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Jussara Sales fortalece ação social e Prefeitura de Extremoz distribui 6 mil quilos de peixe na Semana Santa

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A Prefeitura de Extremoz realizou, nesta quinta-feira (02), a tradicional distribuição de peixe da Semana Santa. Ao todo, foram entregues 6 mil quilos do pescado, beneficiando 6 mil famílias com o alimento que será consumido neste período religioso da Páscoa.

A prefeita Jussara Sales participou da entrega nos locais, reforçando o compromisso da gestão municipal com políticas públicas voltadas à segurança alimentar e ao bem-estar da população.

“É um momento que tem um significado especial e nossa ação garante o alimento na mesa de quem mais precisa”, destacou Jussara Sales.

A iniciativa foi bem recebida pela população. “Esse peixe chega em uma boa hora. Ajuda muito a gente aqui de casa, principalmente nesse período da Semana Santa. Fico muito agradecida pela prefeitura lembrar da gente e trazer esse apoio para as famílias da comunidade”, disse Maria José da Silva, moradora da comunidade do Comum.

Lideranças debatem sobre gestão estadual, educação e sustentabilidade

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No horário destinado a lideranças partidárias, na sessão desta quarta-feira (01), na Assembleia Legislativa, os deputados Coronel Azevedo (PL), Hermano Morais (MDB) e Eudiane Macedo (PV), se pronunciaram. Eles abordaram temas voltados à gestão estadual, educação e sustentabilidade.

Coronel Azevedo ressaltou os 90 anos da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do Rio Grande do Norte (ASSPMBMRN) completa, comemorados nesta terça-feira (31) com uma sessão solene na Câmara de Natal.

“Deixo minha gratidão e meu respeito a todos”, disse o parlamentar, afirmando que a associação se consolidou como uma das mais importantes entidadesrepresentativas das forças de segurança do estado. O parlamentar também teceu críticas ao governo do estado.

O deputado Hermano Morais repercutiu um seminário sobre educação realizado no auditório da Federação das Indústrias do RN nesta terça-feira, com palestras importantes sobre o tema e sobre Inteligência Artificial. Hermano convocou os pares para que seja avaliado um ‘pacto pela educação’ na tentativa de melhorar os índices no RN. “O Rio Grande do Norte precisa evoluir muito e com urgência”, encerrou o deputado.

A deputada Eudiane Macedo comentou sobre sua visita ao município de Lagoa de Velhos, que lançou um programa de sustentabilidade, onde cada residência faz a separação do lixo e a Prefeitura organiza a coleta diversa. Eudiane explicou que uma ‘moeda’ foi criada pela prefeitura, para que a população receba a cada quantidade de lixo reciclável entregue, e com a moeda fictícia possa trocar por material de limpeza e doces. “Os doces para estimular a participação das crianças”, justificou a deputada. A moeda criada pela Prefeitura foi batizada de ‘Fabião das Queimadas’, um poeta da região.

Rogério Marinho reconhece que Lula é favorito à reeleição

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Rogério Marinho reconhece que Lula é favorito à reeleição

Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência, o senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN) reconheceu nesta terça-feira (31) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é favorito à reeleição nas eleições de 2026. Ele disse ainda que Flávio entra na disputa com alta rejeição por causa do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As declarações foram dadas em entrevista ao UOL News, do Canal UOL. Em relação a quem tem mais chances de vencer a corrida ao Palácio do Planalto, Marinho acredita que Lula, por estar no governo, larga em vantagem.

“Nós não achamos que o Flávio é o favorito na disputa. Longe de mim essa afirmação. É uma campanha difícil. Quem está sentado na cadeira e sabe usar bem a máquina pública é o atual presidente da República. Ele é o favorito”, disse.

Nas eleições de 2022, mesmo com a máquina pública na mão, Jair Bolsonaro perdeu para Lula. O líder do bolsonarismo recebeu 43,20% dos votos no primeiro turno e 49,10% no segundo, ante 48,43% e 50,90% do líder petista em cada volta, respectivamente. 

Ainda segundo Marinho, Flávio herda uma rejeição que vem do seu pai, e que ela vem caindo desde que a pré-candidatura do senador carioca à presidência foi lançada.

“Quando Flávio se lançou como candidato, apareceu uma primeira pesquisa que ele dava 60% de rejeição e 25% ou 26% de intenção de voto. (…) Ele herdava um percentual de votos que o pai lhe legava pelo sobrenome, mas ele herdava também uma rejeição que não era dele, uma rejeição que estava encrustada em Jair Bolsonaro”, avaliou.

