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programa conecta coletivos feministas e gestão pública

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Políticas para mulheres: programa conecta coletivos feministas e gestão pública

O programa Todas por RN foi lançado no sábado (21), em Natal, com a proposta de fortalecer o enfrentamento à violência de gênero por meio da articulação entre coletivos feministas, sociedade civil e poder público. A iniciativa é realizada pelo Mapa do Acolhimento e aposta na mobilização como estratégia central para promover mudanças estruturais no estado.

O programa foi desenhado para apoiar coletivos feministas comunitários que atuam em diferentes frentes, como educação, cultura, formação e incidência política. As iniciativas selecionadas refletem a diversidade das experiências das mulheridades potiguares e desenvolvem ações voltadas à promoção dos direitos das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.

Nos meses que antecederam o lançamento, o time de mobilização do projeto esteve no estado para visitar os grupos participantes, em agenda construída em parceria com a Subsecretaria de Políticas para Mulheres do Rio Grande do Norte. A proposta é fortalecer a atuação local desses coletivos e integrá-los de forma mais efetiva à rede de enfrentamento já existente.

Ao longo de seis meses, as iniciativas selecionadas receberão recursos financeiros e suporte técnico para ampliar seu impacto e contribuir na construção de políticas públicas. A expectativa é que o programa atue de forma complementar às ações já desenvolvidas no estado, fortalecendo a articulação entre quem atua diretamente no atendimento e quem formula políticas.

Durante o evento de lançamento, o programa reuniu o que as organizadoras definem como a “tríade” do enfrentamento à violência de gênero: sociedade civil, profissionais da ponta e representantes da gestão pública. A programação contou com apresentações artísticas, falas institucionais e uma dinâmica de conexão entre as participantes, reforçando o caráter colaborativo da iniciativa.

Na ocasião, Grazi Carvalho e Marta Melo apresentaram o trabalho do Mapa do Acolhimento, contextualizaram a criação do programa e detalharam seus objetivos. A proposta, segundo as organizadoras, é criar um ambiente de cooperação contínua, capaz de fortalecer redes e garantir que as políticas públicas alcancem quem mais precisa.

O Mapa do Acolhimento, além de atuar diretamente com as mulheres vítimas de violência, trabalha em cooperação com governos no intuito de fortalecer as políticas públicas de
proteção às mulheres. “Viver uma vida livre de violência é um direito de toda mulher brasileira. Sendo
assim, buscamos elaborar estratégias, considerando os nossos insumos, dados e experiências, em prol
do fortalecimento dos serviços públicos de atendimento às mulheres”, afirma Ana El Kadri, advogada e
Diretora de Programas do Mapa do Acolhimento.

Segundo El Kadri, o objetivo é promover melhorias contínuas no sistema de atendimento para que os
serviços públicos de segurança, saúde e assistência social sejam cada vez mais acolhedores e eficazes.
”Isso inclui compartilhar boas práticas, oferecer assessoria e capacitar servidores públicos para um
atendimento acolhedor”, afirma.

O Todas por RN conta com apoio do Instituto Geni e da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, além de financiamento da Embaixada da França no Brasil. A iniciativa deve seguir com novas ações ao longo dos próximos meses, acompanhando e fortalecendo o trabalho dos coletivos participantes.

SAIBA MAIS:
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Fonte: saibamais.jor.br

GRUPO DE ABRAÃO VAI APOIAR ALLYSON BEZERRA, CINTHIA PINHEIRO E KELPS

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Depois de se unirem para dominar o Partido Republicanos no Estado, agora a família Abraão vai apoiar a esposa do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao governo, a ex-primeira-dama de Mossoró, Cinthia Pinheiro (União Brasil), pré-candidata a deputada estadual e Kelps Lima (União Brasil), pré-candidato a deputado federal, em Caiçara do Norte, região do Mato Grande. O filho de Abraão Lincoln, Allan Cruz (Republicanos) divulgou na segunda-feira (30), em suas redes sociais a dobradinha: Cinthia Pinheiro estadual e Kelps para federal.

A liderança de Caiçara do Norte, Allan Cruz também declarou apoio a Allyson Bezerra, pré-candidato a governador: “O menino de Mossoró, que revolucionou sua cidade, está pronto para fazer ainda mais pelo Rio Grande do Norte”, postou.

Allan Cruz foi candidato a prefeito do município Caiçara do Norte nas eleições de 2024, pelo partido Republicanos. Ele concorreu à prefeitura com uma plataforma voltada para desenvolvimento local, transparência e melhoria da infraestrutura, com ênfase clara no fortalecimento da pesca artesanal, setor econômico central para o município — frequentemente chamado de “capital da pesca artesanal”.

Allan obteve 42,58% dos votos válidos no primeiro turno, ficando em segundo lugar atrás do vencedor Pilola (PSDB), que teve 57,42%. Voador com Batata“Enquanto a prefeitura não faz, nós fazemos.”, reagiu Allan Cruz, nas redes sociais, ao anúncio do prefeito Pilola (PSDB) de que infelizmente em 2026 não teria o carnaval. “O município perdeu mais de R$ 10 milhões em recursos e agora a nossa prioridade é manter os salários dos nossos servidores em dia, dar continuidade as obras em andamento e buscar mais infraestrutura, além de cuidar da educação e da saúde do nosso povo.”, disse o prefeito Pilola, que anunciou o Lava-Pratos, “via uma emenda parlamentar através dos nossos deputados e vamos realizar um grande Lava-Pratos, com custo zero para o município”. Nuzio Medeiros e Pelezinho do Acordeon foram as atrações do Lava-Pratos, evento cultural tradicional, marcado por celebrações de carnaval.

Por sua vez, Allan Cruz promoveu o Voador com Batata, num pós-carnaval, em 21 de fevereiro, em São Bento do Norte e Caiçara do Norte. Entre as atrações: Hendson Tranquinha, Filho do Piseiro, o dono do hit “Xerecard”: Jeff Costa, Giannini Alencar e Igor Karuzo. Há uma semana o Voador com Batata foi aprovado por unanimidade na Câmara de Caiçara do Norte, como de utilidade pública e parte oficial do calendário do município.

Escândalo do INSS

O senador Styvenson Valentim (PSDB), em 25 de fevereiro, mostrou indignação com a imagem de Abraão Lincoln na folia do Voador com Batata, diante dos milhões de reais desviados dos aposentados e pensionistas do INSS. “Acabou festa Abraão. A CPMI do INSS vai votar a prisão preventiva de Abraão Lincoln”, dizia Styvenson referindo-se a 32ª reunão da CPMI.

