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Carnaval: pais não devem postar imagens de crianças, diz pesquisador

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A pureza de crianças brincando livremente o carnaval ilumina os olhares e as lembranças do momento. Por outro lado, as famílias, a sociedade e o poder público devem ficar muito mais atentos com o avanço de violações contra os pequenos nesse período.

Pesquisador em políticas públicas para infância e adolescência, o presidente da organização social internacional ChildFund no Brasil, Maurício Cunha, alerta que se trata de uma época de maior vulnerabilidade dos pequenos.

Essas violações, segundo explicou em entrevista à Agência Brasil, estão no mundo virtual e também nos cenários reais. Cunha recomenda, inclusive, que as famílias evitem postar imagens de crianças em redes sociais e que a sociedade seja estimulada a denunciar ameaças e violências diversas. 

Cunha vai ser uma dos participantes de uma audiência pública nesta quinta-feira (12) na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, a partir das 10h. O encontro vai debater os riscos e violações de direitos enfrentados por crianças e adolescentes no contexto do carnaval, como adultização, erotização, desaparecimento, trabalho infantil e exploração sexual.

O especialista explicou que dados do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, revelam que mais de 26 mil casos suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes foram registrados durante o carnaval de 2024.

O pesquisador aponta que o quadro é agravado pelos riscos da internet por haver exposição de imagens de crianças e adolescentes em fóruns, grupos fechados e redes sociais, além de violência sexual na internet, conforme apontou o estudo do ChildFund Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, publicado no ano passado 

 A pesquisa com mais de 8 mil adolescentes de 13 a 18 anos de todas as regiões do país mostrou que 54% dos entrevistados já sofreram algum tipo de violência sexual online.

Confira abaixo trechos da entrevista

Agência Brasil – Por que as crianças e adolescentes estão ainda mais vulneráveis no carnaval? 

Maurício Cunha – Acaba sendo um período em que as crianças e adolescentes estão mais vulneráveis a todo tipo de violência. Isso pode ser comprovado com evidências. A própria Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Disque 100, apontou, por exemplo, o registro, no ano passado,  de 26 mil denúncias de violações ou de crimes contra criança e adolescente nesse período. 

Isso significou um crescimento de 38% em relação ao ano anterior. É um dado alarmante, porque quase 40% de todas as violações registradas no período se referiam à violência contra a criança. 

Agência Brasil – Quais são as principais preocupações em relação às violências que elas sofrem?

Maurício Cunha – As crianças sofrem mais violência nesse período por uma série de razões. Existe uma superexposição, aumento da circulação, disposição de eventos de massa. O debate da sociedade sobre a da adultização, que foi o termo usado, mas seria mesmo a erotização precoce, que é uma violação dos direitos, considerando o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente.

>>Saiba mais sobre ECA

A criança precisa ser preservada de situações e conteúdos. Então, é um período também de mais desaparecimentos de crianças pelas grandes aglomerações, além de aumento de crianças também em atividades informais e que exploram o trabalho infantil. Há um aumento também da exploração sexual e precisamos chamar muita atenção dos riscos digitais. 

Agência Brasil – Isso ocorre com o aumento da exposição de imagens de crianças?

Maurício Cunha – Sim. A gente orienta as famílias a desligar localização e evitar fotos, vídeos e lives.

O que para as famílias é um conteúdo simples pode gerar exposição dos filhos.  Aquilo pode parar em uma rede em que essa foto pode ser manipulada. 

Agência Brasil – Como é possível prevenir?

Maurício Cunha – Nós orientamos às famílias a utilizar ferramentas de segurança como controles parentais, limitar mensagens desconhecidas para as crianças e revisar a privacidade dos aplicativos.

Temos pesquisas que mostram, por exemplo, que adolescentes no Brasil passam, em média, quatro horas por dia nas redes sociais. É muito  tempo. Ao menos, 30% dos adolescentes passam mais de 6 horas de dia nas redes sociais. 

Quanto mais tempo ali, mais a criança está exposta também a violações. Há riscos no mundo offline e também no online. 

Agência Brasil – Em ambos, a família deve estar vigilante, certo?

Maurício Cunha – O Estatuto da Criança e do Adolescente é claro ao mostrar que o dever da família, da comunidade, da sociedade e do poder público é assegurar os direitos da criança.  A gente fez recentemente uma pesquisa com nove mil adolescentes de todos os estados do Brasil mostrando que apenas cerca de 35% dos adolescentes brasileiros têm algum tipo de supervisão parental no que diz respeito ao uso da internet. 

O adolescente quer liberdade, mas a gente percebeu que esse mesmo adolescente se ressente do fato de não ter tanta proteção. 

Essa mesma pesquisa apontou um dado alarmante: 54% desses adolescentes relatam já haver sofrido alguma violência sexual no ambiente online. É gravíssimo. Isso é muito grave porque são marcas que vão ficar no desenvolvimento dessa pessoa, e que vão comprometer o seu desenvolvimento psíquico e emocional. 