Rogério evitou comentar sobre a busca pelo vice e disse que a prioridade atual da pré-campanha é a formação de palanques estaduais. No Rio Grande do Norte, o bolsonarismo aposta em Álvaro Dias para governador, além de Styvenson Valentim e Coronel Hélio para senadores.

Força do lulismo

O cenário local também reflete a força do lulismo e do apoio do atual presidente aos concorrentes no Rio Grande do Norte. Adversário da governadora Fátima Bezerra (PT) em 2022, o ex-deputado estadual e ex-vice-governador Fábio Dantas afirmou que o pré-candidato Cadu Xavier (PT) “tem uma grande chance de ser o governador do Rio Grande do Norte, porque é o candidato de Lula”. A declaração foi dada em entrevista à Rádio 98 FM no final de março.

Fábio Dantas lembrou que, nas eleições de 2022, o presidente Lula (PT) teve mais de 1,2 milhão de votos no Rio Grande do Norte. Ao falar sobre transferência de voto, ele analisou que, ainda que a votação do petista caia cerca de 20%, “Cadu precisa ser muito ruim pra não ter 800 mil votos”.

“Lula teve 1 milhão e 220 mil votos, Fátima teve 1 milhão e 66 mil votos:160 mil eleitores de Lula não votaram em Fátima. É muito difícil que Cadu, sendo o candidato de Lula, perca tanto voto assim pra não ter de 38% a 40% dos votos, é menosprezar a liderança política que o PT e o presidente de Lula têm no Rio Grande do Norte”, avaliou.

Saiba Mais: Adversário de Fátima em 2022, Fábio Dantas aponta favoritismo de Cadu no RN

O ex-vice-governador destacou que o marketing do pré-candidato do PT “vai lutar muito” para associá-lo à imagem do presidente Lula, mas ponderou que não se sabe ainda a mensagem que “vai vencer”, se será a ideia de “Cadu de Lula ou Cadu de Fátima”.

Cadu Xavier tem reforçado em entrevistas sua experiência administrativa, como parte da equipe econômica do estado responsável por sanear a dívida com o funcionalismo, que durante a gestão Robinson Faria chegou a quatro meses de pagamento em atraso:

Jingle na passagem de Flávio Bolsonaro no RN continua repercutindo

A passagem do senador Flávio Bolsonaro pelo Rio Grande do Norte em 21 de março para o lançamento da pré-candidatura de Álvaro Dias ao governo ficou marcada também por uma polêmica envolvendo o jingle da sua pré-campanha à Presidência da República. A letra da música que serviu para embalar a dança do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continha ironias sobre o centrão, indiretas à terceira via e analogia à força do presidenciável da extrema direita ao se referir a ele como “touro” e “gado brabo”.

“Agora o Brasil é Flávio e Flávio é Bolsonaro. A esquerda entra em desespero e o centrão cai do cavalo. Quiseram laçar o touro, mas pelo touro foram chifrados. Não é jumento frouxo, aqui é gado brabo do Bolsonaro”, dizia a letra do jingle executado no evento da chapa majoritária bolsonarista em Natal.

Saiba Mais: “Centrão cai do cavalo”: Flávio Bolsonaro diz que jingle no RN não teve seu aval

O jingle, no entanto, causou um inesperado ruído político que levou o pré-candidato a desautorizar a música. Em nota, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que o trecho que afirma que “o centrão vai cair do cavalo” desmerece partidos importantes, não passou pelo crivo da assessoria dele e que o partido terá mais cautela nos próximos eventos.

À CNN Brasil, também nesta terça, Marinho disse que o jingle não “reflete o comportamento” da campanha.

“Se tem um jingle que foi tocado de forma pejorativa, não dá. É uma situação de disposição da campanha, estamos ainda na pré-campanha, há um enorme montante de apoiadores e não defendemos essa alcunha. Não é dessa forma que vamos nos comportar”, afirmou o senador.

Fonte: saibamais.jor.br

o fascismo segue entre nós

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Arrancam faixas, não a memória: o fascismo segue entre nós

O dia ainda nem tinha começado direito quando a violência já tinha falado.

Não com armas visíveis, não com tanques nas ruas, não com atos institucionais. Mas com um gesto que carrega o mesmo significado histórico: o apagamento.

