Freire. O último reajuste havia sido dado no final de dezembro de 2024 pelo ex-prefeito Álvaro Dias (PL). Na ocasião, a passagem passou de R$ 4,50 para os R$ 4,90.

Para reduzir o impacto do aumento da tarifa, o anúncio do reajuste veio acompanhado da notícia sobre um pacote de gratuidades nos ônibus da capital, que segundo a administração municipal “visa ampliar a proteção social e garantir o acesso ao transporte para a população”.

Saiba Mais: Prefeitura de Natal anuncia que passagem de ônibus passará de R$ 4,90 para R$ 5,20

Entre as medidas a serem implantadas estão a gratuidade para estudantes da rede pública estadual, a tarifa zero aos domingos e a gratuidade em um sábado por mês, com foco nos centros comerciais do Alecrim e da Cidade Alta. 

A iniciativa, segundo o Executivo, busca estimular o uso do sistema, fortalecer a economia local e promover a inclusão social. Em coletiva de imprensa nesta sexta, realizada na sede da Prefeitura, Paulinho informou que vai encaminhar um projeto de lei à Câmara Municipal para regulamentar os benefícios tarifários, ainda sem data.

Edital de licitação do transporte em até 20 dias

Na mesma coletiva, Paulinho Freire comunicou que o edital de licitação do sistema de transporte público da capital deverá ser publicado em até 20 dias.

“A licitação foi construída junto com o TCE. Então, quando foi mandada para a Procuradoria, tiveram alguns pontos que tiveram que ser reajustados. Mas está na última fase agora, na Procuradoria, esperando o retorno, porque voltou para o TCE para que pudesse voltar para a Procuradoria. Mas eu acho que no máximo 15, 20 dias, dessa vez é para valer mesmo, nós vamos estar publicando o edital da licitação”, informou.

Uma década de espera

A publicação da licitação vem sofrendo atrasos constantes. Mais recentemente, a Prefeitura já deu prazo para janeiro, depois passou para o primeiro trimestre do ano, ou seja, até o fim de março. Como a nova expectativa é de até 20 dias, o documento só deverá sair em abril.

O processo licitatório do transporte de Natal foi anunciado pela primeira vez em 2016, na gestão Carlos Eduardo (PSD), atravessou o governo Álvaro Dias, chegou à Paulinho Freire e ainda não saiu do papel.

Em duas tentativas realizadas em 2017, nenhuma empresa apresentou proposta. Desde então, a Prefeitura tem adiado o lançamento definitivo do edital, alegando necessidade de ajustes técnicos e impacto nos custos operacionais. 

Saiba Mais: Prefeitura adia mais uma vez lançamento do edital de licitação do transporte

Em 2022, a gestão municipal voltou a adiar a publicação do edital e contratou, sem licitação, a ANTP para elaborar os estudos técnicos e acompanhar o processo. Foram dois contratos, somando quase R$ 2 milhões em recursos públicos. O primeiro, assinado em agosto de 2022, previa melhorias emergenciais e modicidade tarifária. O segundo, firmado em novembro de 2023, estendeu a consultoria por mais 12 meses, incluindo a elaboração do edital definitivo.

Em julho de 2024 a STTU abriu consulta pública e recebeu quase 700 sugestões da população, além de críticas de permissionárias como a Transcoop Natal, que apontou a exclusão dos alternativos da proposta.

O edital elaborado pela ANTP foi criticado duramente pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) em relatório divulgado em março do ano passado, que apontou falhas na modelagem do contrato, ausência de estimativas de receitas financeiras e inconsistências na previsão de demanda.

Fonte: saibamais.jor.br

Confira a agenda de espetáculos e atividades da Semana Mundial do Teatro

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Confira a agenda de espetáculos e atividades da Semana Mundial do Teatro

A Semana Mundial do Teatro tem uma programação que ocupa palcos, equipamentos culturais e cidades do interior entre os dias 27 e 29 de março. A agenda reúne espetáculos, rodas de conversa, exibições audiovisuais e ações formativas, reforçando a força da cena teatral potiguar e sua conexão com memória, formação e políticas culturais.