Agência Brasil – O senhor recomenda que se evite imagens de crianças no carnaval?

Maurício Cunha – A imagem dessa criança pode ficar eternamente na internet, e compartilhada em redes de pedofilia. O que funciona é o diálogo: orientar crianças e adolescentes a não interagir com desconhecidos no ambiente digital, nem enviar fotos ou informações pessoais e ativar ferramentas de segurança. São ferramentas que as famílias desconhecem, mas que estão acessíveis a toda a população. 

Agência Brasil – Nesta semana, soubemos que um piloto de avião foi preso acusado de exploração sexual infantil. Uma avó de três crianças integrava o grupo. É possível identificar perfis desses criminosos?

Maurício Cunha –  Esse é um bom ponto. A gente precisa quebrar alguns tabus. A violação sexual contra criança não se dá, na absoluta maioria dos casos, por aquela figura do tarado babando na esquina, para usar um português claro. Mais de 85% das violações são cometidas por alguém de confiança da família ou da criança. 

São muitos casos de que as próprias famílias vendem imagens. Todas as pesquisas apontam que perto de 90% dos casos ocorrem em ambientes domiciliares, com familiares do convívio desta criança ou desta família. 

Agência Brasil – Em relação a isso, que a maior parte dos casos acontece em casa, é um papel difícil de monitorar, de fiscalizar e de denunciar? Qual é o papel da sociedade e do poder público?

Maurício Cunha – No que diz respeito à violência sexual online, a gente fez um grande avanço, que é o ECA Digital, que já foi sancionado e que a partir do mês que vem, agora em março, vai ser implementado e vai reduzir a violência contra a criança certamente. 

>>Saiba mais sobre o ECA digital 

Agência Brasil – O Disque 100 é uma importante conquista nesse contexto…

Maurício Cunha – Sim. Com o Disque 100, é possível ligar gratuitamente, 24 horas por dia, sem o ônus da prova. Isso é algo que a gente precisa dizer para a sociedade. Se há uma suspeita de crime contra a criança, ele já pode ligar para o Disque 100 e a denúncia é encaminhada para o município. 

Na dúvida, as pessoas devem fazer a denúncia porque aquela criança é hipervulnerável. Alguém vai precisar ver o que está acontecendo com ela e denunciar. Isso inibe muito a ação dos criminosos. Eles não vão parar se não houver uma reação forte  e vigilante da sociedade. 

Agência Brasil – E, na época do carnaval, podemos flagrar também crimes como o trabalho infantil…

Maurício Cunha – A gente precisa ter um olhar vigilante sobre isso. No Brasil, é proibido o trabalho até os 14 anos. Entre 14 e 16 é permitido uma condição de aprendiz. Criança tem que brincar, estudar e ser protegida. A criança é mais explorada porque é um trabalho mais barato. Isso é intolerável.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master

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A Polícia Federal (PF) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli (foto) como relator do inquérito que trata das investigações sobre fraudes no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central.

O pedido foi feito, na última segunda-feira (9), após a PF informar a Fachin que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que é investigado no inquérito e teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. A menção está em segredo de Justiça.

Após ser informado do caso, Fachin abriu um processo interno e determinou a notificação de Toffoli para apresentar defesa. Caberá ao presidente do STF decidir se Toffoli continuará como relator da investigação do Master.

No mês passado, Toffoli passou a ser criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.

Defesa

Em nota à imprensa, o gabinete de Toffoli diz que a PF não pode solicitar sua suspeição e que o pedido trata de “ilações”.

“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, declarou.

Investigação

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Associações de juízes defendem no STF manutenção de penduricalhos

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O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta quarta-feira (11) pedido de associações que representam juízes, promotores, defensores públicos e membros de tribunais de contas para manter o pagamento dos penduricalhos que foram suspensos por determinação do ministro Flávio Dino (foto).

O pedido foi feito por 11 associações, que também pediram para participar do processo. Estão entre as entidades a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

Na semana passada, Dino concedeu liminar para determinar que as verbas indenizatórias que não têm base legal devem ser suspensas no prazo de 60 dias nos Três Poderes. Penduricalhos são benefícios financeiros concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, que é de R$ 46,3 mil.  

No entendimento das entidades, todas os pagamentos que são realizados pelo Judiciário e Ministério Público estão previstos em lei ou em regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“Está a se impor, no ponto, o acolhimento dos presentes embargos de declaração para, verificando que não tem havido pagamento a magistratura sem autorização prévia do CNJ, deixe de ser exigido dos tribunais a revisão dos atos normativos que concretizam os pagamentos previstos em lei”, afirmam as associações.

Mais cedo, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) também defendeu no STF a manutenção dos penduricalhos.

O plenário do Supremo marcou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento dos penduricalhos. 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Banco do Brasil tem lucro de R$ 20,68 bilhões em 2025

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O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões em 2025, queda de 45,4% em relação ao ano anterior, segundo balanço divulgado na noite desta quarta-feira (11) pela instituição. As novas regras contábeis e aumento da inadimplência pressionaram o resultado.