As faixas com os nomes dos mortos e desaparecidos políticos do Rio Grande do Norte foram arrancadas.

Arrancadas.

Não é vandalismo. Não é um ato isolado. Não é “excesso”. É projeto.

Cada nome ali carregava uma história interrompida pela violência de Estado. Cada faixa era um enfrentamento ao silêncio imposto há mais de seis décadas. Cada letra escrita era um ato político de afirmação: nós não esquecemos.

E, justamente por isso, incomoda.

Porque o Brasil nunca fez justiça.

A memória foi disputada. A verdade foi arrancada a duras penas por familiares, militantes, pesquisadores, comissões da verdade. Mas a justiça, essa nunca veio. E quando não há justiça, o passado não passa. Ele se infiltra no presente, se reorganiza, ganha novas formas, novos discursos, novas legitimidades.

O que aconteceu nesta manhã não é apenas sobre faixas retiradas das ruas. É sobre a permanência de uma lógica.

A lógica de que alguns podem ser eliminados, física ou simbolicamente, sem que isso cause consequências.

A lógica de que a história pode ser reescrita pela força.

A lógica de que lembrar é perigoso.

E é.

Lembrar é profundamente perigoso para quem depende do esquecimento para existir.

Por isso arrancam nomes. Por isso rasgam memórias. Por isso tentam, mais uma vez, empurrar para debaixo do tapete aquilo que nunca foi devidamente enfrentado.

Mas há algo que não conseguem arrancar.

Não arrancam o fato de que houve tortura.

Não arrancam o fato de que houve assassinatos.

Não arrancam o fato de que houve desaparecimentos forçados.

Não arrancam o fato de que o Estado brasileiro foi responsável por tudo isso.

E não arrancam, sobretudo, a persistência de quem ficou.

De quem segue dizendo os nomes.

De quem segue ocupando as ruas.

De quem segue afirmando que não há democracia possível sobre corpos ocultados e crimes impunes.

O que vivemos hoje é mais do que um episódio de intolerância. É a expressão concreta de um tempo político em disputa. Um tempo em que o fascismo deixa de ser apenas uma referência histórica e se apresenta como prática cotidiana, como método, como linguagem.

E isso acontece num ano decisivo para o Brasil.

Não se trata apenas de uma disputa eleitoral. Trata-se de um confronto entre projetos de país. Entre um projeto que aposta na ampliação da democracia, ainda que incompleta, ainda que em construção, e outro que se alimenta do autoritarismo, do negacionismo histórico e da violência como instrumento político.

Arrancar faixas é um gesto pequeno diante do que já foi feito no passado. Mas é enorme no que revela.

Revela que eles ainda estão aí.

Revela que continuam incomodados.

Revela que a memória segue sendo uma trincheira.

E talvez seja justamente isso que mais nos diga sobre o nosso tempo: eles precisam apagar, porque sabem que lembrar é resistir.

Nós seguimos.

Reescrevemos os nomes.

Reocupamos as ruas.

Porque a nossa luta nunca foi apenas sobre o passado. É sobre o presente e, sobretudo, sobre o futuro.

Enquanto houver tentativa de apagamento, haverá memória.

Enquanto houver silêncio imposto, haverá voz.

Enquanto houver impunidade, haverá luta.

E é exatamente por isso que seguimos afirmando, com ainda mais força:

Não esquecemos.

Nunca mais.

Fonte: saibamais.jor.br

Zenaide silencia sobre apoio a Caiado e deve continuar com Lula

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Zenaide silencia sobre apoio a Caiado e deve continuar com Lula

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) silenciou sobre o apoio à pré-candidatura de Ronaldo Caiado, governador de Goiás pelo seu partido, à presidência. Vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional, a tendência é que ela se mantenha no apoio à Lula.

Caiado foi oficializado como pré-candidato ao Planalto na segunda-feira (30) após superar os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Junior — este, que desistiu na semana passada —, no processo de escolha do nome que representará o partido nas eleições de outubro. 

A senadora potiguar não esteve no evento de anúncio e nem se pronunciou a respeito nas redes sociais. Procurada pela Agência SAIBA MAIS por meio de sua assessoria, também não houve um posicionamento oficial sobre apoio à presidência. 