As atividades se espalham por diferentes territórios, como Ribeira, Alecrim, Zona Leste de Natal e municípios como Currais Novos e Janduís, articulando grupos independentes, instituições culturais e iniciativas públicas em uma programação gratuita e diversa.

Confira os destaques da Semana Mundial do Teatro no RN:

27 de março (sexta-feira)
NATAL | TEATRO ALBERTO MARANHÃO

🎭 CÍRCULO DE CULTURA – “POLÍTICAS, MEMÓRIA E FUTURO DO CIRCO DO RN”
Abrindo a programação, o encontro propõe um espaço de diálogo entre artistas, gestores e representantes do setor circense. A atividade discute trajetórias, desafios e perspectivas do circo no estado, reforçando a importância da escuta coletiva na construção de políticas públicas culturais.
HORÁRIO | 15h
LOCAL | Teatro Alberto Maranhão

NATAL | TEATRO SESC SANDOVAL WANDERLEY

🎭 ESPETÁCULO “CANDEIA” + EXIBIÇÃO “TITINA: ALMA LIVRE”
Integrando o projeto “Março em Cena”, a noite presta homenagem à atriz potiguar Titina Medeiros. A programação começa com o espetáculo “Candeia”, do Grupo Estação de Teatro, obra indicada ao Prêmio Shell 2023 que mergulha em memórias afetivas e saberes ancestrais a partir do cotidiano de quatro mulheres. Em seguida, o público confere o documentário “Titina: Alma Livre”, que revisita a trajetória da artista no teatro, cinema e televisão.
HORÁRIO | noite (ingressos disponibilizados no dia anterior)
LOCAL | Teatro Sesc Sandoval Wanderley
ENTRADA | gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento

🎭 RODA DE CONVERSA – CENOPOESIA COM RAY LIMA
A cidade de Janduís recebe uma programação que une teatro, poesia e performance. Conduzida por Ray Lima, a atividade apresenta a cenopoesia, linguagem híbrida que articula diferentes expressões artísticas. A programação inclui intervenções poéticas, releitura do espetáculo “A Loja de Chapéus” pelo grupo Ciranduís e apresentações de palhaçaria.
HORÁRIO | 18h30
LOCAL | Escola Municipal Professor Aluízio Gurgel

28 de março (sábado)

🎭 ESPETÁCULO “CANDEIA” – GRUPO ESTAÇÃO DE TEATRO
Dando continuidade à circulação, o espetáculo “Candeia” convida o público a uma experiência sensorial marcada por memórias, afetos e ancestralidade. A encenação se passa no quintal de quatro mulheres — benzedeiras, bordadeiras, doceiras e artistas — criando uma atmosfera de intimidade e reconhecimento.
HORÁRIO | 17h
LOCAL | Tecesol

ACARI | PALÁCIO TITINA MEDEIROS

🎭 ESPETÁCULO “CANDEIA”
A montagem também integra a programação de inauguração simbólica do Palácio Titina Medeiros, espaço que passa a abrigar o memorial dedicado à atriz, preservando acervo, figurinos e sua trajetória artística.
HORÁRIO | 17h

29 de março (domingo)
ACARI | PALÁCIO TITINA MEDEIROS

🎭 ESPETÁCULO “CANDEIA” (DUAS SESSÕES)
Encerrando a circulação, o espetáculo retorna ao Palácio Titina Medeiros com duas sessões, ampliando o acesso do público à obra e reforçando o caráter de homenagem à artista potiguar, uma das principais referências da cena local.
HORÁRIOS | 17h e 20h30

CURRAIS NOVOS | TEATRO MUNICIPAL UBIRAJARA GALVÃO

🎭 CÍRCULO DE CULTURA – FAZER TEATRAL DA JUVENTUDE
A programação no interior também contempla a formação de novos artistas. Em Currais Novos, o encontro discute práticas teatrais voltadas à juventude, com roda de conversa à tarde e apresentação musical à noite com o grupo Forró Flor de Caroá.
HORÁRIOS | 14h (roda de conversa) | 20h (show)
LOCAL | Teatro Municipal Ubirajara Galvão

Com ações que vão do debate à cena, a Semana Mundial do Teatro evidencia a vitalidade da produção local e reafirma o teatro como linguagem essencial na cultura potiguar.

