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Lauro Chaman é ouro em etapa a Copa do Mundo de ciclismo de estrada

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© JB Benavent/CBC/Direitos Reservados

O último dia da etapa da Copa do Mundo de ciclismo de estada em Gistel (Bélgica) terminou em grande estilo para o Brasil. O paulista Lauro Chaman foi campeão na prova de 80,4 quilômetros – divididos em oito voltas – da classe MC5 (atletas que utilizam bicicletas convencionais). Representante brasileiro nos Jogos de Paris 2024, Chaman cruzou a linha de chegada em 1h48min09s, deixando para trás o holandês Daniel Abraham Gebru e o ucraniano Yehor Dementyev, prata e o bronze, respectivamente.

Quem também subiu ao pódio nesta sexta (1º) foi a paranaense Victória Barbosa, que faturou a prata na classe C1 feminina (atletas com bicicletas convencionais) da prova dos 49,8 km em quatro voltas. O ouro ficou com a chinesa Wangwei Qian.

Com as conquistas de hoje, o Brasil fechou a competição com sete medalhas (um ouro e seis pratas). Na terça (28), primeiro dia de disputas, as paulistas Gilmara do Rosário e Jéssica Ferreira foram vice-campeãs nas provas de contrarrelógio das classes H2 e H3, para ciclistas que utilizam handbikes (bicicletas impulsionadas com as mãos).


Gilmara do Rosário em disputa na etapa de Copa do Mundo em Gistel, na Bélgica, em 30/04/2026
Gilmara do Rosário em disputa na etapa de Copa do Mundo em Gistel, na Bélgica, em 30/04/2026

A paulista Gilmara do Rosário arrematou duas pratas na quinta-feira (30): a prmeira na prova contrarrelógico e depois na dispua de resistência em percurso de 29,4 km – JB Benavent/CBC/Direitos Reservados

As brasileiras voltaram a subir ao pódio no dia seguinte. Gilmara chegou em segundo lugar na prova de resistência em percurso de 29,4 km (dividido em três voltas), com o tempo 1h30min34s, atrás apenas da tailandesa Patcharapha Seesen, que levou o ouro. O bronze ficou com a britânica Marina Logacheva (1h31min44s). A compatriota Jéssica também foi vice-campeã no percurso de 49,8 km (dividido em cinco voltas), com o tempo de 1h29min24s. O ouro ficou com a francesa Anaïs Vincent (1h26min32s) e o bronze com a norte-americana Jenna Rollman (1h41min01s).

Ao todo, 14 atletas e um piloto competiram na etapa da Copa na Bélgica. A próxima será em Abruzzo (Itália), com início na quinta (7).

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Ato em São Bernardo mobiliza sindicatos e pede fim da escala 6×1

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© Paulo Pinto/Agência Brasil

Alguns milhares de trabalhadores e moradores da região do ABC paulista se reuniram, neste 1° de maio, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, onde acompanharam a festa promovida pelos sindicatos da região, em comemoração ao Dia do Trabalhador.

As 26 agremiações, filiadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), se revezaram em discursos e programação musical.

As principais pautas pediam o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1) e a expansão das políticas de combate ao feminicídio, com falas que discutiam a necessidade da participação popular para superar o machismo.

O evento contou com a participação de três ministros do governo federal: Luiz Marinho (Ministério do Trabalho e Emprego), Alexandre Padilha (da Saúde) e Leonardo Sarchini (da Educação). 

“Toda vez que o presidente Lula governa o país, o 1° de maio costuma ser o dia da celebração mas também é o dia da consciência do trabalhador e da trabalhadora em relação ao que falta fazer. A batalha do ano é fazer o Congresso aprovar, antes das eleições [de outubro], a revisão da jornada 6×1”, discursou Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda.

Haddad falou ainda sobre a importância da participação popular para a conquista de outros avanços, como a isenção do Imposto de Renda nas participações de lucros (PLR).

Representando o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente da entidade Moisés Selerges comemorou o bom momento para a categoria.

“Tivemos conquistas e hoje as taxas de desemprego são as melhores da história. Essas conquistas serão importantes porque somos os trabalhadores e trabalhadoras que produzem a riqueza do nosso país. Agora queremos, precisamos reduzir a jornada de trabalho. A nossa missão é pressionar, lá em Brasília, pra acabar com a jornada 6×1.”

Música ao vivo

A programação da festa contou com apresentações musicais desde a manhã dessa sexta-feira. Os destaques foram o MC IG e Glória Groove, que se apresentaram no começo da noite. 

