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Cadu Xavier admite que apoio de Marianna Almeida a Allyson Bezerra surpreendeu o PT

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O secretário da Fazenda do RN, Cadu Xavier, pré-candidato a governador pelo PT, afirmou que se surpreendeu com a declaração de apoio da prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida (PSD), à pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União).

“Nos surpreendeu. A gente esperava contar com Mariana no nosso palanque, mas ela é responsável pelas escolhas dela. O que nós podemos dizer é que nós estaremos aqui firmes, fortes, defendendo os valores que nós sempre defendemos”, declarou o pré-candidato petista, que acompanhou a governadora Fátima (PT), nesta terça-feira (10), durante a leitura da mensagem anual na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN).

Em uma indireta à prefeita, Cadu Xavier afirmou que “aqueles que estão mudando agora os seus posicionamentos, vão ter que explicar para os seus eleitores os motivos dessa mudança”.

Marianna Almeida com Cadu Xavier e governadora Fátima Bezerra: de possível vice de pré-candidato do PT ao apoio à pré-candidatura do prefeito de Mossoró. Foto: Reprodução Redes Sociais

Em julho passado, durante a inauguração da reforma de uma escola em Pau dos Ferros, Marianna Almeida foi apresentada como possível vice de Cadu Xavier pela própria governadora Fátima Bezerra. No último sábado (7), ao participar de um evento político em Natal, ela surpreendeu ao anunciar seu apoio à pré-candidatura de Allyson Bezerra.

Marianna não economizou nos elogios ao prefeito. Ela afirmou que mantém uma “parceria de irmandade” com Allyson Bezerra, disse que os dois são “amigos que se falam quase diariamente sobre o futuro do Rio Grande do Norte” e justificou sua mudança de posicionamento alegando que sua característica é “estar ao lado do povo”.

Saiba Mais: Allyson lança pré-candidatura ao governo do RN com “velha política” no palanque

Vontade do povo se expressa nas urnas, não em pesquisa”, diz secretário-chefe do Gabinete Civil

Raimundo Alves, secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, criticou discurso de Marianna Almeida, prefeita de Pau dos Ferros. Foto: Alisson Almeida

O secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Raimundo Alves, um dos principais articuladores políticos da governadora Fátima Bezerra, criticou o discurso da prefeita. Ele argumentou que a vontade do povo “se expressa nas urnas, não em pesquisas”.

“Às vezes as pessoas são levadas a tomar determinadas posições em cima de pesquisa. No vídeo do discurso dela, ela fala que era a vontade do povo. A vontade do povo, até onde eu sei, se expressa nas urnas e não em pesquisa”, comentou.

Allyson Bezerra vem figurando como líder nas pesquisas de intenção de voto até então divulgadas para o Governo do Estado. Desconhecido ainda da maioria da população, Cadu Xavier aposta no apoio do presidente Lula (PT), a quem chamou de “maior cabo eleitoral do Rio Grande do Norte”, para impulsionar seu nome quando a campanha começar de verdade.

Raimundo Alves também se disse surpreso com a mudança de rumo de Marianna Almeida, mas revelou estranhamento com a participação de outras lideranças políticas, consideradas até então aliadas, no evento de Allyson Bezerra.

“Evidentemente que pra gente surpreendeu [a declaração de apoio de Marianna a Allyson Bezerra], assim como algumas presenças surpreenderam, talvez a principal tenha sido a dela”, comentou.

Entre as lideranças que participaram do evento, além de Marianna Almeida, estava o vice-governador Walter Alves (MDB), que rompeu recentemente com o PT para também apoiar a pré-candidatura de Allyson Bezerra, alvo da Operação Mederi, deflagrada há duas semanas pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Cadu diz preferir ter uma mulher como vice-governadora

Foto: Alisson Almeida

O pré-candidato petista a governador afirmou que, se depender dele, a vaga de vice na chapa governista será ocupada por uma mulher. Os nomes das ex-deputadas estaduais Larissa Rosado (PSB) e Márcia Maia (PDT) foram especulados nas últimas semanas, mas ele evitou cravar quem seria a escolhida.

“É uma ideia pessoal minha a questão da vice ser uma mulher. Eu acho que a gente tem que sempre militar pelo aumento da participação das mulheres nos espaços de poder, mas essa é uma posição minha. Essa discussão também vai se dar no âmbito do Partido dos Trabalhadores, com partidos da Federação [PV e PC do B] e com os demais partidos aliados. A gente já, já vai ter esse nome”, disse.

Cadu Xavier afirmou que não abre mão que o ou a vice seja “seja uma pessoa comprometida com o projeto, que a gente tenha confiança de caminhar junto e que também tenha um capital eleitoral que colabore para nossa eleição em outubro de 2026”.

Fonte: saibamais.jor.br

Chuvas intensas atingem país; Inmet emite alerta para tempestade no RS

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas intensas ao longo desta quarta-feira (11) na maior parte do país, em especial no Centro-Oeste.

As precipitações alcançam também boa parte da regiões Norte e Sudeste, bem como o oeste do Nordeste – mais especificamente, Maranhão, Piauí e na parte oeste da Bahia. Os volumes chuvosos podem chegar a 50 milímetros (mm) com ventos de até 60 kms por hora.

Alerta

A área de maior risco para onde foi emitido alerta sobre perigo de tempestade até quinta-feira (12) situa-se em localidades ao sul do Rio Grande do Sul, onde os volumes chuvosos podem chegar a 100 milímetros ao longo do dia.

Nas demais áreas gaúchas a expectativa é de tempestades menos intensas, até o dia 12, com volumes chuvosos de até 50 mm e ventos de até 60 km/h.

Há, segundo a Meteorologia, expectativas de queda de granizo em todo o estado, bem como no Paraná e em Santa Catarina.

Na Região Sul e no extremo sul do Mato Grosso do Sul, são esperadas tempestades na sexta-feira (13), com chuvas de até 50 mm e ventos de até 60 km/h.

