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todos por todas no RN e no Brasil

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8 de março: todos por todas no RN e no Brasil

O governo Lula lançou, em fevereiro, uma grande estratégia nacional de combate à violência contra meninas e mulheres. A iniciativa funciona como uma rede permanente de enfrentamento e já começou a atuar em todo o território nacional, de forma cooperada com os demais Poderes, a iniciativa privada, organizações não governamentais, sindicatos, associações e diversos setores da sociedade civil.

Nesta semana, por exemplo, o Grupo Interministerial criado pelo Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio já definiu 14 ações prioritárias, como o uso de tecnologia para rastreamento de agressores, o enquadramento do crime de feminicídio no CID, a criação do Centro Integrado “Mulher Segura” e a elaboração de um diagnóstico nacional sobre medidas protetivas de urgência, entre outras iniciativas.

O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio estabelece metas claras, monitoramento constante e contará com relatórios de eficácia gratuitos e disponíveis para que a população possa acompanhar. Todas as informações sobre o plano estão disponíveis no portal Todos por Todas.

Estive no ato de lançamento e me emocionei com a força da iniciativa e com o empenho de todas as pessoas envolvidas — mulheres e homens — em consolidar esse pacto nacional como política de Estado, e não apenas de governo.

Nosso mandato tem procurado esclarecer a sociedade, apoiando ações e políticas públicas voltadas ao combate à violência em todos os níveis e informando a população sobre a legislação vigente, bem como sobre como acessar os principais canais de denúncia.

Em janeiro, lançamos a 3ª edição atualizada da cartilha “Lei Maria da Penha: guia fácil”, um material de apoio para ações e debates que nosso mandato realiza, principalmente, em escolas e bairros desde 2023. A cartilha está à disposição de grupos interessados no tema, com informações relevantes sobre os direitos garantidos por meio da lei criada e sancionada pelo presidente Lula em 2006, que agora completa 20 anos.

O problema da violência contra meninas e mulheres brasileiras não pode mais ser enfrentado com discursos pontuais e ações isoladas. Os números revelam o tamanho dessa tragédia socioestrutural. Em 2025, quatro mulheres foram mortas por dia, em média, no país. A cada minuto, seis mulheres são estupradas no Brasil. Os estudos também mostram que nem mesmo dentro de casa há segurança, já que a maioria dos agressores são companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

É assustador, mas não exagero quando afirmo: cada um de nós conhece ao menos alguma dessas milhões de vítimas espalhadas pelo Brasil. Ouvimos ou conhecemos de perto histórias de amigas, colegas de trabalho ou familiares agredidas, espancadas e até mortas. Por isso, o problema também é nosso.

Políticas de Estado, como o pacto nacional contra o feminicídio liderado pelo governo Lula, são fundamentais para prevenir novos casos, porque, do contrário, a violência tende a aumentar — especialmente quando há governos que menosprezam essa realidade.

O Brasil viveu recentemente um período sombrio, no qual essa violência foi estimulada. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo, divulgada em setembro de 2022, mostrou que o governo Bolsonaro cortou 90% dos recursos destinados ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Sem recursos para financiar ações concretas e punir os agressores, os criminosos se sentem autorizados a praticar e repetir os crimes de sempre.

De 2016 a 2022, em meio a ataques sistemáticos à democracia brasileira, os avanços que havíamos conquistado nessa área foram sabotados. A intolerância impulsionou crimes de ódio e, em muitos casos, a sociedade passou a normalizar a barbárie.

Essa violência atinge majoritariamente mulheres em situação de vulnerabilidade, mas também está presente em todos os espaços e extratos socioeconômicos da sociedade.

Em Natal (RN), um dos casos ganhou repercussão nacional em 2025 pela brutalidade do crime: um homem desferiu mais de 60 socos contra o rosto de sua ex-namorada em um condomínio de classe média. Ele foi preso em flagrante e segue sob custódia do Estado.

No Rio Grande do Norte, um dos dois estados brasileiros liderados por uma mulher, a governadora Fátima Bezerra vem priorizando o enfrentamento ao feminicídio e às demais formas de violência de gênero.

Em sete anos de gestão, várias ações foram executadas para reestruturar a área de proteção às mulheres, como a criação de sete novas delegacias especializadas no atendimento às mulheres; a instalação de um núcleo policial de enfrentamento ao feminicídio; a implantação da Delegacia Virtual da Mulher, com atendimento 24 horas; a ampliação do programa Patrulha Maria da Penha para os 167 municípios do estado; o lançamento do aplicativo Salve Ela, integrado ao Ciosp, para facilitar o recebimento de denúncias; e a criação da Casa de Acolhimento Anatália de Melo Alves, destinada a mulheres em situação de vulnerabilidade, além de uma série de outras ações, projetos e programas.

O combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra meninas e mulheres é um desafio nacional que só terá êxito com a cooperação de todas as esferas do país, incluindo União, estados, municípios, iniciativa privada e sociedade civil organizada.

O governo Lula criou as bases nacionais para esse pacto, mas todos nós temos uma parcela de responsabilidade na execução dessa ação coletiva em defesa de todas as mulheres.

Afinal, para enfrentar a violência contra as mulheres, é mais do que necessário e urgente que sejamos também TODOS POR ELAS.