Segurança 


São Bernardo do Campo (SP), 01/05/2026 - Guarda Civil de São Bernardo durante ato em comemoração ao dia do Trabalhador.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Bernardo do Campo (SP), 01/05/2026 - Guarda Civil de São Bernardo durante ato em comemoração ao dia do Trabalhador.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Guarda Civil de São Bernardo durante ato em comemoração ao Dia do Trabalhador – Paulo Pinto/Agência Brasil

A Guarda Municipal de São Bernardo fez a segurança do evento, a partir de sua base no próprio Paço. Por volta das 16h interferiu em um confronto localizado, à esquerda do palco, removendo um homem a quem atribuíram ter iniciado uma confusão. No processo afastaram com violência o fotógrafo da Agência Brasil, Paulo Pinto.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Inter aplica 3 a 0 no Santos fora de casa pelo Brasileirão Feminino

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© Reprodução/Gurias Coloradas

O Internacional superou o Santos fora de casa por 3 a 0 nesta sexta-feira (1º) pela nona rodada Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. O placar foi todo construído na primeira etapa. Aos cinco minutos, a atacante argentina Soles Jaimes abriu o marcador de cabeça; aos 29 Marlene ampliou com um chute certeiro de dentro da área; e por fim, Valéria Cantuário balançou a rede nos acréscimos, selando a vitória das visitantes.

O triunfo alçou as Gurias Colocadas, provisoriamente, ao quarto lugar (17 pontos) na tabela da primeira fase. Com o mesmo número de pontos, Bahia (5º) pode ultrapassar o Inter caso vença em casa o vice-líder Palmeiras neste sábado (2). A partida com início às 16h (horário de Brasília)  terá transmissão ao vivo na TV Brasil. 

O jogo marcou a estreia do novo técnico Marcelo Frigerio no comando das Sereias da Vila, que completaram seis rodadas sem vencer – o último triunfo ocorreu em 14 de março – 3 a 0 sobre o Mixto. Após a derrota de hoje, a caiu uma posição, ficando em 12º lugar, com 11 pontos. No Brasileirão feminino, apenas as oito equipes mais em colocadas avançam à próxima fase (jogos de ida e volta).

Outros dois jogos movimentaram a tarde desta sexta (1º). Em Caxias do Sul (RS), o Juventude ficou no 0 a 0 contra Cruzeiro. Jogando em Sete Lagoas (MG), o Atlético Mineiro saiu na frente contra o Fluminense, com gol da lateral-direita Nine no fim do primeiro tempo. No entanto, o Tricolor arrancou o empate com um belo chute cruzado da atacante Kaline nos acréscimos da etapa final. Final 1 a 1.



Fonte: Agência Brasil de Noticias

Petrobras inicia P-79 e reforça produção de petróleo e gás no país

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© Petrobras/Divulgação

A Petrobras informou que, neste feriado de 1º de maio, iniciou a operação da plataforma de produção de petróleo e gás P-79, localizada no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, litoral do Sudeste.

A empresa ressaltou que conseguiu antecipar o início da operação em três meses. 

A estrutura tem capacidade para produzir 180 mil barris de óleo e de compressão de gás de 7,2 milhões de metros cúbicos (m³) diários. O navio-plataforma é do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading, em português, Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência).

A P-79 é a oitava plataforma em operação no Campo de Búzios. Com esse reforço, a produção no campo subirá para cerca de 1,33 milhão de barris de óleo por dia.

A operação é planejada para exportar gás para o continente, por meio do gasoduto Rota 3. A operação vai acrescentar até 3 milhões de m³ por dia à oferta de gás no país.

A plataforma terminou de ser construída na Coreia do Sul e chegou ao Brasil em fevereiro. O FPSO já veio do país asiático com uma equipe da Petrobras a bordo, para adiantar os procedimentos de comissionamento (montagem para entrada em operação), de forma a ganhar tempo para o início da produção.

O processo já havia sido feito com a P-78, também localizada no Campo de Búzios, que entrou em operação em dezembro de 2025. 

Búzios

A P-79 forma o chamado Búzios 8, módulo de produção de petróleo que prevê 14 poços, sendo 8 produtores e 6 injetores (serve para manter a pressão do reservatório e “empurrar” o petróleo em direção aos poços produtores).

Descoberto em 2010, o Campo de Búzios é o maior do país em reservas de petróleo. No ano passado superou a marca de 1 milhão de barris produzidos diariamente.

Búzios está a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro ─ equivalente a distancia de Brasília a Goiânia. O reservatório fica a 2 mil metros de profundidade – é como se fosse a altura de 38 estátuas do Cristo Redentor “empilhadas”.