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Fonte: saibamais.jor.br

Rogério Marinho é voto vencido em derrota na CPMI do INSS

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Rogério Marinho é voto vencido em derrota na CPMI do INSS
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS rejeitou na madrugada deste sábado (28) o parecer proposto pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL), por 19 votos a 12, em vitória da base do governo. Um dos votos contrários foi o do senador potiguar Rogério Marinho (PL), que viu sua posição ser derrotada. 

A rejeição do relatório contou com votos de parlamentares da base governista, especialmente do PT. Já os favoráveis ao texto vieram principalmente do PL. 

A participação de Rogério Marinho na comissão chegou a ser questionada pela base do governo, no início dos trabalhos, em 2025, em razão da ligação do senador do Rio Grande do Norte com a gestão Bolsonaro. Marinho foi secretário especial de Previdência e Trabalho, num flagrante conflito de interesses, na avaliação de deputados governistas. A exclusão dele foi rejeitada pelo presidente da CPMI.

O relatório de Gaspar pediu o indiciamento de 216 pessoas, incluindo ex-dirigentes do INSS e da Dataprev, ex-ministros, parlamentares e representantes de entidades associativas. Um desses nomes foi o do potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). Lincoln chegou a ser preso em 3 de novembro acusado de cometer falso testemunho ao final do seu depoimento na Comissão, mas foi solto após pagar fiança. 

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Com mais de 4 mil páginas, o relatório de Alfredo Gaspar concluiu haver núcleos técnico, administrativo, financeiro, empresarial e político na movimentação de bilhões de reais por meio de descontos não autorizados de aposentadorias e pensões. 

Um dos nomes mais polêmicos na lista de indiciamento — rejeitada — foi o de Fábio Luiz Lula da Silva, por suposto envolvimento com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, principal responsável pelas irregularidades apuradas.

Os pedidos de indiciamento também incluíram o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi; além do senador Weverton Rocha, (PDT-MA), e a deputada Gorete Pereira (MDB-CE).

Bolsonaro na mira

Já o líder do governo na CPMI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), apresentou relatório paralelo com pedido de 201 indiciamentos, sendo 130 de forma imediata e outras 71 para aprofundamento das investigações, incluindo o ex-presidente da República. Segundo o PT, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), uma estrutura criminosa foi montada dentro do Estado para desviar recursos de idosos e pensionistas.

De acordo com o documento, Bolsonaro seria o “cérebro” do esquema que levou ao desvio de verba de aposentados e pensionistas, com descontos automáticos nos benefícios, para financiar campanhas do ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni (Progressistas) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) explicou que Bolsonaro não apenas foi omisso, mas também agiu deliberadamente para facilitar o roubo através de decretos e medidas provisórias que assinou. 

Parlamentares petistas se manifestam – Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

“É por isso que nós estamos propondo o indiciamento do senhor Jair Messias Bolsonaro. Vamos propor por improbidade administrativa e também por furto qualificado de idosos.  Jair Messias Bolsonaro é o chefe do esquema criminoso que roubou bilhões de reais dos aposentados e aposentadas“, afirmou, durante entrevista coletiva a jornalistas.

Pimenta argumentou que não seria possível um esquema de tamanha complexidade e alcance funcionar sem que o governo Bolsonaro tivesse conhecimento, sobretudo porque servidores que atuaram nas fraudes foram estrategicamente colocados em postos de comando.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-CE) reforçou a tese de que a cúpula do governo anterior tinha pleno conhecimento das irregularidades. Ele ressaltou que “toda a estrutura criminosa montada no âmbito do INSS teve inauguração se consolidou durante o governo Bolsonaro”, contando com o aval inclusive do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes.

Fonte: saibamais.jor.br

Prefeitura e moradores vão debater concessão

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Complexo da Redinha: Prefeitura e moradores vão debater concessão

A Prefeitura de Natal fará mais um encontro com a comunidade para discutir o protocolo da concessão do Complexo Turístico da Redinha e ouvir sugestões da população sobre o uso do espaço. No ano passado, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) determinou a realização de consulta prévia, livre e informada (CPLI) à comunidade tradicional local sobre o Complexo, após pedido do Ministério Público Federal (MPF).