Fonte: saibamais.jor.br

Comunidade do Potengi ganha cozinha solidária e espaço de educação popular

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Comunidade do Potengi ganha cozinha solidária e espaço de educação popular

A inauguração da Cozinha Escola Solidária da Casa Confluências Marielle Franco, marcada para este sábado (7), no bairro Potengi, na zona Norte de Natal, pretende ir além da oferta de refeições gratuitas. A proposta é criar um espaço comunitário voltado à segurança alimentar, à educação popular e ao acolhimento de moradores em situação de vulnerabilidade.

O equipamento integra a Casa Confluências RN, iniciativa construída em parceria entre o Confluência de Educação Popular e a associação S19. A programação de abertura começa às 14h, com debates, apresentações culturais e oficinas, incluindo atividades de educação alimentar e uma oficina sobre plantas frutíferas.

Segundo a coordenadora nacional do Confluência de Educação Popular e tesoureira da S19, Tatiane Ribeiro, a criação da casa nasce de um projeto antigo do coletivo e de uma relação construída ao longo dos anos com a comunidade local.

“A Casa Confluências é um sonho nosso que a gente sonhava junto há muitos anos e que agora está na realidade. É um mar de possibilidades. A gente começa com a cozinha escola, mas certamente não será o único processo que nós vamos abrir aqui”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

A cozinha solidária deve atuar em duas frentes principais: a formação em alimentação e a distribuição de refeições. A meta é produzir cerca de 450 refeições por semana, número inspirado em um projeto semelhante desenvolvido pela organização no bairro do Grajaú, em São Paulo.

De acordo com Tatiane, o modelo adotado no Rio Grande do Norte amplia a proposta inicial. “A gente entendeu que aqui no estado poderia dar um novo passo: não só fazer as entregas de refeições, mas também ter um espaço de educação, conectado com o nosso trabalho de educação popular”, explica.

O público prioritário inclui pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, como moradores em situação de rua, entregadores de aplicativos, estudantes de cursinhos populares e moradores da região. A coordenação também articula parcerias com movimentos sociais que atuam com a população em situação de rua.

“Queremos atender pessoas em situação de rua, entregadores que muitas vezes passam o dia sentindo o cheiro da comida e não têm dinheiro ou tempo para se alimentar, além dos estudantes do nosso cursinho, que muitas vezes desistem porque não conseguem pagar uma refeição durante o dia”, afirma.

Além da alimentação, o espaço pretende funcionar como ponto de apoio para a comunidade. A casa deverá oferecer ambiente para estudo, descanso e acesso a infraestrutura básica, como carregamento de celular e conexão à internet.

A coordenadora destaca que muitos jovens da região enfrentam dificuldades para estudar em casa. “Muitos alunos dizem que é difícil estudar porque a casa é cheia, o som é alto ou a internet não funciona bem. A gente quer ter um espaço em que as pessoas possam vir, descansar, estudar e se alimentar com qualidade”, diz.

Outro eixo importante do projeto é a formação profissional de mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, como mães solo. O curso de cozinha pretende ensinar técnicas culinárias e também conteúdos voltados à gestão de pequenos negócios.

“A gente quer que essas mulheres aprendam a cozinhar, mas também aprendam como abrir um negócio, usar aplicativos para vender alimentos e fazer cálculos de custo. Muitos empreendimentos do setor de alimentação fecham porque os donos não sabem calcular corretamente os preços”, explica Tatiane.

A proposta pedagógica da cozinha segue as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, priorizando alimentos frescos e produtos da agricultura familiar. A ideia é valorizar ingredientes regionais e estimular hábitos alimentares mais saudáveis.

“Queremos levar comida de qualidade, diversa, colorida e muito regional, valorizando os produtos do nosso território e promovendo o próprio Guia Alimentar”, afirma.

A criação da Casa Confluências também contou com forte mobilização do bairro. Segundo Tatiane, a própria comunidade ajudou a viabilizar a instalação do projeto.

“Quando fomos alugar a casa, foi a própria comunidade que nos indicou para a dona do imóvel, dizendo que o nosso trabalho era sério. Depois disso, muita gente ajudou como pôde, emprestando escada, ajudando na reforma. É aquela solidariedade que a periferia sabe fazer”, relata.

O projeto conta com patrocínio da Caixa e apoio do Governo Federal. No entanto, a coordenação ressalta que a gestão do espaço pretende manter forte participação da comunidade local.

A expectativa é que a casa também abrigue novas iniciativas no futuro, como uma biblioteca comunitária e atividades culturais. Grupos de hip-hop da região, que já mantêm parceria com o cursinho popular, devem utilizar o espaço para ensaios e eventos.

“A ideia é que a casa seja de portas abertas, para que a própria comunidade ajude a definir o que vai acontecer aqui, construir agendas e decidir o que é mais importante para o bairro”, conclui Tatiane Ribeiro.

SAIBA+

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Fonte: saibamais.jor.br

Rogério revela que Flávio, se eleito, faránova reforma trabalhista e da Previdência

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Rogério revela que Flávio, se eleito, faránova reforma trabalhista e da Previdência

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que um eventual governo liderado pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende realizar novas reformas trabalhista e da Previdência. A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo, em que o potiguar disse que as propostas deverão integrar o programa de governo do pré-candidato, previsto para ser lançado no próximo dia 30.

“O modelo está estourando, só posso dizer que a gente vai ter que revisitar a Previdência. A trabalhista tem que ser revisitada, porque a reforma de 2017 foi mitigada por várias decisões judiciais. Ao mesmo tempo, ela precisa ser atualizada pelas inovações tecnológicas, pelas novas formas de trabalho que estão crescendo”, declarou.