O relatório final da CPMI do INSS apresentado na sexta-feira (27) pede o indiciamento de 216 pessoas, entre os quais o sindicalista e político potiguar Abraão Lincoln, fundamentado, segundo o relator e deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), em sua posição de centralidade operacional e política como presidente da CBPA (Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura), uma das entidades protagonistas no esquema de descontos associativos não autorizados.

Alfredo Gaspar apontou que Abraão Lincoln foi identificado como o articulador que permitiu a drenagem de dezenas de milhões de reais dos aposentados para o núcleo central da organização criminosa vinculada à entidade, liderando a estrutura da CBPA dentro do esquema de fraude nos benefícios previdenciários, utilizando-se da entidade de classe para o enriquecimento ilícito do núcleo criminoso e financiamento de atividades políticas e privadas, em detrimento de milhares de idosos brasileiros.

A gestão de Abraão Lincoln na CBPA direcionou o montante de R$ 76.220.666,18 para empresas vinculadas ao líder da organização criminosa, Antônio Carlos Camilo Antunes, incluindo a ACCA Consultoria e a Prospect Consult, sem a comprovação de qualquer serviço prestado aos aposentados ou à confederação.Também há fortes indícios de que recursos da CBPA foram desviados para sustentar atividades privadas de Abraão Lincoln.

Abraão Lincoln liderou a CBPA em um esquema massivo e reiterado de descontos abusivos. A entidade figura em mais de 8.750 processos judiciais, a maioria relacionada a descontos indevidos.

Milhões desviadosSob sua presidência, a CBPA é acusada de realizar descontos em benefícios de aproximadamente 240 mil aposentados e pensionistas sem a devida autorização ou mediante fraude.

Conforme o relatório, a CBPA acumulou 19.938 processos judiciais (97% no polo passivo), arrecadou R$ 221.161.973,60 no total e realizou 6.323.054 descontos. Adicionalmente, foram identificados repasses à Plataforma Consultoria (R$ 20.436.745,00) e à Titanium Solutions (R$ 15.908.478,50), ambas ligadas a Philippe Szymanowski.

Durante sua oitiva na CPMI em 03 de novembro de 2025, o depoente Abraão Lincolnb fez afirmações falsas e calou a verdade, o que resultou em sua prisão em flagrante determinada pela presidência da Comissão.

A investigação financeira detectou que, apesar de gerir recursos milionários, Abraão Lincoln movimentou em sua conta pessoal apenas R$ 12.679,27 entre 2022 e 2025.

Segundo o relatório, isso indica uma clara intenção de realizar transações totalmente fora da rede bancária nacional para ocultar a origem e a destinação final do capital ilícito.

O investigado já foi preso preventivamente e é réu por corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois em outros desdobramentos.

Tinder ou supermercado?

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Tinder ou supermercado?

O eterno dilema do cronista bateu forte nesta semana. Um lado meu, o mais sério e militante, considera que eu deveria escrever sobre os novos acontecimentos da Guerra no Irã e as mais recentes mentiras de Trump. Ou ainda sobre Flávio Bolsonaro palestrando nos EUA que vai vender o Brasil para os ianques em caso de vitória nas eleições para presidente.

Mas outro lado meu, o mais leve, devoto de Rubem Braga, insiste que eu também escreva sobre amenidades, coisas do dia a dia ou do comportamento humano.

Pois entre mentiras de guerra, bombardeios e Bolsonaros, uma amiga querida enviou uma postagem de Instagram registrando que parecia com as minhas coisas: um texto curto de César Vasconcelos, que se denomina empresário e investidor, com o título “O amor no corredor do mercado”. Começa assim: “Já pensou em ir comprar batatas e achar seu grande amor? Não é ficção. É o que um exame recente aponta. O supermercado pode ser o melhor lugar para conhecer alguém. Natural. Longe dos programas de relacionamento. Os dados revelam a nova tendência: metade dos solteiros valoriza conexões presenciais. Buscam o que é espontâneo. O que é legítimo. No mercado, as pessoas estão desarmadas. À vontade. Isso facilita o papo. Facilita os contatos sem a pressão dos algoritmos. Escolhas simples viram assunto. Geram sintonia imediata. A juventude está com fadiga das telas. Eles voltaram a apreciar o encontro real. Uma ida rápida ao mercado pode gerar muito mais do que a lista de compras”.

Ok, o desenrolar do texto flerta com a linguagem de coach e oferece conclusões categóricas e simplistas, mas admitimos que o ponto de partida é bom, e propõe uma reflexão interessante: o conflito entre o virtual e o real. Claro que o virtual pode se tornar real, como é a intenção do Tinder, aplicativo de encontros, digamos, amorosos, mais popular do mundo. Mas existem aquelas interações que já começam no mundo real, acelerando dinâmicas e sem passar pelos filtros (literais e metafóricos) de aplicativos, redes sociais e mundo digital.

Nunca adentrei o Tinder, mas há coisa de década e meia, em meio a solteirice, amigas insistiram para eu me cadastrar no Badoo, o aplicativo de encontros mais popular de então. Flertei, conversei, dei e sofri ghosting, no frigir dos ovos acabei marcando quatro encontros reais. Uma virou minha amiga sem que nunca tivesse rolado nada. Com duas o papo não deu liga e tudo não passou de uma saída com carona para casa e dois beijinhos no rosto. Com a quarta a noite até acabou caliente entre lençóis, mas nos dias seguintes um desânimo tomou conta de ambos, como se uma sombra avisasse para não darmos continuidade. Deletei minha conta do Badoo e investi em territórios que dominava: sambas no Beco da Lama, rock na Ribeira, festas em Ponta Negra, e assim minha vida amorosa seguiu.

Mas a questão do supermercado é real. Um encontro no Nordestão do Alecrim gerou um namoro/casamento de 3 anos, quando esbarrei, eu procurando café, ela, granola, com uma mulher que havia conhecido num show de pop rock num aniversário. Com os carrinhos parados em pleno corredor, trocamos telefone e decidimos encontrar, como cantava Renato Russo, num barzinho dias depois.

Mas rolaram outras histórias. No pós-pandemia, no Supercop da Ayrton Senna, eu comprava batatas quando uma mulher perguntou como saber se os maracujás estavam bons para suco. Expliquei sobre preferir os com casca enrugada e murcha e entre os papos sobre melancias e limões também trocamos telefone e acabamos aquela noite na orla de Ponta Negra.

Aliás, desenvolvi a tese que o melhor lugar do supermercado é a seção de frutas e verduras. É onde os cheiros se misturam, dá para apalpar ítens de formatos diversos e trocar ideias sobre cor, textura e particularidades. Qual a diferença entre pimentão vermelho e amarelo, por exemplo? Ou se maçã mais doce é a com a casca mais vermelha ou mais amarela? Além do que frutas e verduras tem um erotismo muito particular delas (estou falando de “9 semanas e meia de amor” e não de Mário Gomes, viu, crianças?)