A nova reunião acontecerá no dia 7 de abril, às 16h, no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS África), localizado na Rua Conselheiro Tristão, na Zona Norte da capital, e será conduzida pela Secretaria Municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovações (Sepae). 

De acordo com a Prefeitura, a iniciativa integra o conjunto de medidas voltadas à organização e ao pleno funcionamento do Complexo Turístico da Redinha, um dos principais pontos de comércio e turismo da cidade.

“Queremos ouvir os moradores, entender as demandas e construir soluções de forma transparente. Por isso, mais uma vez convidamos a comunidade a participar e contribuir deste processo, que é fundamental para o desenvolvimento da região”, disse o secretário titular da Sepae, Arthur Dutra.

Saiba Mais: TRF-5 obriga Prefeitura a ouvir Comunidade da Redinha sobre Complexo Turístico

Em 2025, a decisão do TRF5 foi a primeira no Rio Grande do Norte a reconhecer o direito de uma comunidade tradicional a decidir sobre intervenções em seu território. O MPF recorreu ao TRF5 após a Justiça Federal no Rio Grande do Norte ter negado o pedido de liminar original, feito em maio daquele ano.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), autor do pedido, ribeirinhos, pescadores artesanais, marisqueiras, barraqueiros e pequenos comerciantes da Redinha estavam excluídos das decisões relativas, mesmo sendo reconhecidos pela União como comunidade tradicional. As obras incluem o mercado público, os quiosques da praia e o espaço para embarcações.

No mês passado, durante leitura da mensagem anual à Câmara, o prefeito Paulinho Freire (União) anunciou que o Mercado continuaria aberto durante o processo de licitação, já que antes a previsão era fechar até 22 de fevereiro.

Saiba Mais: Em conquista para permissionários, Paulinho anuncia que Mercado da Redinha se mantém aberto

A Prefeitura de Natal prevê a entrega do Complexo à iniciativa privada, através de uma licitação de Parceria Público Privada (PPP). Uma primeira tentativa já foi realizada em dezembro de 2024, mas não houve interessados e deu vazia.

O Mercado voltou a funcionar em 22 de dezembro, das 7h às 19h, de domingo a domingo. Ainda foi reaberto temporariamente entre dezembro de 2024 a janeiro de 2025, e de fevereiro a março de 2025. 

O que prevê o edital da Prefeitura

Pelo projeto aprovado pelos vereadores da Câmara Municipal de Natal em agosto de 2024, o vencedor do edital terá de garantir o retorno dos antigos permissionários com contratos iniciais de quatro anos, prorrogáveis por mais quatro. A lei também estabelece um escalonamento nos valores de locação para essas pessoas, oferecendo isenção no primeiro ano e descontos progressivos nos anos subsequentes: desconto de 75% no segundo ano, de 50% no terceiro ano e, caso renovada, 25% de desconto no quarto ano, 12,5% de desconto no quinto ano e, por fim, 5% de desconto no sexto ano.

Além disso, o concessionário será responsável por fornecer todo o enxoval necessário para os permissionários, incluindo cutelaria, eletrodomésticos e mobiliário.

A empresa vencedora também terá a obrigação de manter, no mínimo, o percentual de 10% das unidades locáveis dos boxes e quiosques por comerciantes domiciliados na praia da Redinha; aplicar 10% das receitas líquidas acessórias à concessão no melhoramento do bairro através de obras e serviços previamente aprovados pela Prefeitura do Natal; e manter o percentual de 30% de todos os funcionários contratados pela concessionária, ainda que por meio de terceirização, de moradores do bairro da Redinha.

Fonte: saibamais.jor.br

Morre Luiz Alves Neto, comunista do RN e ex-companheiro de Anatália

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Morre Luiz Alves Neto, comunista do RN e ex-companheiro de Anatália
Foto: cedida

Morreu nesta quinta-feira (26) em Mossoró o líder comunista Luiz Alves Neto, aos 85 anos. “O Velho”, como também ficou conhecido, enfrentava problemas decorrentes da diabetes. Luiz Alves foi casado com Anatália de Souza Melo Alves, potiguar assassinada pela ditadura militar, também militou com a ex-companheira no Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e chegou a ser preso pelo regime. 

