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Projeto forma cordelistas e impulsiona protagonismo feminino na arte

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Projeto forma cordelistas e impulsiona protagonismo feminino na arte

Abrir um caderno em branco, puxar pela memória e transformar a própria vida em verso. É nesse movimento simples, mas potente, que o projeto “Cria Poesia”, oficinas de cordel para mulheres potiguares, encontra sua força. A segunda edição da iniciativa foi confirmada e visa ampliar o alcance e aprofunda o espaço, escuta e coragem para mulheres escreverem suas próprias histórias.

A nova edição vai percorrer quatro cidades do Rio Grande do Norte, Natal, Apodi, Caicó e São José de Mipibu, reunindo 80 mulheres em oficinas de escrita criativa, estrutura do cordel, processos poéticos e rodas de conversa sobre identidade e território. Ao final, os textos produzidos ganham forma em uma publicação coletiva, além de apresentações abertas ao público.

Mas o que sustenta o projeto vai além da técnica. Segundo a diretora Lu Bezerra, a primeira edição revelou algo essencial. “Tem muita mulher potiguar com vontade de escrever, de se reconhecer na cultura e de contar as próprias histórias, mas muitas vezes faltava oportunidade, incentivo e um espaço onde ela se sentisse à vontade para começar”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

Ela conta que o processo vivido nas oficinas foi, muitas vezes, transformador. “A gente viu mulheres chegarem dizendo que nunca tinham escrito um verso e, aos poucos, irem criando coragem, soltando a voz e percebendo que a vida delas também cabia dentro do cordel.” A experiência, segundo ela, atravessou não só as participantes, mas toda a equipe envolvida.

É dessa escuta que nasce a segunda edição. Mais experiente, o projeto agora se expande, respeitando os tempos de cada turma e as particularidades de cada território. “O Cria Poesia não chega nesses lugares querendo ensinar cultura para ninguém. Pelo contrário. O projeto cresce quando encontra os sotaques, as histórias e os modos de viver de cada cidade”, explica Lu.

A escolha das cidades também revela esse cuidado. Em Natal, o urbano dialoga com tradições populares; em São José de Mipibu, os saberes do interior seguem vivos nas manifestações culturais; em Caicó, a poesia e a oralidade fazem parte da identidade local; e Apodi se destaca pela força dos movimentos comunitários e da cultura popular. A proposta é descentralizar e alcançar mulheres que, muitas vezes, estão fora dos grandes circuitos culturais.

Dentro das oficinas, o cordel aparece como linguagem e como espelho. “Quando uma mulher escreve um cordel falando da própria vida, ela também está dizendo: ‘minha história merece ser ouvida’”, diz a diretora. Para muitas participantes, o primeiro desafio não é rimar, mas se reconhecer como alguém capaz de criar.

Esse gesto ganha ainda mais força em um campo historicamente marcado pela presença masculina. “Durante muito tempo, muitas mulheres participaram da cultura popular mais nos bastidores do que no centro da cena”, pontua Lu. Ao ocupar esse espaço, escrevendo, declamando e publicando, elas não apenas mantêm a tradição viva, mas também a transformam. O site reúne alguns dos versos criados na edição anterior, confira:

O projeto também se constrói a partir da diversidade. Mulheres negras, indígenas, periféricas, com deficiência, jovens, mais velhas, mães, LGBTQIAPN+. “Quanto mais vozes aparecem, mais viva a cultura popular continua”, resume.

Ao fim do percurso, o impacto esperado não se mede apenas em páginas impressas. “A gente espera deixar vontade de continuidade”, afirma. Para ela, o legado está nos desdobramentos cotidianos: na mulher que continua escrevendo, na que incentiva outra, na que perde o medo de ocupar espaços.

As inscrições da nova edição serão abertas em breve e divulgadas no Instagram da Ampare (@amparepotiguar).