Recentemente um amigo relatou que as idas com a esposa, dia sim, dia não, no supermercado Queiroz que abriu recentemente em Cidade Satélite, se tornaram um “programa de casal”, com direito a degustar cafés e queijos nos corredores e escolher cervejas diferentes. Inclusive, casal que não vai junto ao supermercado não sabe o que está perdendo.

Brincadeiras à parte, é interessante refletir sobre como conexões reais ainda são o ponto de partida de muita coisa mesmo em tempos tão virtuais. Claro que existem casos interessantes, como a amiga que conheceu pela internet um dinamarquês e hoje vive feliz na Escandinávia. Ou o casal de amigos que se conheceu pelo Tinder, deu match em minutos, marcou numa suíte de motel e o que era para ser uma transa de uma noite se tornou um casamento de anos. Mas são exceções que acabam confirmando a regra.

E a regra é clara: nada substitui o olho no olho, o primeiro contato verbal, um bom dia bem dado. E se estiver se sentindo solitário, já sabe: vá ao supermercado mais próximo e se detenha para escolher com calma laranjas, kiwis e tomates. Comente com a pessoa perto de você que a couve está murcha ou que o abacaxi está com uma tonalidade dourada perfeita. Sabe-se lá o que pode acontecer.

Fonte: saibamais.jor.br

PM afirma que Styvenson tenta “desqualificar trabalho de oficiais de alta patente”

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PM afirma que Styvenson tenta “desqualificar trabalho de oficiais de alta patente”

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Cel. Alarico José Pessoa Azevedo Junior, emitiu uma nota oficial criticando o senador Styvenson Valentim (PSDB). No comunicado, ele afirmou que a instituição manifestava “seu profundo lamento e discordância em relação às recentes declarações proferidas” pelo parlamentar, que no último final de semana, durante um evento no município de Parelhas, na região do Seridó, ao explicar por que havia trocado a farda pela política, disse que “coronel da PM não faz nada”.

“Eu podia tá de coronel hoje na PM, sem fazer nada, porque tu sabe que coronel não faz nada, né? Capitão já não fazia, só eu que trabalhava. Podia tá lá na PM ganhando dinheiro fácil, beirando me aposentar, mas não, fui lá fazer o que eu não sabia fazer”, disse o senador, na presença do prefeito Dr. Tiago Almeida (PSDB).]

O comandante-geral da PM disse que causava “estranheza e indignação que tais palavras, que tentam desqualificar o trabalho de oficiais de alta patente, partam de um membro da reserva da nossa própria corporação”.

“Ao afirmar que ‘coronéis não fazem nada’ e sugerir que o serviço na PM seria um meio de auferir ‘dinheiro fácil’, o parlamentar ignora a realidade de dedicação extrema, o risco de vida inerente à profissão e a alta complexidade técnica que envolve a segurança pública contemporânea”, diz a nota.

O comunicado destaca ainda que a Polícia Militar “é um pilar fundamental” do Rio Grande do Norte, cita que a corporação se destaca “pelo seu profissionalismo e eficiência” e completa afirmando que, graças ao trabalho de planejamento estratégico e de execução de seus integrantes, “tem alcançado uma redução constante nos índices de criminalidade”.

A nota também menciona que o trabalho da PM não se limita ao policiamento ostensivo, mas inclui outras funções, como “a gestão de hospitais e centros clínicos na capital e no interior, garantindo atendimento de saúde essencial não apenas à família militar, mas a toda a sociedade”.

“Ao longo de nossa liderança histórica, grandes oficiais e praças passaram por nossos quadros, assumindo funções de relevância que moldaram a segurança pública e a administração estadual, além de projetarem o nome do Rio Grande do Norte em missões da Força Nacional e em missões de paz da ONU, onde somos referência em técnica e conduta”, acrescenta o comunicado.

O comandante-geral reiterou ainda que todos os integrantes da corporação, seja ele soldado ou coronel, têm “uma missão específica e um papel fundamental no universo da segurança”.

“O oficialato superior não ocupa cargos de inércia, mas sim funções de alta responsabilidade logística, jurídica e operacional, servindo como o alicerce indispensável para que a ponta da linha funcione com precisão e segurança”, rebateu o comandante-geral.

“A PMRN permanece inabalável em seu compromisso com a verdade e com a proteção da sociedade, exigindo o respeito que uma instituição de quase dois séculos e seus dedicados servidores merecem”, finaliza a nota.

Associação da PM disse que Styvenson Valentim representava “o pior nível de oficiais” da instituição

A Associação dos Oficiais Militares do RN (Assofme), também em nota oficial, repudiou igualmente as declarações de Styvenson Valentim. Em tom forte, a entidade afirmou que o senador “representa o pior nível de oficiais” que já passou pela instituição.

“Limitado intelectualmente, desagregador, inadimplente com obrigações acadêmicas quando cadete, causou constrangimento em ambiente familiar como a festa dos 100 dias da turma dele. Enfim, sempre foi um oficial de baixo nível. Não seria agora que mudaria”, diz a nota da entidade, que é presidida pelo Cel. da PM Antoniel Jorge dos Santos Moreira.

O comunicado afirma ainda que a atuação de Styvenson Valentim no Senado Federal “está pondo em risco o sistema de proteção social dos militares estaduais”.

“Tudo isso em busca de se manter no mandato de senador. Certamente, ele está querendo engajamento nas redes sociais com uma reação nossa. Vamos deixar esse senhor seguir o caminho dele, afinal, como diz o ditado: uma pessoa pode enganar muitas pessoas por muito tempo, mas não conseguirá enganar todas as pessoas por todo tempo”, completa a nota.

SAIBA MAIS: Associação da PM diz que Styvenson “representa o pior nível de oficiais” da instituição

Repercussão política

As declarações de Styvenson Valentim também geraram forte repercussão política. A vereadora de Natal e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves (PT), ironizou o adversário afirmando que “calado, o senador até parece poeta”.

“O senador capitão Styvenson mede toda uma corporação pela própria régua. Um desrespeito com os agentes de segurança pública que dão duro todos os dias para manter o RN entre os estados mais seguros do país e o mais seguro do Nordeste”, comentou a petista em publicação nas redes sociais.

Samanda ainda acusou Styvenson Valentim de “usar a polícia como palanque” para se eleger em 2028, mas “agora escolhe desvalorizar quem trabalha na Polícia Militar do Rio Grande do Norte”.

O líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa, Francisco do PT, também comentou a polêmica fala do senador Styvenson Valentim.

O deputado estadual afirmou que “o mundo estaria desabando hoje sobre nossas cabeças” se as mesmas declarações tivessem sido feitas por alguém da esquerda ou do PT.

“Mas dita por um senador da extrema-direita, bolsonarista e oriundo dos quadros da Polícia Militar, ainda tem gente que quer passar pano”, comentou.

Francisco disse ainda ser “lamentável que, para conquistar votos e likes nas redes sociais, alguém se proponha a fazer uma fala tão agressiva e tão desrespeitosa contra a sua própria instituição de origem”.

O senador, até o momento, não se pronunciou sobre as críticas que recebeu pelas suas declarações. O espaço segue aberto.



Fonte: saibamais.jor.br

Allyson Bezerra renuncia à Prefeitura de Mossoró sob a sombra da “Operação Mederi”

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Allyson Bezerra renuncia à Prefeitura de Mossoró sob a sombra da “Operação Mederi”
Allyson Bezerra com o ex-senador José Agripino, presidente estadual do União Brasil. Foto: Reprodução

O pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), renunciou à Prefeitura de Mossoró, na última sexta-feira (27), passando o cargo ao seu então vice, Marcos Medeiros (PSD), que assumiu o comando do Poder Executivo da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Os dois são investigados na Operação Mederi, deflagrada no final de janeiro pela Polícia Federal (PF), em ação coordenada com a Controladoria-Geral da União (CGU).

A saída do cargo foi oficializada pelo pré-candidato com a leitura de uma carta durante solenidade realizada na Câmara Municipal de Mossoró (CMM). No documento, Allyson Bezerra cita sua “gratidão” por ter administrado o município. Ele foi eleito em 2020 e reeleito em 2024.

“Cheguei pelas mãos do povo e é ao povo que hoje presto contas e agradeço por todo o carinho e a confiança. Juntos, fizemos história e deixamos um legado, com grandes obras como o Hospital Municipal, o Centro Comercial, o Complexo Viário 15 de Março e outras centenas de entregas que transformaram Mossoró na cidade que mais cresce no Rio Grande do Norte”, diz trecho da carta.

No documento, ele afirma ainda que estregava a cidade ao novo prefeito, a quem chamou de “preparado e amigo, que dará continuidade a esse legado, junto com o povo, para fazer muito mais por nossa terra”.

Allyson Bezerra justificou a renúncia afirmando que recebeu um “chamado para servir” aos potiguares, dizendo que se colocava “à disposição como pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte”.

Ele mencionou que ofereceria como “contribuição” ao estado “um projeto de transformação, desenvolvimento e prosperidade”.

Depois da leitura da carta de renúncia, teve início a transmissão de cargo de Allyson Bezerra ao novo prefeito Marcos Medeiros, conduzida pelo presidente da Câmara de Mossoró, Genilson Alves (União Brasil).

Ao entregar a faixa ao sucessor, o ex-gestor afirmou queremos “o povo continua na Prefeitura de Mossoró”. Marcos Medeiros assume o cargo até dezembro de 2028.

Além da leitura da carta, Allyson Bezerra fez um discurso marcado pelo tom emocional, em que relembra sua curta trajetória política, sua surpreendente eleição ao cargo em 2020 com 65.297 votos e a reeleição em 2024 com 113.121 votos.

“Essa foi a chapa vencedora nas urnas. Quando o povo votou em mim, votou também em Matos. Nós fomos eleitos de forma democrática pela maioria consagradora do povo da cidade de Mossoró”, declarou.

De chapéu de couro na cabeça, emulando a imagem do homem sertanejo para representar a força, a resiliência e a tradição do povo nordestino, Allyson Bezerra lembrou que, aos 28 anos de idade, foi eleito o prefeito mais jovem da história da cidade, sem experiência administrativa para governar, mas com “experiência de vida”.

De adversário a aliado das oligarquias

Allyson Bezerra com o ex-senador José Agripino, presidente estadual do União Brasil. Foto: Reprodução

Antes de chegar à Prefeitura de Mossoró, quando derrotou a ex-prefeita, ex-governadora e ex-senadora Rosalba Ciarlini (PP), Allyson Bezerra havia disputado sua primeira eleição em 2018. Naquele ano, ele se elegeu deputado estadual prometendo combater as “oligarquias do Rio Grande do Norte”.

Dois anos depois, ele invocou esse mesmo discurso na campanha de 2020, quando denunciou o que seria um “acordão” entre as famílias Alves, Maia e Rosado.

Ao se lançar pré-candidato a governador, no entanto, ele se aliou justamente a duas dessas famílias – Alves e Maia –, cujas práticas “coronelistas” o jovem prefeito dizia se insurgir.

Depois da primeira eleição a prefeito em 2020 pelo Solidariedade, Allyson Bezerra mudou para o União Brasil, presidido no Rio Grande do Norte pelo ex-governador e ex-senador José Agripino Maia.

Em 2024, foi reeleito pelo partido, pelo qual também concorrerá ao Governo do Estado em 2026.

Além da família Maia de José Agripino, Allyson também se aliou aos Alves do ex-senador Garibladi Filho e do vice-governador Walter. Foto: Reprodução

José Agripino, inclusive, é o principal articulador político da pré-campanha de Allyson Bezerra, que também recebeu o apoio do vice-governador Walter Alves (MDB), filho do ex-governador, ex-senador e ex-ministro Garibaldi Alves Filho (MDB).

O apoio de Walter a Allyson foi o que motivou a governadora Fátima Bezerra (PT) a permanecer no cargo até o final do seu mandato, abrindo mão de disputar a eleição ao Senado Federal.

Allyson Bezerra no lançamento da sua pré-candidatura a governador, no início de fevereiro, com Walter Alves, Robinson Faria, José Agripino e Zenaide Maia. Foto: Divulgação

Walter Alves foi o responsável pela indicação do deputado estadual Hermano Morais (MDB) para a vaga de pré-candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra. A senadora Zenaide Maia (PSD), assim como o vice-governador, também rompeu a aliança com o PT da governadora Fátima Bezerra para apoiar o ex-prefeito de Mossoró.

Além de José Agripino Maia, Garibaldi Alves Filho, Walter Alves e Zenaide Maia, quem também já declarou apoio à pré-candidatrura de Allyson Bezerra foi o ex-governador e deputado federal Robinson Faria (PP).

Quem é o novo prefeito de Mossoró

Allyson Bezerra tomando posse para o segundo mandato na Prefeitura de Mossoró com seu então vice Marcos Medeiros. Foto: Lucas Bulcão (Secom/PMM)

O novo prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, 50 anos, nunca havia disputado uma eleição antes de se tornar vice na capa de Allyson Bezerra em 2024.