De outubro a dezembro, o BB lucrou R$ 5,742 bilhões, recuo de 47,2% em relação ao último trimestre de 2024. Em relação ao terceiro trimestre, no entanto, o lucro subiu 51,7%.

Em nota, o BB destacou que a geração de receitas está aumentando, apesar das pressões provocadas pela inadimplência. Segundo o banco, as receitas financeiras com crédito a pessoas físicas e com o Programa Crédito do Trabalhador, que unifica a contratação de crédito consignado de trabalhadores de empresas privadas, têm ajudado o banco.

“Foram desembolsados R$ 13 bilhões no crédito do trabalhador, uma demonstração que reafirma nossa expectativa declarada de que iríamos crescer em linhas com melhor retorno ajustado ao risco”, ressaltou a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.

Em janeiro do ano passado, entrou em vigor uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que alterou a contabilidade das instituições financeiras e interferiu no resultado. Aprovadas em 2021, as novas regras só entraram em vigor em 2025.

A resolução muda o modelo de provisões (reservas financeiras para cobrir possíveis calotes) para perda esperada, feita com base em estimativas. Isso afetou a maneira como algumas despesas e receitas são reconhecidas, fazendo com que o banco deixasse de reconhecer R$ 1 bilhão em receitas de crédito.

Inadimplência

O índice de inadimplência, que considera atrasos de mais de 90 dias, subiu de 3,16% em dezembro de 2024 para 5,17% no fim de 2025. O resultado é influenciado principalmente pelo agronegócio, segmento onde o banco lidera na concessão de crédito, e na linha de cartões de crédito.

A inadimplência da carteira de crédito do agronegócio encerrou o ano passado em 6,09%, aumento de 1,25 ponto percentual no último trimestre de 2025.

A inadimplência da carteira de pessoas físicas encerrou o período em 6,56%, elevação de 0,55 ponto percentual.

Crescimento do crédito

Mesmo com o aumento dos juros, o BB emprestou mais em 2025, puxado principalmente pelo crédito às pessoas físicas. A carteira de crédito ampliada encerrou o ano passado em R$ 1,296 trilhão, alta de 1,4% no último trimestre e de 2,5% no ano.

Na distribuição por segmentos de crédito, os resultados foram os seguintes:

  • Pessoa Física: R$ 356,96 bilhões no fim de dezembro, alta de 1,8% no trimestre e de 7,6% em um ano, com destaque para a nova modalidade de crédito consignado para CLT, destinado a trabalhadores da iniciativa privada, com R$ 14,3 bilhões emprestados.
  • Pessoa Jurídica: R$ 455,15 bilhões, alta de 0,5% no trimestre e de 0,6% em um ano. A carteira para grandes empresas totalizou R$ 260,4 bilhões, com alta de 4,3% em 12 meses, enquanto a carteira para micro, pequenas e médias empresas somou R$ 115,2 bilhões, recuo de 7,9% no ano passado.
  • Agronegócios: R$ 406,13 bilhões, alta de 1,8% no trimestre e de 2,1% em um ano. Nos seis meses do Plano Safra 2025/2026, o Banco do Brasil R$ 103,9 bilhões em crédito ao agronegócio, além de R$ 12,3 bilhões em linhas para a cadeia de valor do agro.
  • Carteira de Crédito Sustentável: R$ 415,1 bilhões, financiando atividades que geram impactos sociais e ambientais positivos, com alta de 7,3% em 12 meses. Essa carteira corresponde a 32% do crédito total do banco.

Receitas e despesas

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 34,813 bilhões em 2025. O valor representa queda de 1,9% em relação ao ano passado.

Segundo o BB, a queda foi amenizada pelo crescimento nas receitas com linhas de administração de fundos (+13,5%), taxas de administração de consórcios (+19,3%) e rendas do mercado de capitais (+7,9%).

As despesas administrativas totalizaram R$ 34,813 bilhões em 2025, alta de 5,1% em relação a 2024. O BB justificou a elevação com base no reajuste salarial e nos investimentos em tecnologia e cybersegurança.

Projeções para 2026

O BB divulgou as projeções para 2026. Após a redução do lucro em 2025, o banco prevê a recuperação dos ganhos neste ano.

Os números são os seguintes:

  • Lucro líquido ajustado: R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões;
  • Crescimento da carteira de crédito: de 0,5% a 4,5%; com alta de 6% a 10% para pessoas físicas; queda de 2% a alta de 2% para o agronegócio; e queda de 3% a alta de 1% para empresas;
  • Receitas de prestação de serviços: crescimento de 2% a 6%;
  • Despesas administrativas: crescimento de 5% a 9%;
  • Custo do crédito (perdas esperadas com inadimplência e outros riscos): R$ 53 bilhões a R$ 58 bilhões;

“Conseguimos nos adaptar ao cenário com transparência e muita dedicação de nossos funcionários para que tenhamos um 2026 com retomada de patamares de rentabilidade do tamanho do BB. Nosso guidance mostra isso e nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão, com lucro de R$ 5,7 bilhões, um crescimento de 51,7% na comparação com o trimestre anterior”, afirmou Tarciana Medeiros. 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Violações no Grok continuam, dizem MPF, ANPD e Senacon

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O Ministério Público Federal (MPF), a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) avaliaram as respostas apresentadas pela plataforma X e concluíram pela insuficiência das providências informadas pela empresa em relação à sua ferramenta de inteligência artificial (IA), o Grok, que vem sendo usada indevidamente para a geração e circulação de imagens de pessoas em contexto de sexualização, de forma não autorizada.

