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WhatsApp Plus começa a ser testado no Brasil com assinatura de R$ 7 por mês

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WhatsApp Plus começou a aparecer para usuários brasileiros do Android nesta semana, com mensalidade de R$ 7. A assinatura é opcional, mantém todas as funções gratuitas do mensageiro intactas e libera um conjunto de recursos voltado a personalização visual e organização da caixa de entrada.

A confirmação veio da própria Meta, que descreveu o serviço como um teste limitado para coletar feedback antes de uma liberação ampla. A novidade circulou nas redes sociais a partir de capturas de tela publicadas por usuários que receberam acesso ao plano.

O preço local é o segundo dado mais baixo divulgado até agora, atrás apenas do valor cobrado no Paquistão. Em outros mercados, a mesma assinatura sai por € 2,49 mensais na União Europeia (cerca de R$ 14, sem impostos brasileiros nem taxas de importação) e 29 pesos mexicanos no México.

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A liberação no Brasil ocorre cerca de um mês depois do primeiro teste oficial, registrado em abril com usuários do beta para Android.

O que está incluso no pacote pago

O plano oferece cinco frentes de personalização e organização. Nada do que está liberado afeta envio de mensagens, ligações de áudio e vídeo, chamadas em grupo, comunidades ou criptografia de ponta a ponta, que continuam idênticos para assinantes e não assinantes.

Reprodução/WABetaInfo

Quem paga ganha acesso a 18 novas paletas de cores e temas para a interface, 14 ícones alternativos para o aplicativo na tela inicial, pacotes de figurinhas premium com efeitos animados em tela cheia, toques exclusivos para chamadas e a possibilidade de aplicar configurações em lote para listas de conversas inteiras.

O recurso mais útil do conjunto, na prática, é o aumento no limite de conversas fixadas. O WhatsApp gratuito permite manter três chats no topo da lista; com o Plus, esse número sobe para 20. A função tende a fazer diferença para quem usa o aplicativo para trabalho, atende muitos contatos ou administra vários grupos.

Reprodução/WABetaInfo

Os demais recursos seguem o padrão de serviços como Telegram Premium, Discord Nitro e Snapchat+, que cobram por itens visuais e conveniências sem criar barreira para o uso básico do produto.

Como verificar se o teste chegou ao seu celular

O caminho é simples: abrir o aplicativo, entrar em Configurações e procurar pela seção Assinaturas. Caso o recurso esteja disponível para a conta, aparecerá a opção WhatsApp Plus com a lista completa de benefícios e o botão para iniciar a cobrança.

Em parte dos aparelhos com Android, a Meta está oferecendo um período gratuito de 30 dias antes do início da cobrança mensal pela Google Play. A condição precisa ser cancelada com pelo menos 24 horas de antecedência para evitar o débito do primeiro mês.

A fase de testes está concentrada em contas individuais no WhatsApp Messenger. O WhatsApp Business, voltado a empresas e profissionais autônomos, ficou fora da liberação inicial.

Reprodução/WABetaInfo

O que a Meta diz sobre o serviço

Em comunicado enviado ao TechCrunch, a empresa enquadrou a iniciativa como uma resposta a pedidos antigos de quem usa o aplicativo de forma intensiva e busca mais controle sobre a interface.

“O WhatsApp está testando uma nova assinatura opcional chamada WhatsApp Plus, voltada para usuários que querem mais formas de organizar e personalizar a experiência”

A companhia ainda não divulgou cronograma para a expansão do serviço a todos os usuários brasileiros, nem confirmou se o valor de R$ 7 será mantido após o fim da fase de testes.

Novos recursos devem ser adicionados ao pacote em atualizações futuras, sem prazo definido.

Reprodução/WABetaInfo

O movimento se soma a outras iniciativas recentes de monetização do app, como os anúncios em Status e Canais lançados em 2025 e os planos pagos previstos para Instagram e Facebook, confirmados pela Meta no início deste ano.

Atenção com aplicativos com nome parecido

A Central de Ajuda do WhatsApp reforça que o plano oficial só funciona em versões baixadas pela Google Play Store ou pela App Store.

O nome “WhatsApp Plus” foi usado durante anos por mods não oficiais distribuídos fora das lojas, que prometem recursos extras e costumam circular em fóruns e grupos de mensagens.

Esses aplicativos paralelos não têm relação com a Meta, abrem brechas de privacidade e podem causar bloqueio temporário ou permanente da conta. A regra vale tanto para quem nunca usou um mod quanto para usuários que tenham instalado essas versões no passado.

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