De acordo com Rogério Marinho, as duas reformas fazem parte das discussões que vêm sendo conduzidas na elaboração do programa econômico da campanha.

O senador afirmou que tem mantido conversas com o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto sobre o tema e que a proposta do plano de governo inclui diretrizes para áreas como economia, educação, segurança hídrica e terras indígenas.

Apesar de não detalhar quais mudanças estariam em estudo, Marinho afirmou que tanto a legislação previdenciária quanto a trabalhista precisam ser revisadas.

Além disso, criticou a política fiscal vigente e defendeu a redefinição de regras fiscais, afirmando que o atual arcabouço não teria eficácia para controlar gastos públicos.

Rogério Marinho desconversou sobre uma possível mudança na política de reajuste do salário mínimo, implantada pelo governo do presidente Lula (PT).

Na campanha de 2022, Paulo Guedes, ex-ministro da Economia no governo Bolsonaro, apresentou internamente uma proposta para permitir que o salário mínimo fosse corrigido abaixo da inflação. A ideia foi abandonada deviso à repercussão negativa.

Fim da jornada 6×1 está fora dos planos de Flávio

Ainda de acordo com Rogério marinho, o fim da jornada 6×1 não deve fazer parte do plano de governo de Flávio Bolsonaro.

Para o senador, o debate sobre o tema deve ficar a cargo do Congresso Nacional. A pauta passou a ser oficialmente defendida pelo governo Lula. O PL de Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro se articular para impedir a votação do projeto.

Ao se referir à proposta, Rogério Marinho defendeu que “qualquer flexibilização da jornada venha acompanhada de compensação às empresas, por meio da desoneração da folha de salários”.

Programa econômico em construção

De acordo com Marinho, o plano de governo que será apresentado no fim de março está sendo elaborado com apoio de especialistas e de uma consultoria econômica.

O senador afirmou que mais de 90 pessoas já foram entrevistadas no processo de formulação do programa e que o material agora passa por fase de validação e compilação antes de ser apresentado oficialmente.

Embora a campanha esteja discutindo nomes para compor uma eventual equipe econômica, Marinho disse que ainda não há definição sobre quem ocuparia o Ministério da Economia em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

O senador elogiou Roberto Campos Neto, atualmente ligado ao setor financeiro, mas afirmou que não há confirmação sobre sua participação em um eventual governo.

Rogério Marinho foi “o pai da reforma trabalhista” do governo Temer

A defesa de uma nova reforma trabalhista recoloca em evidência o papel desempenhado pelo próprio Rogério Marinho na aprovação da última grande mudança nas leis do trabalho no país.

Em 2017, quando era deputado federal pelo PSDB, o potiguar foi relator da reforma trabalhista do governo Michel Temer (MDB) na Câmara dos Deputados.

A proposta resultou na Lei nº 13.467/2017 e promoveu uma ampla alteração na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), modificando dezenas de dispositivos da legislação e ampliando o espaço para negociações coletivas entre empresas e trabalhadores.

A reforma criou modalidades como o trabalho intermitente, alterou regras sobre jornada e banco de horas e tornou facultativa a contribuição sindical.

As mudanças foram apresentadas pelo governo como forma de modernizar o mercado de trabalho e estimular a geração de empregos, mas provocou forte reação de sindicatos, centrais sindicais e entidades ligadas à Justiça do Trabalho.

Representantes dos trabalhadores argumentaram que as mudanças poderiam ampliar a precarização das relações de trabalho e reduzir direitos historicamente conquistados.

Carrasco dos trabalhadores”

Durante o debate no Congresso Nacional, manifestações e paralisações ocorreram em diversas cidades do país.

Rogério Marinho passou a ser alvo frequente de críticas de entidades sindicais, que passaram a se referir ao parlamentar como “carrasco dos trabalhadores”, em referência ao seu papel na condução da proposta.

Ao recolocar na agenda a possibilidade de novas reformas estruturais nas áreas trabalhista e previdenciária, Rogério Marinho sinaliza que a campanha de Flávio Bolsonaro pretende retomar uma pauta econômica baseada na flexibilização dos direitos dos trabalhadores.

Quando ainda era pré-candidato ao Governo do RN, Rogério Marinho defendeu a demissão de servidores públicos e a privatização da Caern. Ele desistiu de disputar o cargo para coordenar a pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

No lugar do senador, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), foi escolhido como pré-candidato do grupo bolsonarista no Rio Grande do Norte.

Entrevista “desastrosa”, diz Natália Bonavides

A deputada federal Natália Bonavides (PT) classificou a entrevista de Rogério Marinho como “desastrosa”.

“Além de ameaçar o país com nova reforma trabalhista e da Previdência, esse senador ainda elogia Campos Neto. Vale lembrar: foi na gestão dele que ocorreu a fraude do Bolsomaster. Haja vergonha pra passar”, escreveu a petista em mensagem publicada no X, antigo Twitter.

A parlamentar fez referência ao caso do Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, que obteve autorização do Banco Central para abrir a instituição em 2019, na gestão de Roberto Campos Neto.

Vorcaro foi preso ontem na terceira fase da Operação Compliance Zero. Além dele, também foi preso seu cunhado, Fabiano Zettel, que também atuava na Igreja Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão.

A Operação Compliance Zero apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, além de um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.