No mês passado, as três entidades emitiram uma série recomendações à plataforma X. Entre essas recomendações, estava a adoção de procedimentos técnicos e operacionais para identificar, revisar e remover conteúdos desse tipo que ainda estejam disponíveis no X, quando gerados pelo Grok a partir de comandos feitos por usuários.

“Em sua resposta à recomendação conjunta, a plataforma X afirmou ter removido milhares de publicações e suspendido centenas de contas por violação às suas políticas, além de declarar a adoção de medidas de segurança. Porém, na avaliação das instituições, as informações apresentadas não foram acompanhadas de evidências concretas, relatórios técnicos ou mecanismos de monitoramento que permitam aferir sua efetividade. Testes preliminares realizados pelas equipes técnicas das instituições indicam a persistência das falhas, com a continuidade da geração e da circulação de conteúdos incompatíveis com as recomendações já emitidas”, informaram MPF, ANPD e Senacon, em nota.

Em nova manifestação, divulgada nesta quarta-feira (11), os três órgãos determinaram que o X implemente, de forma imediata, medidas efetivas para impedir a produção, a partir do Grok, de conteúdo sexualizado ou erotizado de crianças e adolescentes e de adultos que não expressaram consentimento.

As instituições também determinaram a prestação de informações sobre as providências já adotadas pela empresa para sanar os problemas identificados na recomendação. O MPF, por sua vez, ordenou que o X forneça relatórios mensais sobre sua atuação a respeito do tema e ressaltou que a empresa não foi transparente em sua resposta.

A ANPD, o MPF e a Senacon atuam de forma coordenada na apuração dos fatos relacionados ao uso indevido da ferramenta de inteligência artificial Grok. Cada instituição tem um procedimento administrativo em aberto contra a plataforma, de acordo com a suas áreas de competência.

No caso da ANPD, a medida preventiva exige que os recursos que impedem o uso indevido da ferramenta de IA devem abranger todas as versões, planos e modalidades do Grok.

No âmbito do MPF, foi exigido o envio de relatórios mensais, a partir deste mês de fevereiro, com detalhes sobre como o X está atuando para impedir e reprimir a produção de deepfakes envolvendo crianças e adolescentes e maiores de idade sem sua autorização prévia, indicando o número de postagens nocivas que foram derrubadas e o número de contas envolvidas nessas práticas que foram suspensas, em cada período relatado, pelos controladores da plataforma.

Se não for cumprida, a empresa de rede social poderá ser multada diariamente. Os envolvidos também poderão responder pelo crime de desobediência e a empresa pode sofrer medidas investigatórias mais severas, além de ser alvo de ação judicial, informou o MPF.

Em medida cautelar administrativa, a Senacon cobrou a comprovação de providências já adotadas para conter os riscos identificados e sanar os problemas apontados na recomendação conjunta.

Também foi exigida a remessa de relatório métrico detalhado, contendo dados quantitativos verificáveis sobre identificação, moderação, remoção e indisponibilização de conteúdos sexualizados relacionados ao funcionamento do Grok, incluindo número de conteúdos identificados e removidos, prazos médios de resposta, critérios técnicos utilizados e eventual adoção de medidas corretivas adicionais, como suspensão de contas ou restrição de funcionalidades.

A reportagem tenta contato com a assessoria da Plataforma X no Brasil, para obter um posicionamento sobre essa nova manifestação conjunta do MPF, da ANPD e da Senacon.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Prefeito de Natal critica oposição por cobrar providências sobre chuvas

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O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), atacou a oposição após críticas de parlamentares e protestos da população em relação aos problemas gerados pelas chuvas em Natal no último final de semana, que deixaram casas alagadas na Zona Norte. 

A lagoa de captação do Jardim Primavera, no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, transbordou e afetou moradores. Em ato de protesto, moradores interditaram um trecho da Avenida Boa Sorte, próximo ao cruzamento com a Avenida Miguel de Cervantes, neste domingo (8), e também ocuparam a sede da Prefeitura na manhã desta segunda-feira (9).

Em resposta, Paulinho publicou um vídeo nas redes sociais e disse que o transbordo ocorreu devido a uma obra localizada na rua José Luís da Silva, que a situação está sendo priorizada e que o serviço deve ser concluído até abril. Justificou que, das 82 lagoas de captação em Natal, a do Jardim Primavera foi a única a transbordar e informou que as equipes da Prefeitura estão prestando apoio às famílias — 100 delas foram cadastradas e atendidas, segundo a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas).