Formado em Gestão Pública pela UFRN, ele é servidor da Ufersa, mesma instituição onde Allyson Bezerra iniciou sua carreira como dirigente do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos.

Na primeira gestão de Allyson Bezerra, Marcos atuou na Diretoria Executiva da Secretaria Municipal de Saúde e também como Secretário Municipal de Governo.

Evangélico — assim como Allyson —, possui perfil discreto. Até 2024, seus poucos registros nas redes sociais eram voltados a momentos pessoais e idas ao culto.

Operação Mederi: Allyson Bezerra e Marcos Medeiros operariam o topo do esquema, segundo PF

Allyson Bezerra com empresário Oseas Monthalggan, sócio da empresa Dismed. Foto: Instagram / Reprodução

Em janeiro, após a deflagração da Operação Mederi pela PF e pela CGU, Allyson Bezerra e Marcos Medeiros se tornaram investigados pela participação no suposto esquema de propinas e fraudes em licitações em contratos da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Mossoró.

O esquema foi batizado de “Matemática de Mossoró” pela Polícia Federal, O termo se refere especificamente a um percentual de 15% de propina que seria cobrado da empresa Dismed para facilitar os pagamentos dos contratos de fornecimento de medicamentos firmados com a Prefeitura de Mossoró.

O modus operandi da propina foi revelado através de uma escuta ambiental instalada pela Polícia Federal no escritório da Dismed. Nas conversas gravadas, o empresário Oseas Monthalggan Fernandes Costa explica a um interlocutor como funcionava a “Matemática de Mossoró”.

“Olhe, Mossoró, eu estudando aqui. Como é a matemática de Mossoró. Tem uma ordem de compra de quatrocentos mil. Desses quatrocentos, ele entrega duzentos. Tudo a preço de custo! Dos duzentos ele vai e pega trinta por cento, sessenta R$ 60.000,00, então aqui ele comeu R$ 60.000,00! Fica R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento. Dos cento e quarenta ele R$ 70.000,00. Setenta com sessenta é meu, R$ 130.000,00. Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil R$ 100.000,00 a Allyson e a Fátima, que é dez por cento de Fátima e quinze por cento de Allyson. Só ficou trinta mil R$ 30.000,00 pra a empresa!”, disse Oseas Monthalggan, em maio de 2025, sobre a ‘matemática’ do município.

A Prefeitura de Mossoró, segundo a transcrição da conversa que consta na decisão judicial que autorizou a operação, havia emitido uma ordem de compra de medicamentos no valor de R$ 400 mil. No entanto, a empresa entregou apenas o equivalente a R$ 200 mil. A diferença seria distribuída entre os participantes do esquema.

Allyson Bezerra e Marcos Medeiros, segundo as investigações, operavam “o topo do esquema”, além de receber “propina em porcentuais definidos sobre os contratos” com a Dismed.

“Em relação a Allyson e Marcos, há referências nominais específicas nas conversas indicando recebimento de valores”, diz a Polícia Federal.

“No nível intermediário, estariam os gestores administrativos, que garantiriam as condições institucionais para funcionamento do sistema. No nível operacional, estariam os fiscais e gestores de contrato que viabilizariam concretamente as entregas parciais mediante atestados. Externamente à administração pública, estariam os empresários, que operacionalizariam o esquema no âmbito privado”, aponta a investigação.

Fonte: saibamais.jor.br

Maioria da bancada do RN ignora os 62 anos do golpe militar de 1964

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Maioria da bancada do RN ignora os 62 anos do golpe militar de 1964
Natália Bonavides cita que ex-presidente jair Bolsonaro foi “líder do movimento golpista” de 8 de janeiro de 2023. Foto: Divulgação

O aniversário de 62 anos do Golpe Militar de 1964, lembrado nesta terça-feira (31), despertou pouco interesse entre os parlamentares da bancada federal do Rio Grande do Norte. Dos três senadores — Rogério Marinho (PL), Styvenson Valentim (PSDB) e Zenaide Maia (PSD) — nenhum fez menção pública à data em suas redes sociais. Já na Câmara dos Deputados, apenas dois dos oito representantes potiguares se posicionaram: Natália Bonavides e Fernando Mineiro, ambos do PT. Os demais parlamentares optaram pelo silêncio.

Natália Bonavides utilizou suas redes para relacionar o golpe de 1964 com o contexto político recente, especialmente os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Em publicação, a petista afirmou que a data deve servir como alerta permanente sobre ameaças à democracia e defendeu a responsabilização dos envolvidos, citando diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como “líder do movimento golpista”.

Natália Bonavides cita que ex-presidente jair Bolsonaro foi “líder do movimento golpista” de 8 de janeiro de 2023. Foto: Divulgação

“No dia de hoje, lembramos essa data para que nunca esqueçamos do que os inimigos do povo são capazes. Eles seguem rondando. Não podemos esquecer também do mais recente ataque que sofremos: o 8 de janeiro de 2023. Todos aqueles que atentarem contra a democracia devem responder por seus atos, como ocorreu com o líder do movimento golpista, Jair Bolsonaro”, defendeu.

Natália Bonavides lembrou que ela representa a Câmara Federal na Comissão de Mortos e Desaparecidos. “Por lá, seguimos trabalhando para localizar informações, reparar injustiças e garantir o direito à memória e à verdade para as famílias que perderam seus entes queridos e até hoje buscam respostas”, disse.

Ela acrescentou que é preciso que “sigamos lutando contra o autoritarismo e em defesa da democracia”.

Bolsonarismo reproduz cartilha autoritária” dos golpistas de 1964, alerta Mineiro

Já Fernando Mineiro abordou o tema em um artigo publicado em seu blog, intitulado “A democracia sob ataque: lições de 1964 para o Brasil de hoje”.

No texto, o parlamentar traça paralelos entre o golpe que instaurou a ditadura militar e os episódios recentes, destacando a importância da memória histórica para evitar retrocessos institucionais.

“Diante do avanço da extrema direita no mundo — e, de forma particularmente preocupante, no Brasil — já não há espaço para ingenuidade. Golpes e tentativas de golpe, como a de 8 de janeiro de 2023, não são episódios isolados nem ‘acidentes históricos’, como creem aqueles que buscam reescrever a história, escreveu.

Fernando Mineiro afirma que “bolsonarismo reproduz a cartilha autoritária” dos golpistas de 1964. Foto: Divulgação

O parlamentar cita que, assim como os militares derrubaram o presidente legitimamente eleito em 1964, “o bolsonarismo reproduz a cartilha autoritária com assustadora fidelidade”.