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Perigo potencial

Há perigo potencial de chuvas intensas de hoje até sexta-feira (13) em áreas do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. O volume de chuvas pode chegar a 50 milímetros diários; e os ventos devem atingir a velocidade de 60 km/h.

O Inmet já havia alertado sobre perigo de chuvas ao longo desta quarta-feira em áreas do Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Bahia e Minas Gerais. O volume chuvoso pode chegar a 100 mm, com ventos de até 100km/h.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Polícia Federal combate crime de exploração sexual infantojuvenil

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A Polícia Federal faz na manhã desta quarta-feira (11) a Operação Guardiões da Esperança, na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo.

A meta é combater crimes de exploração sexual infantojuvenil praticados pela internet.

Um homem foi preso em flagrante por armazenar material de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Arquivos serão avaliados

Policiais apreenderam todo o conteúdo na casa do suspeito e encaminharão os arquivos para avaliação da perícia.

O Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Delegacia de Polícia Federal em São José dos Campos identificou, após investigações, que um criminoso baixou e compartilhou cerca de 200 arquivos com material ilícito entre março de 2022 e novembro de 2023.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

PT unifica discurso em torno de candidatura de Fátima ao Senado e Cadu ao Governo

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O PT unificou o discurso de reafirmação das pré-candidaturas da governadora Fátima Bezerra ao Senado e do secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier ao Governo do Estado – tanto para a disputa direta de outubro quanto para a eleição indireta prevista para acontecer em abril na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). O movimento tem como objetivo afastar os rumores sobre uma eventual desistência da líder petista de se afastar do cargo para concorrer a uma vaga de senadora, evitando que a oposição assuma o controle do Poder Executivo.

Lideranças do PT avaliam que as especulações visam apenas fragilizar a pré-candidatura de Fátima ao Senado. A própria governadora, após fazer a leitura da mensagem anual na ALRN, nesta terça-feira (10), tratou de desmentir os boatos confirmando que se afastará do cargo para tentar se eleger senadora, o que segundo ela é uma “prioridade” do PT Nacional e do presidente Lula.

“O que está colocado é que a nossa pré-candidatura ao Senado, bem como a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado, permanece. Isso é prioridade para o presidente Lula e para o PT Nacional. Nós estamos dialogando com vários parlamentares, com vistas a viabilizar a eleição indireta aqui na Assembleia Legislativa”, reiterou a governadora, acrescentando que o nome escolhido para exercer o mandato-tampão após a sua renúncia deve ter “um compromisso firme com o projeto vitorioso nas urnas em 2018 e 2022”.

A respeito das negociações com a Assembleia Legislativa, Fátima repetiu que o governo “está conversando”, revelou que essas conversas serão intensificadas “cada vez mais” e ponderou que a situação “está em aberto ainda”.

“Ao mesmo tempo, já estamos cuidando da pré-campanha, tanto que logo após o carnaval nós vamos ter uma reunião com todos os partidos que compõem a aliança do nosso governo, não apenas os da Federação [PT, PV e PC do B]”, disse a governadora.

“O que está colocado é que a nossa pré-candidatura ao Senado, bem como a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado, permanece”, reforçou governadora. Foto: Sérgio Henrique Santos

Cadu Xavier endossou o discurso da governadora, disse que o partido trabalha para “viabilizar um nome para a eleição indireta” e manifestou confiança que o governo sairá vitorioso desse processo.

“A preço de hoje, como se diz na política, existem três grupos aqui dentro da Assembleia Legislativa. Existem três pré-candidatos e três grupos políticos. Nenhum deles tem maioria nesse momento, nem o governo tem maioria, nem os dois grupos de oposição. Há deputados que ainda não definiram os seus rumos e a gente está dialogando com esses parlamentares para, no tempo certo, termos a maioria para eleger o nome do partido nesse processo da eleição indireta”, analisou.

Desistência de Fátima “não está na pauta”, afirma chefe do Gabinete Civil

Raimundo Alves, secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado. Foto: Alisson Almeida

O secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Raimundo Alves, também rechaçou os boatos sobre uma eventual desistência da governadora de concorrer ao Senado. “Isso não está em pauta”, enfatizou.

“A nossa pauta, o nosso projeto, permanece a aliança formada em torno dos partidos de esquerda com a candidatura da governadora Fátima Bezerra ao Senado”, reafirmou ao ser perguntado se haveria um “Plano B” do PT se ela desistisse de renunciar ao Governo do Estado.

Raimundo Alves reforçou, ainda, que o partido vai insistir no nome de Cadu Xavier para a disputa da eleição indireta na Assembleia Legislativa. “É a principal candidatura”, cravou.

Dá pra ganhar a eleição indireta”, aposta líder do governo na ALRN

Líder do governo acredita em vitória na eleição indireta na ALRN. Foto: Cedida

A bancada do PT na Assembleia Legislativa adotou o mesmo tom da governadora e do secretário-chefe do Gabinete Civil. O deputado estadual Francisco do PT, líder do governo, aposta que, apesar de ainda não ter maioria, “dá pra ganhar” a eleição indireta.

“Temos dialogado sob a liderança da governadora Fátima, com um diálogo amplo com os partidos aliados, com vários parlamentares aqui da ALRN. Eu não vou aqui falar em números agora porque seria muito prematuro, mas confiamos que com muito diálogo poderemos sim sair vitoriosos nessa eleição indireta para elegermos alguém que possa dar continuidade ao governo da professora Fátima Bezerra, alguém que tenha compromisso com o projeto político que foi eleito em 2022 pelo povo do Rio Grande do Norte”, comentou.

Francisco admitiu que seu nome chegou a ser cogitado para disputar a eleição indireta, garantiu que tem “compromisso com o projeto coletivo” e assegurou que, se houvesse necessidade, “não teria a menor dificuldade” em encarar o desafio.