Saiba Mais: Lagoa de captação transborda após chuvas e moradores protestam em Natal

Moradores cobraram Prefeitura após alagamentos – Foto: Reprodução/InterTV Cabugi

No pronunciamento, Paulinho classificou as críticas feitas por deputados e vereadores da oposição como “oportunismo” e aproveitou para elogiar parlamentares aliados por enviar emendas para a infraestrutura do município.

“Eu tenho acompanhado nas redes sociais alguns parlamentares da oposição se solidarizando e questionando. Parece oportunismo se aproveitar da dor do povo, só aparecer na época do caos, das chuvas, dos problemas. Quero ver contribuir com solução. Eu pergunto: quem está questionando? Que recursos você, deputado ou deputada federal, você vereador ou vereadora de oposição, destinou para realizar obras de infraestrutura em Natal, para assistência social ou para a Defesa Civil?”, perguntou Paulinho. 

“Quero aproveitar e agradecer aqueles parlamentares que mandaram emenda para infraestrutura em Natal, como o senador Styvenson, o senador Rogério Marinho, a senadora Zenaide, os deputados federais Girão, o deputado Gonçalves, a deputada Carla Dickson. É muito cômodo criticar nas redes ao invés de contribuir com resultados efetivos. Nosso trabalho prioriza ações e não discursos de rede social”, continuou.

Oposição reage

O deputado Fernando Mineiro (PT), que no domingo (8) havia se solidarizado com as famílias e criticado os problemas de drenagem e manutenção das lagoas de captação de Natal, voltou às redes sociais nesta segunda e disse que o chefe do Executivo “finalmente apareceu depois de três dias [com] a cidade sofrendo com alagamento”. 

Mineiro alfinetou e lembrou que no final de semana o prefeito estava no show de Wesley Safadão bancado pela Prefeitura na Redinha. Afirmou, ainda, que destinou mais de R$ 1 milhão de reais em emendas para a administração da capital.

“Não destinei para a drenagem porque você não nos procurou, não conversou sobre isso, mas estou à sua disposição, viu? Aliás, à disposição do povo de Natal. Mas vamos apresentar projetos consistentes, Paulinho, para resolver essa velha questão que, aliás, vem se repetindo a vários governos, inclusive que você sempre participou e sempre esteve nele. Então não tente desviar a atenção do povo. Apresente propostas concretas e, repito, estou à sua disposição para ajudar no que for possível”, apontou.

Foto: Secom Prefeitura do Natal

Natália Bonavides, deputada federal pelo PT e adversária de Paulinho na disputa pela Prefeitura em 2024, resgatou um vídeo do ano passado com a informação de que a Prefeitura do Natal só cadastrou um projeto de drenagem no PAC, para a Zona Sul.

Antes, também publicou vídeos de protestos de moradores na Zona Norte e disse que a Prefeitura gastou milhões com cachês de shows enquanto “a Natal real segue debaixo d’água”.

Samanda Alves (PT), vereadora de Natal, disse que moradores do Jardim Primavera ocuparam a Prefeitura para cobrar solução para a lagoa de captação que voltou a transbordar, invadindo casas e causando prejuízos.

A parlamentar disse que, no domingo (8), seu mandato enviou ofício à Prefeitura cobrando providências e um plano estruturante para enfrentar os alagamentos recorrentes em Natal, com assistência às famílias atingidas, especialmente na Zona Norte.

Brisa Bracchi (PT) também criticou, ainda no domingo (8), o gasto com shows musicais enquanto a lagoa do Jardim Primavera transbordava.

“O problema não é a chuva, mas a crueldade de uma gestão que nunca teve o povo como prioridade”, afirmou.

Após o protesto na sede da Prefeitura Municipal, nesta segunda, a gestão recebeu moradores do bairro Nossa Senhora da Apresentação para uma reunião. 

Segundo o Executivo, desde a última sexta-feira (6) equipes da Prefeitura vêm atuando de forma emergencial para garantir a segurança da população. As ações tiveram início, segundo informou a Prefeitura, após acionamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), quando, durante vistoria técnica, foi identificado que o nível da água se aproximava da caixa de energia das bombas da lagoa. 

“Diante disso, foram adotadas medidas preventivas, incluindo a articulação com a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) para o desligamento do fornecimento de energia, possibilitando a substituição do equipamento com segurança.”

A Prefeitura disse que a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) foi acionada e realizou o cadastramento das famílias afetadas, com o objetivo de avaliação e encaminhamentos sociais cabíveis. Até a noite deste domingo (8), foram 100 famílias cadastradas e atendidas pelas equipes da secretaria.

A gestão municipal ainda disse que iniciou a instalação de novas bombas de grande potência, adquiridas recentemente, que chegaram na sexta-feira (6) e estão sendo utilizadas tanto no Jardim Progresso quanto em outras lagoas da cidade. Além disso, estão sendo realizadas ações paliativas, como a implantação de novas tubulações, com o objetivo de evitar futuras ocorrências.

