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Festival Aurora leva shows, oficinas e audiovisual a três espaços da Ribeira

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Festival Aurora leva shows, oficinas e audiovisual a três espaços da Ribeira

A Ribeira recebe, nesta sexta-feira (8) e sábado (9), a primeira edição do Festival Aurora, que espalha uma programação gratuita por três espaços de Natal: Clube Frisson, Casa da Ribeira e Galpão 292. A estreia reúne shows, audiovisual, oficinas, feira criativa e conversas públicas, com foco na cena independente e na articulação entre artistas, produtores, criadores e agentes culturais.

Mais do que concentrar atrações, o festival propõe um circuito de ocupação cultural do bairro. A programação combina entretenimento, formação e debate, aproximando linguagens distintas — da música contemporânea ao cinema, da economia criativa às discussões sobre saúde mental, estética, política e vida noturna.

Abertura no Clube Frisson e madrugada de shows no Galpão 292

O Festival Aurora começa na sexta-feira (8), às 18h, no Clube Frisson, com a abertura da Galeria Aurora. Na sequência, das 19h às 22h, a artista e produtora Natália Lebeis ministra o workshop “Independência na Prática: Como Criar, Lançar e Monetizar Sua Arte”. A atividade aborda criação, circulação e sustentabilidade de projetos artísticos independentes.

Ainda na sexta, a programação migra para o Galpão 292, onde acontece a primeira noite de shows, a partir das 21h30. O palco recebe Santelli (RN), Natália Lebeis (RJ), Vera Fischer Era Clubber (RJ), Taj Ma House (RN), Idlibra (PE) e Geni (PE). A noite segue até as 5h da manhã.

Sábado tem feira, oficinas, cinema e discussões sobre a cena cultural

No sábado (9), o Clube Frisson abre espaço para a Feira Aurora, das 15h às 22h, reunindo marcas, produtos e iniciativas criativas. O local também recebe dois workshops: “Tramar o Desejo: crochê queer e afetivo”, com Chico Queiroz, das 15h às 18h; e “Pele Expandida: pintura em roupas”, com LED, das 19h às 22h.

A Casa da Ribeira concentra a programação de audiovisual e pensamento crítico. Às 16h30, serão exibidos os filmes “Sofisticados Urbanos”, dirigido por Cauã Brilhante e Kauã Nasci, e “Mahmundi: Noites de Frisson”, de Gabriel Rodrigues e Rodrigo Fiorin. Após a sessão, haverá conversa com os diretores.

Às 18h, o festival promove o debate “A noite não pode acabar: desafios e soluções para a cena cultural da Ribeira”, com Pajux, Wire, Marti e Ana Morena, sob mediação de Dumaresq. Em seguida, às 19h30, ocorre o círculo de escuta “O Peso de ser visto: estética e saúde mental LGBTQIAPN+”, com Luá Belli, Zá Oliveira e Lune Jací.

Um dos pontos centrais da programação será às 21h, também na Casa da Ribeira, com a conferência “Esperança como Verbo”, conduzida por Rita Von Hunty. A fala relaciona cultura pop, política e pensamento crítico.

Linn da Quebrada, Dame Area e artistas potiguares encerram a programação musical

O encerramento do Festival Aurora acontece no sábado à noite, no Galpão 292. A segunda noite de shows reúne Ametista (RN), Linn da Quebrada, Dame Area (Barcelona), Jennify C. (RN) e DK (RN).

Com artistas potiguares, nomes de outros estados e uma atração internacional, a programação musical busca conectar diferentes cenas e linguagens da produção contemporânea. Segundo a organização, o Aurora nasce com o objetivo de fortalecer redes da cultura independente e ampliar os espaços de circulação para artistas, produtores e públicos ligados à cena cultural de Natal.