Fonte: saibamais.jor.br

Pensando Música 2026 abre espaço para novas conexões e atividades formativas em Natal

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Pensando Música 2026 abre espaço para novas conexões e atividades formativas em Natal

Shows, conversas e momentos de formação marcam a programação do Pensando Música 2026, que acontece neste fim de semana, dias 7 e 8 de março, na Sede Cultural DoSol, em Natal. Com entrada gratuita, o evento reúne artistas, produtores e público interessado em discutir, experimentar e fortalecer a música produzida em território potiguar.

A proposta é aproximar diferentes experiências da música independente, reunindo nomes da cena local em um ambiente voltado tanto para a fruição artística quanto para o compartilhamento de conhecimentos. Ao longo da programação, o público poderá acompanhar desde shows até atividades voltadas à formação e ao debate sobre os caminhos da música no Rio Grande do Norte.

O projeto é promovido pelo Comitê de Cultura do RN em parceria com o Combo Cultural DoSol e o Grupo Facetas, com apoio do Ministério da Cultura.

Idealizador do DoSol, Anderson Foca explica que o encontro nasce da necessidade de abrir ao público discussões que muitas vezes ficam restritas aos bastidores da produção cultural. Já Ana Morena, também idealizadora do DoSol, destaca que a iniciativa busca estimular o intercâmbio de ideias e fortalecer a rede de artistas e profissionais do setor.

“O Pensando Música surge justamente para criar esse espaço de interação para fortalecer quem faz música no estado. Queremos que seja uma oportunidade de aprendizado coletivo, onde novas conexões possam surgir”, afirma Ana.

A programação musical começa no sábado (7), a partir das 19h, com apresentações de Terto, Peux, Dona Liberdade e Zael, artistas que representam diferentes vertentes da produção autoral potiguar.

No domingo (8), as atividades se estendem para além dos shows e incluem momentos de formação. Às 10h acontece o Pitching do Festival DoSol, iniciativa voltada à apresentação de projetos e propostas que podem integrar a programação do festival prevista para o segundo semestre de 2026.

Às 15h, o artista Niltolas conduz um workshop de dança, ampliando o diálogo entre música e outras linguagens artísticas.

A programação musical do domingo começa às 17h30, reunindo no palco Julio Lima, a banda paraibana Flau Flau, além de The Sinks, Bixanu e Caridea, compondo uma noite marcada pela diversidade de estilos e gerações da música independente.

A entrada é gratuita e não exige retirada antecipada de ingressos, sendo limitada apenas à capacidade do espaço. Interessados em participar do pitching ou do workshop podem se inscrever pelo e-mail [email protected]

SERVIÇO
Data: 7 e 8 de março
Local: Sede Cultural DoSol – Rua Almira Melo do Amaral, 1963, Potilândia, Natal
Entrada gratuita, sujeita à lotação

Sábado – 7 de março
19h – Terto
20h – Peux
21h – Dona Liberdade e Zael

Domingo – 8 de março
10h – Pitching Festival DoSol
15h – Workshop de dança com Niltolas
A partir das 17h30 – Julio Lima, Flau Flau (PB), The Sinks, Bixanu e Caridea

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Fonte: saibamais.jor.br

Álvaro confirma lançamento de pré-candidatura com presença de Flávio Bolsonaro

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Álvaro confirma lançamento de pré-candidatura com presença de Flávio Bolsonaro

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), confirmou que o lançamento da sua pré-candidatura ao Governo do Estado acontecerá no próximo dia 21, com a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante o evento, o ex-gestor da capital deverá anunciar também sua filiação ao PL.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (6), em entrevista à TV Ponta Negra, afiliada do SBT no Rio Grande do Norte. Álvaro Dias afirmou que, além de Flávio Bolsonaro, o evento contará ainda com a participação do senador Rogério Marinho (PL), do senador Styvenson Valentim (PSDB) e do pré-candidato a senador Coronel Hélio (PL).

Ele disse que outras “figuras de relevo” que fazem parte do bloco bolsonarista também estarão no evento, entre prefeitos, deputados e outras lideranças políticas alinhadas ao campo da direita potiguar.

A presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), ainda é dúvida. Apesar de filiado ao mesmo partido do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que também é pré-candidato a governador, ele declarou que não poderia ficar contra quem lhe apoiou nas eleições de 2024, numa referência a Álvaro Dias, Rogério Marinho e Styvenson Valentim.

O ex-prefeito disse que, após o lançamento da pré-candidatura, vai começar a visitar os municípios do interior para ouvir as pessoas e as lideranças para “formar um bom programa de governo”.

Álvaro Dias assumiu a pré-candidatura do grupo bolsonarista após o senador Rogério Marinho desistir de disputar o Governo do RN para coordenar a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro.

Anotações de Flávio Bolsonaro

Na semana passada, um conjunto de anotações manuscritas de Flávio Bolsonaro, feitas durante reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na terça-feira (24), vazou para a imprensa.

O material, intitulado “situação dos estados”, indicava que a formação da chapa de oposição que concorrerá ao Governo do RN foi discutida no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, localizado em Brasília (DF), com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Rogério Marinho (PL) participou da reunião com Flávio e Valdemar da Costa Neto. O senador potiguar, recentemente, também visitou Jair Bolsonaro na Papudinha após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Em um dos tópicos das anotações, Flávio Bolsonaro confirmou que Álvaro Dias iria se filiar ao PL para se candidatar ao Governo do Estado.