O líder governista, no entanto, enfatizou que está focado em sua pré-candidatura à reeleição para deputado estadual e que “Cadu Xavier é o nosso nome para a eleição do chamado mandato-tampão e para as eleições que se avizinham agora em 2026”.

RN vive momento de “ebulição política”, avalia deputada do PT

Deputados da base governista, sob os olhares do presidente Ezequiel Ferreira, “fazem as contas” para a eleição indireta na ALRN. Foto: João Gilberto/Assecom ALRN

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) afirmou que as conversas na Assembleia Legislativa “são intensas”, avaliou que o Rio Grande do norte vive um momento de “ebulição política” e ressaltou que o partido “fará todos os esforços” para continuar à frente do Poder Executivo.

“O nosso candidato é Cadu Xavier, a governadora Fátima Bezerra está se apresentando como pré-candidata ao Senado e o PT está dialogando com os partidos do campo democrático na Assembleia Legislativa. Vamos caminhando e, sem dúvida nenhuma, encontraremos a melhor alternativa para o Rio Grande do Norte”, analisou.

Já na avaliação da deputada estadual Divaneide Basílio (PT), a prestação de contas feita pela governadora na mensagem lida na comprova que o governo “conseguiu aprovar muitas coisas” no parlamento estadual, o que indica que é possível construir uma maioria visando a eleição indireta.

“Isso dá terreno para fazer um bom diálogo nesse processo transitório, que não é diferente. Estamos vivendo um momento de uma delicadeza diferenciada, obviamente, mas acredito que a governadora vai continuar conduzindo esse, como tem sido até então. Ela tem condições de conduzir esse processo pela porta da frente”, avaliou.

Aliados do governo mantêm otimismo com eleição indireta. Foto: João Gilberto/Assecom ALRN

Isolda Dantas disse que, apesar da divisão das bancadas em três blocos bem delineados, compostos pela bancada governista, da ala bolsonarista alinhada à pré-candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e dos apoiadores da pré-candidatura do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), há espaço para dialogar até mesmo com a oposição.

“Olha, tem uma coisa que eu sempre digo: a política sempre tem uma solução e toda solução é pela política. Então, é perfeitamente possível a gente se sentar para dialogar, inclusive com a oposição, não há bloqueio por conta da constituição desses blocos. A gente conversa com todos os deputados aqui. Então, há sempre uma saída pela política. A política sempre nos mostrará o melhor caminho, não tenho nenhuma dúvida disso”, disse a petista, em tom otimista.

Fonte: saibamais.jor.br

Governo federal anuncia investimentos de R$ 4,6 bilhões em aeroportos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta quarta-feira (11) um pacote de R$ 4,64 bilhões em investimentos para ampliação e modernização de 11 aeroportos em quatro estados.

De acordo com o Palácio do Planalto, os aeroportos são os Congonhas (São Paulo), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

A estimativa do governo federal é que, durante a implantação do projeto, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sejam gerados mais de dois mil empregos diretos e indiretos.

Capacidade operacional

Em nota, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que a proposta é elevar a capacidade operacional aeroportuária, em especial, do aeroporto de Congonhas, que passará de uma capacidade de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros ao ano.

“Os investimentos também contemplam terminais nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, conectando áreas produtivas do interior a grandes centros”, completou o ministério.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Ataque a tiros em escola no Canadá deixa 10 mortos

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Dez pessoas, incluindo a suspeita de praticar o crime, morreram depois que uma mulher abriu fogo em uma escola secundária no oeste do Canadá nessa terça-feira (9), em um dos eventos com maior número de vítimas da história recente do país.

O incidente levou ao Canadá o tipo de tiroteio em massa mais comum nos Estados Unidos, e foi realizado por um atirador do sexo feminino, informou a polícia.

Seis pessoas foram encontradas mortas dentro de uma escola secundária na cidade de Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, duas em uma residência que se acredita estar relacionada ao incidente, e outra pessoa morreu a caminho do hospital, segundo a Polícia Montada Real Canadense.

Pelo menos mais duas pessoas foram hospitalizadas com ferimentos graves ou com risco de vida, e cerca de 25 estão sendo tratadas por ferimentos sem risco de vida.

A suposta atiradora também foi encontrada morta, aparentemente por ferimento autoinfligido, informou a polícia, acrescentando que não acredita haver mais suspeitos ou ameaças contínuas ao público.

“É difícil saber o que dizer em uma noite como essa. É o tipo de coisa que parece ocorrer em outros lugares e não perto de casa”, disse o primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, aos repórteres.

A polícia não divulgou detalhes sobre a atiradora, exceto para dizer que a pessoa foi descrita como uma mulher — desenvolvimento potencialmente incomum, já que os tiroteios em massa na América do Norte são quase sempre realizados por homens.

Um alerta da polícia sobre um atirador ativo disse que a suspeita foi descrita como “uma mulher vestida com um vestido e cabelos castanhos”. O superintendente da polícia, Ken Floyd, confirmou mais tarde, em entrevista, que a suspeita descrita no alerta era a mesma pessoa encontrada morta na escola. A polícia não informou quantas vítimas são menores de idade.

Comunidade unida

Tumbler Ridge é um pequeno município com uma população de 2.400 pessoas no norte da Colúmbia Britânica, aproximadamente a 1.150 km a nordeste de Vancouver. Imagens da cidade mostram uma paisagem coberta de neve e repleta de pinheiros.

A Tumbler Ridge Secondary School tem 160 alunos do 7º ao 12º ano, com idades entre 12 e 18 anos, de acordo com seu site. A escola foi fechada pelo resto da semana e mais informações são disponibilizadas para aqueles que precisarem, disseram afministradores da escola.

A pequena força policial da cidade chegou ao local dois minutos após receber a chamada e as vítimas ainda estavam sendo avaliadas horas após o incidente.

“Esta é uma comunidade pequena e unida, com pequeno destacamento da RCMP (Polícia Montada Real Canadense), que respondeu em dois minutos, sem dúvida salvando vidas”, disse Nina Krieger, ministra da Segurança Pública da Colúmbia Britânica, aos repórteres.