Festival Aurora 2026
Quando: sexta-feira (8) e sábado (9)
Onde: Clube Frisson, Casa da Ribeira e Galpão 292 — Natal/RN
Acesso: gratuito

SAIBA MAIS O que fazer em Natal: #MeGuia mostra os eventos culturais de 07/05 a 11/05

Fonte: saibamais.jor.br

RN articula política para ampliar acesso de pessoas trans e travestis à redesignação pelo SUS

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RN articula política para ampliar acesso de pessoas trans e travestis à redesignação pelo SUS

A articulação entre diferentes setores da saúde pública e movimentos sociais tem sido apontada como um dos principais caminhos para ampliar o acesso da população trans e travesti ao processo de redesignação sexual pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. O tema foi discutido durante reunião mensal do Ambulatório Trans Estadual Murilo Gonçalves, realizada com participação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e da Secretaria Municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos, Diversidade, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência (SEMJIDH), por meio da Coordenadoria da Diversidade Sexual e de Gênero (CODIS).

O encontro debateu estratégias para fortalecer uma política interdisciplinar voltada ao atendimento da população trans, com foco na criação de fluxos para cirurgias de redesignação e na ampliação da rede de acolhimento e cuidado no estado.

Enfermeiro sanitarista e servidor da Sesap desde 2019, Lauro Gabriel Bezerra Santos acompanha de perto a pauta da Política de Saúde LGBT no RN. Segundo ele, em entrevista à Agência Saiba Mais, um dos maiores desafios enfrentados atualmente é a ausência de habilitação dos serviços potiguares para realização do processo de redesignação pelo SUS:

“O maior gargalo para a população trans é a garantia do seu direito à saúde e a invisibilidade nos fluxos. Nossos ambulatórios no RN ainda são jovens e não possuem habilitação e não temos hospital habilitado”, afirma.

De acordo com Lauro, a dificuldade não se limita à inexistência de estruturas especializadas no estado. Mesmo em unidades habilitadas em outras regiões do país, as filas de espera costumam ser longas, o que acaba agravando situações urgentes vividas por pessoas trans.

“Existe barreira no acesso. Muitas vezes, a saúde da pessoa trans fica restrita aos espaços especializados. Por isso estamos em processo de diálogo com serviços, usuários e trabalhadores para construir esse fluxo para cirurgias no nosso estado”, explica.

Entre os encaminhamentos definidos na reunião está a criação de um protocolo oficial de cadastro para usuários que buscam atendimento relacionado ao processo de redesignação. A medida pretende organizar a demanda e dar mais visibilidade à população que aguarda assistência.

“Quando criamos um protocolo de cadastro oficial, estamos tirando o paciente da ‘fila do esquecimento’ e dando a ele um lugar oficial no sistema”, destaca Lauro. “Isso melhora a dignidade do atendimento no RN, porque o estado passa a reconhecer essa demanda de forma organizada e humana.”

SAIBA MAIS: “Sabia que era uma menina”: a trajetória da primeira mulher trans potiguar operada pelo SUS

Segundo o articulador, a reunião também definiu a ampliação da comunicação com usuários sobre as ações já desenvolvidas pela Secretaria de Saúde. Além disso, a Sesap deve se reunir nos próximos dias com ambulatórios especializados para definir a documentação necessária para inclusão dos pacientes no RegulaCirurgia.

Outro ponto debatido foi o pedido de habilitação, junto ao Ministério da Saúde, de um ambulatório em Mossoró. A expectativa é que uma solicitação semelhante também seja feita para Natal.

“O objetivo é começar a visualizar essa fila e podermos ver como resolver essa demanda reprimida”, conclui.

Sobre a cirurgia

A redesignação sexual é um dos procedimentos ofertados dentro do Processo Transexualizador do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como objetivo adequar características físicas à identidade de gênero da pessoa trans. O processo pode envolver diferentes tipos de intervenções cirúrgicas e acompanhamento multiprofissional, incluindo atendimento psicológico, endocrinológico, psiquiátrico e social.