No material vazado, há uma anotação mencionando a data do evento de lançamento da pré-candidatura do ex-prefeito, seguida da observação “palanque nosso”, referindo-se ao fato de a chapa ser composta de dois nomes do PL – o vice de Álvaro Dias será o ex-presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Babá Ferreira, filiado ao partido de Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho.

As anotações também citam que os dois candidatos do grupo para o Senado no Rio Grande do Norte serão Styvenson Valentim e Coronel Hélio.

Ao lado do nome de Styvenson Valentim, candidato à reeleição, há uma anotação de “eleito”, indicando que o grupo dá como certa que uma das vagas em disputa será do tucano. Já a situação de Coronel Hélio é descrita como “com chance”.

Fonte: saibamais.jor.br

Por uma escola capaz de falar de gênero sem medo

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Por uma escola capaz de falar de gênero sem medo

Sou professora, como muitos sabem, e atuo com adolescentes na Rede Básica de Ensino. Essa semana, devido à aproximação do dia Internacional das Mulheres, entrei em várias salas de aula com um discurso histórico sobre o nascimento (trágico) desse dia e as muitas conquistas que o movimento feminista conquistou em benefício das mulheres.

Preenchi meu dia com vozes femininas, vozes de tantas mulheres cis ou Trans/Travestis que, ao longo da história, foram caladas ou relegadas ao fundo da cena, quando não foram assassinadas. Contei histórias de empoderamento feminino, inclusive a minha, afinal, sou uma Travesti na Educação e da Educação, como diz a maravilhosa Sara Wagner York, pedagoga, entre muitas outras coisas e, também, uma Travesti na Educação e da Educação.

Voltando para a sala dos professores no primeiro intervalo do dia, compartilhei, preocupada, a reação dos meninos adolescentes enquanto eu falava coisas do tipo: “mulheres não são objetos”, “mulheres têm as mesmas liberdades que homens”, “mulheresnão precisam mais serem sustentadas por homens”.

Quando comecei a falar nesse tom, sobre o respeito e a autonomia das mulheres a atmosfera mudou. De repente, o rumor dos meninos tomou conta do espaço, ora com risos abafados, ora com olhares de desdém, ora com argumentos e perguntas que pareciam ter saído de outro lugar, como se eles estivem apenas reproduzindo um discurso alheio. (Vindo de onde? – questionei!) Alguns cruzaram os braços, outros lançaram olhares vazios para o teto, outros trocaram olhares e risadinhas de canto de boca, como se aquelas frases fossem apenas ruído, coisa de outro mundo, balela, mimimi, sem valor de significado real para eles.

A cada questão nova, a resistência crescia, feita de indiferença e pequenas ironias lançadas ao vento. Confesso que, em determinada turma, o assombro tomou conta da de mim: como era possível tanto distanciamento? Senti o peso do silêncio ensurdecedor,  imensamente ensurdecedor, e percebi o abismo entre a intenção de diálogo e a fortaleza de resistência erguida ali, escancarada na minha frente.

E esse silêncio vinha também das meninas. Pareciam amedrontadas, apesar das carinhas de satisfação e os “uhus” que eu ouvia saindo de suas expresões. Mas não se manifestavam verbalmente, não se defendiam diante da postura esnobe dos meninos. Precisei intervir, cutucar, perguntar, confrontar, meninos e meninas… há uma barreira enorme a ser quebrada quando o assunto é gênero dentro das escolas.

Pois, se as meninas estão se espelhando em outras mulheres que fizeram carreira; que se tronaram profissionais incríveis em suas áreas de atuação; que se bancam; que se  apresentam independentes, donas de seus próprios narizes, os meninos, por outro lado, parecem que se ancoraram em uma postura hostil, ressentida e violenta contra as mulheres e suas conquistas. E isso não dá match!

Diante dos meus e das minhas colegas de trabalho,  expus minhas impressões e preocupações, um misto de inquietação e urgência. Inquieta por ver o quanto ainda era necessário insistir, plantar sementes em solo pedregoso; e urgência para encontrar meios de como frear e/ou reverter esse quadro tenebroso para a sociedade: Meninos violentos e indiferentes diante de meninas sonhadoras e amedrontadas.

Partilhei isso com meus pares porque acredito que a educação é uma travessia, é uma ferramenta de transformação, é uma saída possível. Mesmo que o discurso fora de seus muros seja contrário, a Escola não pode simplesmete cruzar os braços diante da misoginia, diante da violência praticada contra mulheres. Ela não pode receber e apenas aceitar o que é negativo para a sociedade e não fazer nada.

Se ela é esse espaço de transformação do qual falo, ela precisa morder, mastigar, triturar, ruminar o que está sendo oferecido do meio externo e devolver para a sociedade um adubo fértil, potencialmente rico para que ainda brote, em algum momento futuro, meninos menos ressentidos, menos violentos e capazes de ouvir falar sobre as conquistas das mulheres sem a hostilidade que mantém a misoginia e o machismo armas que deformam e dessencibilizam meninos e violentam ou matam meninas.

O silêncio precisa ser extirpado e o rumor ouvido em sala de aula deve ser de meninos e meninas que compartilham futuros promissores; respeito e liberdade de escolhas, independente do gênero que possuem, independente da identidade com que se identificam e se expressam; e que não tenham medo de ser quem são, nem de morrerem por ser quem são.