“Não por acaso, o líder desse movimento foi julgado, condenado e hoje cumpre pena de 27 anos de prisão por atentar contra o Estado Democrático de Direito e tentar, assim como em 1964, se manter no poder pela força”, ressaltou, fazendo referência a Jair Bolsonaro.

Bolsonaristas ignoram data e ainda negam a tentativa de golpe de 8/1/2023

Benes Leocádio, Carla Dickson, General Girão, Sargento Gonçalves, João Maia e Robinson Faria votaram a favor do PL da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados pelo 8/1/2023. Fotos: Reprodução

O silêncio da maior parte da bancada ocorre em meio a um cenário de disputa política sobre a dimensão da tentativa de golpe de Estado que teve seu ápice com os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Além de Rogério Marinho, os deputados federais mais alinhados ao bolsonarismo – Carla Dickson (PL), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL) – ainda negam que tenha havido tentativa de golpe de Estado. O grupo também defende a anistia para os golpistas condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A pauta da anistia, aliás, tem reunido apoio além do núcleo bolsonarista. Deputados como João Maia (PP), Robinson Faria (PP) e Benes Leocádio (União Brasil) votaram a favor da urgência do chamado “PL da Anistia” na Câmara Federal.

No Senado, apenas Zenaide Maia votou contra o PL da Dosimetria. Rogério Marinho e Styvenson Valentim votaram a favor. Fotos: Reprodução

Posteriormente, também apoiaram o “PL da Dosimetria”, aprovado em dezembro, que reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 — medida que, na prática, beneficia o próprio Jair Bolsonaro.

No Senado, a proposta teve apoio de Rogério Marinho e Styvenson Valentim, enquanto Zenaide Maia votou contra.

Fonte: saibamais.jor.br

Reitor do IFRN é hostilizado ao citar Lula em discurso sobre expansão dos IF

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Reitor do IFRN é hostilizado ao citar Lula em discurso sobre expansão dos IF

O reitor do IFRN, José Arnóbio, foi alvo de hostilidade na solenidade de conclusão dos cursos técnicos no campus Natal-Zona Norte, ocorrida no último sábado (28), ao fazer um discurso em defesa da expansão das unidades do Instituto Federal e citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, ele foi vaiado, uma pessoa desligou por duas vezes o disjuntor da quadra para que a fala do reitor fosse interrompida, e um homem colocou o dedo em riste em sua direção.

No documento do discurso, Arnóbio afirmou que a expansão dos IF, especialmente nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “permitiu levar escolas técnicas, laboratórios, pesquisa e formação crítica para onde antes só havia negação de direitos.”

“Não foi caridade. Foi justiça social. Foi a compreensão de que investir em educação profissional é investir em soberania nacional, em desenvolvimento regional e em democracia”, dizia um trecho.

O documento também falava que, durante décadas, o interior do país foi tratado com desdém pelo grande capital e por uma elite que não quer acabar com seus privilégios. 

“Bertolt Brecht nos ajuda a compreender isso quando afirma que ‘chamam de violento o rio que tudo arrasta, mas não chamam violentas as margens que o comprimem’”, afirmou.

“O abandono histórico do interior e da periferia dos grandes centros urbanos foi uma dessas margens violentas. A interiorização da educação profissional veio como força capaz de romper esse bloqueio”, continuou.

A fala também incluiu um alerta de que não existe educação neutra, e defendeu a educação contra projetos de privatização.

“Por isso, defender a educação profissional pública é um ato de coragem política e resistência. É enfrentar projetos que tratam educação como gasto e não como investimento. É resistir a tentativas de sucateamento, privatização e desvalorização do ensino público”, afirmou.

À Agência SAIBA MAIS, José Arnóbio explicou que a quadra estava lotada, com 135 estudantes concluintes, cada um acompanhado por um padrinho. No início do discurso, ele condenou a violência contra a mulher e citou dados sobre feminicídio. Pouco depois, houve citação a Lula, ao falar sobre o aumento no número de campi dos Institutos Federais e a importância da educação. Foi aí que uma parte do público bateu palmas, e em resposta outra parcela vaiou. Nesse momento houve o primeiro desligamento do disjuntor. 

“Quando voltou, comecei a fazer o discurso novamente e aí mais uma vez o disjuntor foi desligado. A gente ficou esperando, os alunos começaram a se dispersar, as famílias também e na verdade a solenidade não foi encerrada”, explica o reitor, que acredita ter lido somente até a segunda lauda.

Nos comentários de uma página no Instagram, um homem se identificou como o suposto responsável por desligar as luzes da quadra. Eliezer Rogério Cabral justificou a atitude afirmando que o reitor do IFRN estaria fazendo da solenidade um “palanque eleitoral político”.

“Não aguentei. Estava acompanhando a formatura da minha filha, me senti no dever de calar aquele reitor sem noção. Como eletrotécnico, fui procurar o quadro geral de distribuição de energia do local. Quando o encontrei, não pensei duas vezes, desliguei. Alguém tinha que parar aquele reitor, não vi outra forma. Deu certo!”, comentou.

O perfil de Eliezer na rede social era aberto e foi fechado após a repercussão do comentário.

Ainda segundo José Arnóbio, um outro homem, se dizendo pai de um aluno, ainda pôs o dedo em riste em sua direção dizendo que o dirigente do IFRN não poderia fazer aquilo e que teria acabado com a festa do filho dele. O reitor afirmou que não reagiu e, após a dispersão do público, saiu acompanhado de segurança por eventuais riscos à sua segurança. 

O reitor foi alvo de perseguição no governo Bolsonaro. Ele concorreu ao cargo máximo da direção em 2019 e foi o mais votado, mas o Ministério da Educação (MEC) se recusou a dar posse ao reitor eleito com mais votos (48,25% dos votos válidos) e nomeou um interventor, o professor Josué Moreira, em 20 de abril de 2020. Arnóbio só tomou posse do cargo um ano depois do resultado da eleição. Em março do ano passado, o professor foi reconduzido ao cargo até 2028 após ser reeleito com 71,14% dos votos válidos na consulta realizada junto à comunidade acadêmica do IFRN e teve seu nome homologado pelo Conselho Superior (Consup) da instituição em setembro de 2024. A nomeação oficial para o mandato 2024-2028 foi publicada no Diário Oficial da União em dezembro do mesmo ano, já no governo Lula.

Expansão dos IF

Até 2002, o Brasil tinha 140 escolas técnicas. Em dezembro de 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 11.892, que criou 38 institutos federais. Nos governos Lula e Dilma Rousseff ocorreu a maior expansão da história da rede federal, composta pelos institutos federais, pelos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), pelas escolas técnicas vinculadas às universidades e pelo Colégio Pedro II.