O acesso ocorre por meio de serviços especializados habilitados pelo Ministério da Saúde, seguindo protocolos clínicos e critérios estabelecidos pelo SUS. Além das cirurgias, o processo também inclui acompanhamento hormonal e ações voltadas ao cuidado integral e à garantia da dignidade e dos direitos da população trans.

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Fonte: saibamais.jor.br

Jogo do Flamengo na Libertadores é cancelado por atos de vandalismo

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© Reuters/Luisa Gonzalez/Dirietos Reservados

A partida entre Flamengo e Independiente Medellín (Colômbia), pelo Grupo A da Copa Libertadores da América, foi cancelada, na noite desta quinta-feira (7), após torcedores da equipe colombiana realizarem atos de vandalismo no estádio Atanásio Girardot, em Medellín.

A bola rolou por pouco mais de três minutos no estádio colombiano, até que torcedores lançaram sinalizadores e bombas em direção ao campo de jogo, em especial perto do gol defendido pelo goleiro Rossi, do Flamengo. Além disso, alguns torcedores tentaram invadir o gramado, o que levou a Polícia a entrar em ação de forma imediata.

Diante deste panorama, por determinação da arbitragem da partida, os jogadores das duas equipes seguiram para os vestiários, onde permaneceram aguardando por 1 hora e 15 minutos até que a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) decidiu cancelar o jogo.

Após a decisão da Conmebol o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, se pronunciou, em um vídeo publicado nas redes sociais, defendendo o cancelamento da partida e a atribuição dos pontos ao Rubro-Negro.

“[Estou aqui para] comunicar que a Conmebol decidiu suspender o jogo. O jogo está suspenso, será aberto um expediente. Como é óbvio, esperamos conquistar os três pontos, porque a responsabilidade não é nossa. Os regulamentos são claros, e a equipe mandante não conseguiu a segurança. O próprio presidente [do Independiente Medellín], que a princípio queria jogar com portões fechados, tirando todos os torcedores do estádio, reconheceu para nós que não havia condições de segurança nem dentro nem fora do estádio. Quero dizer que nós queríamos jogar, mas que queríamos que fossem oferecidas todas as condições de segurança para os nossos jogadores, para nossos torcedores, para nós fora do estádio quando fôssemos para o aeroporto. E essas condições de segurança não foram oferecidas e, por isto, veio a decisão da Conmebol, que parece a mais correta. Porque, acima de tudo, está a segurança e a integridade física das pessoas”, declarou.

Vitória do Mirassol

Outra equipe brasileira a entrar em campo pela competição continental nesta quinta foi o Mirassol, que, jogando no Maião, derrotou a LDU (Equador) pelo placar de 2 a 0 e assumiu a liderança do Grupo G.

Graças ao triunfo construindo com gols do zagueiro Lucas Oliveira e do zagueiro Reinaldo, a equipe do interior paulista chegou aos nove pontos. Já equipe equatoriana, com o revés, ficou empatada em número de pontos com o Lanús (Argentina), ambos com seis pontos.

* Matéria atualizada às 23h33 com posição oficial do Flamengo.



Fonte: Agência Brasil de Noticias

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 45 milhões

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.005 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (7). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 45 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 17 – 23 – 29 – 30 – 48 – 50

  • 25 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 70.003,53 cada
  • 2.594 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.112,08 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado-feira (9), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil de Noticias

Fiocruz obtém patente para tratamento contra malária resistente

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© Alex Pazuello/Secom

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conseguiu a patente de um método de tratamento que utiliza um composto considerado promissor no tratamento da malária, especialmente em casos resistentes aos medicamentos tradicionais.

A patente foi concedida pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO) e reúne inventores do Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais.

O método utiliza o composto conhecido como DAQ, que demonstrou capacidade de atuar contra cepas resistentes do Plasmodium falciparum, parasita responsável pelas formas mais graves da doença. Segundo os pesquisadores, o diferencial está na capacidade de superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo microrganismo.