Fonte: saibamais.jor.br

Nem só de Brisa vive a cidade e o cidadão natalense

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Nem só de Brisa vive a cidade e o cidadão natalense

Aos ouvidos atentos do leitor desavisado ou do turista aprendiz, a capital do Rio Grande do Norte vive de brisa, essa obra da natureza que balança as palhas dos coqueiros que nos restam e encrespa, de vez em quando, as águas do mar.

Menos para boa parte dos vereadores da cidade, que ganham nosso dinheiro para viver de ataques a uma colega xará do vento sopra suave sobre os morros da capital e a torna uma das mais bonitas do Brasil.

Para boa parte deles, Natal não tem grandes e pequenos problemas reais a serem analisados e resolvidos. Se não fosse essa Brisa de sobrenome Silva, viveríamos no paraíso de que nos fala o livro santo.

Aos 22 anos, Brisa foi a mulher mais jovem da história de Natal a se eleger vereadora, em 2020, pelo Partido dos Trabalhadores. Em seu segundo mandato, Brisa tem sido uma voz altiva e ativa gritando contra os desmandos da gestão do ex-prefeito Álvaro Dias e do atual, Paulinho Freire.

Esse tem sido o seu pecado, segundo esses colegas vereadores. Seu destemor quase juvenil e sua franja de índia potiguara incomoda (e muito e a muita gente) no plenário da Câmara dos vereadores de Natal, cuja maioria obedece cegamente às ordens do prefeito de plantão.

A olhos vistos, muitos dos vereadores de Natal não têm honrado à memória do herói que nomeia o palácio que os abriga. Logo, penso: o que diria deles o ilustre natalense Miguel Joaquim de Almeida e Castro (Padre Miguelinho), mártir da revolução de 1817, no Recife, que perdeu a vida lutando para criar no Brasil uma República independente de Portugal?…

A verdade é que, ao se analisar as votações importantes da Casa que deveria ser do povo de Natal, percebe-se uma troca de interesses da capital pelos interesses do capital. A Câmara virou as costas para a cidade e para os interesses do cidadão comum, a quem deveria servir.
Muitos deles reza conforme a cartilha do prefeito, como se fossem mais um dos tantos jabutis trepados que povoam nossa fauna palaciana, numa subserviência semelhante à vivida nos tempos mais duros da repressão política, durante os anos de chumbo da ditadura militar.

Os vereadores de Natal não respeitam o eleitor que lhes conduziu ao poder, cooptados que foram pela de um poder que destrói coisas belas com a conivência e a conveniência, por vezes criminosa, de quem deveria defender com rigor e coragem a cidade e o cidadão do interesse particular.

Que o diga esse processo contra a vereadora Brisa Brachi e seus rolés vermelhos, cujo erro foi agir de modo similar aos seus colegas e pensar que sairia impune do julgamento e da condenação daqueles que gastam dinheiro público em benefício próprio, ignorando a lei e a moralidade, como ela o fez.

E não há quem me convença de que a Câmara insistiu num processo ilegal e imoral para cassar a vereadora Brisa Silva, atropelando a lógica e o bom senso, conduzida a reboque por dois ou três de seus membros, que provaram que não conhecem, nem respeitam a lei.

Desde o ano passado que já se sabia que esse processo não daria em nada, simplesmente porque foi construído sobre bases frágeis como o discurso de seus patrocinadores, cães raivosos e furiosos contra os interesses da população e dóceis cachorrinhos de madame, diante dos interesses do prefeito e de seus partidários.

Tudo feito com a conivência do presidente, Érico Jácome e dos vereadores da bancada de Paulinho Freire, com a clara intenção de manter uma cortina de fumaça que desvia o olhar do natalense para o festival de desmandos cometidos pelo prefeito.

Perdeu a Câmara e seus vereadores lacradores, apoiados por quem prefere repetir mentiras até elas se tornem verdades e que agora precisam pagar a conta do dinheiro, do tempo e da energia perdidos com a tentativa frustrada de cassar Brisa.

Enquanto isso, a cidade padece com as obras abandonadas pelo ex-prefeito Álvaro Dias, problemas de toda ordem e natureza, sem falar no esforço insano do prefeito Paulinho, utilizando-se da máquina pública para eleger a mulher às vistas de todos… mas, só os vereadores não enxergam.

Fonte: saibamais.jor.br

PSOL lança Robério Paulino ao Governo e Sandro Pimentel ao Senado no RN

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PSOL lança Robério Paulino ao Governo e Sandro Pimentel ao Senado no RN

O PSOL vai apostar no professor e ex-vereador Robério Paulino como pré-candidato a governador do Rio Grande do Norte, e no vigilante e ex-deputado estadual Sandro Pimentel para senador. A definição foi tomada em reunião do diretório estadual na noite desta sexta-feira (6), que também deliberou a busca por uma unidade eleitoral com o PT para a segunda vaga ao Senado, hoje com o nome de Fátima Bezerra.

Robério Paulino deve voltar à disputa pelo governo após 12 anos. Ele foi a grande surpresa da campanha de 2014 no estado e, com quase 130 mil votos e 8,74% de percentual, ajudou a levar a disputa entre Henrique Eduardo Alves (MDB) e Robinson Faria (PSD) para o segundo turno. Robério também já disputou cargos como prefeito e deputado estadual, e foi eleito vereador da capital em 2020.

Na mesma reunião do diretório, os socialistas também aprovaram uma resolução contrária à formação de federação com PT, PCdoB e PV, indicando a continuidade da atual federação com a Rede Sustentabilidade — posição que não se confunde com o apoio a Lula desde o primeiro turno para derrotar a direita. Essa tática também se expressará no estado, com foco nos combates às pré-candidaturas de Álvaro Dias (Republicanos) e Allyson Bezerra (União).

“Evidente que nós temos críticas e reservas ao governo Fátima, mas o centro nosso vai ser o combate à direita”, ressalta Robério Paulino.

Segundo o pré-candidato, a futura campanha do PSOL pode somar nos debates nesse sentido ao se apresentar com cara própria nas eleições.

“É importante o PSOL manter o seu perfil próprio, sua autonomia, sua independência e lançar candidatura qualquer que seja o nome, seja o meu nome ou seja outro. O PSOL não pode ficar simplesmente abaixo do guarda chuva do PT ou da Federação do PT”, aponta.

“Achamos que nos debates, na campanha, o nosso papel vai ajudar, porque nós vamos contribuir nesse enfrentamento com a direita. Não é uma candidatura contra o Cadu [Xavier, pré-candidato do PT a governador], é uma candidatura contra a direita. Agora é importante manter a nossa autonomia, a nossa independência”, diz.

Senado

Já Sandro Pimentel vai voltar às disputas após oito anos. Sua última campanha foi para deputado estadual em 2018, quando foi eleito. Presidente do PSOL no Rio Grande do Norte, ele afirma que o partido não pode deixar um vácuo aberto na eleição majoritária.

“Precisamos ter espaço de mídia, de debate, para que a gente possa apresentar à sociedade um programa diferenciado de todos os outros que aí estão”, defende ele, que diz ser uma honra representar o PSOL seja onde for.

“Desde estar militando no sol, como eu estive anteontem lá na UFRN na greve, quanto uma candidatura ao governo do Estado, ao Senado, deputado, vereador, qualquer cargo que seja, é sempre muito orgulhoso. Eu sou fundador do PSOL aqui, fundador do PSOL em Brasília, então, para mim, é sempre honroso poder levar as nossas bandeiras.”

Dobradinha com o PT

A resolução sobre a tática eleitoral do PSOL potiguar para 2026, divulgada publicamente pelo partido, também fala em “buscar, no atual cenário político, construir unidade eleitoral para uma chapa ao Senado Federal entre PT e PSOL, considerando a importância de fortalecer um campo democrático e progressista no Estado e no país”. Hoje, no cenário atual, a dobradinha se daria com Fátima Bezerra. A atual governadora do Rio Grande do Norte deve renunciar em 4 de abril para que possa ficar apta à disputa ao Senado. O PT ainda não definiu quem será o segundo nome para senador na chapa governista.

O documento ainda aponta o desenvolvimento de diálogo político e programático com movimentos sociais, organizações populares e setores progressistas da sociedade potiguar, visando ampliar a base social e política das candidaturas do partido.

“Caberá ao Diretório Estadual acompanhar a evolução do cenário político e eleitoral, mantendo a prerrogativa de deliberar sobre eventuais ajustes táticos necessários para a melhor defesa do programa e dos interesses estratégicos do partido”, diz a resolução.

Fonte: saibamais.jor.br

STF arquiva investigação contra General Girão sobre atos golpistas

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STF arquiva investigação contra General Girão sobre atos golpistas
Uma das imagens utilizadas pelo MPF no processo – Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, arquivou um inquérito que apurava a possível participação do deputado federal General Girão (PL-RN) nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O pedido partiu da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegou prescrição e falta de provas.

O inquérito investigava a possibilidade de caracterização dos crimes de associação criminosa, incitação ao crime, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. 

Segundo a PGR, no caso de eventual cometimento de incitação ao crime, a condenação já estaria prescrita, já que a pena para este delito é de seis meses de prisão e o prazo máximo de prescrição é de três anos, reduzido pela metade por Girão ter mais de 70 anos.

“Passando a ser de um ano e seis meses, lapso temporal já decorrido desde a última publicação de que se tem notícia, em janeiro de 2023”, informou a PGR.

Por outro lado, com relação ao possível cometimento dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, a PGR disse que não encontrou provas suficientes para corroborar a hipótese criminal de adesão direta ou auxílio material aos atos golpistas. Com isso, a Procuradoria solicitou o arquivamento ao STF, que acatou. A decisão do ministro Alexandre de Moraes foi publicada na quinta-feira (5).

“A decisão do ministro Alexandre de Moraes confirmou aquilo que sempre afirmamos. O próprio Ministério Público foi claro ao apontar que não existe uma única prova, nenhum vídeo ou imagem que indique qualquer participação ou auxílio meu nos atos de 8 de janeiro. Em resumo, a investigação foi arquivada porque não houve qualquer crime”, disse Girão em pronunciamento nas redes sociais.

Girão já foi condenado por fomentar atos antidemocráticos

O documento também traz a posição da Polícia Federal, que afirmou que não foram encontrados vídeos, textos e imagens que indiquem, à época dos fatos, a participação e o incentivo, por parte de Girão, à depredações e no vandalismo ocorridos em 8 de janeiro.

Ainda assim, o órgão lembrou que o deputado federal do PL foi condenado por danos morais e coletivos por ter convocado manifestações em frente ao Quartel do Exército em Natal. Além disso, a União, o estado do Rio Grande do Norte e o município de Natal também foram condenados por omissão na proteção à democracia. A sentença de janeiro de 2025 partiu da 4ª Vara da Justiça Federal no RN, e a condenação foi obtida pelo Ministério Público Federal (MPF).

Saiba Mais: General Girão e União são condenados por fomentar atos antidemocráticos

General Girão foi condenado a pagar R$ 2 milhões em danos morais coletivos por estimular os atos. Segundo a sentença, a atitude do parlamentar “afronta o Estado de Direito, a ordem jurídica e o regime democrático, pondo em ameaça a legitimidade do processo eleitoral e a atuação do Poder Judiciário, além de configurar discurso de ódio contra as instituições democráticas com divulgação de notícias falsas (fake news) acerca do resultado das eleições, confundindo e incitando o povo e as Forças Armadas à subversão contra a ordem democrática”.

No caso da condenação do ano passado, o MPF afirmou que General Girão usou ativamente suas redes sociais, em claro abuso da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar, para encorajar condutas que atentavam contra a ordem democrática, inclusive a continuidade do acampamento existente à época em frente ao 16° Batalhão de Infantaria Motorizada em Natal.

“Em postagem feita um mês antes da invasão dos prédios do STF, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, o réu já instigava a violência contra as instituições, especialmente o Congresso”, ressaltou o MPF, ao afirmar que Girão, na qualidade de deputado federal e general da reserva do Exército, foi importante articulador e motivador dos atos criminosos.

Uma das imagens utilizadas pelo MPF no processo – Foto: Reprodução

“A vontade do réu em ver a concretização de um golpe de Estado, como se sabe, quase se consumou pouco mais de um mês de tal postagem, havendo nexo de causalidade entre conduta e dano”.

Fonte: saibamais.jor.br

Styvenson e Ezequiel podem migrar para o Republicanos, afirma Babá

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Styvenson e Ezequiel podem migrar para o Republicanos, afirma Babá

Escolhido como pré-candidato a vice-governador do bolsonarismo no Rio Grande do Norte, Babá Pereira deu indicativos de um possível rearranjo eleitoral dentro da chapa e afirmou que o senador Styvenson Valentim e o deputado estadual Ezequiel Ferreira — hoje filiados ao PSDB — podem ir para o Republicanos.

A declaração foi feita durante entrevista à rádio 98 FM Natal, nesta sexta-feira (6). Caso a mudança ocorra, o Republicanos voltaria a figurar dentro dos partidos principais da chapa, já que Álvaro Dias, pré-candidato a governador e filiado ao partido, pode migrar para o PL. A mudança deve ser anunciada em 21 de março, dia em que a pré-candidatura será lançada no Rio Grande do Norte com presença de Flávio Bolsonaro.

Saiba Mais: Álvaro confirma lançamento de pré-candidatura com presença de Flávio Bolsonaro

Babá falou sobre o tema após ser perguntado sobre o apoio de Ezequiel, atual presidente da Assembleia Legislativa, à chapa do bolsonarismo.

“Tá se conversando há muito tempo com relação a isso. Acredito que naturalmente isso ocorra. Inclusive, talvez o presidente Ezequiel vá para o Republicanos. Então, tem conversado muito com o prefeito de Natal, Paulinho Freire. Tem conversado muito também com o senador Rogério, com o próprio Styvenson, e também com Álvaro Dias”, afirmou.

Ezequiel Ferreira não se pronunciou a respeito das declarações. O deputado estadual não costuma terceirizar suas decisões sobre destinos políticos. Em relação à migração partidária de Styvenson, Babá também afirmou que “é o que está pautado, se não houver nenhuma mudança.”

Mandato-tampão em pauta no final de semana

O bolsonarismo terá reuniões políticas neste final de semana e a eleição indireta para o governo será uma das pautas. Fátima Bezerra (PT) vai renunciar em 4 de abril para ser candidata a senadora e o vice Walter Alves (MDB) não vai assumir o cargo, já que será candidato a deputado estadual. A linha sucessória é seguida por Ezequiel Ferreira, que também deve declinar. Com isso, o presidente do Tribunal de Justiça, Ibanez Monteiro, deverá convocar novas eleições.

“O senador Rogério Marinho, o ex-prefeito Álvaro Dias, o prefeito Paulinho Freire, o próprio Styvenson, estão esse final de semana em várias reuniões para poder discutir esse tema, inclusive junto com o presidente da Assembleia”, disse Pereira.

Chapa da oposição foi discutida na “Papudinha”

Flávio Bolsonaro fez anotações durante reunião em fevereiro com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, indicando a saída de Álvaro do Republicanos para o PL e a data para o evento no Rio Grande do Norte. As anotações indicam que a formação da chapa de oposição que concorrerá ao Governo do estado foi discutida no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, localizado em Brasília (DF), com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Saiba Mais: Anotações de Flávio Bolsonaro: chapa de oposição no RN foi discutida na “Papudinha”

O material, intitulado de “situação nos estados”, foi obtido pelo portal “Metrópoles” durante entrevista coletiva concedida pelo filho do ex-presidente na sede do PL.

A anotação manuscrita, cuja autoria foi confirmada pelo senador Flávio Bolsonaro, cita ainda que os dois candidatos do grupo para o Senado no Rio Grande do Norte serão Styvenson Valentim e Coronel Hélio.

Ao lado do nome de Styvenson Valentim, que é candidato à reeleição, há uma anotação de “eleito”, indicando que o grupo dá como certa que uma das vagas em disputa será do tucano.

Já a situação de Coronel Hélio é descrita como “com chance”. Ele, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmado como o segundo nome na chapa de oposição para o Senado pelo RN.

Fonte: saibamais.jor.br