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Rogério Marinho reage ao fim da escala 6×1 com PEC do “horário flexível”

Após dizer que o parecer da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6×1 era “um crime contra o país”, o senador Rogério Marinho apresentou nesta quinta-feira (28) uma PEC alternativa no Senado que permite ampliar a possibilidade de negociação direta sobre jornadas de trabalho entre empresas e trabalhadores.

O texto foi apresentado horas depois da Câmara dos Deputados aprovar a matéria que acaba com a escala 6×1 e estabelece uma jornada de trabalho de 40 horas semanais com dois dias de descanso. 

A PEC de Rogério, apresentada como uma alternativa ao fim da escala 6×1, permite a opção entre o regime tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo flexível baseado em horas trabalhadas. A proposta altera o art. 7º da Constituição Federal para assegurar a livre pactuação contratual entre empregado e empregador, mantendo garantias trabalhistas. Ao todo, 36 senadores da oposição assinam o texto protocolado no Senado Federal, entre eles o também senador do RN Styvenson Valentim (Podemos).

A proposição estabelece que o trabalhador poderá optar por um regime flexível de jornada, preservando direitos como férias, décimo terceiro salário, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e demais benefícios legais. 

A matéria também prevê que o valor mínimo da hora trabalhada deverá respeitar proporcionalmente o salário mínimo nacional ou o piso da categoria profissional. Rogério Marinho sustenta que a medida busca modernizar as relações de trabalho,”respeitando a autonomia do trabalhador e proporcionando maior flexibilidade” para adaptar sua rotina às necessidades pessoais e às demandas do mercado de trabalho.

Saiba Mais: Fim da escala 6×1: esquerda celebra e bolsonaristas recuam no RN

Na avaliação do líder da oposição, a proposta protocolada no Senado preserva a liberdade de escolha do trabalhador e evita a adoção — com algumas exceções — de um modelo único de jornada imposto de forma generalizada a todos os setores da economia. O texto deve ser encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para análise de admissibilidade.

“Esta proposta visa ampliar a liberdade e autonomia do trabalhador na escolha de sua jornada de trabalho e, consequentemente, na definição proporcional de sua remuneração”, destaca o senador na justificativa da matéria. 

“Crime contra o país”

Um dia antes da aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara, Rogério defendeu que o relatório apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), sem compensação às empresas, seria “um desastre” e um “crime contra o país”.

A declaração foi dada em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na terça-feira (26).

“Eu, por mim, voto contra o relatório dele, do pé ao cabeçalho”, afirmou.

O texto foi aprovado na Câmara com votos favoráveis dos oito deputados do Rio Grande do Norte, o que só foi possível após recuo de três parlamentares representantes do bolsonarismo e do Centrão (General Girão e Sargento Gonçalves, do PL, e João Maia, do PP), que haviam assinado anteriormente a emenda para elevar a jornada semanal para 52h.

Foram dois turnos de votação: no primeiro, a proposta passou com 472 votos a 22, e no segundo com 461 a 19 votos. Agora, o texto segue para o Senado.

Segundo a proposta, a redução da carga horária semanal será feita sem redução de salários e com transição para chegar às 40 horas. A diminuição será aplicada de forma escalonada. Depois de dois meses da promulgação, a jornada cai para 42 horas e se mantém assim por mais um ano antes da implementação do teto de 40 horas.

Fonte: saibamais.jor.br

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