Entre 2005 e 2016, foram criados 422 campi — 214 no período de 2005 a 2010 e outros 208 entre 2011 e 2016. Nesse mesmo intervalo, outras 92 unidades foram entregues ou incorporadas à rede. Hoje, o sistema reúne 682 unidades e mais de 1,5 milhão de matrículas.

Saiba Mais: MEC autoriza o funcionamento de novos IFs no RN: Touros, São Miguel e Umarizal

Já na última semana, o Ministério da Educação autorizou o funcionamento de 38 novos campi de institutos federais no país, incluindo três no Rio Grande do Norte: Touros, São Miguel e Umarizal. A decisão abre caminho para que as unidades passem da fase de implantação física para a oferta efetiva de vagas. Com a nova autorização, o RN amplia uma estrutura que já conta com 26 unidades federais distribuídas em 20 cidades. Em Natal, seis institutos estão em atividade, entre eles o campus Natal Central, no Tirol, criado em 1909.

Com a incorporação das 38 unidades agora autorizadas, a rede passa a somar 724 unidades. Nos próximos exercícios orçamentários, esses campi deverão ser incluídos na matriz de financiamento das instituições.

Fonte: saibamais.jor.br

MPF aciona Justiça para retirar nomes de ditadores em espaços públicos de Natal

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MPF aciona Justiça para retirar nomes de ditadores em espaços públicos de Natal

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública para que a Prefeitura de Natal altere o nome de bens e logradouros públicos que fazem apologia ao golpe militar de 1964 ou a agentes da ditadura. De acordo com o órgão, tanto a Prefeitura como a Câmara Municipal demonstraram omissão sobre o assunto. 

Na capital potiguar, algumas ruas levam nomes como “31 de Março”, “Presidente Costa e Silva” e “Presidente Médici”, que segundo o MPF ferem a Constituição Federal e os direitos humanos. Nesta semana, o golpe civil-militar de 1964 completa 62 anos.

A ação, assinada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Emanuel Ferreira, afirma que a manutenção de homenagens a figuras ligadas à repressão é uma prática que ajuda a naturalizar ideologias extremistas e cita a tentativa recente de golpe de estado de 8 de janeiro de 2023.

Natal foi um dos núcleos de apoio, com os acampamentos e protestos realizados na avenida Hermes da Fonseca, em frente ao 16º Batalhão de Infantaria Motorizado (16 RI). 

Prefeitura e Câmara foram omissas, diz MPF

A ação destaca que a alteração de nomes de bens públicos depende apenas de um ato do prefeito, enquanto a mudança no nome de ruas exige que a Câmara Municipal crie uma lei específica. A Prefeitura, no entanto, não respondeu à recomendação encaminhada pelo MPF, “mesmo diante de reiterações do expediente e da ressalva de que a ausência de resposta seria interpretada como recusa”.

Ao mesmo tempo, a Câmara Municipal também nunca aprovou normas que retirem as homenagens indevidas e proíbam novas irregularidades do tipo, apesar de já haver precedentes, como a lei que impede homenagens a pedófilos e estupradores na capital.

Segundo o procurador Emanuel Ferreira, o Brasil já foi condenado em cortes internacionais por não tratar adequadamente os reflexos da ditadura. De acordo com ele, a mudança desses nomes é um passo essencial para a justiça de transição e para a preservação da memória das vítimas.

Além de a Constituição Federal já estar em vigor há 37 anos, a expectativa para que todas as instâncias legislativas do país adotem legislações nesse sentido se intensificou nas últimas décadas, com a publicação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, em 2014, e com a tentativa de golpe em janeiro de 2023.

“Nenhum desses eventos, infelizmente, foi capaz de sensibilizar o poder legislativo local para que, exercendo o necessário papel de guardião político da democracia, editasse lei proibindo as homenagens objeto desta ação”, lamenta Emanuel Ferreira. Uma proposta de lei sobre o tema só surgiu após a recomendação do MPF, porém, mais de um ano depois, ainda não foi aprovada. Além disso, a proposta chegou a ter parecer contrário na Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final.

Na ação apresentada à Justiça, o MPF requer que a prefeitura e a Câmara Municipal de Natal sejam obrigados a:

– Realizar um estudo técnico, em até 90 dias, para identificar todos os bens públicos com nomes de colaboradores da ditadura, sejam prédios, salas, auditórios, centros culturais, escolas, vias, bairros e qualquer outro bem ou monumento público.

– Modificar, no prazo de 120 dias, do nome desses bens e logradouros indicados no estudo técnico.

– Publicar, também no prazo de 120 dias, nos sites, redes sociais e no diário oficial, os bens e logradouros renomeados e as razões das mudanças.

Além disso, o MPF pede que a Justiça Federal fixe um prazo para que a Câmara Municipal elabore uma norma proibindo nomes de vias e logradouros públicos que contenham referências, elogios ou homenagens a colaboradores da ditadura.

Projetos parados

Na Câmara de Natal, o vereador Daniel Valença (PT) apresentou um projeto de lei em abril do ano passado que busca trocar os nomes de agentes da ditadura militar em logradouros e equipamentos públicos, substituindo-os por nomes de vítimas das violências ditatoriais ou por lideranças de direitos humanos reconhecidas pela defesa das liberdades democráticas.

De acordo com o texto, a comprovação do envolvimento de pessoas que nomeiam espaços públicos com os crimes da ditadura civil-militar brasileira deve ser feita mediante documentos produzidos nas Comissões Nacional e Estadual da Verdade, bem como por outras fontes historiográficas, desde que avalizadas em meios acadêmicos.

Saiba Mais: Natal: projeto propõe trocar nomes de ditadores em espaços públicos

A última movimentação desse projeto aconteceu em 2 de março, quando a relatora, Camila Araújo (União), emitiu um parecer na Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final pela rejeição total da proposta. A vereadora bolsonarista é defensora da anistia para os presos no 8 de janeiro. Segundo a parlamentar, o município de Natal já possui uma norma específica e vigente acerca da denominação e alteração de nomes de logradouros públicos, a Lei Ordinária Municipal nº 5.089, de 1999.

Já na Assembleia Legislativa, um projeto semelhante da deputada Isolda Dantas (PT) também espera chegar ao plenário da Casa. O desejo da parlamentar é que seja votado em abril, mas ainda sem confirmação. 

Em sua justificativa, Isolda disse que a manutenção de nomes de colaboradores e integrantes do regime ditatorial em ruas, praças, edifícios públicos e outras denominações oficiais representa uma afronta à memória das vítimas da repressão, da tortura, das perseguições políticas e da supressão de direitos fundamentais que marcaram aquele período da história brasileira. 

Saiba Mais: RN: projeto propõe substituir nomes de ditadores em espaços públicos

“Essa lei é sobre dizer, de forma clara, que o RN não aceita homenagear torturador. Que os nossos espaços devem refletir valores democráticos, respeito à vida e compromisso com a verdade”, afirma.

UFRN sedia atividade em defesa da memória, verdade e justiça

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) será palco, nesta segunda feira (30), da atividade “UFRN na luta por verdade, memória e justiça: ditadura nunca mais”. A iniciativa. O evento acontece às 18h no Auditório D do CCHLA.

O evento contará com a participação da deputada federal Natália Bonavides (PT), integrante da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), e da deputada estadual Isolda Dantas, autora do projeto de lei “Ainda Estamos Aqui”.

A atividade é organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFRN), pelo Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH/UFRN) e pela Pós-TV DHNet.

Fonte: saibamais.jor.br

o novo ecossistema da manipulação

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Likes, bets, fofoca e política: o novo ecossistema da manipulação

Desconfie da “fofoca” que você consome nas redes sociais em 2026.

Perfis que antes se dedicavam aos bastidores da vida de artistas, jogadores de futebol e celebridades vêm assumindo um novo papel. Por trás de postagens aparentemente inofensivas, contas com milhões de seguidores no Instagram estão sendo usadas para atacar o governo Lula, desgastar a imagem do presidente e promover figuras da direita e da extrema direita, como Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira.

Nada disso é por acaso — e muito menos espontâneo.

Esse movimento tem sido impulsionado pelo patrocínio das chamadas bets, a avalanche de plataformas de apostas online que movimenta milhões e já deixou um rastro preocupante no país: famílias endividadas, vidas desorganizadas e um crescimento visível de problemas de saúde mental associados ao vício em jogos.

Está evidente a ligação dessas contas com lideranças políticas ligadas ao campo bolsonarista.

Perfis como Alfinetei, Babadeira e Otariano já foram apontados como parte dessa engrenagem, atuando simultaneamente na disseminação de ataques à esquerda e na promoção de lideranças da direita.

Diante disso, é preciso ter clareza: a disputa eleitoral de 2026 já começou — e ela será ainda mais dura do que a de 2022.

O cenário institucional também exige atenção. A partir de junho, o Tribunal Superior Eleitoral será presidido por Kássio Nunes, tendo como vice André Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro. Isso torna o ambiente político ainda mais sensível e exige vigilância redobrada da sociedade.

Mas apenas desconfiar não basta.

É fundamental denunciar esses perfis, evitar o compartilhamento desse tipo de conteúdo e, principalmente, não contribuir para o engajamento que amplia seu alcance. Cada curtida ou repost ajuda a fortalecer essa lógica de desinformação travestida de entretenimento.

Mais do que isso, será essencial investir na conversa direta, olho no olho. É preciso dialogar com quem ainda não percebe o que está por trás dessas publicações, explicando os interesses envolvidos e contrapondo com informação de qualidade — tanto sobre os riscos da extrema direita quanto sobre as ações concretas do governo.

Daqui até outubro, não haverá espaço para ingenuidade. O que está em jogo não é apenas uma eleição, mas o próprio ambiente democrático. Ou enfrentamos essa máquina de desinformação com consciência, responsabilidade e mobilização, ou corremos o risco de ver a mentira vencer pelo cansaço.

Em 2026, mais do que nunca, informação é disputa — e omissão também é escolha.

Fonte: saibamais.jor.br

Estudantes protestam contra aumento da passagem em Natal nesta terça (31)

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Estudantes protestam contra aumento da passagem em Natal nesta terça (31)

Estudantes em Natal preparam um ato nesta terça-feira (31) contra o reajuste da tarifa de ônibus na capital, que passou de R$ 4,90 para R$ 5,20. A manifestação vai acontecer a partir das 8h30 em frente à sede da Prefeitura.

O ato é convocado por entidades do movimento estudantil. O novo aumento passou a valer a partir deste domingo (29), sendo o primeiro reajuste da tarifa de ônibus na gestão do prefeito Paulinho Freire (União). O último aumento havia sido dado no final de dezembro de 2024 pelo ex-prefeito Álvaro Dias (PL). Na ocasião, a passagem passou de R$ 4,50 para R$ 4,90.

Luana Bezerra, presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE-RN), critica a forma como a reunião do Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU) foi convocada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU).

“A gente tem visto que a Prefeitura tem orquestrado algumas ações, e uma delas é em relação ao aumento da passagem. Chamou uma reunião com o Conselho de forma imediata, sem aviso prévio sobre a pauta, e queria que fosse votado um pacote único, onde nesse pacote tinha sim sobre o passe livre, a tarifa zero, mas também sobre o aumento da passagem que não beneficia os trabalhadores”, diz.

Saiba Mais: Nova tarifa de ônibus começa a valer neste domingo (29) em Natal; reajuste é de 6,21%

A liderança estudantil se refere ao anúncio do pacote para reduzir o impacto do aumento da tarifa, como a gratuidade para estudantes da rede pública estadual, a tarifa zero aos domingos e a gratuidade em um sábado por mês, com foco nos centros comerciais do Alecrim e da Cidade Alta. Um projeto de lei ainda será enviado à Câmara Municipal para regulamentar os benefícios tarifários. No entanto, o aumento da tarifa já começou a valer.

Luana Bezerra diz que a tarifa zero aos domingos vai ser aplicada num dia em que a frota de ônibus na capital já é reduzida. Em relação à gratuidade para estudantes, a medida não beneficia estudantes de universidades. 

“A questão do passe livre não contempla os estudantes universitários, e a gente sabe que também é prejudicial porque é uma das grandes parcelas que utilizam o transporte público, seja para trabalhar, para ir até a universidade. Aumentar para R$ 5,20 sem nenhum aviso, onde a população tem que pagar a conta da Prefeitura, eu acho que isso não cabe a nós enquanto sociedade”, critica.

Já Alison Kauan, coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRN, avisa que o conjunto do movimento estudantil prepara uma reação a essas medidas.

“Estamos nos organizando para que a gente possa realmente construir um mega ato na frente da Prefeitura, para que a gente possa dar uma resposta ao prefeito que isso é um ataque à classe trabalhadora principalmente, que é a parte mais afetada, mas que também é um ataque à permanência dos estudantes universitários. Nós queremos um passe livre irrestrito para todos os estudantes da rede municipal, federal ou estadual, para que todos sejam acompanhados”, reivindica.

Fonte: saibamais.jor.br