“Em paralelo, a Seinfra segue adotando todas as medidas necessárias para garantir o escoamento da água. Uma primeira bomba já foi instalada e, ainda nesta segunda-feira, será implantada uma segunda bomba nova de grande capacidade, reforçando a segurança e acelerando a redução do nível da água da lagoa de captação”, afirmou o Executivo.

Fonte: saibamais.jor.br

Morre James Van Der Beek, protagonista da série Dawson’s Creek

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Morreu nesta quarta-feira (11), aos 48 anos, o ator James Van Der Beek. Ele tinha câncer colorretal e se tratava desde 2024, quando anunciou a doença.

A confirmação da morte foi feita no Instagram:

“Nosso amado James David Van Der Beek morreu de forma tranquila nesta manhã. Ele viveu seus últimos dias com coragem, fé e graça. Há muito a compartilhar em relação a seus desejos, amor pela humanidade e a sacralidade do tempo. Essa hora chegará. Neste momento, pedimos por privacidade enquanto choramos a perda do nosso amado marido, pai, filho, irmão e amigo”.

Sucesso

James ficou muito conhecido em vários países quando protagonizou a série adolescente Dawson’s Creek, que estrou em 1998 e foi exibida até 2003. O seriado mostrava um grupo de quatro jovens amigos que lidavam com questões como amor, amizade, se tornar um adulto e ter responsabilidades.

A série também tornou famosos os atores Joshua Jackson e Katie Holmes, que também era coprotagonistas ao lado de James.

Carreira

Nascido em 1977, o ator estreou na TV em 1993, fazendo uma pequena participação na série Clarissa Sabe Tudo. Em 1998 fez seu primeiro filme, Harvest. No mesmo ano foi escalado para se tornar o protagonista de Dawson’s Creek, seriado que se tornou fenômeno mundial.

Ao mesmo tempo em que estava na série, James também se dedicava ao cinema em filmes como Todo Mundo em Pânico (2000), O Império (do Besteirol) Contra-Ataca (2001), entre outros.

Após o final de Dawson’s Creek, o ator seguiu trabalhando no cinema em produções como Final Draft e Alerta de Perigo, ambos de 2007, e também aos seriados com presença em episódios de Lei & Ordem: Unidade de Vítimas Especiais (2012), CSI: Cyber (2015), Família Moderna (2017), entre outras. O último trabalho dele foi no filme Outro Amor Fora do Tempo, de 2025.

James Van Der Beek deixa esposa e seis filhos.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Menor foi usada em rede de propinas que atinge prefeito de Mossoró, diz PF

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Uma conta bancária “laranja” em nome de uma estudante menor de idade teria sido utilizada pelos operadores da suposta rede de propinas e fraudes em licitações na área da Saúde que atinge o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União). A informação é da Polícia Federal e foi revelada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta segunda-feira (9).

A menor de idade é a filha de Oseas Monthalggan — sócio ligado à companhia Dismed e apontado como responsável por organizar e determinar a entrega de propinas a agentes públicos — e Roberta Ferreira Praxedes da Costa, proprietária da Drogaria Mais Saúde. O esquema movimentou R$ 13,5 milhões pagos à empresa fornecedora de medicamentos que, segundo a PF, repassava vultosas propinas ao prefeito. 

Segundo as informações obtidas pelo Estadão junto à PF, a conta bancária da filha do dono da farmacêutica movimentou R$ 427 mil em um ano após contratos com o município de Serra do Mar, a 250 quilômetros de Natal. O uso dessa conta laranja seria uma forma de não chamar atenção dos investigadores e dos órgãos que mapeiam o fluxo de dinheiro.

“Cliente não aparenta possuir capacidade econômico-financeira para movimentar tal volume de recursos. Suspeita-se de movimentação de recursos de terceiros, notadamente de seu pai, para fins de sonegação fiscal”, aponta a PF, de acordo com a reportagem do Estadão.

A análise dos débitos da Drogaria Mais Saúde pelos investigadores revelou que a maior parte das saídas financeiras da empresa foi direcionada para a filha de Roberta e Oseas. Ela recebeu R$ 427 mil entre julho de 2022 e junho de 2023.

Segundo a PF, o esquema de desvio de recursos da Saúde e fraude em licitações atingiu os municípios de Serra do Mel, Mossoró, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau. No dia 27 de janeiro, após a deflagração da Operação Mederi e o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua casa e outros locais, Allyson Bezerra divulgou nota à imprensa e afirmou que não há qualquer fato que o vincule pessoalmente à investigação, tendo os mandados judiciais sido deferidos com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas.

A Agência SAIBA MAIS buscou a assessoria da Prefeitura de Mossoró na manhã desta terça-feira (10) e aguarda posicionamento.