Embora o DAQ não seja uma molécula inédita, já que sua atividade antimalárica foi descrita ainda na década de 1960, o grupo da Fiocruz coordenado pela pesquisadora Antoniana Krettli retomou os estudos utilizando abordagens mais recentes da química e da biologia molecular.

“Essa molécula já tinha sido descrita como promissora, mas acabou sendo deixada de lado. O nosso grupo retomou esse estudo e mostrou um mecanismo único de superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo parasita, ao identificar uma característica estrutural decisiva: a presença de uma ligação tripla na cadeia química”, explica Wilian Cortopassi, pesquisador colaborador da Fiocruz.

O composto atua de forma semelhante à cloroquina, interferindo em um processo essencial para a sobrevivência do parasita. Durante a digestão da hemoglobina humana, o microrganismo produz substâncias tóxicas que normalmente consegue neutralizar. O DAQ bloqueia esse mecanismo de defesa, levando à morte do parasita.

Os estudos indicaram ação rápida do composto nas fases iniciais da infecção e eficácia tanto contra cepas sensíveis quanto resistentes do Plasmodium falciparum. Os pesquisadores também identificaram resultados promissores contra o Plasmodium vivax, responsável pela maior parte dos casos de malária registrados no Brasil.

Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o baixo custo potencial da molécula, fator considerado estratégico para países de baixa e média renda, onde a malária permanece endêmica.

As pesquisas contaram com colaboração de instituições como a University of California San Francisco (UCSF), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Novos estudos seguem em andamento em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Apesar dos resultados considerados promissores, o desenvolvimento do DAQ como medicamento ainda depende de novas etapas, como testes de toxicidade, definição de doses seguras e eficazes e desenvolvimento da formulação farmacêutica adequada.

Concedida em março deste ano, a patente tem validade até 5 de setembro de 2041. Para Antoniana Krettli, a estrutura da Fiocruz também pode acelerar futuras etapas de desenvolvimento do tratamento.

“A instituição tem forte atuação na Amazônia, com diagnóstico e acompanhamento de pacientes, além de experiência em testes clínicos. Isso facilita parcerias e o avanço de novos medicamentos”, afirma.

Os pesquisadores alertam que, apesar da existência atual de tratamentos eficazes, o parasita da malária continua evoluindo e desenvolvendo resistência. Por isso, defendem que o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas precisa ocorrer desde já, para evitar uma possível escassez de medicamentos eficazes no futuro.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Operação da PF desarticula esquema de tráfico internacional de drogas

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© PF/Divulgação

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (7), a operação Off-Grade Coffee para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas, embarcadas em contêineres, a partir do Porto do Rio de Janeiro. 

As investigações apontam que o grupo estruturou um sofisticado esquema para viabilizar o envio de drogas ao exterior mediante simulação de operações comerciais lícitas de exportação de café. 

Empresas de fachada, “laranjas” e complexas transações financeiras eram utilizadas para ocultar a origem ilícita dos valores e possibilitar a inserção da droga nas cargas exportadas, partindo do Porto do Rio de Janeiro.

Os agentes federais cumpriram três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, contra investigados considerados principais na organização criminosa.

Outros alvos foram submetidos a medidas cautelares, como proibição de contato entre os envolvidos, restrição de deslocamento e monitoramento eletrônico.

De acordo com as provas colhidas, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes. Um dos investigados exerceria papel de liderança, coordenando negociações internacionais, movimentação financeira e logística do envio da droga, enquanto outros atuavam na intermediação comercial, fornecimento de empresas e controle do carregamento dos contêineres.

As apurações também revelaram a utilização de recursos financeiros oriundos de atividades ilícitas, com indícios de lavagem de dinheiro por meio de transferências bancárias para dificultar o rastreamento dos valores empregados na operação.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, entre outros delitos que possam ser identificados durante as investigações.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Trump diz que encontro com Lula foi “muito bom”

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© Ricardo Stuckert/PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nas redes sociais nesta quinta-feira que seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca foi “muito bom” e que os dois discutiram comércio e tarifas.

A reunião entre os dois líderes, que incluiu discussões bilaterais e almoço, terminou sem uma aparição conjunta previamente agendada diante de repórteres.

Enquanto Lula se preparava para falar com os repórteres na embaixada brasileira, Trump disse em uma postagem na mídia social que sua reunião com “o dinâmico presidente do Brasil” se concentrou em muitos tópicos, principalmente tarifas.

“A reunião correu muito bem. Nossos representantes devem se reunir para discutir alguns elementos-chave”, disse ele.

No ano passado, Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, entre as mais altas taxas aplicadas sobre exportações de outros países, acusando o Brasil de promover uma perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que posteriormente foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Posteriormente, Trump retirou a maior parte das tarifas, incluindo as sobre a carne bovina e o café, pelo menos em parte para ajudar a conter a alta dos preços dos alimentos nos EUA. Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas que ele havia imposto sob uma lei de emergência nacional, eliminando muitas das tarifas restantes.

Os produtos brasileiros ainda estão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, que expira em julho.

No entanto, nas últimas semanas, o Brasil tem observado indícios de que suas exportações podem ser atingidas por novas tarifas relacionadas a uma investigação da Seção 301 sobre práticas comerciais desleais.

* É proibida a reprodução deste conteúdo

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Governo Federal repassou 94% do Auxílio Reconstrução para o RS

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© Ricardo Stucker/PR

Cerca de R$ 90 bilhões do governo federal foram utilizados pelo estado do Rio Grande do Sul e municípios gaúchos para reconstrução de escolas, unidades de saúde, ações de defesa civil, compra de imóveis e apoio a empresas prejudicadas pelas enchentes ocorridas em abril e maio de 2024.

O volume corresponde a 94% das verbas previstas no Auxílio Reconstrução. “Tem um tantinho [ainda não executado] que a gente quer terminar. Nós queremos bater a meta de 100%”, disse a ministra da Casa Civil Miriam Belchior.

Ela está em Porto Alegre nesta quinta-feira (7) participando de reuniões para avaliar a aplicação dos recursos e andamento das obras. De acordo com a ministra, o governo quer “identificar onde tão as dificuldades” para concluir os investimentos, sejam elas em níveis federais, como na Caixa, ou nas próprias prefeituras.

Além do Auxílio Reconstrução, que corresponde ao pagamento de R$ 5,1 mil em parcela única a famílias que ficaram desalojadas e desabrigadas nas 478 cidades que foram alagadas, a Caixa foi responsável por dispor o dinheiro do Saque Calamidade, com valores integrais do FGTS. Também ficou à cargo do banco público financiar a compra e reconstrução de imóveis.

Suspensão do pagamento da dívida

Na visita ao Rio Grande do Sul, a ministra se reuniu com o governador Eduardo Leite. Ele pediu que o governo federal prorrogue o prazo de suspensão de pagamento da dívida com a União.

Segundo ele, o estado quer o adiamento para uso das verbas em projetos de irrigação para municípios que agora sofrem com estiagem dos rios Jacuí e Sinos – como ocorre na região de Eldorado do Sul. A seca afeta a produção agrícola, o setor de pesca e o abastecimento da população.

Miriam prometeu que a demanda será avaliada por equipe técnica da Casa Civil, Ministério das Cidades e Caixa Econômica. “A gente precisa olhar com cuidado para ver o que é que está sendo proposto. Se não há um aumento de escopo ou se realmente a situação exige as alterações.”

Em 2024, o governo federal autorizou a suspensão do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União por 36 meses (abril de 2027). A medida zerou os juros do débito no período, o que permitiu alívio financeiro total estimado em R$ 23 bilhões.

Mais recursos

Na visita, a ministra assinou contratos para o repasse de recursos que totalizam R$ 5,4 bilhões. O dinheiro é do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece). 

A cerimônia de oficialização do aporte de recursos também contou com a presença dos ministros André de Paula (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Vladimir Lima (Cidades).

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Defesa Civil emite alertas para temporais no Rio Grande do Sul

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© Defesa Civil RS/Divulgação

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu alertas nesta quinta-feira (7) para tempestades com chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo em diferentes regiões do estado. Entre as áreas sob maior risco estão o Oeste, a Campanha, as Missões e o extremo Sul gaúcho. Um dos municípios mais afetados até o momento é Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual (CMDEC), o avanço de uma frente fria favorece a formação de temporais entre a tarde desta quinta-feira e a madrugada de sexta-feira (8). As rajadas de vento podem ultrapassar os 90 km/h, acompanhadas de chuva forte e queda isolada de granizo.

Os acumulados previstos variam entre 10 e 60 milímetros por dia, com possibilidade de volumes acima de 90 milímetros em pontos do Oeste, Campanha e Sul do estado. Na sexta-feira, a condição de instabilidade permanece em regiões como Noroeste, Norte, Serra, Região Metropolitana de Porto Alegre, Vales e Litoral.

A Defesa Civil também alertou para riscos hidrológicos. O rio Ibirapuitã permanece acima da cota de inundação, com possibilidade de manutenção desse cenário devido às novas chuvas previstas. Foi indicada condição de inundação para o município de Alegrete.

Santana do Livramento

Em Santana do Livramento, a prefeitura publicou uma série de comunicados emergenciais ao longo do dia. A rede municipal de ensino suspendeu as aulas presenciais devido ao temporal e aos riscos provocados pelos ventos intensos.

Unidades de saúde também foram afetadas. O atendimento do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS AD) foi suspenso por falta de energia elétrica, com previsão de retomada nesta sexta-feira. A administração municipal informou ainda que os sistemas de bombeamento de água podem sofrer interrupções em razão das quedas de energia, o que pode comprometer o abastecimento em diferentes pontos da cidade.

A Defesa Civil municipal emitiu alerta de emergência para toda a população, citando risco extremo provocado por fios energizados caídos, árvores derrubadas e bloqueio de vias. O órgão orientou que moradores permaneçam em casa e evitem deslocamentos desnecessários.

Além disso, lonas estão sendo distribuídas às famílias atingidas pelos danos causados pelo temporal.

A previsão para sábado (9) é de melhora gradual do tempo em grande parte do estado, embora ainda possa chover de forma fraca a moderada em áreas do Norte, Nordeste e Litoral Norte. O mar permanece agitado. Até o fim do período de instabilidade, os acumulados totais de chuva podem chegar a até 120 milímetros em algumas regiões do Oeste, Campanha e Sul gaúcho.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Especialistas e municípios criticam PL sobre minerais críticos

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© Sigma Lithium/Divulgação

A Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil) e especialistas em mineração criticaram o texto do projeto de lei (PL) sobre minerais críticos, aprovado nesta quarta-feira (6) na Câmara dos Deputados. Diferentemente das mineradoras privadas que elogiaram a matéria, a Amig alega que a proposta não é capaz de promover a industrialização desses minerais no Brasil, o que inclui também as terras raras.

Com a aprovação na Câmara, o PL 2780 de 2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), agora passará por análise do Senado. 
 


Brasília – DF – 06/05/2026 – Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.  ( Relator, Deputado Arnaldo Jardim) Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
Brasília – DF – 06/05/2026 – Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.  ( Relator, Deputado Arnaldo Jardim) Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Relator, Deputado Arnaldo Jardim, cumprimenta Hugo Motta- Lula Marques/Agência Brasil.

 

Para analistas do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o PL da Câmara aprofunda o papel do Brasil como exportador de matéria-prima.

“As falas e depoimentos que tentam associar o atual PL a uma eventual reindustrialização se mostram desconectados da realidade e sem embasamento nos instrumentos incluídos na proposta”, afirma parecer do Inesc divulgado nesta quinta-feira (7). 

O Instituto concluiu que o PL se baseia na noção de que a “mão invisível do mercado” vai garantir que o Brasil desenvolva a indústria de minerais críticos, grupo de materiais essenciais para a cadeia da tecnologia de ponta, da defesa militar e da transição energética.

“O perfil de exportação do país em setores como minério de ferro, cobre, lítio, entre outros, mostram como tal pressuposto é equivocado, independentemente de quanto mais incentivos e subsídios se concedam ao setor”, diz o documento.

O Inesc cita como pontos problemáticos do texto o “acesso preferencial ao Fundo Clima”; o uso de recursos públicos para outros minerais que não os críticos; a previsão de incentivo financeiro para extração de minérios; e uma financeirização excessiva.

Para o Instituto, os incentivos para minerais não críticos e setores de extração de minérios, e não apenas a industrialização, fragilizaria o objetivo de criar uma indústria desses insumos no Brasil.

Papel das terras raras

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Apesar das grandes reservas, o Brasil produz menos de 1% do consumo global.

A posição geográfica do Brasil tem sido apontada como uma vantagem importante em um mercado em desenvolvimento que opõem China e Estados Unidos (EUA) em uma disputa pelo controle desses materiais, considerados fundamentais para áreas de tecnologia, defesa e transição energética. 

>>Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças 

Municípios Mineradores

A Amig Brasil – que reúne 63 municípios mineradores do Brasil, a maioria em Minas Gerais (MG) – manifestou “profunda preocupação” com a forma “precipitada” com que a tramitação do PL foi conduzida.  

“[O texto] ignora os municípios mineradores — justamente os entes que convivem diariamente com os impactos sociais, econômicos, ambientais e territoriais da mineração. Mais uma vez, os verdadeiros afetados foram excluídos do debate”, diz o comunicado.

A associação argumenta que o Brasil não possui uma estrutura regulatória robusta, fiscalização adequada ou capacidade institucional compatível com os riscos envolvidos na expansão da mineração de minerais críticos.

“Onde estão os mecanismos obrigatórios de industrialização local? Quem garante que os municípios não continuarão apenas exportando minério bruto enquanto absorvem destruição ambiental, pressão sobre infraestrutura pública e degradação territorial?”, diz a entidade.

A Amig ainda criticou os incentivos fiscais para o setor, que já é beneficiado pelas isenções fiscais da Lei Kandir. “A lógica tributária da mineração brasileira beneficia majoritariamente o setor exportador e penaliza municípios, estados e a própria Federação”, acrescentou a nota.

Mineradoras privadas

Por outro lado, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que reúne as mineradoras no país, defende o texto e elogia os incentivos fiscais e de financiamento para processos de industrialização.

O presidente do Ibram, Pablo Cesário, disse à Agência Brasil que a aprovação na Câmara foi um passo importante para o desenvolvimento desse setor dos minerais críticos e terras raras.

“O estabelecimento de incentivos para industrialização e processamento mineral é relevante, por exemplo, na área de financiamento, a industrialização em regiões especiais, créditos fiscais, incentivos em fundo de garantia, ou alguns mecanismos de pesquisa e desenvolvimento”, explicou.

Porém, o Ibram critica mecanismos de intervenção do Estado no mercado previstos no PL, como o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).   

“O governo passará a ter a palavra final sobre todos os investimentos no Brasil. É um volume bastante grande de autorizações que precisam ser dadas, de homologações que precisam ser aprovadas”, reclamou.

O Conselho previsto pelo PL, formado majoritariamente por indicados do Poder Executivo, tem, entre as atribuições, a de homologar mudanças de controle societário de empresas; de contratos ou parcerias internacionais; entre outras.

Industrialização duvidosa

O PL aprovado na Câmara cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com recursos públicos da União, estimados em RS 2 bilhões, além de aportes de empresas privadas, o que poderia chegar, inicialmente, a R$ 5 bilhões.

O texto do projeto ainda prevê uma série de benefícios fiscais estimados em até outros RS 5 bilhões, a partir de 2030, tanto para minerais críticos, quanto para os minerais considerados estratégicos, por meio do Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE).

Um dos autores do estudo, o professor do programa de pós-graduação em geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Bruno Milanez ressaltou à Agência Brasil que os recursos podem ser usados para minerais não críticos, assim como atividades menos elaboradas, como extração e beneficiamento, tirando recursos necessários à industrialização.

“O fundo garantidor, como um todo, é para reduzir risco de investidor. Parte dele vai poder ser direcionado para pesquisa tecnológica, mas pode ser pesquisa sobre extração. Eles podem pegar quase todo esse dinheiro e colocar em extração. E, provavelmente, é o que vai acontecer”, avalia.

O artigo 36 define para os investimentos obrigatórios em pesquisa e inovação, entre outras finalidades, o “conhecimento geofísico, mapeamento geológico, pesquisa mineral, extração, beneficiamento e transformação mineral”.

 


Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas
Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas

Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas (MG) – Camila Forlin – Divulgação INB

 

Fundo Clima

O Inesc pontuou que o PL cria um acesso preferencial ao Fundo Clima, em “outra tentativa de facilitar ainda mais o acesso das mineradoras ao crédito climático”.

“Considerando a já mencionada definição vaga dos minerais beneficiados pelo projeto de lei, esse instrumento permitiria, por exemplo, o desvio de recursos voltados para o combate às mudanças climáticas para a produção de concentrado de minério de ferro”, afirma o Instituto.

A Associação dos Municípios Mineradores também teme os efeitos ambientais da mineração de terras raras no Brasil.

“Não existe hoje qualquer vantagem econômica concreta para um município se tornar produtor de terras raras. Os impactos ambientais potenciais são enormes, a demanda hídrica é elevadíssima e a compensação financeira recebida pelos municípios é irrisória”, diz a Amig.

Financeirização

O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) critica ainda o capítulo que prevê mecanismos de financeirização que seriam prejudiciais ao país por meio de contratos de streaming e de royalties privados.

“Ambos os mecanismos tratam de novas formas de alavancagem financeira do setor, os quais, com graves riscos aos governos associados à redução na participação na forma de royalties públicos e impostos”, diz o documento.

Ainda segundo o Inesc, contratos de streaming amarram contratos que podem restringir eventual destinação de minerais críticos para indústria nacional.

“Um verdadeiro ‘tiro no pé’ de uma estratégia nacional e soberana para minerais críticos. Contratos de streaming podem facilitar e amplificar arranjos que têm como propósito adicional (além de ganhos financeiros) garantir fornecimento de minerais a baixos preços para empresas fora do país”, completa o Inesc.

ANM

Um dos autores do estudo, o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Bruno Milanez, observa que o projeto cria uma série de novas obrigações à Agência Nacional de Mineração (ANM) que, segundo ele, está subfinanciada.

“A ANM não consegue nem garantir, fiscalizar quem está pagando royalties, que é a coisa mais básica. O texto coloca a Agência, que não tem capacidade, para rastrear se o minério é de terra indígena, se é ilegal”, comentou.

A Associação dos Municípios Mineradores também expressou preocupação com a falta de capacidade da ANM para monitorar e regular o setor.

“Faltam servidores, fiscais, investimentos em tecnologia, sistemas modernos de monitoramento, estrutura operacional adequada, entre outros pontos essenciais”, diz a nota da Amig Brasil.

Fonte: Agência Brasil de Noticias