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Rendeiras de Ponta Negra fazem cortejo que resgata o carnaval tradicional

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Enquanto as mãos seguem firmes no trabalho artesanal, as conversas atravessam o ano entre memórias, histórias e saberes ancestrais. É assim que as Rendeiras da Vila mantêm vivas as tradições da Vila de Ponta Negra, território marcado pela pesca artesanal, pela renda de bilro e por outras práticas culturais, como o extrativismo de frutas nativas. Desse convívio cotidiano nasceu o desejo de trazer de volta às ruas o bloco A Burrinha Pintadinha e o Jaraguá, protagonizado pelas próprias artesãs e que chega ao seu terceiro desfile consecutivo no próximo domingo (15) de carnaval.

A concentração acontece às 16h, no Ponto de Cultura Tapiocaria da Vó, localizado no Largo da Paróquia de São João Batista, na Vila de Ponta Negra, em Natal (RN). A partir dali, o cortejo segue pelas ruas do bairro, reunindo diferentes grupos folclóricos e blocos carnavalescos em uma celebração coletiva que articula festa, memória e identidade cultural.

As Rendeiras da Vila dialogam com outras manifestações tradicionais e envolvem moradores da comunidade em torno de uma brincadeira que atravessa gerações. Após a concentração, o cordão d’A Burrinha e O Jaraguá ganha as ruas com a participação de coletivos culturais convidados. Elas são formadas como grupo beneficiário do programa Registro do Patrimônio Vivo (RPV), política permanente do Governo do Rio Grande do Norte executada pela Fundação José Augusto (FJA).

A condução musical fica por conta do mestre percussionista Jorge Negão, fundador e líder do grupo Folia de Rua Potiguar. Ao longo do percurso, a batucada faz pausas para reverenciar mestres e mestras da cultura popular, como Vó Maria, das Rendeiras da Vila, e Pedro Correia, dos Congos de Calçola, além de homenagens póstumas a Joka Lima, do Cafurico e da Tapiocaria da Vó, e Sebastião Matias, do Bambelô Maçariquinho da Praia. O encerramento da festa acontece no Figa Bar, nas proximidades do Ponto de Memória Tapiocaria da Vó e Rendeiras da Vila.

No coração da brincadeira está Dona Zefinha, Josefa Henrique de Lima, de 79 anos, que entoa o verso “Minha Burrinha come milho, come palha de arroz. O cumê que eu dou a ela é mingau de macaxeira”. A partir desse canto, o bloco toma forma e percorre a Vila acompanhado por senhoras idosas, filhas, netas, sobrinhas e toda uma comunidade envolvida por um sentimento coletivo de pertencimento e lembrança. Rendeira desde os sete anos, a mestra dos bilros reforça que, entre tantos dias de trabalho, também é preciso reservar um tempo para brincar.

Quem também já está pronta para a folia é a artesã e mestra de dança do grupo de Bambelô da comunidade pesqueira, Darlene de Morais, de 51 anos. Aprendiz de renda há 16 anos, com Vó Maria, ela carrega a tradição familiar e celebra o aprendizado coletivo. “Sou filha, neta e bisneta de rendeiras, mas aprendi com nossa mestra”, afirma, convidando a população da cidade a se juntar ao cortejo.

Entre os grupos participantes, dona Lucimar Ferreira, de 72 anos, representa a Lapinha do Menino Deus, da qual é líder e fundadora. Paraibana de origem, ela vive na Vila de Ponta Negra há mais de quatro décadas e atua na articulação dos jovens do projeto Protagonistas da Vila. “No meu pensamento, todas essas manifestações que agregam a juventude servem como prevenção e incentivo à formação humana”, destaca a servidora pública aposentada.

O Carnavila 2026 – A Burrinha e O Jaraguá reúne uma programação voltada para todas as idades, com concurso de fantasia infantil, incluindo premiação, chuva de confeitos para as crianças, feira de artesanato, comidas típicas, apresentações de grupos de cultura popular e show de encerramento.

Coordenado pela produtora cultural Maria Mahé, o Bloco A Burrinha e O Jaraguá conta com financiamento do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), do Sistema Nacional de Cultura e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), além do apoio do Governo do Rio Grande do Norte, via Fundação José Augusto (FJA) e Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Criado para garantir apoio financeiro à preservação de saberes e modos de fazer da cultura tradicional e popular potiguar, o Registro do Patrimônio Vivo (RPV) concede bolsas a pessoas físicas e jurídicas com reconhecida atuação cultural, como é o caso das Rendeiras da Vila.

Liderado por Maria de Lourdes de Lima, que aprendeu a renda de bilros ainda na infância e foi uma das responsáveis pelo resgate da prática na comunidade, o grupo reúne mestras e novas rendeiras que se encontram diariamente na calçada da casa de Vó Maria, espaço reconhecido como Ponto de Memória Tapiocaria da Vó e Rendeiras da Vila. Atualmente, cerca de 90 associadas se revezam na chamada “zoada de bilros”. De origem portuguesa, a técnica chegou ao Rio Grande do Norte há mais de quatro séculos e segue viva nas peças de vestuário e decoração produzidas pelas rendeiras de Ponta Negra.

Integram o cordão d’A Burrinha Pintadinha e o Jaraguá os grupos e blocos Folia de Rua Potiguar, Encosta Que Ele Cresce, Bode Expiatório, Dragonas da Folia, O Rabo do Jumento, Protagonistas da Folia, Vila Jovem, Turma do Mar, Dança da Peneira (V.P.N.), Boi Careca da Casa da Vila, Boi Pintadinho da Vila de Ponta Negra, Capoeira Engenho Velho, Batuque Resistência, Bambelô Maçariquinho da Praia, Pavão Misterioso da Casa do Cordel, Bonecos Gigantes do Cores da Vila, Conguinhos de Calçola, Pastoril Jardim das Flores e AFF Marias.

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Fonte: saibamais.jor.br

Flip anuncia Orides Fontela como autora homenageada deste ano

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A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anunciou nesta terça-feira (10) a poeta Orides Fontela (1940-1998) como a autora homenageada da sua 24ª edição, programada para o período de 22 a 26 de julho. A autora tinha a natureza como grande inspiração, onde em seus poemas são muitos os pássaros, as flores e os rios.

“Dona de uma poesia concisa e despojada de ornamentos, e afeita aos poemas curtos, Orides Fontela recebeu atenção extraordinária da crítica literária, que via nela uma renovadora do Modernismo, e mesmo de poetas consagrados, como [Carlos] Drummond [de Andrade]. É uma referência incontornável no cenário da poesia contemporânea brasileira”, afirmou, em nota, Rita Palmeira, curadora literária desta edição da Flip.

Natural de São João da Boa Vista, no interior paulista, a poeta se formou em Filosofia, além de ter sido professora primária e bibliotecária. Fontela é autora dos livros Transposição (1969), Helianto (1973), Rosácea (1986), Alba, vencedor do Prêmio Jabuti em 1983, e Teia, que recebeu prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 1996.

A poeta foi descoberta por Davi Arrigucci Jr., professor de teoria literária da Universidade de São Paulo (USP), que leu seu poema Elegia no jornal O Município, publicação de sua cidade natal, no ano de 1965. Teve também, em sua carreira, entusiastas como o crítico literário Antonio Candido e pela filósofa Marilena Chaui.

A vida no interior, as leituras de filosofia e as lições do zen-budismo, cujas práticas começou a frequentar em 1972, ajudaram a moldar a poesia de Orides Fontela. De acordo com a organização da Flip, a Editora Hedra, que detém os direitos das obras da autora, planeja o relançamento de seus livros entre março e abril deste ano.

Fontela morreu em 1998, dois anos após o lançamento de Teia, e teve sua obra compilada em três ocasiões, com Trevo (1988), Poesia reunida (2006) e Poesia completa (2015), este último volume conta com 22 poemas inéditos, publicados postumamente. Em 2007, foi laureada com a Medalha da Ordem do Mérito Cultural, na categoria Grã-Cruz, do Ministério da Cultura.

É o segundo ano consecutivo em que a Flip homenageia autores que se destacam por sua produção poética. Na edição do ano passado, a homenagem foi ao poeta curitibano Paulo Leminski. Outros nomes da poesia que já foram homenageados no evento são Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Ana Cristina César, Hilda Hilst e Elizabeth Bishop.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Ferramenta promove educação financeira a famílias no CadÚnico

Pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) podem utilizar uma ferramenta educativa que utiliza a linguagem do futebol para promover educação financeira.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o jogo Bate-Bola Financeiro propõe uma experiência simples e interativa para ensinar conceitos básicos de organização financeira, controle de gastos, planejamento e noções voltadas a pequenos negócios.

“A cada pergunta respondida corretamente, o time avança em campo até marcar o gol. Em caso de erro, o jogador tem novas chances de aprender e seguir na partida. As fases são divididas em níveis fácil, médio e difícil, permitindo uma aprendizagem gradual”, detalhou a pasta em comunicado.

O Bate-Bola Financeiro pode ser acessado gratuitamente pelo celular ou pelo computador, por meio do endereço do programa. Embora o foco sejam famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas no CadÚnico, qualquer pessoa pode acessar o jogo.

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Fonte: Agência Brasil de Noticias

Bloco terá prêmio de fantasias inspiradas em personagens de Titina Medeiros

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A estreia do Bloco Carnavalesco Cine & Música chega trazendo uma homenagem especial à atriz potiguar Titina Medeiros. O destaque da programação será o lançamento do Prêmio Titina Medeiros de Fantasias, concurso que celebra a criatividade dos foliões e reverencia o legado de uma das artistas mais queridas do Rio Grande do Norte. A premiação acontece no sábado (14) de carnaval, durante o desfile do bloco, que tem concentração em frente ao cinema Moviecom, no Praia Shopping, e segue até o Caixa Prego Bar. Inspirado no universo do audiovisual, o concurso vai reconhecer fantasias baseadas em personagens, cenas e histórias marcantes do cinema brasileiro e mundial, transformando o percurso em um grande desfile de referências cinematográficas.

Serão três premiados. O primeiro lugar receberá R$ 1.000, o segundo, R$ 500, e o terceiro, R$ 300. Além do valor em dinheiro, os vencedores também ganharão um troféu assinado pelo artista potiguar Guaraci Gabriel, reforçando o caráter simbólico e artístico da homenagem.

Batizado com o nome de Titina Medeiros, o prêmio presta tributo à trajetória da atriz, que construiu uma carreira marcada por personagens fortes e carismáticos no teatro, na televisão e no cinema, projetando o talento potiguar para todo o país. Para a produtora do bloco, Liene Titan, a escolha do nome é um reconhecimento à importância de Titina para a cultura local e nacional:

“Titina é uma inspiração para todos nós que trabalhamos com cultura. Um bloco que celebra a arte da interpretação, o espetáculo e o audiovisual não poderia deixar de homenagear essa atriz tão querida. Pensar o prêmio com o nome dela foi algo muito natural”, afirma. Segundo Liene, além do concurso de fantasias, outras homenagens à atriz estão previstas ao longo do percurso do bloco.

A trilha sonora do desfile ficará por conta da Orquestra do Papão, que vai misturar marchinhas tradicionais com temas icônicos do cinema. Na chegada ao Caixa Prego Bar, a festa continua com sets do DJ Samir e do cineasta Pedro Fiuza, reunindo músicas que marcaram gerações nas telas.

Com acesso gratuito e proposta voltada para toda a família, o Bloco Carnavalesco Cine & Música também busca fortalecer o turismo e a economia criativa em Ponta Negra, além de dar visibilidade a artistas locais. A saída do bloco marca ainda o “abre-alas” do Festival Cine & Música, previsto para o segundo semestre de 2026, dedicado ao encontro entre o cinema e a música.

“A ideia é criar um encontro entre o carnaval e o fascínio que as grandes histórias e trilhas do cinema exercem sobre as pessoas. A homenagem a Titina sintetiza esse espírito de celebração da arte e da cultura”, resume Liene Titan.

SERVIÇO
Bloco Carnavalesco Cine & Música
Data: sábado de carnaval, 14 de fevereiro
Horário: 16h (concentração)
Local de concentração: em frente ao cinema Moviecom, no Praia Shopping
Percurso: até o Caixa Prego Bar, em Ponta Negra
Atrações: Orquestra do Papão, DJ Samir e participação do cineasta Pedro Fiuza



Fonte: saibamais.jor.br

Câmara aprova urgência para votar quebra de patente do Mounjaro

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) requerimento de regime de urgência para apreciar o Projeto de Lei nº 68, de 2026, que declara os remédios Mounjaro e Zepbound como de interesse público e pede a quebra de patente. Ambos são medicamentos agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Foram registrados, ao todo, 337 votos favoráveis e 19 contrários. O texto é de autoria dos deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG). Com a aprovação do regime de urgência, o projeto pode ser votado a qualquer momento no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões da Casa.

Alerta

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indevido de canetas emagrecedoras. O grupo inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida.

Em nota, a Anvisa destacou que, embora o risco conste das bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, as notificações têm aumentado tanto no cenário internacional quanto no cenário nacional, o que exige reforço das orientações de segurança.

O monitoramento médico, segundo a agência, é motivado pelo risco de eventos adversos graves, incluindo pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais.

No início do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido também emitiu alerta para o risco, ainda que pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

*Colaborou Lucas Pordeus León

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Inflação oficial de janeiro fica em 0,33% e se mantém dentro da meta

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Os preços da conta de luz e da gasolina mediram força em janeiro e fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. Em janeiro de 2025, o IPCA tinha sido de 0,16%.

Com o resultado, a inflação oficial – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – acumula 4,44% em 12 meses dentro do limite máximo de tolerância da meta do governo.

A gasolina exerceu a maior pressão de alta, respondendo por 0,10 ponto percentual (p.p.) do índice, enquanto a conta de luz mais barata representou -0,11 p.p.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

A meta

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. Desde novembro passado, o IPCA está dentro do limite de tolerância.

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

Instituições financeiras ouvidas pelo Boletim Focus, do Banco Central, estimam que o IPCA deve terminar o ano em 3,97%.

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Prefeitura gasta milhões com atrações nacionais, mas não paga artistas locais

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Enquanto atrações nacionais recebem cachês milionários da Prefeitura de Natal, como o cantor Wesley Safadão, que ganhou R$ 1,2 milhão para se apresentar na Redinha, no último sábado (7), os artistas locais ainda não sabem quando serão pagos pela gestão do prefeito Paulinho Freire (União), que acumula débitos que vão de 2023 a 2025.

Nesta segunda-feira (9), um grupo realizou um protesto na Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) para cobrar o pagamento das dívidas à Prefeitura de Natal. Os artistas saíram de lá apenas com uma promessa de serem recebidos pela secretária Iracy Azevedo, em data ainda a ser confirmada, mas sem nenhuma previsão efetiva de quando receberão o dinheiro.

A cantora Cida Lobo contou que tem um cachê de R$ 6.700 a receber da Prefeitura de Natal referente a uma apresentação no Festival Gastronômico do Beco da lama, realizado no dia 5 de abril de 2025.

Além disso, ela disse que a Funcarte também não pagou uma emenda de R$ 20 mil, destinada pelo vereador Daniel Valença (PT), para realização da terceira edição do Circuito Cultural Ixê, projeto que acontece anualmente na Redinha, que aconteceria em novembro de 2025. O evento, no entanto, teve de ser adiado em razão da não liberação do recurso.

Cida classificou a situação como “constrangedora”, além de chamar a atitude da gestão municipal de “desrespeito” com os artistas locais” – tratamento bem diferente do que é dispensado aos artistas nacionais contratados a peso de ouro para se apresentarem no Carnaval 2026.

“Wesley Safadão é tratado como se fosse o suprassumo da música, enquanto nós temos que ficar nessa situação constrangedora, batendo de porta em porta, para pedir o que é nosso, receber pelo que nós trabalhamos”, denunciou.

A cantora relatou que a secretária Iracy Azevedo “saiu pela porta dos fundos” quando os artistas chegaram para protestar na Funcarte. “A chefe de gabinete disse que entraria em contato com a gente pra ela nos receber depois”.

De acordo com Cida Lobo, os artistas criaram um grupo no WhatsApp chamado “Pague Nosso Cachê”, reunindo dezenas de pessoas, para trocar informações, organizar mobilizações e pressionar a Prefeitura de Natal.

Na Funcarte, segundo ela, ninguém deu nenhuma informação sobre os processos de pagamentos. Os artistas solicitaram cópias das planilhas de empenho dos cachês, mas o pedido foi negado. Eles conseguiram, no máximo, fotografar o documento na tela de um computador.

Imagem: Captura de Tela

Cida disse que se sentia “roubada”. A artista desabafou afirmando que anda com “o coração muito apertado” desde que voltei há cinco anos de São Paulo (SP) para Natal.

“Eu passei mais de 20 anos em São Paulo. Lá eu nunca fui trada como sou aqui na minha terra. Os cachês lá não demoravam nem um mês pra serem pagos, aqui demoram anos. A gente volta pra nossa terra pra sermos tratados como lixo”, lamentou.

Prefeitura de Natal pagará mais de R$ 6,7 milhões em cachês

O Diário Oficial do Município (DOM), nas edições dos dias 5, 6 e 9, trouxe a publicação dos contratos com dispensa de licitação, firmados pela Prefeitura de Natal através da Funcarte, com os artistas que se apresentarão no Carnaval 2026. O maior pagamento foi o do cantor Wesley Safadão: R$ 1,2 milhão.

Na sequência vem o cantor baiano Luiz Caldas, que receberá no total R$ 1 milhão para fazer dois shows no Carnaval 2026 de Natal.

Já o cantor Leo Foguete vai receber R$ 800 mil para fazer duas apresentações, ambas no dia 16, sendo uma na Orla de Ponta Negra e outra no Polo Nélio Dias.

O cantor Natanzinho Lima, por sua vez, recebeu R$ 750 mil para se apresentar no pré-carnaval da capital, na última sexta-feira (6), na chamada “Avenida da Alegria”, no bairro Redinha, Zona Norte de Natal.

Mari Fernandez receberá R$ 550 mil para se apresentar no dia 17 no Polo Nélio Dias. A banda Saia Rodada foi contratada pelo valor de R$ 400 mil para fazer show no dia 15 de fevereiro em Ponta Negra – mesmo valor que a banda Cavaleiros do Forró receberá para fazer quatro apresentações durante o período carnavalesco.

A dupla Pipo e Rafa Marques, que se apresenta no dia 13 em Ponta Negra, também receberá R$ 400 mil. Enquanto isso, o cantor Jorge Aragão receberá R$ 350 mil pelo show que fará no dia 15 em Ponta Negra.

A lista de grandes cachês incluem também o cantor Jonas Esticado (R$ 350 mil), Banda Grafith (R$ 300 mil), Farra de Playboy (R$ 200 mil), Banda Mel (R$ 200 mil), Kadu Martins (R$ 200 mil), Banda Capilé (R$ 200 mil), Márcia Freire (R$ 170 mil), Sergynho Pimenta (R$ 150 mil) e Karol Conká (R$ 70 mil).

O valor total pago pela Prefeitura de Natal aos artistas que se apresentaram tanto nas prévias quanto àqueles que se apresentarão no carnaval da capital potiguar, considerando apenas os maiores cachês, será de mais de R$ 6,7 milhões.

Além disso, apenas com locação de trios elétricos, o município vai desembolsar um valor total de R$ 980 mil, tanto para as prévias quanto para o período do carnaval em si.

Fonte: saibamais.jor.br

Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional

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O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (9) o resultado da primeira emissão de títulos soberanos no mercado internacional em 2026.

A operação, realizada nos Estados Unidos, movimentou US$ 4,5 bilhões, com a emissão de um novo título de dez anos – o Global 2036 – e a reabertura do título Global 2056, de 30 anos de prazo.

Com vencimento em 22 de maio de 2036, o Global 2036, foi emitido no valor de US$ 3,5 bilhões, volume recorde para papéis de dez anos do Tesouro Nacional, com juros de 6,4% ao ano, ou seja, pagando 6,4% ao ano aos investidores. Além disso, há um cupom de 6,25% ao ano a ser pago semestralmente, em maio e em novembro.

O título teve um spread 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) acima do título do Tesouro dos Estados Unidos. Tanto os juros como o spread funcionam como medida de risco dos papéis brasileiros no exterior. Quando mais baixo, menor as chances de o país dar calote na dívida pública externa.

Os juros foram maiores que na emissão anterior de títulos de dez anos, realizada em novembro. Na ocasião, o Tesouro obteve juros de 6,2% ao ano. Em relação ao spread, a diferença também foi maior que os 210,9 pontos (2,109 pontos percentuais) registrada em novembro.

Global 2056

Em relação ao papel de 30 anos, o Brasil captou US$ 1 bilhão com vencimento em 12 de janeiro de 2056. O papel pagará juros de 7,3% ao ano, cupom de 7,25% ao ano e spread de 245 pontos-base (2,45 pontos percentuais) sobre os papéis de 30 anos do Tesouro estadunidense.

Segundo o Tesouro, o spread foi o mais baixo para um título brasileiro de 30 anos no mercado internacional desde julho de 2014 (187,5 pontos-base). Na comparação com a emissão anterior do Global 2056, ocorrida em setembro do ano passado, tanto os juros como o spread caíram. Na ocasião, o Tesouro conseguiu juros de 7,5% ao ano e spread de 252,7 pontos.

Demanda

Segundo o Tesouro Nacional, a operação teve demanda 2,7 vezes superior ao volume ofertado, com o livro de ordens (que mede o interesse dos investidores) atingindo aproximadamente US$ 12 bilhões. Em relação ao Global 2036, o total captado foi o maior para títulos internacionais de dez anos desde o início das emissões no exterior pelo governo brasileiro.

“Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país”, destacou o Tesouro em nota.

A operação foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os US$ 4,5 bilhões captados nesta segunda serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Proposta que acaba com jornada de trabalho 6×1 vai para a CCJ

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (foto) (Republicanos-PB), informou hoje (9), em Brasília, que encaminhou a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caberá ao colegiado analisar a admissibilidade da matéria (PEC 8/25). Se for aprovada, segue para análise de uma comissão especial.

O texto – de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) – acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso, e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.

Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.

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Horários compensados

A proposta da deputada também faculta a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Motta disse que apensou à PEC outra proposta de idêntico teor, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto também reduz a jornada de trabalho para 36h semanais, facultadas a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.

“Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros. O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás”, afirmou Motta por meio de suas redes sociais. 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Piloto preso por pedofilia pagava mães e avós para abusar de meninas

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O piloto preso no Aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira (9), suspeito da prática de pedofilia, é o líder de uma rede de exploração sexual de menores, segundo afirmou a polícia de São Paulo em entrevista coletiva nesta manhã.

“Esta é uma investigação que começou há três meses e tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, contou a delegada Ivalda Aleixo.

Na operação desta segunda, chamada de Apertem os Cintos, também foram presas duas mulheres. Uma delas é uma avó que “vendeu” três netas para o piloto. A outra é uma mãe que também cedeu sua filha ao criminoso. Essa mãe sabia dos abusos e ainda auxiliava o homem, mandando para fotos e vídeos da menina.

“Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um motel”, revelou a delegada.

Para conseguir ter acesso às meninas, o criminoso usava diversos tipos de abordagem e uma delas era entrar em contato direto com as mães e avós das vítimas. Ele afirmava para essas pessoas que gostava de crianças especificamente, embora pudesse se relacionar com as mulheres para chegar às menores. Quando recebia fotos e vídeos de suas futuras vítimas, ele fazia pagamentos às responsáveis de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. Ele também comprava medicamentos para a família, pagava aluguéis e chegou a comprar um aparelho de TV.

Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto. A maior parte delas têm entre 12 e 13 anos.

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Prisão no aeroporto

Segundo a polícia, o suspeito foi preso dentro do avião no Aeroporto de Congonhas porque foi a maneira mais rápida de saber onde ele estaria. Devido à rotina de piloto, havia dificuldade de encontrá-lo em sua casa, que fica na cidade de Guararema, na Grande São Paulo. “Optamos por pedir a escala dele para a empresa e aí identificamos que faria um voo hoje. Ele já estava lá, dentro do avião”.

O homem afirmou à delegada que é casado pela segunda vez e tem filhos de seu primeiro casamento.  A atual esposa, uma psicóloga, foi até a delegacia onde está o homem e se mostrou horrorizada. Segundo a delegada Ivalda, ela não tinha conhecimento das práticas criminosas do marido.

A polícia continua investigando o caso e vai entrar em contato com as outras vítimas.

Fonte: Agência Brasil de Noticias