“Matemática de Mossoró”

“Matemática de Mossoró” foi a expressão usada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Mederi para descrever o suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos da saúde na Prefeitura de Mossoró, que teria como um de seus beneficiários, segundo as investigações, o próprio prefeito Allyson Bezerra. O termo refere-se especificamente a um percentual de 15% de propina que seria cobrado da empresa Dismed, pivô do esquema desarticulado pela PF e pela AGU, para facilitar os pagamentos dos contratos de fornecimento de medicamentos firmados com a Prefeitura de Mossoró.

O modus operandi da propina foi revelado através de uma escuta ambiental instalada pela Polícia Federal no escritório da Dismed. Nas conversas gravadas, o empresário Oseas Monthalggan Fernandes Costa explica a um interlocutor como funcionava a “Matemática de Mossoró”.

“Olhe, Mossoró, eu estudando aqui. Como é a matemática de Mossoró. Tem uma ordem de compra de quatrocentos mil. Desses quatrocentos, ele entrega duzentos. Tudo a preço de custo! Dos duzentos ele vai e pega trinta por cento, sessenta R$ 60.000,00, então aqui ele comeu R$ 60.000,00! Fica R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento. Dos cento e quarenta ele R$ 70.000,00. Setenta com sessenta é meu, R$ 130.000,00. Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil R$ 100.000,00 a Allyson e a Fátima, que é dez por cento de Fátima e quinze por cento de Allyson. Só ficou trinta mil R$ 30.000,00 pra a empresa!”, disse Oseas Monthalggan, em maio de 2025, sobre a ‘matemática’ do município.

A Prefeitura de Mossoró, segundo a transcrição da conversa que consta na decisão judicial que autorizou a operação, havia emitido uma ordem de compra de medicamentos no valor de R$ 400 mil. No entanto, a empresa entregou apenas o equivalente a R$ 200 mil. A diferença seria distribuída entre os participantes do esquema.

Allyson e vice operariam o topo do esquema

De acordo com a reportagem do jornal, com base em informações de investigadores da Polícia Federal, o prefeito de Mossoró e seu vice, Marcos Bezerra (PSD), operavam “o topo do esquema”, além de receber “propina em porcentuais definidos sobre os contratos” com a Dismed. Allyson vai renunciar a Prefeitura em abril para ficar apto a concorrer ao governo estadual, e Medeiros vai assumir o Executivo municipal.

“Em relação a Allyson e Marcos, há referências nominais específicas nas conversas indicando recebimento de valores”, diz a Polícia Federal.

“No nível intermediário, estariam os gestores administrativos, que garantiriam as condições institucionais para funcionamento do sistema. No nível operacional, estariam os fiscais e gestores de contrato que viabilizariam concretamente as entregas parciais mediante atestados. Externamente à administração pública, estariam os empresários, que operacionalizariam o esquema no âmbito privado”, aponta a investigação.

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Fonte: saibamais.jor.br

Lula visitará Recife, Salvador e Rio de Janeiro no Carnaval

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar a três capitais durante o feriado de Carnaval, segundo previsão informada pelo Palácio do Planalto nesta quarta-feira (11). A primeira parada será no Recife, onde o presidente desembarca na noite de sexta-feira (13), vindo de Brasília. No dia seguinte, pela manhã, Lula comparece ao desfile do tradicional bloco Galo da Madrugada, um dos maiores eventos carnavalescos do planeta, que costuma reunir um público superior a 2 milhões de foliões nas ruas do centro do Recife. Ele deve ser acompanhado pelo prefeito da cidade, João Campos, e a governadora pernambucana, Raquel Lyra.

Ainda no sábado, Lula embarca para Salvador. Na capital baiana, o presidente deve prestigiar o desfile dos trios elétricos em um camarote oficial do governo do estado, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e outros aliados.

Já na cidade do Rio de Janeiro, Lula vai acompanhar, na Marquês de Sapucaí, o desfile das escolas de samba do grupo especial, especialmente a apresentação da estreante Acadêmicos de Niterói, cujo samba-enredo homenageia a trajetória de vida pública do presidente. O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, estará ao lado de Lula, que também deverá estar acompanhado de parlamentares e aliados.

A programação detalhada não foi informada, mas a expectativa é que Lula só retorne a Brasília na segunda-feira (16), onde passa a noite. No dia seguinte, terça-feira (17), ainda pela manhã, o presidente e comitiva embarcam para uma viagem internacional à Índia e à Coreia do Sul, que ocorrerá entre 18 a 24 de fevereiro.

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Procedimento dermatológico

Ainda nesta quarta, após Lula aparecer com uma pequena mancha visível no couro cabeludo, durante um evento no Palácio do Planalto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informou que a marca é resultado de um procedimento realizado no último domingo (8) para retirar uma queratose, que é um acúmulo de pele, cujo aparecimento foi associada à exposição ao sol. A intervenção com cauterização da lesão foi feita em clínica de dermatologia em São Paulo com bisturi elétrico, e durou cerca de dois minutos, segundo a Secom.