O velório ocorreu na noite desta quinta na Central de Velórios Sempre, no Centro, e o sepultamento foi realizado na manhã desta sexta-feira (27)  no Cemitério São Sebastião, também no Centro de Mossoró.

Natural de Areia Branca, na região Oeste, o comunista foi ainda jovem estudar em Mossoró, onde cursou Ciências Sociais na Uern, e passou no primeiro concurso para o Banco do Brasil. A partir de 1968, vai ao Recife se juntar aos companheiros do PCBR, partido fundado naquele ano e extinto em 1980, que tem origens no PCB.

Junto com Anatália, seguiu para a Zona Canavieira de Pernambuco, estado que foi um dos principais centros de resistência ao regime, onde o PCBR começava a montar seu comando naquela localidade. Os dois foram presos no estado; Anatália foi morta em janeiro de 1973.  Luiz foi libertado em 1974 por força de um habeas corpus, ficou na clandestinidade e só voltou a ter uma liberdade em 1979, com a anistia.

No retorno a Mossoró, se tornou uma espécie de guia na reorganização dos movimentos de esquerda na cidade. Atuou na oposição bancária, assessorou a fundação de outros sindicatos e participou da fundação do PT no município.

Nos últimos anos, Neto vivia mais recluso e estava casado com a terceira esposa. No ano passado, o comunista ganhou a biografia “Luiz Alves – Abdicar da luta, Jamais!”, publicada pelo selo da Liga Operária de Mossoró. A obra reúne entrevistas de companheiros de luta e também memórias do revolucionário potiguar. Em nota, a Liga afirmou que Luiz Alves cumpriu sua missão.

Saiba Mais: Líder comunista do RN e ex-companheiro de Anatália, Luiz Alves ganha biografia

“A parede da memória recebe hoje (25) a força e resistência de Luiz Alves Neto, ‘O Velho’, construtor de lutas e disseminador de consciência! A Liga Operária de Mossoró se despede deste grande guerreiro”, disse a entidade. 

O PT Mossoró afirmou que a vida d’O Velho “foi dedicada à luta pela liberdade, justiça e transformação social”.

“Revolucionário incansável, Luiz enfrentou a ditadura militar ao lado da companheira Anatália de Melo Alves, que sacrificou sua vida pela liberdade do nosso povo. Sua atuação na construção do PT e na reorganização dos movimentos de esquerda em Mossoró deixa um legado de resistência e inspiração para todas as gerações que seguem lutando por um Brasil mais justo”, comunicou o partido.

Políticos reconhecem legado de Luiz Alves

Parlamentares de esquerda também lamentaram a partida. “Sua trajetória de luta, coragem e compromisso jamais será esquecida. Ficam as memórias, o exemplo e a responsabilidade de seguir seu legado”, afirmou a vereadora mossoroense Marleide Cunha (PT).

Foto: cedida

“Luiz manteve viva a luta ao contribuir com a construção do PT e com a reorganização das forças de esquerda em Mossoró. Sua trajetória é marcada por um legado profundo de resistência e compromisso com a transformação social”, disse a também vereadora Plúvia Oliveira (PT).

A deputada federal Natália Bonavides (PT) afirmou que Luiz se manteve fiel à luta por justiça social, dignidade e transformação. 

“Conhecê-lo foi uma grande honra, e sua trajetória segue viva como exemplo, como memória e como bandeira, inspirando cada passo de quem não aceita a injustiça como destino. Toda solidariedade à família, aos amigos e a todos e todas que seguem lutando”, se solidarizou a parlamentar.

O deputado federal Fernando Mineiro (PT) escreveu que Luiz “nos deixa um legado de resistência, inspiração e força para seguirmos lutando por um Brasil mais justo e igualitário para o nosso povo.”

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) também lembrou da relação d’O Velho com o PT e disse que seu último contato foi ele “foi admirando sua biblioteca revolucionária, momento de esperança e boas risadas.”

Francisco do PT afirmou que recebeu a informação da morte de Luiz Alves com tristeza. “Militante do PT, Luiz Alves era um pessoa simples, de gestos calmos, mas, sobretudo muito querido pelos companheiros e companheiras de militância”, declarou.

Fonte: saibamais.jor.br