O palanque de Caiado também deve ser esvaziado por outros líderes do PSD. Leite e Ratinho Junior não estiveram no lançamento, e os outros quatro governadores da legenda não se manifestaram nas redes sociais sobre a escolha de Caiado: Raquel Lyra (Pernambuco), Marcos Rocha (Rondônia), Fábio Mitidieri (Sergipe) e Mateus Simões (Minas Gerais).

Mitidieri já declarou publicamente que vai apoiar Lula. Lyra saiu do PSDB rumo ao PSD em busca de se aproximar do petista e tem aval da direção do partido para se manter neutra na disputa nacional. Já Simões vai apoiar Romeu Zema (Novo), de quem era vice-governador até semana passada.

Em entrevista a jornalistas, Ronaldo Caiado disse que, se for eleito, seu primeiro ato no governo será uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. 

Como vice-líder do governo, Zenaide defendeu abertamente a taxação dos super-ricos, votou a favor da agenda social e de direitos humanos e se opôs a medidas autoritárias durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela já declarou, no aniversário de um ano da tentativa de golpe, que a ação foi uma “página infeliz da nossa história”.

A senadora foi eleita em 2018 em uma chapa majoritária encabeçada pela governadora Fátima Bezerra, com forte apoio da militância do PT. Em Brasília, sua atuação é marcadamente progressista, caracterizada pela afinidade com as pautas defendidas pelo Palácio do Planalto. 

No período recente, porém, ela se aproximou do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao governo estadual e adversário declarado da governadora Fátima Bezerra (PT), com quem formará o palanque estadual na eleição deste ano, marcando um rompimento com o PT a nível local. 

Fonte: saibamais.jor.br

Pelo PV, Ubaldo Fernandes buscará seu terceiro mandato estadual

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O deputado estadual Ubaldo Fernandes oficializou, nesta quarta-feira (1º), sua filiação ao Partido Verde (PV), marcando um novo momento em sua trajetória política. O parlamentar deixa o PSDB aproveitando a janela partidária, que se encerra no próximo dia 5 de abril, e se prepara para disputar a reeleição à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em 2026, quando buscará seu terceiro mandato.

A filiação foi consolidada durante encontro com o presidente estadual da legenda, Rivaldo Fernandes, reforçando o alinhamento político e o planejamento estratégico para o próximo pleito.

Com atuação destacada no Legislativo, Ubaldo Fernandes foi eleito Parlamentar do Ano em 2025. Nas eleições de 2022, o deputado obteve 34.426 votos e projeta ampliar sua votação no próximo processo eleitoral.

A chegada do parlamentar fortalece a nominata da Federação Brasil da Esperança (PV/PT/PCdoB), que trabalha para ampliar sua representação na Assembleia Legislativa.

A expectativa da federação é aumentar o número de cadeiras no Legislativo estadual nas eleições de 2026, consolidando ainda mais sua presença política no Rio Grande do Norte.

Ato em Natal lembra, nesta quarta-feira (1°), os 62 anos do golpe militar

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Ato em Natal lembra, nesta quarta-feira (1°), os 62 anos do golpe militar

Em defesa da memória, verdade e justiça, movimentos populares, sindicatos e organizações políticas realizam um ato neste 1º de abril em Natal para lembrar os 62 anos do golpe militar de 1964 e reafirmar a necessidade de justiça contra os crimes da ditadura militar e as ameaças à democracia no Brasil.

A manifestação acontece às 16h, no Palácio dos Esportes Djalma Maranhão.

O regime foi marcado por censura, perseguição política, prisões, torturas, assassinatos e desaparecimentos, tendo durado mais de 21 anos. Estudantes, artistas, jornalistas e lideranças populares foram perseguidos. No Rio Grande do Norte, entre mortos e desaparecidos políticos, estão nomes como:

Hiran de Lima Pereira, Zoé Lucas de Brito Filho, Djalma Maranhão, Emmanuel Bezerra dos Santos, Luiz Ignácio Maranhão Filho, Lígia Maria Salgado Nóbrega, José Silton Pinheiro, Anatália de Souza Melo Alves, Gerardo Magela Fernandes Torres da Costa, Edson Neves Quaresma, Luiz Gonzaga dos Santos, Sebastião Gomes dos Santos, Virgílio Gomes da Silva e Glênio Sá — além de um número significativo de pessoas perseguidas.

Presidenta do Comitê Estadual por Memória, Verdade e Justiça do Rio Grande do Norte (CEV), Jana Sá afirma que o ato no Palácio dos Esportes é um chamado coletivo contra o esquecimento e contra a naturalização da violência política. 

“Num momento em que o autoritarismo volta a se reorganizar no país, lembrar é um ato de resistência. E ocupar as ruas, os espaços de cultura e de debate é reafirmar que a democracia só se sustenta com memória, verdade e justiça. Sem isso, o ‘nunca mais’ vira apenas uma frase vazia”, destaca. 

Como parte da programação deste 1º de abril, também será exibido o filme “Não Foi Acidente: Mataram Meu Pai”, às 19h na Casa Vermelha (Rua Princesa Isabel, 749, Cidade Alta).

Segundo Jana, a obra é parte do “mesmo compromisso de dar rosto, voz e verdade àquilo que tentaram esconder”.

A jornalista é filha de Glênio Sá, líder comunista e único potiguar a lutar na Guerrilha do Araguaia. Glênio morreu em 26 de julho de 1990 num acidente automobilístico ainda hoje cercado de mistério. A família nunca aceitou a versão oficial de que aquela tragédia teria sido obra do acaso.

Pela manhã, Natal amanheceu com faixas lembrando os potiguares vítimas da ditadura, que foram arrancadas.

“O que aconteceu com as faixas arrancadas hoje pela manhã só reafirma o porquê de estarmos nas ruas neste 1º de abril. Não se trata apenas de lembrar os 62 anos do golpe civil-militar, mas de afirmar que a memória segue em disputa — e que há, ainda hoje, quem tente apagar os nomes, as histórias e os crimes cometidos pelo Estado brasileiro”, afirma Jana Sá.

Saiba Mais: Arrancam faixas, não a memória: o fascismo segue entre nós

Rômulo Sckaff, coordenador setorial de direitos humanos do PT, diz que o Brasil se reconhece historicamente como um país de regime autoritário, violento e perseguidor. Segundo ele, nunca houve no país direito à memória, verdade e justiça. Para Sckaff, as elites de todos os tempos nunca foram punidas, o que qualifica para a perpetuação da supremacia.

“Esse tempo de violência extrema do estado precisava ficar cheiroso para não ser lembrado, assim a lei de anistia, que perdoava os torturados por terem apanhado, também perdoou quem torturou, estuprou e matou, incluindo crianças. Para que não haja mais esse tipo de situação, como a que quase ocorreu em 8 de Janeiro de 2023, é que se faz urgente a memória e o ato do dia 1 de abril”, aponta.

Alex Feitosa, do Partido Comunista Revolucionário (PCR), afirma que o ato de descomemoração do golpe militar fascista de 1964 se trata de uma luta atual. 

“Os crimes cometidos por generais e seus comandados de tortura, sequestro e assassinato precisam ser punidos. São crimes contra a humanidade e tinham como objetivo sufocar as lutas populares por transformações sociais a favor do povo”, comenta. 

“É preciso punir os golpistas de hoje e esmagar o fascismo que ainda ameaça o povo brasileiro com uma nova ditadura. É preciso ocupar as ruas contra o fascismo e lutar por um país que de fato garanta os direitos do povo brasileiro, um país socialista”, continua.

Nando Poeta, do PSTU, diz que as conquistas das liberdades democráticas após o fim da ditadura civil-militar em 1984 trouxeram uma ideia de que a população talvez não sofresse mais ameaças de retrocesso — o risco, porém, se mantém, segundo ele, que reivindica a mobilização nas ruas.

“É por isso que a retomada dos atos, das discussões, dos seminários, dos cursos, de intensificar eventos com essa ideia de esquecer jamais é uma necessidade hoje. É para que a gente possa reagir a qualquer tentativa de um golpe militar. E a gente entende que é fundamental as mobilizações de rua, porque, na verdade, quem derrota projetos como esse é a mobilização das massas, é a classe trabalhadora”, defende.

A organização do ato também divulgou uma carta em que defende que o golpe de 1964 não pode ser esquecido. Leia na íntegra:

Memória, Verdade e Justiça

Em 1º de abril de 1964, um golpe civil-empresarial-militar derrubou o governo eleito e instaurou uma ditadura que durou mais de 21 anos. Esse regime foi marcado pela censura, perseguição política, prisões, torturas, assassinatos e desaparecimentos. Estudantes, artistas, jornalistas e lideranças populares foram perseguidos por lutarem por democracia e direitos sociais.

No Rio Grande do Norte, esse período também deixou marcas profundas. Entre os mortos e desaparecidos políticos ligados ao nosso estado estão:

Hiran de Lima Pereira, Zoé Lucas de Brito Filho, Djalma Maranhão, Emmanuel Bezerra dos Santos, Luiz Ignácio Maranhão Filho, Lígia Maria Salgado Nóbrega, José Silton Pinheiro, Anatália de Souza Melo Alves, Gerardo Magela Fernandes Torres da Costa, Edson Neves Quaresma, Luiz Gonzaga dos Santos, Sebastião Gomes dos Santos, Virgílio Gomes da Silva e Glênio Sá — além de um número significativo de pessoas perseguidas.

Cada um desses nomes representa uma vida interrompida pela violência de um Estado que escolheu governar pela repressão e pela supressão das liberdades democráticas.

1964 NÃO PODE SER ESQUECIDO  

Lembrar é defender a democracia

A história do povo brasileiro é marcada por lutas contra a opressão, a violência de Estado e a negação de direitos humanos.

E essa história não ficou no passado.

O que aconteceu em 1964 ainda ecoa hoje: na violência contra o povo das periferias, nos assassinatos no campo, na perseguição a quem luta por direitos e nas ameaças à democracia.

Nos últimos anos, o Brasil voltou a enfrentar riscos reais, como os ataques golpistas de 8 de janeiro. Isso mostra que o autoritarismo não acabou — ele se reorganiza e segue presente.

Por isso, lembrar não é só olhar para trás. É estar atento ao presente. É defender o futuro.

1º de Abril – 16h  

Palácio dos Esportes

Onde há memória, o autoritarismo não vence.

Ditadura Nunca Mais



Fonte: saibamais.jor.br

Pixação ocupa a Pinacoteca em mostra inédita de Igor Nescau

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Pixação ocupa a Pinacoteca em mostra inédita de Igor Nescau

“Ocupar um espaço cultural como a Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte é um privilégio que poucos artistas potiguares tiveram. Fico muito feliz em realizar minha primeira exposição individual em um espaço como esse e poder circular no cenário artístico de Natal levando uma arte que nasce da intervenção urbana para dentro desse território institucional.”

A fala do artista visual potiguar Igor Nescau sintetiza o gesto que atravessa A COR DA NOITE, exposição que chega à Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte entre os dias 2 de abril e 2 de maio de 2026. Em sua primeira mostra individual em um espaço institucional na capital, o artista apresenta obras inéditas que partem da pixação como linguagem estética e política para tensionar noções de presença, território e identidade.

A abertura será marcada por uma vernissage com a presença de Igor Nescau, da curadora Consuelo Véa Coroca e da equipe responsável pelo projeto.

Ao atravessar os limites da rua e adentrar o espaço expositivo, a produção do artista desloca também o olhar do público. A pixação, historicamente vinculada à intervenção urbana e à disputa simbólica da cidade, passa a ocupar um ambiente associado à preservação e à legitimação artística. O resultado é um campo de tensão fértil, que amplia as possibilidades de leitura das obras e questiona fronteiras ainda rígidas sobre o que é, ou não, reconhecido como arte.

Longe de perder força ao ser institucionalizada, a arte urbana aqui ganha novas camadas. Ao ocupar a Pinacoteca, reconfigura seu lugar de enunciação e provoca uma revisão das estruturas que organizam o circuito artístico. Nesse movimento, insere narrativas que emergem das ruas e das periferias, ampliando o debate sobre produções frequentemente marginalizadas.

Com curadoria de Consuelo Véa Coroca, a exposição articula diferentes campos da produção contemporânea e reforça a urgência de reconhecer práticas que operam fora dos circuitos tradicionais, sem abrir mão de sua potência crítica.

Além da mostra, o projeto inclui um programa educativo com quatro visitas mediadas, conduzidas por arte-educador especializado em arte urbana. A programação se encerra com uma roda de conversa dedicada ao panorama da pixação em Natal, aprofundando o diálogo com o público e com a cena local.

Pixação e grafite

Embora compartilhem o espaço urbano, pixação e grafite são linguagens distintas. A pixação é centrada na escrita, com letras estilizadas que marcam presença e território, frequentemente associadas à transgressão e à disputa por visibilidade na cidade. Já o grafite privilegia imagens, cores e composições visuais, sendo mais amplamente reconhecido como forma de expressão artística.

No Brasil, essa diferença também se reflete na forma como cada prática é tratada social e legalmente. O grafite pode ser realizado de forma autorizada e hoje integra galerias e políticas culturais, enquanto a pixação segue, em geral, criminalizada. Ainda assim, ambas revelam modos de ocupar e interpretar o espaço urbano, tensionando quem tem direito à cidade e à expressão.

A COR DA NOITE é realizada com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio da Política Nacional de Fomento à Cultura do Ministério da Cultura e do Governo Federal, com apoio institucional da Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte.

SERVIÇO
De 2 de abril a 2 de maio
Local: Pinacoteca do Estado
Visitação: terça a domingo
Entrada gratuita

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Fonte: saibamais.jor.br

Governo do Estado decreta emergência por seca em 166 municípios do RN

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Governo do Estado decreta emergência por seca em 166 municípios do RN

A governadora Fátima Bezerra (PT) decretou situação de emergência por seca em 166 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 35.416, publicado na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial do Estado (DOE). Apenas Natal ficou de fora da lista.

O decreto reconhece a ocorrência de “estiagem prolongada” que vem provocando a redução sustentada das reservas hídricas em todo o território potiguar, caracterizando um desastre climatológico de média intensidade (Nível II).

Queda nas chuvas e colapso hídrico

Entre as principais justificativas apresentadas pelo Governo do Estado está a queda significativa nos índices de chuva no segundo semestre de 2025 e nos primeiros meses de 2026. Segundo o texto, os volumes registrados ficaram abaixo do esperado, comprometendo a recarga de reservatórios estratégicos.

A situação é crítica em diversos açudes importantes, como o Itans (Caicó), que está com apenas 0,5% da capacidade; Passagem das Traíras (São José do Seridó), com 0,03%; Esguicho (Ouro Branco), com 1,58%; Boqueirão (Parelhas), com 9,18%; e Oiticica (Jucurutu), com apenas 22,72%

O decreto também aponta que ao menos nove municípios enfrentam colapso ou pré-colapso no abastecimento de água, atingindo cerca de 128 mil pessoas. Entre os casos mais graves está o de Serra do Mel, que há quatro anos sofre com a contaminação de poços.

Dependência de carros-pipa

O decreto cita que, atualmente, 49,1% dos municípios potiguares dependem do abastecimento através da “Operação Carro-Pipa”, coordenada pelo Governo Federal com apoio do Exército, para levar água potável para consumo humano na zona rural.

A manutenção desse programa é um dos principais motivos para a decretação da emergência, já que o reconhecimento oficial permite a continuidade do envio de água potável às populações mais afetadas.

Além disso, o decreto destaca que a seca tem provocado impactos econômicos, incluindo prejuízos à Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), que deixa de arrecadar em áreas onde o abastecimento está suspenso.

Monitor de Secas: 167 municípios do RN enfrentam algum nível de estiagem

Dados do Monitor de Secas indicam que os 167 municípios do Rio Grande do Norte enfrentam algum nível de estiagem — de fraca a extrema —, com predominância recente de seca grave e extrema entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026.

De acordo ainda com o decreto governamental, o cenário também tem provocado o aumento da incidência de incêndios florestais em diversas áreas do território potiguar, consequência direta do agravamento da seca, que afeta especialmente regiões com maior vulnerabilidade hídrica.

O reconhecimento da situação de emergência permite ao governo estadual contratar obras e serviços sem licitação para enfrentamento da seca, prestar suporte técnico aos municípios para reconhecimento federal da emergência e agilizar ações de assistência à população atingida. O decreto tem validade de 180 dias, podendo ser prorrogado.

Em 2025, governo havia decretado emergência em 147 municípios

Esta não é a primeira medida recente do tipo. Em outubro de 2025, o governo estadual já havia decretado situação de emergência por seca em 147 municípios, por meio do Decreto nº 34.946.

Na ocasião, a decisão também foi motivada pela redução das chuvas e pela queda no volume dos reservatórios, com impactos diretos no abastecimento e na produção agrícola.

A diferença agora é o agravamento do quadro: o novo decreto amplia o alcance para 166 cidades, praticamente todo o estado, evidenciando a intensificação da crise hídrica nos últimos meses.