*texto alterado às 18h25 para correção de informação

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Espírito Santo é 2º maior produtor de petróleo com Campo de Jubarte

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Depois de seis anos, o Espírito Santo voltou à vice-liderança no ranking nacional de produção de petróleo. O estado retomou a posição de São Paulo, sendo empurrado pela produtividade do Campo de Jubarte, localizado na área conhecida como Parque das Baleias, na Bacia de Campos.

De acordo com o mais recente boletim de produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal que regula o setor, a produção de óleo no estado chegou a cerca de 193 mil barris por dia em 2025

A marca equivale à 5,1% da produção nacional. São Paulo, que caiu para o terceiro lugar, produziu 184,5 mil barris, respondendo por 4,9% do país. A produção capixaba saltou 24,5% na passagem de 2024 para 2025.

O Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo do país, com 87,8% do óleo extraído no país no ano passado.

Em todo o Brasil, a produção atingiu 3,770 milhões de barris/dia em 2025, expansão de 12,3% na comparação com 2024.

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Plataforma Maria Quitéria

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa empresas do setor, destaca que o “grande destaque no Espírito Santo é o Campo de Jubarte, que responde por 77,3% da produção do estado, e registrou aumento de 32,8% na sua produção no período de 2024-2025″.

Jubarte é operado exclusivamente pela Petrobras e fica cerca de 76 quilômetros do Pontal de Ubu, no município de Anchieta, parte sul do litoral capixaba.

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), centro de pesquisas ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), contextualiza que a entrada em operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria elevou a produção em Jubarte.

O FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência, na sigla em inglês) tem capacidade de produção diária de 100 mil barris de petróleo e o processamento de 5 milhões de metros cúbicos de gás natural. A plataforma entrou em operação em outubro de 2024.

Ao fim de 2025, Jubarte ─ que tem poços no pós-sal e no pré-sal ─ figurava como quinto maior campo produtor do país, com média de 152 mil barris por dia.

Para o Ineep, os números de produção reafirmam a importância estratégica de Jubarte, assim como revela o elevado grau de concentração produtiva no estado.

O centro de pesquisa ressalta também o protagonismo do investimento da Petrobras em exploração e produção para “ampliar os ganhos energéticos nacionais e fortalecer a arrecadação do Espírito Santo e dos municípios confrontantes [vizinhos]”.

“Esse movimento tende a impulsionar a cadeia de fornecedores e serviços associados ao setor, gerando efeitos positivos sobre a economia regional e reafirmando o papel estratégico da Petrobras como indutora do desenvolvimento produtivo e territorial”, informa o instituto à Agência Brasil.

Histórico e projeção

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) lembra que o estado ocupou de “forma consistente” a segunda colocação nacional, entre 2007 e 2018, sendo ultrapassado por São Paulo no período entre 2019 e 2024.

A federação projeta que a produção de petróleo deve crescer ainda mais nos próximos meses, com a retomada das atividades do FPSO Maria Quitéria. A unidade interrompeu as operações em 11 de dezembro para reparos programados no gasoduto de exportação. A expectativa é retornar ainda este mês.

O presidente da Findes, Paulo Baraona, indica que o segmento do petróleo teve um papel decisivo no crescimento da produção industrial capixaba em 2025.

No ano passado, o Espírito Santo foi o estado com o maior crescimento da produção industrial (11,6%), acima da média nacional (0,6%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

“Esses resultados mostram a posição estratégica do Espírito Santo na economia brasileira e no mapa energético nacional.”

5 mil empregos

Baraona afirma que a cadeia produtiva do setor de petróleo e gás “irradia oportunidades” no estado. Segndo ele, são mais de 600 empresas em operação, que empregam ao menos 15 mil trabalhadores formais, com remuneração acima da média nacional.

“Os projetos impulsionam empregos, renda e dinamizam a economia regional. Olhando para os próximos anos, estamos trabalhando para trazer novas oportunidades de investimentos que já se desenham para o setor no Espírito Santo e no Brasil.”

Necessidade de investimentos

Para trabalhadores da indústria do petróleo, a retomada da vice-liderança do Espírito Santo é positiva, mas precisa ser interpretado com cautela.

O diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (SindipetroES), Etory Sperandio, faz a ressalva de que a produção capixaba ainda é menor que a de anos atrás.

Os números de 2025 superam os dos três anos anteriores, mas ficam aquém de 2021, por exemplo, quando o estado produzia mais de 210 mil barris diários. Em 2016, o Espírito Santo se aproximou de 394 mil barris por dia.

Ele destaca que a produção capixaba está concentrada no trecho da Bacia de Campos que pertence ao estado (a maior parte é ligada ao Rio de Janeiro). No entanto, o sindicalista cobra investimentos em produção e exploração na Bacia do Espírito Santo, que fica no litoral norte.

“A parte da Bacia do Espírito Santo, que pega do alto de Vitória, mais ou menos, da região de Vila Velha para cima, reduziu bastante a produção.”

De acordo com o diretor, companhias que têm direito à exploração precisam aumentar investimentos. “Esses campos que foram privatizados perderam o investimento, as empresas que compraram apenas focaram em sua produção e não fazem novas descobertas”, avalia.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias