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Metrô inicia a venda da pulseira após apresentação de Shakira no Rio

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© Reuters/Gerardo Vieyra/Arquivo/Proibida reprodução

A concessionária MetrôRio iniciou às 6h da manhã deste sábado (2), a venda da pulseira de retorno, que será entregue assim que o cliente pagar a tarifa nas catracas, na ida ao evento “Todo Mundo no Rio” com Shakira, na Praia de Copacabana. O objetivo é agilizar e melhorar o fluxo de embarque do público no sistema metroviário no retorno do show para casa. A expectativa é que 2 milhões de pessoas assistam ao show da artista colombiana.

A venda das pulseiras de retorno será realizada até as 22h em todas as estações do sistema metroviário, exceto nas estações de Copacabana (Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo). A pulseira não será obrigatória e poderá ser adquirida diretamente nas catracas durante o embarque de ida ao show, no valor de R$ 15,80 (7,90 de ida + 7,90 de volta), garantindo rapidez no retorno do evento.

Para a compra, o cliente poderá utilizar os cartões Riocard, Jaé e Giro, além de pagamento por aproximação com cartões de crédito e débito, ou ainda dispositivos com tecnologia NFC, como celulares e relógios, diretamente nas catracas.

Durante a operação especial serão aceitos também para embarque no metrô, tanto na ida quanto na volta, os cartões de passagem do MetrôRio, Giro, Jaé ou RioCard ou NFC direto nas catracas. A concessionária recomenda que os clientes comprem e recarreguem seus cartões com antecedência. A tarifa é R$ 7,90 para a ida e o mesmo valor para a volta. Os passageiros podem, ainda, inserir créditos no cartão Giro pelo site ou aplicativo do MetrôRio, além de usar o pagamento por aproximação (NFC), direto na catraca na hora do embarque.

A operação especial do MetrôRio para atender aos clientes que vão ao evento “Todo Mundo no Rio”, com show da cantora Shakira, começa às 5h deste sábado (2) e segue até as 23h de domingo (3). Nesse período, as estações de Copacabana funcionarão 24 horas.

Já as demais estações do metrô vão operar normalmente, das 5h à meia-noite, e após o horário habitual de fechamento, permanecerão abertas apenas para desembarque do público do evento até as 7h de domingo (3).

Neste sábado, durante a volta da apresentação da cantora colombiana até as 7h de domingo, a Linha 2 vai operar entre a estação Pavuna e General Osório/Ipanema, e as linhas 1 e 4 seguirão o trajeto Uruguai/Tijuca e Jardim Oceânico/Barra da Tijuca. A transferência entre as linhas 1 e 2 poderá ser feita no trecho entre as estações General Osório/Ipanema e Central do Brasil/Centro. As linhas 1 e 4 seguirão o trajeto Uruguai-Jardim Oceânico/Barra da Tijuca. Com isso, todos os trens seguirão direto para as estações de Copacabana.

Já domingo, a partir das 7h, a Linha 2 vai funcionar entre Pavuna e Botafogo, e a integração entre as linhas 1 e 2 poderá ser feita no trecho entre as estações Central do Brasil/Centro e Botafogo. Nos dois dias, as linhas 1 e 4 seguirão o trajeto Uruguai-Jardim Oceânico/Barra da Tijuca.

Estação Siqueira Campos

Para a ida ao show, neste sábado, a orientação da concessionária é que os clientes desembarquem preferencialmente na estação Siqueira Campos, em Copacabana.

A estação Cardeal Arcoverde, também em Copacabana funcionará apenas para desembarque das 16h às 22h; e após as 22h, somente para embarque com cartões pré-adquiridos ou método de pagamento por aproximação (NFC).

No retorno para casa, a recomendação é que os clientes também utilizem a estação Siqueira Campos para embarque. A estação conta com dois acessos, maior capacidade de embarque e bilheteria, bem como equipamentos de controle de fluxo, comunicação exclusiva e equipe reforçada para o grande evento. As estações Cardeal Arcoverde/Copacabana e Cantagalo, todas em Copacabana também estarão abertas 24h.

Tanto a Siqueira Campos quanto as estações Cardeal Arcoverde e Cantagalo terão reforço no efetivo de segurança e de operadores de estação, além de estruturas de controle de fluxo de passageiros para direcionar o público, auxiliando no embarque e desembarque.

Devido à proximidade com o palco, as estações poderão ter muita procura, o que pode ocasionar maior tempo para embarque e, por medida de segurança operacional, será realizado controle de fluxo.

Gratuidades

Pessoas com deficiência (PCDs), crianças até 6 anos e 11 meses acompanhados de um adulto com cartão válido de gratuidade ou bilhete digital, e maiores de 65 anos devem apresentar documento oficial comprobatório nas catracas para embarque nas estações durante a operação especial do metrô. Quem tiver dúvida pode procurar as redes sociais do MetrôRio, o SAC (0800 595 1111) ou se informar em uma das 41 estações do sistema.

Para mais informações sobre o funcionamento do metrô, acesse o site (Link) ou procure o SAC do MetrôRio (0800 595 1111).

Regras para embarque

O MetrôRio reforça que, para a segurança de todos, durante o dia 2 e madrugada do dia 3, não será permitido o transporte de grandes volumes, caixa de isopor com gelo, garrafas de vidro, vasilhames, fogos de artifício, cadeiras de praia, bicicletas, skates, patins, patinetes, hoverboards e pranchas de surf. Também não é permitido ingerir bebidas alcoólicas e fumar nos trens e estações. É proibido ainda embarcar descalço, sem camisa ou com trajes de banho.

O MetrôRio orienta que os passageiros fiquem atentos às normas e regras de segurança e utilização. A colaboração e o respeito às regras de convivência são fundamentais para a segurança de todos os clientes.

Serviço

Funcionamento do MetrôRio para show da Shakira

MetrôRio – Linhas 1, 2 e 4

Sábado (2): das 5h à meia-noite, com funcionamento 24 horas nas estações Siqueira Campos, Cardeal Arcoverde e Cantagalo, e as demais estações apenas para desembarque após horário regular até as 7h de domingo.

Sábado (2): no trecho compartilhado entre as estações General Osório e Central do Brasil.

Domingo (3): das 7h às 23h

Transferência entre as linhas 1 e 2

Domingo (3): no trecho compartilhado entre as estações Botafogo e Central do Brasil.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Documentários de Brasil e Paraguai pautam democracia no Prêmio Platino

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© Busca Vida Filmes/Divulgação

A fragilidade da democracia na América Latina é tema de dois filmes que concorrem ao troféu de melhor documentário da 13ª edição do Prêmio Platino, principal condecoração do cinema ibero-americano. O vencedor será anunciado em cerimônia no México, no próximo sábado (9).

O brasileiro Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, discute a influência da religião evangélica na política. Já o paraguaio Sob as bandeiras, o Sol, de Juanjo Pereira, trata da ditadura naquele país.

Indicada ao Emmy Awards de melhor direção de documentário — Petra Costa investiga a influência de líderes evangélicos nos rumos do país.

O filme acompanha a ascensão e a queda do governo de Jair Bolsonaro, entre 2018 e 2022, até a tentativa frustrada de golpe em janeiro de 2023. O longa também fala sobre o próprio crescimento da fé evangélica no Brasil.

Ditadura mais longa do continente

Já o filme paraguaio retrata, com apoio de imagens raras, a brutal e corrupta ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989) no país. O longa já conta com o prêmio do júri no Festival de Cinema de Berlim, de 2025.

Para montar o documentário, Pereira recorreu a cinejornais exibidos em salas de cinema e a filmes de propaganda estatal, já que parte dos acervos visuais do país foi destruída para ocultar os crimes da ditadura.

Por 35 anos, a ditadura mais longeva no continente deixou ao menos 20 mil vítimas e 420 mortos ou desaparecidos, segundo a Comissão da Verdade e Justiça do país.

O Paraguai, hoje, permanece governado pelo Partido Colorado que, desde 1947, só foi substituído uma vez, com a eleição do ex-Bispo Fernando Lugo, em 2008.

Lugo foi deposto após um conturbado julgamento político, que terminou com a volta do Partido Colorado ao poder.

Ao recuperar as imagens históricas, sem entrevista ou narração, Sob as bandeiras, o Sol discute o apoio dos meios de comunicação ao regime.

Essa adesão é considerada crucial para a longa duração da ditadura, na avaliação do professor de História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Paulo Renato da Silva, um dos maiores estudiosos do tema. 

“Ter o controle dos meios era decisivo, tanto para fazer a propaganda quanto para evitar as críticas e deixar um legado”, avaliou o professor. “No Paraguai, houve uso de jornais e do rádio para conquistar o apoio e buscar ‘consenso’”, citou o pesquisador.

O longa também busca mostrar como essas imagens moldaram a identidade nacional.

Brasil apoiou ditadura no Paraguai

Outro eixo importante do filme é a relação com a Operação Condor, na qual o Paraguai colaborou com países como o Brasil. A operação alinhou ações de inteligência dos regimes latino-americanos e contou com apoio dos Estados Unidos.

“As nações firmaram parceria para perseguir opositores e trocar prisioneiros”, resumiu o pesquisador da Unila.

Além da cooperação na repressão, a parceria entre Brasil e Paraguai também incluiu grandes obras, como a Usina Hidrelétrica de Itaipu, em condições desfavoráveis ao Paraguai.

Para o professor Paulo Renato, a parceria contribuiu para “vender a falsa imagem de um país que estaria se desenvolvendo, progredindo”, explicou.

Não fica de fora do filme a ascendência alemã de Stroessner e a relação do ditador com criminosos nazistas, como o sádico médico Josef Mengele.

Outros concorrentes

Abordando questões mais intimistas na competição ibero-americano estão mais dois concorrentes a melhor documentário: Tardes de Solidão, do diretor catalão Albert Serra, uma produção espanhola e portuguesa que ganhou prêmios como o Goya ─ competição do cinema espanhol ─ e Flores para Antônio, de Elena Molina e Isaki Lacuesta. 

Desafiando ambientalistas e desagradando até o seu protagonista, mas arrebatando a crítica, Tardes de Solidão acompanha o toureiro peruano Andrés Roca Rey. O documentário traz o realismo visceral das touradas: sangue, luta e triunfo. 

 


Brasília (DF), 23/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cena do filme Tardes de soledad. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação
Brasília (DF), 23/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cena do filme Tardes de soledad. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação

Cena do filme Tardes de Solidão. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação

Flores para Antônio retrata uma filha buscando entender o pai, o cantor e compositor Antonio Flores, que faleceu quando ela tinha apenas 8 anos.

A menina, a consagrada atriz espanhola Alba Flores ─ conhecida do público brasileiro pela série de TV espanhola Casa de Papel (2017) ─ conduz o mergulho na própria história.

 


Brasília (DF), 23/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cena do filme Flores para Antonio. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação
Brasília (DF), 23/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cena do filme Flores para Antonio. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação

Cena do filme Flores para Antonio. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Bombeiros fazem última vistoria em estruturas para show de Shakira

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros realiza neste sábado (2) uma segunda vistoria das estruturas montadas para o show da cantora colombiana Shakira, que será realizado nesta noite, na praia de Copacabana. Esta é a etapa final para a autorização definitiva do espetáculo.

Nesta sexta-feira (1º), os militares verificaram as condições de segurança contra incêndio e pânico nas áreas VIPs, espaços comuns, acessos internos do backstage, cozinha, passarela, áreas administrativas, palco e camarins da equipe da artista e dos convidados.

De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Tarciso Salles, a atuação preventiva é fundamental para garantir a segurança do público em eventos de grande porte.

“A presença dos Bombeiros desde a fase de planejamento até a execução é essencial para assegurar que todas as normas de segurança sejam rigorosamente cumpridas. Nosso objetivo é permitir que a população aproveite grandes eventos com tranquilidade, sabendo que há uma estrutura preparada para agir com rapidez e eficiência em qualquer situação”, avaliou.

Os principais itens verificados pelo Corpo de Bombeiros foram a largura e a sinalização das saídas de emergência, além da disponibilidade e do fácil acesso aos extintores de incêndio, garantindo que todas as exigências de segurança foram

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Colóquio na UFRN vai debater permanência de mães e gestantes na carreira acadêmica

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Cortes nas universidades atingem UFRN e Ufersa em quase R$ 20 milhões 
Imagem: reprodução Ufersa

O colóquio “Mães e Filh@s: Histórias que não acabam”, que aborda temas como a permanência de mulheres, mães e gestantes na universidade e na carreira acadêmica, vai acontecer em sua 2ª edição nos dias 6 e 7 de maio, das 15H00 as 21H30, no Auditório do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da UFRN.

Organizado pelo grupo de estudos Brigadas de escritoras e críticas feministas (BRAVAS), o evento vai contar com filmes, mesas redondas com convidadas, debates e oficinas com essa temática.

A proposta do encontro é celebrar a maternidade no espaço da universidade, a partir de uma perspectiva feminista, interseccional, anti-capitalista e sustentavel. E debater, além de tudo, os desafios das mulheres, gestantes ou não, na carreira acadêmica e universitária.

A professora Susana Isabel Marcelino Guerra Domingos, Doutora em História pela pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Professora de História da África e membro do grupo de Pesquisa em Artes Visuais (UFRN), na linha Teoria, História e Crítica de Arte, que está a frente da iniciativa, explica que ainda que não sejam mães, as mulheres não deixam de ser sensíveis a essa questão. 

“Esperamos poder contribuir, abrindo este espaço de encontro, para a visibilização, a discussão e as histórias de tod@s el@s. Este encontro vem no seguimento do que teve lugar em 2024, e pretende dar continuidade a um projeto de periodicidade bienal, acontecendo então, em 2026, o segundo evento”, Susana.

O encontro foi concebido e é moderado pelas Bravas – Brigada de Autoras e Críticas Feministas e tem como objetivo pensar crítica e criativamente o lugar das mães na universidade, na arte, no trabalho e na vida social e política.

Público-alvo: Discentes de História e Artes e áreas correlatas; mães e filh@s; gestantes; tod@s @s interessad@s em explorar a potência intelectual e criativa das mulheres; tod@s @s interessad@s no debate com perspectiva feminista; tod@s @s interessad@s em contribuir para os debates sobre as mulheres enquanto produtoras de teoria, crítica e sentido; tod@s @s interessad@s em ampliar o debate fora dos temas e produções culturais hegemônicas; tod@s @s interessad@s na partilha de experiências fora da lógica da comunicação das redes sociais; público em geral.

Programação

Dia 6 de Maio
15h – Cine-debate – Auditório D do CCHLA
18h30 – Mesa-Redonda 1 – Arte e maternidade – Auditório D do CCHLA
Monize Moura (Atriz – DEART – UFRN)
Ana Paola Ottoni (Curadora – PPGAV – UFMG)
Clarissa Torres (Artista visual – PPGAV – UFRN)

Dia 7 de Maio
15h – Oficina de escrita de mães e filh@s – Auditório D do CCHLA
(10 vagas)
18h30 – Mesa-Redonda 2 – A maternidade no meio académico, laboral e político – Auditório D do CCHLA
Estrela Santos (Artista visual – Arte-educadora)
Bruna Rhanelly Torres da Silva (Jornalista – Pesquisadora)
Maria José da Conceição Souza Vidal (UERN)

Fonte: saibamais.jor.br

Eleitores fluminenses podem regularizar título neste sábado

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

Eleitoras e eleitores fluminenses que estão com pendências no título eleitoral têm até a próxima quarta-feira (6) para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral e participar das eleições gerais de outubro.

Para facilitar o acesso a esses serviços, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) fará plantão em horário estendido neste sábado (2), das 9h às 17h, em todas as 165 zonas eleitorais e 18 Centrais de Atendimento ao Eleitor do estado do Rio.

Além do impedimento de votar, eleitores com o título cancelado ficam sujeitos a restrições como emitir e renovar o passaporte, tomar posse em cargo público, obter financiamento habitacional e matricular-se em instituição pública de ensino.

O prazo também se aplica àqueles que ainda não fizeram o cadastramento biométrico. A coleta da impressão digital, no entanto, não será obrigatória para poder votar nas próximas eleições.

Para saber se tem alguma pendência com a justiça eleitoral fluminense, o eleitor deve acessar o site do TRE-RJ, ou buscar informações pelo WhatsApp e Disque TRE-RJ, ambos pelo número (21) 3436-9000.

A Justiça Eleitoral incentiva jovens que já atingiram os 15 anos a requerer a emissão do título de eleitor. Para que estejam aptos a votar, no entanto, é indispensável que completem 16 anos até a data das eleições: 4 de outubro.

No momento do atendimento, é imprescindível apresentar um documento oficial de identidade e um comprovante de residência com data de emissão inferior a 90 dias.

Pessoas que mudaram de nome devem levar o documento que comprove essa alteração, como a certidão de casamento.

Além disso, homens que nasceram no ano de 2007 têm a obrigação de mostrar que estão quites com o serviço militar.

Eleitores que já têm a biometria cadastrada podem solicitar serviços diretamente pelo site do TRE-RJ.

Já para quem ainda não registrou as digitais, o atendimento deve ser feito presencialmente.

Quem estiver com o título eleitoral regular e apenas deseja quitar multas, emitir certidões ou uma nova via do título eleitoral, pode acessar esses serviços na página de atendimento online do TRE-RJ ou deixar para buscar esses serviços presencialmente após o dia 6 de maio. 

*Informações do TRE-RJ

Fonte: Agência Brasil de Noticias

“Nunca fui investigado e a polícia nunca bateu na minha casa”

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Cadu alfineta adversários: “Nunca fui investigado e a polícia nunca bateu na minha casa”
Allyson Bezerra com empresário Oseas Monthalggan, sócio da empresa Dismed. Foto: Instagram / Reprodução

O ex-secretário estadual da Fazenda e pré-candidato do PT ao Governo do Estado, Cadu Xavier, afirmou que possui “uma vida pública de ficha limpa”, em declaração interpretada como uma alfinetada contra seus principais adversários nas eleições de 2026, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) e o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL). Ele não citou nomes, mas disse que nunca foi investigado pelo Ministério Público nem foi alvo de operação da Polícia Federal.

“Eu tenho 21 anos de serviço público, sou auditor-fiscal, servidor público. Nunca tive um processo, nunca a polícia bateu na minha casa, nunca fui investigado por mau uso de recursos públicos pelo Ministério Público”, afirmou.

A declaração foi dada em entrevista ao programa “Tamo Junto”, da Rádio Universitária de Natal (88 FM). A fala remete às investigações que envolvem os ex-prefeitos Allyson Bezerra e Álvaro Dias.

Ao comentar o tema, Cadu Xavier reforçou o contraste com sua trajetória e sugeriu que o histórico dos adversários será inevitavelmente colocado em debate ao longo da campanha.

“Eu não tenho como comparar com o futuro, eu tenho que comparar com o passado”, disse, indicando que pretende explorar esse eixo durante a campanha que se avizinha.

Allyson Bezerra foi alvo da Operação Mederi

Allyson Bezerra com empresário Oseas Monthalggan, sócio da empresa Dismed. Foto: Instagram / Reprodução

Allyson Bezerra foi alvo da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga suspeitas de irregularidades na área da saúde em Mossoró.

A operação apura possíveis desvios de recursos públicos e fraudes em contratos da Prefeitura de Mossoró com a empresa Dismed. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-prefeito, quando da deflagração da operação, em um condomínio de luxo em Mossoró.

O esquema foi batizado de “Matemática de Mossoró” pela Polícia Federal. O termo se refere especificamente a um percentual de 15% de propina que seria cobrado da empresa Dismed para facilitar os pagamentos dos contratos de fornecimento de medicamentos firmados com a Prefeitura de Mossoró.

O ex-prefeito e o atual chefe do Executivo de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD), segundo as investigações, operavam “o topo do esquema”, além de receber “propina em porcentuais definidos sobre os contratos” com a Dismed.

Álvaro Dias é investigado por uso da máquina nas eleições de 2024

Foto: Divulgação

Já Álvaro Dias é investigado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por suspeita de liderar um suposto esquema de abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024, em Natal.

De acordo com a investigação, o ex-prefeito teria “orquestrado” o uso da máquina pública municipal para favorecer a eleição do atual prefeito Paulinho Freire (União Brasil) e da vice-prefeita Joanna Guerra (PL), além de beneficiar as candidaturas dos vereadores Daniell Rendall e Irapoã Nóbrega, ambos do Republicanos.

A ação do MPE cita que a “tônica presente na quase totalidade dos depoimentos narrados”, colhidos durante a investigação, era que o ex-prefeito “pediria os cargos comissionados e os empregos de terceirizados caso não houvesse apoio aos seus candidatos”.

O MPE narra que “praticamente, todas as suas secretarias municipais, órgãos e entidades de sua gestão realizaram reuniões com seus subordinados diretos (cargos em comissão e empregados públicos) de cunho político” em favor de vereadores e dos candidatos majoritários apoiados pelo ex-prefeito Álvaro Dias.

“Em verdade, moveu-se a máquina pública administrativa municipal para contactar as lideranças comunitárias visando apoiarem o então candidato ao cargo de Prefeito, Sr. Paulinho Freire, e sua vice, a Sra. Joanna Guerra, em troca de serviços públicos a serem prestados em suas respectivas comunidades, bem assim de empregos (terceirizados) na estrutura da administração pública municipal”, aponta a ação.

“Cobrador de impostos”

Na entrevista, Cadu Xavier também comentou a tentativa dos adversários de associar sua imagem à de um “cobrador de impostos”, pelo fato de ter comandado a Secretaria Estadual da Fazenda. O petista classificou a crítica como superficial e afirmou que os dados da gestão contradizem essa narrativa.

De acordo com ele, durante a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), só houve discussão sobre reposição tributária em um momento específico, após mudanças na legislação federal, através das Leis Complementares 192 e 194, editadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que reduziram significativamente a arrecadação dos estados com o ICMS.

“Durante o governo da professora Fátima, a única vez em que a gente discutiu reposição de imposto foi quando houve aquela redução abrupta da receita dos estados”, explicou.

Ele também destacou que a política econômica do governo priorizou o estímulo à atividade produtiva, citando como exemplo a criação do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi), que, segundo ele, foi fundamental para recuperar a competitividade das empresas potiguares e ampliar a geração de empregos formais.

“O estado hoje tem mais cidadãos e cidadãs com carteira assinada do que em programas sociais. Isso não aconteceria sem uma política que deu certo”, afirmou.

Cadu ainda partiu para o ataque ao mencionar diretamente Allyson Bezerra, citando que seu adversário aumentou o IPTU em Mossoró.

“Eles querem colar essa crítica, mas é tão superficial que eu vou ficar muito tranquilo para responder”, disse, acrescentando que se sente “muito confortável” para debater o tema.

Fonte: saibamais.jor.br

Mossoró ganha novo palco cultural com reabertura do Lauro Monte Filho

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Mossoró ganha novo palco cultural com reabertura do Lauro Monte Filho

A noite de 14 de maio vai recolocar o Teatro Lauro Monte Filho no circuito cultural de Mossoró. Fechado para reforma, o espaço será reaberto oficialmente como sede do Banco do Nordeste Cultural Mossoró, em uma programação que atravessa música, teatro, cinema, exposição, formação e atividades para diferentes públicos. A inauguração terá show gratuito da cantora mossoroense Roberta Sá, às 20h30, na Praça Vigário Antônio Joaquim, em frente ao teatro.

O prédio que agora volta à cena nasceu em 1964, ainda como Cine Teatro Cidadão. Depois, foi vendido ao Governo do Estado, em 1999, e cedido ao Banco do Nordeste, em 2024. Com a reabertura, passa a integrar a rede de centros culturais do BNB, ao lado das unidades de Sousa, na Paraíba, e de Fortaleza e Juazeiro do Norte, no Ceará.

A inauguração foi anunciada nesta quarta-feira, 30 de abril, durante visita às obras de reforma. Participaram do anúncio o diretor de Planejamento do Banco do Nordeste, Aldemir Freire, e o superintendente estadual da instituição, Jeová Lins.

Um teatro refeito para uma nova fase

A revitalização recebeu investimento de aproximadamente R$ 4 milhões. A intervenção incluiu revisão completa do teto, modernização do sistema elétrico, troca do piso, substituição das cadeiras e atualização da infraestrutura. O teatro passa a ter 426 lugares e equipamentos modernos de som, iluminação e projeção.

Para Aldemir Freire, a entrega recoloca o Lauro Monte Filho em um lugar estratégico para a vida cultural da cidade.

“Para o Banco do Nordeste e para Mossoró, este é um momento histórico. A revitalização do Teatro Lauro Monte Filho é emblemática para a cidade e para a cultura mossoroense. Estamos entregando um teatro moderno e totalmente equipado, onde vamos desenvolver as atividades do Banco do Nordeste Cultural Mossoró pelos próximos vinte anos.”

A nova fase transforma o teatro em um polo permanente de circulação artística, formação cultural e valorização da produção local e regional. A abertura terá quatro dias de atividades, com acesso a diferentes linguagens e formatos.

Abertura começa com exposição e termina em praça pública

A programação inaugural começa pela manhã, com a exposição “Do Sonho Onírico ao Sonho Material”. À noite, a cidade acompanha a apresentação dos Caboclos de Major Sales, o cerimonial oficial e o espetáculo “A Invenção do Nordeste”, do Grupo Carmim de Teatro, em sessão para convidados. O encerramento do primeiro dia será em área aberta, com Roberta Sá cantando na praça.

No dia seguinte, a agenda inclui o lançamento do PAT Cultura e uma nova apresentação de “A Invenção do Nordeste”, desta vez aberta ao público. O fim de semana segue com roda de conversa, cinema, contação de histórias e shows.

Programação

14 de maio, quinta-feira

9h — Abertura da exposição Do Sonho Onírico ao Sonho Material
18h — Apresentação dos Caboclos de Major Sales
18h30 — Cerimonial oficial de abertura
19h30 — Espetáculo A Invenção do Nordeste, do Grupo Carmim de Teatro, para convidados
20h30 — Show de Roberta Sá, na Praça Vigário Antônio Joaquim

15 de maio, sexta-feira

9h30 — Lançamento do PAT Cultura
19h30 — Espetáculo A Invenção do Nordeste, do Grupo Carmim de Teatro, aberto ao público

16 de maio, sábado

18h — Roda de conversa com Kayoni Venâncio
19h — Exibição do filme O Agente Secreto

17 de maio, domingo

17h — Contação de histórias O Príncipe do Tirol e Outras Histórias, com o Grupo Trotamundos
19h — Show de Estela Seregatti
20h — Show de Bia Gurgel

Fonte: saibamais.jor.br

superintendente do Trabalho no RN defende redução da jornada

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“Nada mais justo”: superintendente do Trabalho no RN defende redução da jornada

Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Norte, Cláudio Gabriel vê com positividade a proposta de redução da jornada de trabalho. O chefe da pasta regional ligada ao Ministério do Trabalho também defende que uma discussão após esse tema deveria ser a recomposição de direitos retirados na Reforma de 2017.

O economista e advogado está no comando da Superintendência desde 2023, indicado pelo governo do presidente Lula — a mesma gestão que, em abril deste ano, enviou ao Congresso o projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. 

O tema também avança em outras frentes. Nesta quarta-feira (29), a Câmara instalou a comissão especial que vai analisar duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que preveem a redução da jornada de trabalho no país para 36 horas semanais. 

“Nada mais justo do que levar adiante uma reivindicação da classe trabalhadora, que é maior qualidade de vida, mais proximidade da família, lazer, que é tão conveniente, sobretudo no mundo atual, no mundo que nós vivemos. Hoje se discute de forma muito presente a questão dos problemas de natureza psicossocial. O adoecimento mental é assustador para os trabalhadores, e oriunda do ambiente de trabalho, e um dos fatores preponderantes são as jornadas excessivas”, afirma Cláudio Gabriel.

“Então, na medida em que eu reduzo essa jornada e permito que o trabalhador tenha mais um dia de descanso, eu estou contribuindo para o controle e a redução desse problema tão grave à classe trabalhadora, que são as doenças psicossociais”, defende.

O superintendente do Ministério do Trabalho reconhece que há um tensionamento entre os movimentos sociais, que formam a base do governo, e o empresariado. Nesta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou um manifesto ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), contra mudanças na jornada de trabalho. Já o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, lançou artigo neste mês em que afirma que as mudanças podem causar “aumento de custos, freio nas contratações e repasse de preços ao consumidor”. 

“Respeitando a postura das empresas, elas estão fazendo defesa da própria categoria, mas nós que fazemos o governo entendemos que esse impacto não é bem como colocado pela representação empresarial. O governo tem uma responsabilidade, uma visão social, mas também uma visão de proteção da economia do país. Não tomaria nenhuma medida que pudesse inviabilizar a atividade econômica”, aponta. 

Confiança na CLT

Dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que o estoque de empregos via CLT tem crescido ano a ano no Rio Grande do Norte. Em 2020, quando a série começa, eram 425.704. Já no ano passado, o número passou de 551 mil. 

Os dados refletem uma confiança do brasileiro pelo emprego com carteira assinada. Neste mês, levantamento da CNI revelou que mais de um terço (36,3%) das pessoas que estavam ocupadas e buscaram trabalho no mês anterior à pesquisa apontaram o emprego formal, regido pela CLT, como a oportunidade mais atrativa.

O trabalho autônomo foi apontado como o segundo caminho mais interessante pelos entrevistados (18,7%). A terceira opção mais atrativa foi o emprego informal (12,3%), seguida pelo trabalho autônomo por meio de plataformas digitais (10,3%), abertura do próprio negócio (9,3%) e do contrato como pessoa jurídica (6,6%). 

De acordo com Cláudio Gabriel, a confiança pela CLT se dá devido à proteção social garantida pela legislação. 

“O trabalhador, com registro profissional, com contrato formal, tem direito à aposentadoria, férias, 13º, jornada de trabalho pré-estabelecida, inclusive agora com a possibilidade de redução para 40 horas, e com o repouso semanal remunerado, inclusive com a possibilidade de termos dois. Há todo o tecido de proteção social à disposição desse trabalhador”, explica.

“Ou seja, você trabalha com uma certa tranquilidade, você tem a certeza de uma aposentadoria no futuro, você tem a certeza de em uma eventualidade ficar recebendo seu salário pela Previdência, de isso não significar problemas no seio da sua família, inclusive de natureza alimentar. O contrato de trabalho oferece a todos essa proteção social ao trabalhador. É um marco civilizatório extremamente importante”, continua.

Por outro lado, diz o superintendente do Trabalho e Emprego, quando se fala de pejotização, terceirização e mercado informal, são atividades vinculadas à precariedade. 

“Você, por exemplo, quando contratado com pejotização, muitas vezes negligencia o recolhimento da sua Previdência, você não tem férias, jornada de trabalhos exaustivas, remuneração baixa, enquanto pela CLT você tem um piso nacional, você tem piso da convenção coletiva de trabalho, às vezes benefícios adicionais como plano de saúde e outros benefícios que as convenções coletivas proporcionam. Na pejotização você não tem nada disso. Numa eventualidade você está totalmente desprotegido, além de que no envelhecimento você vai ter problemas inclusive com a aposentadoria. No caso de um acidente, você muitas vezes não vai poder recolher a Previdência Social. É uma atividade hoje que pode ter uma certa ilusão por alguns trabalhadores que se sentem empresários pelo fato de serem pejotizados, inclusive a mídia vende essa falsa ilusão, mas na realidade é uma grande armadilha para o trabalhador. Tem prejuízo no presente e muito mais no futuro”, indica.

Contrarreforma trabalhista

O economista acredita que um tema que deveria constar nas discussões futuras deveria ser a retomada de direitos trabalhistas alterados com a Reforma de 2017, no governo Michel Temer.

“Eu particularmente entendo que uma etapa subsequente a tudo isso seria uma possibilidade de uma contrarreforma, e quando eu falo em contrarreforma, é a reforma promovida em 2017. Ela extirpou alguns direitos dos trabalhadores, criou algumas situações que implicam em prejuízo para as suas organizações sindicais, ou seja, criou uma situação menos favorável aos trabalhadores”, aponta.

“O que nós tínhamos na CLT consolidado há anos, eles conseguiram de forma muito habilidosa retirá-la. Eu acho que um dos caminhos seguintes seria exatamente tentar recompor aquilo que foi retirado da CLT, e quem sabe até acrescentar mais alguma coisa”, diz.

Fonte: saibamais.jor.br

O dia a dia de quem trabalha sobre duas rodas em Natal

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O dia a dia de quem trabalha sobre duas rodas em Natal
Alexandre em evento sobre segurança no trânsito. Foto: Cedida

“Essa é nossa realidade onde a gente fica jogados nas calçadas esperando o aplicativo tocar.” Esse relato é de Alexandre Silva, que resume a paisagem cotidiana de quem trabalha sobre duas rodas em Natal. Entre uma corrida e outra, motoboys e motoristas de moto por aplicativo ocupam calçadas, postos de gasolina e esquinas da cidade à espera de uma notificação no celular. O tempo de espera é parte do trabalho, embora não apareça na corrida paga, no valor da entrega ou na tela do aplicativo.

A rotina de quem vive da moto expõe um retrato cada vez mais comum nas cidades brasileiras: jornadas longas, renda instável, custos arcados do próprio bolso e uma rotina marcada por riscos permanentes no trânsito. Em Natal, esse cenário tem ganhado contornos ainda mais duros com o aumento dos acidentes envolvendo motociclistas e a falta de estrutura para quem depende da moto para garantir o sustento.

Presidente da Associação dos Trabalhadores de Aplicativo por Moto e Bike de Natal e Região Metropolitana (Atamb), Alexandre Silva trabalha com moto desde 2018. Ele conta, em entrevista à Agência Saiba Mais, que entrou nos aplicativos como alternativa diante da falta de oportunidades no mercado formal, atraído pela promessa de autonomia e flexibilidade.

“Comecei porque era uma forma rápida de conseguir renda, já que o mercado formal estava fechado para mim. A moto parecia uma solução: autonomia, flexibilidade. Mas logo percebi que a liberdade é relativa, porque o aplicativo controla tudo, preço, tempo, rota”, afirma.

Alexandre em evento sobre segurança no trânsito. Foto: Cedida

A rotina, segundo ele, começa cedo e termina tarde. O dia é atravessado por horas no trânsito sem qualquer garantia de renda ao fim da jornada.

“Passo muitas horas na rua, enfrentando trânsito, sol forte, chuva e até insegurança. A moto vira extensão do corpo, mas também é um risco constante: qualquer descuido pode significar acidente.”

A promessa de flexibilidade, frequentemente usada pelas plataformas para definir o trabalho por aplicativo, esbarra na realidade descrita por Alexandre. Sem vínculo formal, entregadores e condutores não têm férias, 13º, licença remunerada ou proteção previdenciária. Também arcam com combustível, manutenção, seguro, alimentação e internet, custos indispensáveis para trabalhar, mas que não entram na conta das empresas.

“Gostaria que entendessem que não somos ‘empreendedores’ livres, mas trabalhadores sem proteção. Cada entrega carrega horas de esforço invisível, riscos e custos que não aparecem na tela do aplicativo”, diz.

Foi também a falta de emprego formal que levou Marcos Vinícius Raposo a começar a trabalhar com a moto. Entregador por aplicativo desde 2020, ele entrou na atividade durante a pandemia, quando viu nas duas rodas uma possibilidade imediata de renda.

“Comecei a rodar por conta da pandemia, onde infelizmente as oportunidades de emprego estavam escassas e foi na moto onde vi a oportunidade de trabalhar e levar sustento para minha família.”

A jornada de Marcos começa antes mesmo de ligar os aplicativos. Primeiro, ele leva a esposa ao trabalho. Depois, ativa as plataformas e aguarda uma chamada. A rotina pode se estender por cerca de 12 horas antes do retorno para casa.

Os riscos, diz ele, acompanham toda a jornada:

“Muitas vezes saímos de casa com a incerteza de voltar.”

Marcos relata que, além do perigo no trânsito, faltam condições mínimas para atravessar o dia de trabalho. Não há pontos de apoio adequados para se proteger da chuva, carregar o celular ou esquentar a comida levada de casa.

“A falta de apoio dos apps e do governo pesa muito. Não temos um ponto de apoio adequado para nos proteger em momentos de chuva, carregar nossos celulares ou até mesmo esquentar um alimento.”

Mesmo com a dureza da rotina, ele reconhece que a flexibilidade de horário permite conciliar o trabalho com momentos importantes em família. Ainda assim, diz que o custo é alto e o reconhecimento, baixo.

“Gostaria que as pessoas parassem de ter tanto preconceito contra a nossa classe. Muitas vezes acontece um acidente e, mesmo quando não somos culpados, as pessoas julgam dizendo que somos culpados.”

Dados

O risco apontado pelos trabalhadores aparece também nas estatísticas. Em Natal, o número de acidentes envolvendo motocicletas cresceu 12,2% entre janeiro e agosto de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 889 ocorrências, contra 792 em 2024, segundo dados divulgados por autoridades de trânsito e do Ministério Público.

A pressão sobre a rede pública de saúde também revela o peso dessa realidade. Só no primeiro semestre de 2025, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel atendeu 4.329 motociclistas feridos em acidentes de trânsito no Rio Grande do Norte, média de um por hora. Esse volume fez os acidentes de moto superarem, pela primeira vez, os atendimentos por AVC e quedas no hospital.

Mais do que um dado de trânsito, os números ajudam a explicar a vulnerabilidade de uma categoria que transformou a motocicleta em ferramenta de trabalho, sem que a cidade, o poder público e as empresas acompanhassem essa mudança com políticas de proteção.

É nesse contexto que trabalhadores do setor articulam a criação do Sindicato dos Trabalhadores Entregadores e Condutores de Veículos de Duas Rodas por Aplicativo e Meios Digitais do Rio Grande do Norte (Sindatamb/RN), iniciativa surgida a partir da experiência acumulada na Atamb. A avaliação da categoria é que o formato sindical pode ampliar a capacidade de negociação com o poder público e fortalecer a luta por regulamentação e melhores condições de trabalho.

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A principal reivindicação é simples, o reconhecimento da profissão.

Por trás de cada entrega e de cada corrida, há uma jornada atravessada por pressa, desgaste, exposição e espera. Há trabalhadores que sustentam a cidade em movimento, mas seguem sem ponto de apoio, sem proteção e sem garantias.

No Dia do Trabalhador, o que esses profissionais reivindicam é o essencial, melhores condições de trabalho e o direito de exercer sua atividade com mais dignidade e proteção.

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Fonte: saibamais.jor.br

Maria Navalha entra em cena em espetáculo que cruza samba, denúncia e ancestralidade

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Maria Navalha entra em cena em espetáculo que cruza samba, denúncia e ancestralidade

No dia 7 de maio de 2026, às 19h30, o Teatro Alberto Maranhão recebe o espetáculo “Sambando no Fio da Navalha”, criação cênica que nasce de uma pesquisa acadêmica e ganha corpo no palco como rito, denúncia e experiência artística. A montagem, com cerca de 60 minutos e classificação indicativa de 14 anos, parte da figura da malandra Maria Navalha para tratar de resistência feminina, culturas afro-brasileiras e violências que atravessam historicamente os corpos das mulheres.

A obra é resultado da dissertação de Mestrado em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, desenvolvida pela artista e pesquisadora Raqueli Biscayno Viecili. A pesquisa, orientada por Marcílio de Souza Vieira, investiga a força simbólica de Maria Navalha, personagem ligada a imaginários de liberdade, enfrentamento e presença feminina nas culturas afro-brasileiras.

Em cena, essa figura não aparece apenas como entidade, arquétipo ou referência espiritual. Ela surge como voz coletiva. A navalha do título corta mais do que o espaço: atravessa silêncios, expõe feridas sociais e transforma a dor em linguagem. O espetáculo aborda as camadas da experiência feminina e evidencia violências como a doméstica e os feminicídios, sem deslocar o tema para o discurso panfletário. A denúncia se constrói pelo corpo, pelo ritmo e pela presença.

A montagem transita entre dança, teatro e musicalidade, criando uma cena que se move entre o sagrado e o urbano. O palco se organiza como uma espécie de encruzilhada poética, onde memória, espiritualidade e luta se encontram. A proposta rompe com formatos tradicionais de narrativa e amplia o olhar sobre saberes ligados ao corpo e à cultura afro-diaspórica.

A direção geral é de Makarios Maia, que conduz a encenação a partir de uma dimensão simbólica e visual. O elenco reúne Amanda Lara, Gabriela Olier, Hugo Braga, Jemerson Batista, Kedma, Lian Demaman, Sister Mika Black, Stephane Louise e a própria Raqueli Biscayno Viecili.

A preparação corporal é assinada por Pierre Keyth, elemento central para a construção da presença cênica e para a conexão entre movimento, pesquisa e ancestralidade. A Samborê Artes responde pela produção executiva. A assessoria de comunicação e o design gráfico são de Hugo Braga.

Mais do que um espetáculo sobre Maria Navalha, “Sambando no Fio da Navalha” propõe uma travessia: entre o visível e o invisível, o corpo e o sagrado, a festa e a ferida. Cada gesto carrega memória; cada cena, uma convocação. A arte aparece como forma de sobrevivência, mas também como enfrentamento.

Os ingressos estão disponíveis a preços populares e podem ser adquiridos com os integrantes do grupo, na bilheteria do Teatro Alberto Maranhão e pelo Sympla:

Fonte: saibamais.jor.br