Além da P-79, operam no Campo de Búzios os FPSO P-74, P-75, P-76, P-77, P-78, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.

A Petrobras planeja acrescentar quatro plataformas ao campo nos próximos anos. Três delas já estão em construção (P-80, P-82 e P-83); e a quarta, em licitação.

A produção de óleo e gás em Búzios é por meio de um consórcio, no qual a estatal brasileira é a operadora. As demais empresas são as chinesas CNOOC, CNODC e a Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), estatal federal que representa a União.

Choque do petróleo

O início da operação da P-79 acontece em um momento em que o mundo enfrenta um choque no preço do petróleo, motivado pela guerra no Irã. 

O conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A região concentra países produtores de petróleo e o Estreito de Ormuz, passagem marítima que liga os golfos Pérsico e de Omã, por onde passam 20% da produção mundial de óleo e gás.

Uma das retaliações do Irã é o bloqueio do estreito, que fica ao sul do país. O reflexo observado é o distúrbio na logística da indústria do petróleo, o que tem causado redução da oferta do produto e, consequentemente, aumento de preços no mercado internacional.

O petróleo e seus derivados, como a gasolina e o óleo diesel, são commodities, isto é, mercadorias negociadas a preços internacionais. Isso explica por que os preços sobem até mesmo em países produtores, como o Brasil.

Além disso, o Brasil precisa importar alguns derivados, como o diesel. Cerca de 30% do consumo interno vem do exterior. A Petrobras já manifestou que estuda fazer o país autossuficiente no combustível em até cinco anos. 

O governo brasileiro tem tomado iniciativas para conter a escalada dos derivados de petróleo. Entre as ações estão a isenção de cobrança de impostos e subsídio a produtores e importadores.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Manifestação em SP pede fim da escala 6×1 e ações contra o feminicídio

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© Letycia Treitero Kawada/Agência Brasil

Centrais sindicais e movimentos sociais se manifestaram nesta sexta-feira (1º), na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, pela aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional e por medidas de enfrentamento ao feminicídio no país. Diversas pessoas criticaram, em camisetas e cartazes, a atuação de parlamentares no Congresso Nacional. 

O professor da rede pública Marco Antônio Ferreira destacou que um dos desafios é convencer as novas gerações sobre e importância de trabalhar sob as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diante do crescimento da chamada pejotização, ou seja, a contratação de funcionários como Pessoa Jurídica (PJ). 

“A gente, que é educador, não desiste nunca. Vemos muita gente para quem a ficha já caiu e acho que é luta. Gradativa e organizada, para trazer essa reflexão, ao máximo, para as pessoas enxergarem o mundo que está sendo construído, que não é um mundo melhor”, argumenta Ferreira. 

Nesse tipo de contrato, pode haver a perda de direitos como férias remuneradas, 13º salário e a garantia de que receberão salário mesmo quando estiverem doentes. Esse tipo de contratação é, geralmente, firmado com quem é Microempreendedor Individual (MEI). 

Hoje, no Brasil, tem ganhado cada vez mais integrantes o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), ao mesmo tempo que uma parte do empresariado e outros setores da economia se opõem à redução de jornada e a consequente mudança nessas relações de trabalho.

Tentando colocar em vigor um regime de carga horária de 40 horas semanais, o governo federal enviou ao Congresso, em meados de abril, um projeto de lei com urgência. A proposta proíbe corte no salário como resultado da redução da jornada.

Segundo o educador, além de perder um tempo de descanso e lazer, por estar cumprindo expediente, muitos trabalhadores e trabalhadoras ficam impedidos de se dedicar a lutas coletivas, por direitos, como as que visam acabar com as desigualdades sociais. 

“Militar, defender seus direitos, correr atrás já é difícil para quem não trabalha em escala 6×1. Nessa escala, é desumano, a pessoa mal consegue cuidar da própria vida. Então, realmente, é uma forma de desorganizar e mesmo de desumanizar”, observa o educador.

A pesquisa O Trabalho no Brasil, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fundação Perseu Abramo e outras entidades sindicais, apontou que mais da metade (56%) dos trabalhadores do setor privado sem carteira assinada já teve experiência anterior no regime CLT e quase dois terços (59,1%) afirmou que voltaria, sem dúvidas, a ter registro em carteira. 

A Vox Populi, ao ouvir, para o levantamento, pessoas fora do mercado (mulheres em atividades de cuidado não remunerado e estudantes), descobriu que mais da metade (52,2%) gostaria de retornar e que 57,1% preferiam voltar ao mercado de trabalho com carteira assinada (CLT).

Outro apontamento foi o de que há confusão entre empreendedor e trabalho autônomo. Muitas pessoas participantes se declararam empreendedoras, quando eram, na realidade, PJs atingidas pela precarização.


São Paulo (SP), 01/05/2026 - Ato contra a escala 6x1.
Foto: Letycia Treitero Kawada/Agência Brasil
São Paulo (SP), 01/05/2026 - Ato contra a escala 6x1.
Foto: Letycia Treitero Kawada/Agência Brasil

 Ato contra a escala 6×1. Foto: Letycia Treitero Kawada/Agência Brasil

Por todas as mulheres

Em meio à onda de feminicídios e casos de violência de gênero por todo o país, os direitos das mulheres figuraram como agenda importante e urgente no protesto deste sábado. A pedagoga Silvana Santana diz que a misoginia agravada pode ser explicada com a ajuda de pensadores e pensadoras ocupados em denunciar o projeto colonialista ao qual os europeus sujeitaram o Brasil e que segue produzindo consequências. 

Santana reconhece o valor das medidas que estão sendo tomadas pelo poder público, para proteger as mulheres, mas diz terem chegado com atraso e com alcance limitado, tendo em vista a urgência de se tratar negras e negros como sujeitos de direito. 

“O que pensar da violência patrimonial, intelectual, das subjetividades, da negação desses corpos-mulheres? Fico pensando que é necessário um projeto mais ousado, no sentido de emancipação dos afrodescendentes do país.”

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Lula determina apoio federal para cidades atingidas por chuvas em PE

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© Prefeitura Recife/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta sexta-feira (1º) apoio do governo federal à região metropolitana de Recife, após a cidade sofrer com fortes chuvas. Desde ontem (30), segundo a Defesa Civil estadual, foram registrados mais de 100 milímetros de chuva na região. 

Pelo menos quatro pessoas estão desaparecidas após o deslizamento de uma barreira em Olinda.

Em uma rede social, Lula disse que conversou por telefone com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e com o senador pernambucano Humberto Costa (PT-PE) sobre as chuvas, que atingem também outras regiões do estado.

“Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, Inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área”, disse o presidente. 

Lula determinou ainda que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mobilize a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para prestar atendimento às vítimas.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, também se manifestou. Ele disse que Góes conversou com a governadora do estado, Raquel Lyra, sobre as medidas de apoio do governo.

Entre as providências a serem adotadas está a decretação de estado de calamidade pública para o estado e os municípios atingidos. 

Guimarães disse ainda que o governo fará o reconhecimento sumário da situação e adotará, “com rapidez, as medidas necessárias para minimizar os impactos e reduzir o sofrimento das populações atingidas”.

“O diálogo com as diferentes esferas de governo reforça a importância da atuação conjunta neste momento crítico. A união de esforços é fundamental para enfrentar a tragédia, salvar vidas e evitar maiores perdas, em um gesto de solidariedade com o povo pernambucano diante de uma situação tão difícil”, disse.

Alerta

A Defesa Civil emitiu um alerta de fortes chuvas para hoje e sábado na região metropolitana de Recife e zona da Mata Norte.

Chuvas moderadas devem atingir as zonas do Agreste e Mata Sul.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Governo Trump diz que cessar-fogo suspendeu prazo de 60 dias da guerra

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© REUTERS/Amanda Andrade-Rhoades

O prazo de 60 dias para promover uma guerra sem autorização do Congresso dos Estados Unidos (EUA) termina nesta sexta-feira (1) e o governo de Donald Trump alega que o conflito com o Irã está suspenso, uma vez que foi negociado um cessar-fogo no dia 7 de abril.

A explicação é do secretário de Defesa do país, Pete Hegseth, em audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado, onde o representante da Casa Branca compareceu nesta quinta-feira (30).

“Estamos em um cessar-fogo neste momento, o que, segundo nosso entendimento, significa que o prazo de 60 dias fica suspenso ou interrompido durante um cessar-fogo”, disse Hegseth.

O prazo de 60 dias que termina hoje pode ser prorrogado por mais 30 dias, caso o presidente certifique o Legislativo por escrito que há uma “necessidade militar inevitável em relação à segurança das Forças Armadas dos EUA”, segundo a Resolução dos Poderes de Guerra dos EUA, de 1973.

O senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, questionou o argumento da Casa Branca, dizendo que o prazo termina nesta sexta-feira.  

“Penso que o prazo de 60 dias termina na sexta, e isso vai representar uma questão jurídica muito importante para o governo”, respondeu o senador da oposição.

Os parlamentares democratas, e alguns republicanos, têm cobrado que o governo peça a prorrogação da guerra e justifique esse pedido.

Pelo menos seis tentativas de barrar o conflito foram rejeitadas no Congresso pela maioria republicana, que segue dando cobertura para guerra de Trump no Oriente Médio.

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson (republicano da Louisiana), afirmou na quinta-feira que os EUA “não estão em guerra” com o Irã.

“Não creio que tenhamos um bombardeio militar ativo, disparos ou algo do gênero. No momento, estamos tentando negociar a paz”, disse Johnson à emissora NBC News.

Judicialização

O professor de história da Universidade de Brown, dos EUA, James N. Green, disse à Agência Brasil que vários juristas questionam essa interpretação do governo e que a questão deve ser judicializada até chegar à Suprema Corte, de maioria conservadora.

“Pode ser que a Suprema Corte decida a favor do Trump, mas isso, mais uma vez, fortalece o sentimento antiguerra, que é a bandeira dos democratas, e reforça suas possibilidades de vitórias maciças nas eleições de novembro”, disse o especialista.

Os EUA vão às urnas em novembro para eleger uma nova Câmara e parte do Senado, o que pode tirar a pequena maioria que Trump mantém hoje nas duas casas.

O professor Green acrescentou que, apesar dos republicanos seguirem dando apoio à Trump, cresce a insatisfação dentro do partido do presidente devido à impopularidade da guerra e ao aumento do preço dos combustíveis, motivado pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

“A senadora republicana Susan Collins mudou de opinião e votou agora a favor dessa restrição dos poderes presidenciais porque ela tem medo de perder as eleições em Maine, para o Senado, em novembro”, destacou o historiador, que também preside o Washington Brazil Office (WBO).

Na sessão do Senado desta quinta-feira – que rejeitou mais uma tentativa de bloquear os poderes de guerra de Trump –, Collins juntou-se ao senador republicano Rand Paulo, do Kentucky, divergindo da liderança do partido de Trump. A resolução, porém, foi rejeitada por 50 votos contra 47.

Na audiência com o secretário de defesa, Pete Hegseth, a senadora Collins afirmou que não há evidências de que os EUA estão sob ameaça do Irã ou que estão mais seguros por causa da guerra.

“Não tínhamos nenhuma prova de que o Irã pretendesse atacar este país iminentemente, de qualquer forma. Portanto, discordo da sua avaliação de que estamos sob ameaça”, disse a senadora republicana.

Opinião pública

Pesquisas de opinião dos EUA estimam que mais de 60% da população é contra a guerra no Irã. O professor James N. Green explicou que as pessoas estão “apavoradas” com o preço dos combustíveis.

“A sociedade americana, infelizmente, depende do carro, e muitas pessoas, inclusive trabalhadores, trabalham longe do seu emprego e precisam de carro para chegar e estão gastando uma fortuna para encher um tanque de gasolina nesse momento”, apontou.

A média do preço do galão nos EUA estava em US$ 4,39 nesta sexta-feira, segundo o portal especializado AAA Fuel Prices. O valor representa aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, com o galão chegando a cusar US$ 6,06 na Califórnia.  

“Os preços da gasolina atingiram seu nível mais alto em quatro anos, visto pela última vez no final de julho de 2022”, diz a publicação estadunidense.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Brasil tem menor número de homicídios e latrocínios em dez anos

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© Arquivo//Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil registrou, no primeiro trimestre de 2026, o menor número de homicídios dolosos e latrocínios (roubos seguidos de morte) dos últimos dez anos para o período de janeiro a março.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com base no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública.

De acordo com o levantamento, a redução dos crimes letais consolida uma tendência de queda ao longo da última década e indica avanço na atuação das forças de segurança.

Principais números do levantamento:

  • Homicídios dolosos: 7.289 casos em 2026, ante 12.719 em 2016 (queda de 42,7%);
  • Latrocínios: 160 registros em 2026, contra 591 em 2016 (redução de 72,9%).

A série histórica indica que o resultado atual é o melhor da década para o primeiro trimestre.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os números refletem mudanças na estratégia de enfrentamento à criminalidade, com maior integração entre forças de segurança, uso intensivo de inteligência e atuação coordenada em todo o país.

O levantamento também comparou a evolução dos homicídios nos últimos quatro anos, com as seguintes quedas:

  • Homicídios (2022–2026): recuo de 9.714 para 7.289 (-25%);
  • Latrocínios (2022–2026): queda de 308 para 160 (-48,1%).

Além da queda nos crimes letais, o relatório aponta aumento na atuação das forças de segurança:

  • Mandados de prisão cumpridos: 72.965 em 2026, ante 53.212 em 2022 (alta de 37,1%)

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o aumento de investimentos também contribuiu para os resultados.

O Fundo Nacional de Segurança Pública passou de R$ 970,7 milhões no biênio 2021–2022 para R$ 1,76 bilhão em 2023–2024, alta de 80,9%, com aplicação em tecnologia, equipamentos, perícia e formação policial.

De acordo com Ministério da Justiça e Segurança Pública, a estratégia atual prioriza a integração entre União e estados, o uso de dados para orientar operações e o combate às estruturas financeiras do crime organizado.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Trabalho de cuidado: “Mulheres têm escala 7×0”, diz pesquisadora

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© Volta Flaxeco/Unsplash

Boa parte dos trabalhadores brasileiros está descansando neste feriado de 1° de maio, que marca o Dia do Trabalhador. 

Existe uma categoria, no entanto, que não consegue parar nem nos feriados, nem nos fins de semana e, muitas vezes, nem quando adoece. São as pessoas que cuidam de crianças, idosos e do ambiente doméstico, garantindo a sobrevivência e o bem estar dos membros de suas famílias. 

Essa função tem gênero bem definido: mulheres dedicam quase dez horas a mais por semana aos cuidados de outras pessoas e da casa, segundo dados oficiais do IBGE.

Para a professora de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Cibele Henriques, trata-se de uma desigualdade com raízes históricas, construída ao redor de um discurso simbólico que se sustenta até hoje. 

“Não existe um laboratório para gerar humanos, então não tem como substituir o trabalho de reprodução feito pelas mulheres. Ele é o útero motor do capitalismo, porque gera capital humano. Pra garantir que ele seja feito, se cria, com a ajuda da Igreja a ideia desse amor materno mítico e dessa obrigação”, explica. 

Ela complementa, fazendo uma referência à frase famosa da filósofa feminista Silvia Federici – O que eles chamam de amor, nós chamamos de trabalho não pago.

“Mas esse amor, na verdade, é trabalho não pago, que traz sobrecarga psíquica, física e social e retira da mulher a possibilidade de ter saúde mental e social.”

Cuidado

Cibele estuda o tema do Cuidado há muitos anos e vivencia essa sobrecarga na prática como mãe de duas filhas.

Ela é co-fundadora do Observatório do Cuidado, que estimula a produção acadêmica sobre o tema, e do Fórum de Mães Atípicas do Rio de Janeiro, uma ponte para fora da universidade, para conectar mães e incidir politicamente.

A acadêmica defende essa abordagem econômica porque, por mais que as tarefas de cuidado sejam permeadas por amor e afeto, esses sentimentos acabam justificando a exploração da mão de obra feminina, na execução de um trabalho fundamental para a sociedade. 

“Se tempo é dinheiro, o dinheiro das mulheres é expropriado delas. Porque o tempo das mulheres é usado para cuidar dos outros. As mulheres são grandes doadoras de tempo e de trabalho não pago para os homens.” 

Segundo Cibele, isso ocorre, tanto nos casos das mulheres que trabalham exclusivamente com o cuidado de suas famílias quanto daquelas que exercem dupla função, com uma ocupação remunerada fora de casa, além das tarefas de cuidado. 

“Hoje, por exemplo, é Dia do Trabalhador, mas quem vai poder realmente descansar nesse feriado? Porque a mulher que trabalha fora, em um dia de folga, ela pensa assim: ‘Ah, vai dar sol, então eu vou lavar roupa, vou arrumar a casa, vou adiantar as compras.’ O tempo da mulher nunca é usado só para ela”. 

E complementa: “A discussão sobre a escala 6×1 é muito importante, e a gente precisa avançar nesse debate. Mas na verdade as mulheres vivem uma escala 7×0. Especialmente as negras e periféricas. Porque as mulheres de classe média alta têm formas de transferir esse trabalho. Mas para as mulheres negras periféricas, ele é posto como obrigação.”
 


Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cibele Henriques posa para foto no centro do Rio Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cibele Henriques posa para foto no centro do Rio Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Cibele Henriques é co-fundadora do Observatório do Cuidado e do Fórum de Mães Atípicas do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Obrigação construída

Cibele explica que essa obrigação associada ao cuidado é construída desde a infância.

“Você vai dar o que para o menino brincar? Carrinho. Pra menina você vai dar panelinha, bonequinha. Você já dissocia a esfera pública da privada e tudo que é doméstico fica a cargo da mulher.”

Isso se soma a diversos discursos sociais que “desoneram” os homens do cuidado e sobrecarregam as mulheres, complementa.

Como exemplo, ela cita uma realidade comum de muitas famílias após o divórcio, quando a mulher assume integralmente o cuidado dos filhos, e a obrigação do pai se resume ao pagamento da pensão alimentícia.