Fonte: saibamais.jor.br

Carlos Eduardo se filia ao União Brasil, mas não define se será candidato ao Senado

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Carlos Eduardo se filia ao União Brasil, mas não define se será candidato ao Senado

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, sem fazer muito alarde, trocou o PSD pelo União Brasil, confirmando assim que apoiará a pré-candidatura a governador do seu agora companheiro de partido, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra. A filiação foi confirmada à reportagem da Agência Saiba Mais pelo presidente estadual da legenda, o ex-senador José Agripino Maia.

“Ele está filiado sim ao União Brasil, foi um ato voluntário dele. Ele não está decido ainda sobre a candidatura, mas vai tomar essa decisão de forma compartilhada com o partido. Caso ele venha a ser deputado estadual, federal ou senador, o partido lhe dará legenda”, declarou o ex-senador.

José Agripino preferiu não opinar sobre a que cargo o ex-prefeito deveria concorrer. O dirigente partidário disse que defende a candidatura “a que ele se dispuser” a disputar.

“O partido oferece a ele o espaço, a legenda. A candidatura é produto da iniciativa do candidato, depende dele. O partido estará solidário com projeto que for possível e viável pra ele, mas depende da avaliação dele, o partido fara a sua parte”, completou José Agripino.

Fontes próximas ao ex-prefeito atestaram que Carlos Eduardo ainda não definiu se será candidato a deputado estadual, federal ou a senador, mas que, atualmente, a probabilidade maior é que ele faça dobradinha com a senadora Zenaide Maia (PSD) na chapa de Allyson Bezerra.

Candidatura de Carlos Eduardo ao Senado “é um desejo do União Brasil”

De acordo com essas mesmas fontes, a candidatura de Carlos Eduardo ao Senado “é um desejo do União Brasil”. Por isso mesmo, José Agripino é quem está “ajudando a viabilizar” esse projeto.

Por se tratar de uma candidatura majoritária, essa decisão não depende apenas do ex-prefeito Carlos Eduardo. É necessário, segundo as fontes ouvidas pela reportagem, que o partido nacionalmente assegure que dará suporte à eventual campanha dele.

“Pelo que nós estamos sentindo, há um desejo do União Brasil, através do ex-senador José Agripino, que é a figura mais representativa politicamente do partido no Rio Grande do Norte, que o ex-prefeito Carlos Eduardo seja candidato ao Senado. É preciso, no entanto, viabilizar isso com o partido em Brasília. Não é uma questão somente de querer, porque uma candidatura majoritária precisa ter o mínimo de estrutura para poder fazer”, detalhou a fonte, que pediu para não ter o nome revelado.

Carlos na chapa majoritária reforçaria palanque de Allyson em Natal, avaliam aliados do ex-prefeito

Carlos Eduardo está numa viagem pessoal, devendo retornar no final de semana à capital potiguar. O martelo deverá ser batido quando ele chegar ao RN. A avaliação, ainda segundo essa fonte próxima ao ex-prefeito, é que a presença dele na chapa majoritária reforçaria o palanque de Allyson Bezerra em Natal.

Essa análise se baseia em pesquisas que apontam o ex-prefeito como a maior liderança política de Natal e da Região Metropolitana. Então, sua presença na chapa majoritária ajudaria Allyson Bezerra a conquistar mais votos em um território onde um dos adversários, o ex-prefeito Álvaro Dias (PL), é mais conhecido – além disso, ele conta com o apoio do atual prefeito Paulinho Freire (União Brasil).

Além disso, o pré-candidato do PT, Cadu Xavier, tem o apoio da governadora Fátima Bezerra, que ainda é um nome forte em Natal.

Isso reforça a importância de Carlos Eduardo para ajudar Allyson Bezerra, fazendo esse contraponto a Álvaro Dias e a Fátima Bezerra em Natal e na Região Metropolitana.

Carlos Eduardo não exerce cargo político desde 2018 quando renunciou à Prefeitura de Natal para disputar o Governo do Estado. Naquela ocasião, ele foi derrotado no segundo turno pela governadora Fátima Bezerra.

Em 2022, tentou se eleger senador, dessa vez com apoio de Fátima, que buscava a reeleição, mas terminou sendo derrotado pelo senador Rogério Marinho (PL).

Já em 2024, ele tentou voltar à Prefeitura de Natal, mas depois de liderar a maioria das pesquisas durante a campanha, terminou ficando fora do segundo turno, que foi disputado pelo prefeito Paulinho Freire (União Brasil) e pela deputada federal Natália Bonavides (PT).

Fonte: saibamais.jor.br