Quem faz o projeto acontecer

Criada em 2016, a Associação da Mulher Potiguar (Ampare) nasceu com a proposta de construir pontes entre mulheres e fortalecer lutas, especialmente as mais invisibilizadas. Desde 2023, com sede na Casa de Cultura da Mulher Potiguar, na Ribeira, em Natal, a associação se consolida como um espaço de acolhimento, formação e troca.

A segunda edição do Cria Poesia é realizada pela Ampare, com apoio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, por meio da Baluarte e da Lei Câmara Cascudo, o que possibilita a ampliação do projeto e a chegada a novos territórios.

É nesse ambiente que o Cria Poesia se ancora. Um projeto que entende tradição como algo vivo, em movimento. Como diz Lu Bezerra, “o cordel continua vivo justamente porque consegue conversar com o presente sem perder a raiz”.

No fim, a proposta é direta, mas carregada de sentido. É fazer com que mais mulheres deixem de ser apenas leitoras da cultura para se tornarem também autoras dela. E que, verso a verso, ampliem o que pode caber dentro de um cordel.

SAIBA MAIS:
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Fonte: saibamais.jor.br

Fluminense arranca empate na Argentina e continua vivo na Libertadores

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© Marcelo Gonçalves/Fluminense F.C./Direitos Reservados

O Fluminense arrancou um empate de 1 a 1 com o Independiente Rivadavia (Argentina), na noite desta quarta-feira (6) no estádio Malvinas Argentinas, na cidade de Mendoza, e se manteve vivo em busca da classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores da América. A Rádio Nacional transmitiu o confronto.

Com o este resultado, o Tricolor das Laranjeiras chegou aos dois pontos, permanecendo na lanterna da classificação do Grupo C da competição. Desta forma, o time comandado pelo técnico Luis Zubeldía precisa vencer os seus dois próximos compromissos, que serão disputados no estádio no Maracanã. No dia 19 de maio, diante do Bolívar (Bolívia), o triunfo terá de ser por três os mais gols de diferença, e no dia 27 uma vitória simples sobre o Deportivo La Guaira (Venezuela) será suficiente.

Diante de um Independiente Rivadavia que se destaca pela força física e aplicação tática, o Fluminense encontrou muitas dificuldades de criar oportunidades de marcar apesar de manter mais a posse de bola. E a situação ficou ainda mais complicada após o intervalo, aos 20 minutos, quando Gómez levantou a bola na área e Arce aproveitou a fragilidade da defesa do tricolor para cabecear e superar o goleiro Fábio.

Vendo sua equipe em desvantagem no marcador, Luis Zubeldía começou a mudar as peças. E um dos jogadores que saiu do banco, o atacante John Kennedy, foi decisivo aos 45 minutos, aproveitando uma bola que sobrou na entrada da área para bater de primeira para marcar o gol que assegurou o empate final.

Corinthians fica no 1 a 1

Quem também garantiu um empate importante fora de casa foi o Corinthians, que ficou no 1 a 1 com o Independiente Santa Fé (Colômbia) no estádio El Campín, em Bogotá. Com o resultado o Timão permanece na liderança do Grupo E da Libertadores, agora com dez pontos conquistados.



Fonte: Agência Brasil de Noticias

Delegação europeia confia em aprovação final de acordo com Mercosul

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© Cadu Gomes/VPR

Representantes do Parlamento Europeu foram recebidos nesta quarta-feira (6), no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin.

No encontro, foram discutidos os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor na semana passada, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e reduzindo significativamente tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao continente europeu.

Os termos do pacto comercial foram assinados no fim de janeiro, em Assunção, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos.

A aplicação do tratado, no entanto, ocorre de forma provisória por decisão da Comissão Europeia. Em janeiro, o Parlamento Europeu encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, que ainda avaliará sua compatibilidade jurídica com as normas do bloco. O processo pode demorar até dois anos.

“Esperamos que a decisão do Tribunal de Justiça e, depois, a aprovação ou ratificação que se seguirá no Parlamento Europeu sejam positivas. Estou crendo que sim”, afirmou o deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu.

Logo no início da implementação, mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passaram a ter tarifa de importação zerada, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A maior parte dos produtos vendidos pelo Brasil ao continente poderá entrar no mercado europeu sem pagar impostos de entrada.

Na prática, a redução de tarifas diminui o preço final dos produtos e aumenta a competitividade frente a concorrentes internacionais. Ao todo, mais de 5 mil produtos brasileiros já terão tarifa zero nesta fase inicial, incluindo bens industriais, alimentos e matérias-primas.

Entre os quase 3 mil produtos com tarifa zerada já no início, cerca de 93% são bens industriais. Isso indica que a indústria brasileira tende a ser a principal beneficiada no curto prazo.

Durante a reunião, Geraldo Alckmin afirmou que acordo com a União Europeia foi elaborado com equilíbrio e prevê salvaguardas para os setores produtivos.

“O multilateralismo é importante e ganha a sociedade, que passa a ter acesso a produtos de melhor qualidade, com preços mais acessíveis, além do estímulo à competitividade. O acordo foi muito bem elaborado e tem salvaguardas. É um ganha-ganha”, disse.

Na última semana, o Brasil definiu as chamadas tarifárias, que são quantidades máximas de algumas mercadorias que podem ser importadas ou exportadas com imposto reduzido ou até zerado.

Segundo o governo, as cotas abrangem cerca de 4% do total das exportações brasileiras e apenas 0,3% das importações.

Na prática, os percentuais indicam que a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia vai acontecer sem limite de quantidade, com redução ou eliminação integral de tarifas.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia envolve 31 países, com um público consumidor de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) somado de mais de US$ 22 trilhões.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Enfrentamento à violência é desafio para 71,7% dos gestores de escolas

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Sete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar no ambiente escolar sobre o enfrentamento às violências, como bullying, racismo e capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência).

Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas, sendo 59 municipais e 46 estaduais.

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (6), foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), uma instituição sem fins lucrativo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC).

O objetivo do estudo é coletar informações para fundamentar o novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, uma iniciativa do governo federal, que será lançado nesta quinta-feira (7), pelo canal de YouTube do MEC.

Ambiente contra violência

Coordenador do estudo, o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC, considera que lidar com situações de violências é uma questão complexa e que exige preparo, apoio e ações bem planejadas.

Uma dificuldade específica, cita ele, é a naturalização da violência.

“Em alguns casos, adultos da escola veem agressões como ‘brincadeiras’. Isso diminui a gravidade das situações e pode levar à omissão, justamente quando os estudantes mais precisam de apoio e intervenção”, diz em entrevista à Agência Brasil.

O coordenador contextualiza ainda que muitas escolas estão em contextos marcados por violência “fora de seus muros”. Além disso, completa, “há dificuldades em envolver as famílias e a comunidade, o que aumenta a pressão sobre a escola para lidar sozinha com esses desafios”.

Bullying

Adriano Moro relata ainda que outra dificuldade é o uso genérico do termo bullying.

“É um fenômeno com suas especificidades, é uma violência grave, precisa de atenção. Contudo, ao não ser nomeada corretamente, a violência vivenciada acaba escondendo problemas específicos, como racismo, capacitismo, xenofobia ou violência de gênero.”

O bullying é uma palavra originada na língua inglesa e define uma forma de violência física ou psicológica, geralmente de forma repetida, causando danos físicos, sociais e emocionais ao estudante vítima. Um ou mais agressores fazem uso de xingamentos, apelidos pejorativos e outras formas de intimidação, humilhação, agressão ou discriminação.

Para o representante da FCC, o clima escolar positivo contribui diretamente para enfrentar as violências, porque cria as condições para que a escola deixe de atuar apenas de forma reativa e passe a agir de maneira mais preventiva, intencional e colaborativa.

“Quando há confiança, respeito e escuta entre estudantes e adultos, fica mais fácil identificar problemas, nomear corretamente as violências e agir com mais responsabilidade e justiça”, destaca.

Mais constatações

Na busca por entender como é o gerenciamento do clima entre alunos, profissionais de ensino e famílias, a pesquisa constatou que:

  • 67,9% dos gestores entrevistados relatam desafios na aproximação entre escola, famílias e comunidade;
  • 64,1% indicam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes;
  • 60,3% mencionam dificuldades para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos;
  • 60,3% reconhecem entraves na relação estudantes–professores;
  • 49% apontam desafios ligados à promoção do sentimento de segurança entre estudantes.

Os pesquisadores procuraram saber como é a organização da unidade de ensino para chegar a um ambiente escolar positivo.

O levantamento revela que mais da metade delas (54,8%) nunca realizaram diagnóstico estruturado do clima escolar.

Para os responsáveis pela pesquisa, o diagnóstico é “etapa essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem”.

Foi identificado ainda que mais de dois terços (67,6%) das unidades de ensino possuem equipe responsável por ações de melhoria do clima escolar.

Nas 32,4% que não contam com essa equipe, as ações ficam sob responsabilidade direta da gestão.

Adriano Moro pontua que muitas escolas vivenciam sobrecarga dos profissionais.

“A gestão escolar costuma lidar com muitas urgências ao mesmo tempo”, aponta. Dessa forma, as equipes atuam mais para resolver problemas imediatos do que para preveni-los de forma planejada.

Clima e aprendizagem

O pesquisador classifica como “muito forte” a relação entre clima escolar positivo e desempenho pedagógico.

Segundo ele, o clima nos colégios influencia diretamente tanto o bem-estar das pessoas quanto o processo de ensinar e aprender.

“Para que a aprendizagem aconteça com qualidade e equidade, é fundamental que os estudantes se sintam acolhidos”, diz.

“Quando os estudantes se sentem respeitados e não têm medo de errar, eles aprendem melhor e desenvolvem suas habilidades com mais confiança”, sustenta.

Grupo de trabalho

A pesquisa da FCC ouviu escolas em dez estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo, de março a julho de 2025.

O levantamento da FCC e do MEC é divulgado na mesma semana em que o governo federal recriou grupo de trabalho (GT) para subsidiar política de combate ao bullying e ao preconceito na educação.

O GT é formado por áreas técnicas do MEC e tem prazo inicial de 120 dias para apresentar um relatório com as conclusões e propostas elaboradas.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Jorge do Rosário reúne lideranças no PL Natal em palestra sobre desenvolvimento do RN

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O pré-candidato a deputado estadual Jorge do Rosário participou de um encontro na sede do PL RN, em Natal, onde ministrou palestra sobre setor produtivo, geração de emprego e desenvolvimento econômico para o Rio Grande do Norte.

O evento contou com a presença de empresários, lideranças políticas, representantes do PL Jovem, PL Mulher e convidados. Na oportunidade, Jorge compartilhou sua trajetória de vida e empresarial, desde a origem humilde até a criação da Repav, empresa referência no segmento da construção civil em Mossoró e região.

Ao longo da palestra, o empresário destacou a importância do fortalecimento da classe produtiva como instrumento para geração de renda e oportunidades no Estado.

“Quero muito ser deputado estadual e defender o setor produtivo. O governo precisa criar condições para que as empresas cresçam e possam gerar mais empregos para o povo potiguar”, declarou.

STF volta a julgar lei sobre distribuição de royalties do petróleo

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© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (6) o julgamento definitivo da lei que definiu regras de distribuição dos royalties do petróleo entre estados e municípios.

Em março de 2013, a ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, suspendeu liminarmente parte da Lei 12.734/2012, conhecida como Lei dos Royalties. 

Durante o julgamento, a Corte vai decidir se mantém a suspensão da norma ou valida a aplicação das regras de distribuição dos royalties.

Na sessão de hoje, os ministros ouviram as sustentações orais dos procuradores dos estados envolvidos na partilha dos recursos. Na sessão desta quinta-feira (7), o julgamento será retomado com o voto da relatora e dos demais ministros. 

Na abertura do julgamento, Cármen Lúcia justificou a demora para marcar o julgamento definitivo do caso.

“É um dos processos mais sensíveis do gabinete. Embora, eu tenha liberado, convertendo para julgamento de mérito, em 21 de maio de 2014, esses feitos entraram e saíram de pauta várias vezes, porque houve pedido de diversos governadores para tentarem acordos.”

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo, defendeu a elaboração de uma decisão definitiva da Corte. Segundo o ministro, há distorções no atual modelo de distribuição de royalties, como municípios que estão recendo menos recursos, mas deveriam receber mais.

“O desarranjo que esse modelo provocou, uma certa anomia e a intervenção caótica do Judiciário tem produzido filhos que não são bonitos. É importante que esse julgamento seja o início de um processo de revisão de todo esse quadro”, completou.

Em 2013, Cármen Lúcia concedeu uma liminar em uma ação protocolada pelo estado do Rio de Janeiro.

Na época, o estado alegou que a Lei dos Royalties afrontava várias regras da Constituição, por interferir em receitas comprometidas, contratos assinados, além da responsabilidade fiscal. 

O estado alegou perdas imediatas de mais de R$ 1,6 bilhão imediatos e R$ 27 bilhões até 2020. 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Câmara inicia análise de projeto sobre exploração de minerais críticos

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© Kayo Magalhaes/Câmara dos deputados

A Câmara dos Deputados começou há pouco a analisar em plenário o projeto de Lei (PL) 2780/24 que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais os minerais críticos e estratégicos do país. 

Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.

O comitê será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou um substitutivo para o texto que cria ainda o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos.

O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão também criado pelo projeto.

O texto traz limitações à exportação de minerais brutos sem processamento e cria um sistema de incentivos fiscais progressivos. Ou seja, quanto mais a empresa avança nas etapas de beneficiamento dentro do Brasil, maiores os benefícios que recebe.

“A indústria de minerais críticos e estratégicos no Brasil é uma janela de oportunidades para o desenvolvimento do país. Com a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, essa afirmação será expressa na melhoria de índices como aumento da produção industrial, aumento da renda per capita e aumento participação da mineração na economia nacional”, afirmou Jardim em seu parecer.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, só cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Quase 30% dos microempreendedores individuais estão no Cadastro Único

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

Quase trinta por cento dos microempreendedores individuais (MEIs) do país estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), plataforma que reúne beneficiários das políticas de assistência do governo federal. Em números absolutos, isso representa 4,6 milhões de MEIs em um total de 16,6 milhões.

Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Segundo a pesquisa, cerca de 2,6 milhões de empreendedores decidiram abrir o CNPJ depois de aderir ao CadÚnico. Os outros 1,9 milhões abriram o CNPJ antes da adesão.

A conclusão é que os benefícios sociais são um estímulo para que as pessoas busquem autonomia financeira, diz o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

“As políticas públicas impulsionam o empreendedorismo. No ano passado, reunimos uma sequência consistente de indicadores positivos. O Brasil possui enorme capacidade produtiva, tendo os pequenos negócios como grandes protagonistas. A inclusão social, de renda e de emprego passam pelo empreendedorismo”, analisa Rodrigo.

O ministro do MDS, Wellington Dias, destaca que as políticas de Estado garantem mais do que proteção às famílias.

“Quando uma pessoa acessa o Cadastro Único, ela passa a ter oportunidades de qualificação, crédito e inclusão produtiva. O que esses dados mostram é que a política social não é ponto de chegada, é ponto de partida para que milhões de brasileiros possam empreender, gerar renda e construir um futuro com mais dignidade”, diz o ministro.

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A maioria dos empreendedores inscritos no CadÚnico é mulher (55,3%), não branca (64%), pertence a famílias de três ou mais integrantes (51,3%) e tem, pelo menos, o Ensino Médio completo (51%). A faixa etária predominante é de adultos entre 30 e 49 anos (53%).

O setor de serviços domina entre os segmentos de atividade mais procurados pelos MEIs inscritos no CadÚnico: 54%. O percentual é explicado principalmente pelo baixo investimento inicial que esse setor demanda. Em seguida, aparece o comércio, com 26%, e a indústria, com 10%.

Os responsáveis pelo levantamento defendem que geração de emprego e renda, aliada ao estímulo ao empreendedorismo, possibilita a superação da pobreza. Citam como argumento o fato de que mais de 2 milhões de famílias saíram do Programa Bolsa Família em 2025.

A maioria (1,3 milhão) deixou de receber o benefício em razão do aumento da renda familiar e outras 726 mil famílias concluíram o período na regra de proteção.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

PM apreende 16 fuzis e uma metralhadora em operação no Rio 

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© PM RJ/Divulgação

A Polícia Militar apreendeu, nesta quarta-feira (6), 16 fuzis e uma metralhadora com capacidade para perfurar blindagens e atingir aeronaves.

A apreensão ocorreu durante uma ação contra a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), que atua nas comunidades da Coreia, Rebu, Cavalo de Aço e Vila Aliança, localizadas nas regiões de Bangu e Senador Camará, na zona oeste do Rio.

As armas foram encontradas em uma estrutura subterrânea pelos homens do Batalhão de Bangu. O local tinha um compartimento que funcionava como uma espécie de bunker. Dois suspeitos foram presos. 

As equipes também apreenderam grande quantidade de drogas em tabletes. Na ação, cinco homens foram presos e outro acabou ferido em confronto com as tropas do Bope. Ele foi levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo.

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A PM informou que a ação foi planejada e coordenada durante dois meses pelo serviço de inteligência da corporação, com levantamento de informações, monitoramento e integração entre as forças de segurança do Estado.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Governo lança plataforma para facilitar obtenção da CNH

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© Gabriel Jabur/Agência Brasília

O ministro dos Transportes, George Santoro, lançou, nesta quarta-feira (6), a Nova Jornada do Instrutor, parte do programa CNH do Brasil, que entrou em vigor em dezembro do ano passado.

Por meio do aplicativo CNH do Brasil, o candidato à habilitação é conectado aos instrutores de trânsito autônomos e aos centros de Formação de Condutores (CFC), as autoescolas, em todo o território nacional, para a contratação direta de aulas práticas de direção. 

Na prática, o candidato passa a ter liberdade na hora de decidir com quem quer aprender a dirigir. 

O objetivo do novo modelo é reduzir burocracias e custos para ampliar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e garantir mais transparência.

Para rebater críticas de que a ligação direta entre quem quer ensinar e quem quer aprender resultaria no fechamento de autoescolas e na perda de empregos, o ministro dos Transportes diz que a desburocratização gerou uma redução de custos de mais de 70% para as empresas do setor.

O ministro George Santoro garantiu que nenhuma autoescola encerrou suas atividades desde o início da implementação das novas regras da política CNH do Brasil.


Brasília (DF), 06/05/2026 - O ministro dos Transportes, George Santoro, durante lançamento da Nova Jornada do Instrutor no aplicativo CNH do Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 06/05/2026 - O ministro dos Transportes, George Santoro, durante lançamento da Nova Jornada do Instrutor no aplicativo CNH do Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministro dos Transportes, George Santoro, lança a Nova Jornada do Instrutor – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“O Brasil é um país de empreendedores. Todo mundo tem o sonho de ter um negócio, ganhar o próprio dinheiro. Não podemos ser o único país do mundo que cria uma reserva de mercado unicamente para um modelo de solução”, disse o ministro.

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Instrutor autônomo

O programa CNH do Brasil exige uma quantidade mínima de aulas práticas com instrutores. 

“No Brasil, você não pode aprender a dirigir, por exemplo, com o seu pai ou com a sua mãe, porque tem que ter um instrutor autorizado pelo órgão executivo de trânsito”, ressalta o ministro.

O instrutor autônomo é o profissional responsável por garantir que o aluno observe todas as normas de mobilidade urbana e as condições de segurança no trânsito. Ele deve reforçar os conceitos abordados nas aulas teóricas do condutor durante a prática e, ainda, oferecer feedback ao aluno sobre seu desempenho.

Em todo o país, para ser credenciado pelos departamentos estaduais de Trânsito (Detran), conforme a Lei nº 12.302/2010 como instrutor, o interessado deve cumprir os seguintes critérios:

  • ter no mínimo 21 anos de idade;
  • ter concluído o ensino médio;
  • ter habilitação legal para a condução de veículo há dois anos, pelo menos;
  • não ter cometido nenhuma infração de trânsito de natureza gravíssima nos últimos 60 dias;
  • não ter sofrido penalidade de cassação da CNH;
  • possuir certificado de curso específico realizado pelo órgão executivo de trânsito ou de curso teórico disponível na plataforma do programa CNH do Brasil; e
  • ter participado de cursos de direção defensiva e primeiros socorros.

Quem já atua como instrutor, contratado por uma autoescola, poderá seguir normalmente com suas atividades e, paralelamente, se desejar trabalhar de forma independente, a partir da ferramenta.

Cadastro do profissional

Os Detrans são os responsáveis por cadastrar os instrutores de trânsito no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), coordenado pelo Ministério dos Transportes.

A consulta aos nomes dos instrutores de trânsito credenciados por município e estado também pode ser feita na página eletrônica criada pelo Ministério dos Transportes. 

Aproximadamente 172,2 mil instrutores já estão cadastrados no site.

Após o cadastramento, a informação de Instrutor de Trânsito passa a constar na CNH Digital do profissional.

As autoescolas e os instrutores autônomos podem fazer seu cadastro pelo próprio aplicativo CNH do Brasil, com acesso via senha cadastrada na plataforma Gov.br.

Ao iniciar a Nova Jornada do Instrutor, os autônomos passam a ter um perfil digital com foto e currículo.

Na área exclusiva para instrutores, cada um pode organizar e gerenciar seu próprio negócio.

Como funciona

Pela funcionalidade da Nova Jornada do Instrutor, disponível no aplicativo CNH do Brasil, o cidadão pode buscar um Centro de Formação de Condutores (CFC) ou instrutores autônomos sem vínculo obrigatório com uma autoescola se baseando em localização, preços, além de notas e avaliações de alunos anteriores.

O secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, destaca a ampliação da autonomia do candidato para contratar aulas práticas de direção. 

“Isso é muito relevante porque dá um histórico de aprovação ou desaprovação por parte do aluno. Hoje, não existe nenhum lugar para coletar esse tipo de dado”, disse.

O aluno também pode consultar a disponibilidade de horários e locais para as aulas, conforme os termos estabelecidos pelo Detran de cada estado.


Brasília (DF), 06/05/2026 - O Secretário Nacional de Trânsito (Senatran), Adrualdo Catão, durante lançamento da Nova Jornada do Instrutor no aplicativo CNH do Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 06/05/2026 - O Secretário Nacional de Trânsito (Senatran), Adrualdo Catão, durante lançamento da Nova Jornada do Instrutor no aplicativo CNH do Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Secretário Nacional de Trânsito (Senatran), Adrualdo Catão, no lançamento da Nova Jornada do Instrutor – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O próprio aplicativo permite abrir uma conversa direta, inclusive via WhatsApp, para negociar valores e horários, sem intermediários. O agendamento da aula é feito no app.

“A negociação da aula, o preço e o horário são combinados diretamente entre as partes. O governo entra para validar quem está autorizado e garantir o registro da aula”, explica o secretário.

O próprio instrutor será responsável por registrar e validar as atividades realizadas, confirmando oficialmente a participação de cada aluno. O registro da aula ocorre via biometria e GPS, enviando os dados em tempo real para o Renach.

As empresas terão acesso a um painel para monitorar todas as aulas lançadas em seu nome, garantindo transparência.

Ao finalizar a atividade, o aluno receberá um comprovante digital do curso prático, com a carga horária detalhada e terá a possibilidade de exportar o documento para seu controle pessoal.

Carteirinha digital


Brasília (DF), 06/05/2026 - Credencial do instrutor.
Frame Ministério dos Transportes
Brasília (DF), 06/05/2026 - Credencial do instrutor.
Frame Ministério dos Transportes

Credencial do instrutor – Frame Ministério dos transporte

O ministro dos Transportes ainda anunciou nesta terça-feira que os instrutores de trânsito terão também a Credencial Nacional do Instrutor.

O documento digital será disponibilizado gratuitamente, com validade em todo o território nacional e pode ser exportado em PDF.

Com a carteirinha, o profissional pode comprovar pelo celular que é um instrutor autorizado a trabalhar, independentemente de estar vinculado a uma empresa ou atuar de forma autônoma. A autenticidade do certificado é garantida por um QR Code, vinculado ao Serpro.

Fiscalização

Para garantir o cumprimento da lei, os órgãos de trânsito realizarão fiscalizações e validações instantâneas da regularidade do instrutor por meio de inspeções a qualquer momento.

Em caso de desabilitação, o profissional deixa de constar na lista oficial de instrutores autônomos da plataforma CNH do Brasil.

O sistema do CNH do Brasil permite a comunicação em tempo real com os Detrans e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Todas as informações são registradas automaticamente no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach).

O Ministério dos Transportes estima que a integração criará um fluxo digital de informações e padronizará o processo em todo o país.

Segurança viária

O aplicativo CNH do Brasil já contabiliza 70 milhões de usuários.

Desde o lançamento do programa, em dezembro, o Ministério dos Transportes registrou que 5,4 milhões de pessoas iniciaram o processo para tirar a primeira habilitação de trânsito pela plataforma e 211 mil instrutores de direção se inscreveram no curso de formação.

“Desde o início do código de trânsito, esse último quadrimestre teve os números mais elevados de exames teóricos, cursos teóricos, cursos práticos, emissão de nova CNH. A CNH do Brasil está cumprindo aquilo que se comprometeu que é ampliar o acesso à CNH pelos brasileiros”, disse o secretário Catão.

Adrualdo Catão lembra que a burocracia excessiva empurrava as pessoas para a informalidade, fazendo com que muitos dirigissem sem a CNH por não conseguirem arcar com os custos elevados do processo de habilitação.

Condutores

No novo processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), desde dezembro, o cidadão pode abrir o processo administrativo pelo celular.

No modelo vigente, a CNH do Brasil continua a exigir que as habilidades necessárias para dirigir sejam avaliadas por exames teóricos e práticos obrigatórios. O candidato à habilitação precisa ser aprovado nas duas provas para se tornar um condutor.

No aplicativo ou site CNH do Brasil, o candidato pode fazer o curso teórico gratuito oferecido pelo Ministério dos Transportes.

As aulas teóricas estão disponíveis 100% digital, em múltiplos formatos: textos, podcasts e vídeos, incluindo ainda simulados, banco de questões e materiais complementares.

Todas as etapas, até os exames práticos, podem ser acompanhadas pelo candidato no aplicativo.

Fonte: Agência Brasil de Noticias