“Não que fosse muito diferente antes, porque muitas mulheres são mães solo mesmo dentro de um casamento”, ressalva. 

Para a pesquisadora, os movimentos recentes que tentam reforçar esse papel tradicional da mulher como cuidadora exclusiva são uma resposta à insurgência das mulheres que não querem mais ocupar esse lugar. Mas novamente, a raiz do problema é econômica, defende Cibele. 

“A questão real é que não tem trabalho para todo mundo e as mulheres têm cada vez mais escolarização e competência. A gente tem um sistema capitalista consolidado, mas que tem suas crises, se reconfigura. Uma esposa tradicional é justamente uma dessas reorganizações, de reposição do lugar da mulher. É uma regressão com esse apelo mítico, mas são categorias econômicas, não categorias morais.” 

Violência de gênero

Ela reforça que além de impor uma sobrecarga e relegar à mulher um trabalho não remunerado, a responsabilidade pelo cuidado também fortalece a violência de gênero, já que muitas mulheres permanecem em relações violentas justamente porque não têm renda própria e precisam cuidar dos filhos ou outros familiares. 

Para Cibele Henriques, além de depender de uma quebra dos papéis tradicionais, a solução também passa por um envolvimento maior do Estado.

A pesquisadora também alerta para uma situação insustentável que o Brasil deve viver nos próximos anos, já que a população está envelhecendo, e os idosos precisarão de cuidados ao mesmo tempo em que o país ainda terá muitas crianças. 

“O sistema de proteção social hoje atua principalmente para evitar ou reparar violências e violação de direitos, e o ônus do cuidado em situações normais fica com a mulher. Mas se a gente tiver uma política de cuidados estruturando a rede de suporte, seria o contrário, aí você desoneraria essa mulher”, acrescenta.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Entidades denunciam golpe eleitoral nos EUA que pode beneficiar Trump

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© REUTERS/Leah Millis/Proibida reprodução

Entidades do movimento negro e dos direitos civis dos Estados Unidos (EUA) denunciam um golpe contra a democracia do país após a decisão da Suprema Corte, de maioria conservadora, que derrubou o mapa eleitoral para o Congresso do estado de Louisiana.

O presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP) dos EUA, Derrick Johnson, disse que a democracia do país “clama por socorro”.


Brasília (DF), 01/05/2026 - O presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP) dos EUA, Derrick Johnson. 
Frame Reuters/Proibida reprodução
Brasília (DF), 01/05/2026 - O presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP) dos EUA, Derrick Johnson. 
Frame Reuters/Proibida reprodução

Presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor dos EUA, Derrick Johnson. Frame – Frame Reuters/Proibida reprodução

“A decisão de hoje é um golpe devastador para o que resta da Lei dos Direitos de Voto e uma licença para políticos corruptos que querem manipular o sistema silenciando comunidades inteiras. A Suprema Corte traiu os eleitores negros, traiu a América e traiu nossa democracia”, afirmou o presidente de uma das mais importantes organizações negras dos EUA.

Por seis votos contra três, a decisão do Supremo modifica efeitos da Lei dos Direitos de Voto ao considerar que o mapeamento dos distritos eleitorais de Louisiana se baseou excessivamente em critérios raciais. Com isso, dois distritos de maioria negra devem ser modificados, o que deve alterar a composição partidária do estado no parlamento.

Após a decisão, o governador de Louisiana, Jeff Landry, cancelou, na quinta-feira (30), as primárias dos partidos previstas para 16 de maio com objetivo de alterar os mapas eleitorais antes da votação.

Analistas avaliam que a mudança pode favorecer os republicanos e o presidente Donald Trump em um momento que o chefe da Casa Branca vem perdendo popularidade devido as consequências políticas e econômicas da guerra contra o Irã.

Isso porque a mudança abre espaço para estados alterarem os mapas eleitorais de distritos de maioria negra e latina, que historicamente votam mais nos democratas, sob a justificativa que foram desenhados baseados em questões raciais.


Al Sharpton speaks during the National Action Network (NAN) National Convention in New York City, U.S., April 11, 2026. REUTERS/Eduardo Munoz      TPX IMAGES OF THE DAY
Al Sharpton speaks during the National Action Network (NAN) National Convention in New York City, U.S., April 11, 2026. REUTERS/Eduardo Munoz      TPX IMAGES OF THE DAY

Reverendo Al Sharpton: decisão da Suprema Corte dos EUA “desmantelou” o trabalho de Martin Luther King Reuters/Eduardo Munoz

O presidente da National Action Network, uma das principais organizações de direitos civis do país, o Reverendo Al Sharpton, afirmou que a decisão da Suprema Corte dos EUA “desmantelou” o trabalho de Martin Luther King, que lutou contra leis segregacionistas que limitavam o direito ao voto dos negros estadunidenses.

A decisão de hoje é uma bala no coração do movimento pelos direitos de voto.  O Dr. King não marchou pela Ponte Edmund Pettus para que seis juízes em Washington pudessem desfazer silenciosamente o que foi conquistado com sangue. Esta corte vem minando a Lei dos Direitos de Voto há mais de uma década, e hoje a facada foi ainda mais profunda”, afirmou Sharpton em comunicado.  

Trump celebra

O presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou abertamente a decisão da Suprema Corte. “Esse é o tipo de decisão que eu gosto”, disse à jornalistas na Casa Branca.

Em uma rede social, Trump agradeceu ao governador da Louisiana, Jeff Landry, por ter levado o caso à Suprema Corte e “por agir com tanta rapidez para corrigir a inconstitucionalidade dos mapas eleitorais da Louisiana”

No mesmo dia, Trump encorajou governador do estado de Tennessee a mudar os distritos eleitorais para beneficiar os republicanos

“Isso deve nos dar uma cadeira a mais e ajudar a salvar nosso país dos democratas da esquerda radical e de suas políticas destrutivas”, afirmou na mesma rede social.

Democratas reagem

Por outro lado, as lideranças democratas prometem reagir para evitar a perda de representação, o que pode aprofundar a manipulação eleitoral nos EUA, conhecida como gerrymandering, com possível impacto para eleições legislativas de meio do mandato marcadas para novembro deste ano.

A prática, que consiste na alteração dos limites dos distritos eleitorais, vem se intensificando desde que o Texas alterou seus distritos para favorecer os republicanos. 

O estado da California, controlado pelos democratas, e o Missouri, de maioria republicana, seguiram o exemplo do Texas. Antes da decisão da Corte dos EUA, foi a vez da Flórida alterar os limites dos distritos para favorecer os republicanos.

“Em um estado onde a vice-presidente Kamala Harris [candidata presencial democrata] obteve 43% dos votos há dois anos, o Partido Republicano pode controlar 86% das cadeiras da Câmara”, escreveu o New York Times após a mudança nos distritos da Flórida nesta semana.

A Flórida é o oitavo estado a alterar os mapas eleitorais para eleição parlamentar de 2026. As alterações no Texas, Missouri, Carolina do Noite, Ohio e Flórida devem beneficiar os republicanos, enquanto mudanças na Califórnia, Utah e Virgínia devem favorecer os democratas.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), outra importante organização que luta por direitos civis nos EUA, chamou a decisão do Supremo de “vergonhosa” e disse que a Lei dos Direitos de Voto é a “espinha dorsal da nossa democracia multirracial”.


Brasília (DF), 01/05/2026 - Alanah Odoms, diretora do ACLU de Louisiana.
Foto: ACLU Louisiania/Divulgação
Brasília (DF), 01/05/2026 - Alanah Odoms, diretora do ACLU de Louisiana.
Foto: ACLU Louisiania/Divulgação

Alanah Odoms, diretora do ACLU de Louisiana. Foto – ACLU Louisiania/Divulgação

“Os eleitores devem decidir quem os representa no governo — e não o contrário. Mas políticos contrários ao direito ao voto em todo o país interpretarão essa decisão como um sinal verde para implementar novas restrições e tentativas de suprimir nossos direitos de voto”, disse Alanah Odoms, diretora do ACLU de Louisiana.

Entenda o gerrymandering

Diferentemente do Brasil, onde a eleição para a Câmara dos Deputados é pelo modelo proporcional, nos Estados Unidos, o modelo de votação é o chamado distrital. Para se eleger, o candidato tem que receber a maioria dos votos em determinado distrito, não podendo, por exemplo, receber votos de outros distritos no mesmo estado.

Como em cada distrito há uma eleição majoritária entre candidatos específicos, a minoria de eleitores de um distrito não elege representantes nem tem seus votos considerados em outros distritos.

As propostas de manipulação eleitoral por meio da alteração das fronteiras dos distritos buscam, então, desenhar áreas em que a maioria seja favorável a determinada visão política.

Ao traçar, por exemplo, a linha de divisão do distrito em uma área de maioria negra e urbana, o redesenho pode dividir essa população em dois distritos diferentes, onde a população negra passa a ser minoria diante de populações brancas e rurais que foram incluídas na mesma área, mesmo estando distantes.

Fonte: Agência Brasil de Noticias