O tiroteio está entre os mais mortais da história do Canadá.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Movimentos sociais protestam contra lei que criminaliza luta pelo direito à moradia no RN

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Integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR), além de militantes do partido Unidade Popular (UP), fizeram uma manifestação em frente a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta terça-feira (10), em protesto contra a derrubada do veto do projeto de lei 53/2024, que criminaliza movimentos sociais que lutam pelo direito à moradia. De autoria do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL), a matéria foi aprovada pela maioria dos parlamentares potiguares no final de dezembro de 2024. Os únicos votos contrários foram da bancada do PT (Isolda Dantas, Divaneide Basílio e Francisco do PT).

O projeto de lei foi vetado pela governadora em fevereiro de 2025, mas o veto foi derrubado em votação realizada no início de dezembro do mesmo ano na ALRN. Fátima alegou que o texto seria inconstitucional por pretender estabelecer, através lei estadual, a promoção de ações no âmbito do Direito Civil, ainda que esta seja de competência da União.

A lei prevê sanções a pessoas que participarem de ocupações urbanas que incluem a proibição de receber auxílios e benefícios de programas sociais, tomar posse em cargos públicos, contratar com o poder público e até realizar concursos no âmbito estadual.

O projeto foi motivado pela ocupação do terreno da antiga sede do extinto jornal “Diário de Natal”, localizado na Avenida Deodoro da Fonseca, no bairro de Petrópolis, Zona Leste de Natal, pelo MLB, no final de janeiro de 2024. Na época, cerca de 30 famílias organizaram a “Ocupação Emmanuel Bezerra”.

Para Bia Soares, integrante da coordenação nacional do MLB, o projeto “criminaliza as ocupações urbanas”, prevendo inclusive a perda de direitos para integrantes desses movimentos de luta pelo direito à moradia.

“É uma lei inconstitucional, que em vez de debater um problema central, que é o déficit habitacional, criminaliza aqueles que lutam por um direito constitucional, que é o de ter um teto sobre sua cabeça”, denunciou.

Saiba Mais: ALRN derruba veto e restabelece lei que criminaliza ocupações sem-teto

Manifestantes caminharam do Viaduto do Baldo à Praça Sete de Setembro

A manifestação teve início no final da manhã, com uma marcha que saiu do Viaduto do Baldo em direção à Praça Sete de Setembro, onde ficaram concentrados os integrantes do MLB.

Durante o dia, eles realizaram mesas de debate, apresentações culturais e denunciaram o que a coordenadora do movimento classificou como “descaso com luta pela moradia”.

“Essa é uma luta inclusive histórica, que tem sua origem desde o início da propriedade privada, quando se aboliu a escravidão para garantir que os ricos continuassem ricos. Foi criada a lei das terras, que impera até hoje. Os que têm terra nos dias atuais são os descentes dos donos de terra daquela época, continuando essa lógica do direito à terra ser um monopólio de poucos”, refletiu.

Bia Soares, coordenadora nacional do MLB. Foto: Alisson Almeida

Para Bia Soares, o direito à moradia vai além de “ter um teto”: “A moradia representa também o direito de colocar os seus filhos na escola, de ter um atendimento médico, de ter uma segurança, de ter um lazer e ter uma formação de um ser humano com dignidade”.

A coordenadora do movimento lembrou que existem direitos básicos, como a possibilidade de tomar um banho com tranquilidade, mas que são negados às pessoas em situação de rua.

“ALRN criminaliza luta pelo direito à moradia, enquanto população em situação de rua cresce 100% no RN”, denuncia coordenadora

Foto: Alisson Almeida

“Ao mesmo tempo que a Assembleia Legislativa aprova uma lei criminalizando a luta pelo direito à moradia, nós vemos o número de pessoas vivendo em situação de rua crescer 100% no Rio Grande do Norte, enquanto temos imóveis abandonados que seriam suficientes para zerar o nosso déficit habitacional”, apontou.

Bia Soares atribui a criminalização da luta pelo direito à moradia ao avanço da especulação imobiliária, que, na opinião dela, “tem como prioridade a manutenção dos altos lucros”.

“Preferem que os imóveis se destruam com o tempo e com a ação da depredação a assegurar o direito de moradia ao povo”, avaliou.

De acordo com Bia Soares, além do protesto, o movimento está se organizando para entrar com uma ação judicial pedindo a derrubada da lei, considerada inconstitucional pelo MLB.

“A gente quer que o direito constitucional de você se manifestar e o direito à moradia, que estão sendo violados, sejam assegurados. Essa lei é inconstitucional, por isso nós queremos que os deputados se posicionem, coloquem de novo em pauta e realizem outra votação”, explicou.

Fonte: saibamais.jor.br

Carnaval pode ser plataforma central para expandir economia criativa

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O retorno para a economia de cada real investido em cultura e artes – o que inclui o Carnaval – é maior que o de investimentos em algumas áreas tradicionais da indústria, como a automobilística. Em entrevista à Agência Brasil, durante sua passagem pelo país para estudar a economia criativa em torno da folia, a economista ítalo-americana Mariana Mazzucato destacou a potência da maior festa brasileira.

“O investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional”, disse Mazzucato.

“No entanto, os governos continuam investindo mais nesses setores tradicionais da indústria, mesmo que as evidências estejam aí. Não é verdade que não temos as evidências”.

No Brasil, enquanto um real investido em cultura pode render R$ 7,59 em retorno para sociedade por meio de empregos e renda, um real investido no setor de automóveis e caminhões tem um impacto multiplicador de R$ 3,76, conforme estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. 

 


Brasília (DF), 10/02/2026 –  ECONOMIA CARNAVAL -Entrevista com Mariana Mazzucato, economista italiana. A cultura pode ajudar a repensar o que deve ser financiado, como deve ser financiado e com quais objetivos. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 10/02/2026 –  ECONOMIA CARNAVAL -Entrevista com Mariana Mazzucato, economista italiana. A cultura pode ajudar a repensar o que deve ser financiado, como deve ser financiado e com quais objetivos. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Economista Mariana Mazzucato está no Brasil para estudar a economia criativa do carnaval Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Uma das mais influentes economistas do mundo, a autora do livro O Estado Empreendedor acrescentou que o Carnaval traz benefícios sociais, de bem-estar e saúde mental para diversas comunidades, muitas delas vulneráveis.  

“Mais do que apenas falar da comida, da bebida, dos hotéis e do turismo durante o Carnaval, é o impacto social das habilidades, das escolas, das redes, do valor da coesão social, do senso de identidade e patrimônio”.

Mazzucato visitou Rio de Janeiro e Salvador para conhecer a economia por trás das festas, e promete ir para Recife na próxima visita.

A economista lidera pesquisa da University College London (UCL), com cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que investiga o papel das artes e da cultura para o desenvolvimento econômico de um país.

Economia criativa do Carnaval

Ao passar por Brasília para reuniões com gestores públicos federais, Mazzucato defendeu que o Carnaval seja o centro de uma plataforma para expandir no Brasil a economia criativa, que é um modelo de negócios baseado no capital intelectual, cultural e na criatividade para gerar emprego e renda.

 


Rio de Janeiro (RJ), 07/02/2025 - Confecção de fantasias para o carnaval no barracão da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, na Cidade do Samba, zona portuária. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/02/2025 - Confecção de fantasias para o carnaval no barracão da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, na Cidade do Samba, zona portuária. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Confecção de fantasias para o carnaval no barracão da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, na Cidade do Samba, zona portuária. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A economista ainda questionou a tese de que “não há dinheiro” para investimentos em cultura; lembrou que o setor contribui para redução da criminalidade; e alertou para os riscos de o Carnaval gerar mais concentração de renda.

“Devemos sempre lembrar que existem relações de poder. Quem tem acesso [ao Carnaval]? Está se tornando muito comercial? Para onde vai o dinheiro? Os patrocínios, por exemplo, estão sendo reinvestidos nas comunidades e no ecossistema que cria essa incrível criatividade?”, questionou.

A visita ao Brasil é parte de parceria com Ministério da Cultura para elaborar indicadores econômicos que auxiliem o governo brasileiro a construir políticas públicas que impulsionem a economia em torno do Carnaval, da cultura e das artes.

 


Rio de Janeiro (RJ), 08/02/2026 - Bloco latino tradicional do Rio, Bésame Mucho, desce ladeira do morro da Providência, no centro da cidade, com o tema da imigração e a revolta contra as sanções e perseguições impostas pelos Estados Unidos.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 08/02/2026 - Bloco latino tradicional do Rio, Bésame Mucho, desce ladeira do morro da Providência, no centro da cidade, com o tema da imigração e a revolta contra as sanções e perseguições impostas pelos Estados Unidos.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Bloco latino tradicional do Rio, Bésame Mucho desce ladeira do morro da Providência, no centro da cidade, com o tema da imigração e a revolta contra as sanções e perseguições impostas pelos Estados Unidos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Confirma a entrevista exclusiva abaixo:

Agência Brasil: Sua pesquisa afirma que as artes e a cultura são essenciais, e não periféricas, para o desenvolvimento econômico. Em um país como o Brasil, como a cultura, a arte e o Carnaval podem impulsionar a prosperidade econômica?

Mazzucato: O que venho defendendo é que não devemos pensar em crescimento ou desenvolvimento em nível setorial, na indústria ou outro setor. Devemos pensar em missões, por exemplo, saúde para todos, uma economia mais sustentável e inclusiva, e questionar o que isso significa para todos os diferentes setores da economia.

O Carnaval é um microcosmo. Acontece em uma época específica do ano, mas, na verdade, durante o ano todo existe uma incrível cadeia de atividades nas áreas artísticas e culturais, seja música e percussão, canto, fantasias, trajes, seja o incrível desfile.

A própria escola de samba é uma oportunidade incrível para o desenvolvimento de habilidades, para a formação de redes de contatos, para o aumento da autoconfiança e para que as pessoas se sintam mais valorizadas.

É verdade que o setor cultural tem um alto poder multiplicador, pois envolve muitas pessoas, mas seu impacto é muito mais amplo.

Mais do que apenas falar da comida, da bebida, dos hotéis e do turismo durante o Carnaval, é o impacto social das habilidades, das escolas, das redes, do valor, da coesão social, do senso de identidade e de patrimônio.

 


Brasília (DF), 10/02/2026 –  ECONOMIA CARNAVAL -Entrevista com Mariana Mazzucato, economista italiana. A cultura pode ajudar a repensar o que deve ser financiado, como deve ser financiado e com quais objetivos. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 10/02/2026 –  ECONOMIA CARNAVAL -Entrevista com Mariana Mazzucato, economista italiana. A cultura pode ajudar a repensar o que deve ser financiado, como deve ser financiado e com quais objetivos. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Economista Mariana Mazzucato em entrevista à Agência Brasil. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Agência Brasil: Você tem defendido que o papel das artes e da cultura na economia é subestimado por governos e especialistas. Por quê?

Mazzucato: Para cada real investido, o retorno para a economia como um todo é maior do que na indústria automobilística. Isso é verdade globalmente: o investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional.

No entanto, os governos continuam investindo mais nesses setores tradicionais da indústria, mesmo que as evidências estejam aí. Não é verdade que não temos as evidências.

Mas acho que, no fim das contas, devemos admitir que talvez não nos importemos o suficiente com as artes e a cultura e é, por isso, que não investimos nelas. Não é porque não haja nenhum relatório econômico dizendo que deveríamos.

 


Rio de Janeiro (RJ), 06/02/2026 - Turma de bate-bola feminino, Brilhetes de Anchieta, se prepara para o carnaval 2026, em Anchieta, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 06/02/2026 - Turma de bate-bola feminino, Brilhetes de Anchieta, se prepara para o carnaval 2026, em Anchieta, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Turma de bate-bola feminino, Brilhetes de Anchieta, se prepara para o carnaval 2026, em Anchieta, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Agência Brasil: Alguns especialistas defendem limites fiscais rigorosos para gastos públicos. Isso obstrui a capacidade de impulsionar a economia criativa em torno do Carnaval?

Mazzucato: É interessante ver que para guerras e Defesa, o dinheiro surge do nada. Ninguém diz: “Ah, primeiro precisamos da arrecadação de impostos e depois investimos”. Eles usam acordos de compra antecipada porque há um objetivo.

Eles não criam essas narrativas falsas de que “ah, não há dinheiro”. Mas, em outras áreas, como educação, saúde e cultura, de repente dizemos: “Ah, não há dinheiro”. Ou dizemos que se você investir mais em saúde, deve investir menos em educação, ou mais em educação, menos em cultura.

Essas são maneiras falsas de entender a economia. Ao ter metas estratégicas, ousadas e inspiradoras que exigem investimento em diferentes áreas, você pode catalisar e expandir a capacidade produtiva de uma economia. Mesmo que custe dinheiro, o PIB acaba aumentando.

A questão é: em que estamos investindo? E eu acho que a cultura é muito importante como um setor ─ teatro e artes visuais, Carnaval e toda essa cadeia de atividades. Devemos investir nisso para nos ajudar a reimaginar o propósito da economia.

Agência Brasil: Qual o papel das artes e da cultura para a segurança pública?

Mazzucato: Há altos índices de criminalidade entre jovens, geralmente, em lugares onde esses jovens se sentem muito marginalizados. Se o corpo de alguém não tem valor, então o corpo de outra pessoa também não tem.

Portanto, investir em artes, cultura e na economia criativa é uma forma de diminuir a criminalidade. Esse não deve ser o único motivo para investirmos nisso, mas há evidências muito interessantes em nível comunitário de que os benefícios sociais e de bem-estar do investimento em artes e cultura são muito amplos.

Eles podem ajudar na sensação de bem-estar, na coesão social, na resiliência e, em última análise, na redução da criminalidade.

Agência Brasil: No Brasil, há setores sociais e políticos que questionam o investimento público em artes e cultura. Qual é o papel do Estado no desenvolvimento dessa economia?

Mazzucato: Essas mesmas pessoas, que reclamam do desperdício, não reclamam dos enormes subsídios concedidos ao agronegócio ou a outros setores. Voltamos à questão: o que valorizamos?

É verdade, porém, que, às vezes, a forma como o subsídio é estruturado pode ser problemática. Precisamos de melhores medidas e métricas. Acho que não deveríamos perguntar se o Estado deve investir em cultura, mas, sim, como o Estado deve investir.

Os investimentos públicos, em muitos países diferentes, têm sido cruciais para atrair investimentos privados.  

 


Recife (PE), 27/01/2026 - FOTO DE ARQUIVO. Bloco de carnaval Galo da Madrugada. Foto: Sérgio Bernardo/Arquivo/PCR
Recife (PE), 27/01/2026 - FOTO DE ARQUIVO. Bloco de carnaval Galo da Madrugada. Foto: Sérgio Bernardo/Arquivo/PCR

Bloco de carnaval Galo da Madrugada, no Recife. Foto: Sérgio Bernardo/Arquivo/PCR

Agência Brasil: Qual o papel do setor privado na economia criativa em torno do Carnaval?

Mazzucato: É preciso trabalhar com o setor privado de forma orientada a objetivos públicos, catalisando experimentação, inovação e investimento da iniciativa privada em diferentes áreas. Esse é um desafio de planejamento.

Não queremos simplesmente dar dinheiro ao setor privado para patrocinar um projeto aleatório, escolhido por um indivíduo que, em vez de pagar impostos, financia um projeto que considera valioso. Não acho que isso seja necessariamente o ideal.

Agência Brasil: O que você observou no Carnaval brasileiro que te chamou atenção?

Mazzucato: O Carnaval no Brasil é famoso no mundo todo. É por isso que ele tem um grande efeito multiplicador e gera mais de US$ 2 bilhões em receita. Mas é muito mais do que isso.

É um momento em que muitas atividades diferentes ligadas às artes e à cultura se unem com o que chamamos de bem viver, também cheio de alegria. Muitas vezes acontece em comunidades carentes, como as escolas de samba nas favelas, algumas das comunidades mais vulneráveis.

Gostaria que o Carnaval pudesse se tornar uma plataforma, um sistema como elemento central de uma economia criativa. Os brasileiros devem se orgulhar muito disso, mas também devemos sempre lembrar que existem relações de poder. Quem tem acesso? Está se tornando muito comercial? Para onde vai o dinheiro?

Os patrocínios, por exemplo, estão sendo reinvestido nas comunidades e no ecossistema que cria essa incrível criatividade? Acho que essas são as perguntas mais importantes para o futuro.

Eu venho da região da Itália perto de Veneza, em Pádua, e temos o nosso próprio Carnaval, mas não está enraizado no território, não é algo para o qual os jovens são preparados para participar. É uma espécie de carnaval morto, se posso dizer.

Aqui, vocês têm um carnaval vivo. Acho que vocês devem pensar nisso como um investimento a longo prazo, no centro de uma economia criativa.

 


Rio de Janeiro (RJ), 05/01/2025 – A vendedora ambulante, Jaqueline dos Santos Pereira com sua barraca na Rua do Mercado, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 05/01/2025 – A vendedora ambulante, Jaqueline dos Santos Pereira com sua barraca na Rua do Mercado, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A vendedora ambulante Jaqueline dos Santos Pereira, em janeiro de 2025, com sua barraca na Rua do Mercado, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Vila Isabel pagará “dívida” da Sapucaí com Heitor dos Prazeres

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Como alguém que fundou cinco escolas de samba ainda não tinha sido homenageado em nenhum enredo no Grupo Especial do Rio de Janeiro? A dívida do carnaval carioca com Heitor dos Prazeres será paga neste ano pela Vila Isabel, que levará à Marquês de Sapucaí o enredo Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África.

Além de músicas e quadros, o cantor, compositor e pintor assina também a fundação das agremiações Mangueira, Portela, Unidos da Tijuca, Vizinha Faladeira e Deixa Falar. 

“Como um fundador de escola de samba, um grande pintor, grande músico, costureiro, cenógrafo ainda não tinha sido enredo?, questionou, em entrevista à Agência Brasil, Gabriel Haddad, que junto com Leonardo Bora, são os carnavalescos da Vila.

Haddad lembrou que Heitor já tinha sido citado algumas vezes em outras escolas e foi enredo no grupo chamado de acesso, mas no Grupo Especial, ainda não.

“São diversos caminhos, porque só essa atuação múltipla do Heitor já revela muitos Heitores, e a gente foi percebendo isso, um artista, um sambista, uma pessoa, uma entidade. Por isso, o enredo segue estas transformações” revelou Leonardo Bora à Agência Brasil.

>> Enredos das escolas de samba contam a história não oficial

>> Conheça os enredos das escolas do Grupo Especial do Rio em 2026

>> Acompanhe a cobertura do carnaval na Agência Brasil

 


Rio de Janeiro (RJ), 14/01/2026 - Gabriel Haddad e Leonardo Bora, carnavalescos da Unidos de Vila Isabel, que homenageará o multifacetado artista Heitor dos Prazeres em seu enredo para o Carnaval de 2026,, no barracão da escola, na Cidade do Samba.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 14/01/2026 - Gabriel Haddad e Leonardo Bora, carnavalescos da Unidos de Vila Isabel, que homenageará o multifacetado artista Heitor dos Prazeres em seu enredo para o Carnaval de 2026,, no barracão da escola, na Cidade do Samba.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Gabriel Haddad e Leonardo Bora, carnavalescos da Unidos de Vila Isabel, que homenageará o multifacetado artista Heitor dos Prazeres em seu enredo para o Carnaval de 2026: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Sonhos

A ideia dos carnavalescos foi trazer os diversos sonhos do Heitor como se a Vila os estivesse sonhando. A linha temática dividiu os setores a partir dos nomes que o artista teve na vida, o menino Lino, o Ogã Alabê-Nilu, o Mano Heitor do Cavaco, o afro-rei Pierrot e o grande final da vida de Heitor, quando foi considerado embaixador por toda a sociedade e representou o Brasil no Primeiro Festival Mundial de Artes Negras, realizado em Dakar.

A pesquisa que Bora e Haddad desenvolveram para uma exposição sobre o artista no CCBB RJ em 2023 gerou nos dois o desejo de fazer este enredo. Eles destacam que, nesse trabalho, se depararam com o pensamento de Heitor de que samba é macumba, e macumba é samba, como indica o samba-enredo do carnaval 2026.

Os dois chegaram neste ano à escola, com a responsabilidade de propor o enredo, e encontraram o pesquisador Vinícius Natal, com quem já tinham trabalhado e que também tinha vontade de homenagear Heitor dos Prazeres.

“Foi uma sinergia boa que aconteceu entre a gente, o Vini e a própria escola. Todo mundo topou o enredo e começamos a construir tudo”, contou Haddad.

Os carnavalescos veem como uma responsabilidade muito grande encarar a difícil tarefa de concentrar em apenas um desfile toda a obra de Heitor dos Prazeres.

Leonardo Bora disse que a ideia foi começar a costurar essas relações do enredo e da história do homenageado com a própria agremiação sua comunidade. Martinho da Vila, por exemplo, gravou Pierrô Apaixonado, que é uma composição de Heitor dos Prazeres com Noel Rosa, conhecido como o poeta da Vila.

“Só aí já tem uma conexão dupla com a Vila Isabel”, pontuou ele, que incluiu a música no desfile.”Vai ser retratada por conta dessa importância do Heitor cronista do cotidiano nas suas pinturas e na sua musicalidade”.

Com este enredo, os carnavalescos querem também valorizar a amplitude artística de Heitor, que, como entendem, nem sempre teve o reconhecimento devido. Nem mesmo o termo de multiartista era usado na época dele, o que está sendo considerado, agora, neste enredo.

“Uma das grandes contribuições desse enredo é para esse reposicionamento do Heitor dos Prazeres enquanto grande artista da história da arte brasileira, grande pintor moderno, grande representante da modernidade carioca, desse projeto modernista que tem o samba como carro chefe”, apontou Bora.

“Essa produção extraordinária dele acabou sendo colocada em rótulos que nunca competiram a ela, de pintura naif, primitiva. São termos que, de tão enferrujados, não param de pé”, criticou.

Ogã Alabê-Nilu

A religiosidade do homenageado também estará na avenida. Heitor dos Prazeres começou a frequentar casas de candomblé ainda criança e foi no terreiro de sua madrinha, Tia Ciata, baiana considerada uma das criadoras do samba no Rio e de importante participação para o fortalecimento da cultura negra na cidade, que Heitor se tornou o Ogã Alabê-Nilu.

“É o chefe dos tambores, aquele que toca e canta. Ele tinha, no terreiro da Tia Ciata, esse lugar mítico tão importante para a compreensão dos sambas e macumbas cariocas, uma posição de líder dos tambores. O Heitor entendia que isso que se entende por samba nasce dessa macumba do Rio de Janeiro que é uma mistura de ritmos e de geografias”, disse Bora.

E é justamente onde existia o terreiro de Tia Ciata que a Vila Isabel vai se concentrar para entrar na avenida este ano. É a concentração chamada de “Balança”, em referência a um prédio construído no local, o famoso Edifício Balança Mas Não Cai. Ali, era a Praça Onze, origem do samba no Rio e de manifestações de cultura da população preta. Também ali fica o busto de Zumbi dos Palmares.

“Coincidência Incrível. Exatamente onde era a antiga Praça Onze”, comemorou Haddad.

 


Rio de Janeiro (RJ), 14/01/2026 - Gabriel Haddad e Leonardo Bora, carnavalescos da Unidos de Vila Isabel, que homenageará o multifacetado artista Heitor dos Prazeres em seu enredo para o Carnaval de 2026,, no barracão da escola, na Cidade do Samba.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 14/01/2026 - Gabriel Haddad e Leonardo Bora, carnavalescos da Unidos de Vila Isabel, que homenageará o multifacetado artista Heitor dos Prazeres em seu enredo para o Carnaval de 2026,, no barracão da escola, na Cidade do Samba.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Gabriel Haddad e Leonardo Bora, carnavalescos da Unidos de Vila Isabel, que homenageará o multifacetado artista Heitor dos Prazeres em seu enredo para o Carnaval de 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Recepção da comunidade

O anúncio do enredo foi na Pedra do Sal, ponto de encontro para samba e celebrações da cultura negra na região conhecida como Pequena África. A apresentação teve direito a roda de samba e convite a intérpretes de outras agremiações, o que agradou a comunidade da Vila, que imediatamente se envolveu com o enredo.

“O momento do anúncio foi o ápice, de reencontro da comunidade com o enredo que ela se identificasse diretamente, um enredo que falasse sobre o próprio carnaval, a história do samba, que envolvesse a parte também de todas as religiões de matrizes africanas”, afirmou Haddad.

“A comunidade recebeu da melhor maneira possível, tinha muita gente emocionada, chorando feliz de estar vivendo aquele momento ali com a Vila”, observou.

Escola popular

Leonardo Bora destacou que a Vila é considerada uma escola de rua, que gosta dessas festividades da rua, da calçada, da esquina e do botequim.

Para ele, é um enredo que acaba necessariamente transitando por este universo, porque o Heitor também é um personagem das ruas do Rio de Janeiro, do carnaval brincado no bonde, da memória de uma cidade que pode ser tão festiva e agregadora como era a antiga Praça Onze, onde tantas famílias migrantes de diferentes origens conviviam.

Na visão do carnavalesco, a Vila tem apreço por esta nostalgia carnavalesca, já cantada em vários sambas belíssimos como do próprio Martinho da Vila.

Por outro lado, é uma escola muito aguerrida, muito orgulhosa das suas raízes negras, das comunidades que formam a sua base, o Morro dos Macacos e o Morro do Pau da Bandeira.

“É um enredo que pegou na veia do componente da Vila Isabel e o agradou muito, porque não tem como não se identificar”.

Comissão de frente

Para Alex Neoral, que assina com Márcio Jahú a coreografia da Comissão de Frente, este enredo, que é o primeiro deles com Bora e Haddad, está sendo bastante desafiador, mas ao mesmo tempo muito emocionante.

“Desenvolver uma comissão a partir dessa personalidade é uma responsabilidade. Às vezes é também um poço sem fundo de possibilidades, porque ele era um artista múltiplo”,disse à Agência Brasil.

“Ali, a gente tem a oportunidade de trabalhar ele como alfaiate, como compositor, como pintor, como sambista, como ogã, como macumbeiro, como um homem negro importante e atuante naquela época, amigo de Noel Rosa, de Cartola, fundando as escolas que hoje em dia são a Portela, a Mangueira”.

Esse é o 17º ano que Alex faz a coreografia de uma Comissão de Frente. Ele avaliou que o trabalho está cada vez mais desafiador.

“As comissões, como um todo e em todas as escolas, são quase um espetáculo independente do desfile. É uma responsabilidade muito grande”, pontuou.

Neoral confirmou que haverá surpresas na apresentação, fato que costuma empolgar o público na avenida.

“Não é no sentido de uma mágica, não é só isso. É uma surpresa de pegar no inesperado. Pegar o público despercebido e emocionar, e aí a emoção vai no coração, em algo que é mais virtuoso”.

Como a coreografia é feita a partir da música, Neoral elogiou o samba, o qual considerou excelente para a apresentação da Comissão. Ele explica que um bom samba impulsiona o movimento e dá motivação, e aposta que a Vila tem um dos melhores sambas deste ano.

“Na prática, é muito fácil coreografar um samba bom, bonito e que faz mover. Isso também faz diferença na questão da emoção, da execução, do resultado. Estou muito feliz com a escola este ano, com o enredo, com os carnavalescos e com a comunidade. Muito confiante e feliz”, concluiu empolgado.

Conheça os enredos e a ordem dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro

1º dia – domingo (15/2)

  • Acadêmicos de Niterói – Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil;
  • Imperatriz Leopoldinense – Camaleônico;
  • Portela – O Mistério do Príncipe do Bará;
  • Estação Primeira de Mangueira – Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra

2º dia – segunda-feira (16/2)

  • Mocidade Independente de Padre Miguel – Rita Lee, a Padroeira da Liberdade;
  • Beija‑Flor de Nilópolis – Bembé do Mercado;
  • Unidos do Viradouro – Pra Cima, Ciça;
  • Unidos da Tijuca – Carolina Maria de Jesus.

3º dia – terça-feira (17/2)

  • Paraíso do Tuiuti  – Lonã Ifá Lukumi;
  • Unidos de Vila Isabel – Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África;
  • Acadêmicos do Grande Rio – A Nação do Mangue;
  • Acadêmicos do Salgueiro – A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Concurso 2.971: Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 55 milhões

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O prêmio do concurso 2.971 da Mega-Sena acumulou nesta terça-feira (10). 

A estimativa de prêmio do próximo concurso, que será realizado no dia 12 de fevereiro, é de R$ 55 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas: 01 – 27 – 39 – 40 – 46 – 56

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Na quina, 33 apostas acertaram. Cada uma vai receber o valor de R$ 65.041,25.

Outras 2.294 apostas levaram a quadra, alcançando R$ 1.542,26 cada.


Fonte: Agência Brasil de Noticias