O senador potiguar Rogério Marinho (PL), coordenador-geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, comunicou nesta quarta-feira (20) a mudança na chefia de chefia de comunicação do presidenciável. Foi a primeira baixa anunciada na equipe depois da crise gerada pela revelação de conversas e do encontro entre Flávio e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O comunicado veio às 22h. Rogério disse que a decisão partiu do então marqueteiro, Marcello Lopes, que teria pedido para deixar a coordenação de comunicação para dedicar-se integralmente aos seus projetos empresariais.
“A pré-campanha agradece a Marcello pela contribuição prestada durante o período em que esteve à frente da área e deseja sucesso em seus novos desafios”, diz a nota assinada por Rogério Marinho.
Em seu lugar, entra Eduardo Fischer, profissional com mais de três décadas de experiência no mercado publicitário brasileiro e eleito Publicitário do Ano em cinco ocasiões.
“Inicialmente, Eduardo Fischer atuará na estruturação da equipe e na definição das diretrizes estratégicas da comunicação, assumindo posteriormente a coordenação da área. A transição ocorrerá de forma planejada e gradual, assegurando a continuidade das ações e o alinhamento dos objetivos da pré-campanha”, prossegue o comunicado.
A base bolsonarista foi pega de surpresa com a revelação, pela imprensa, de materiais que comprovam a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.
Na semana passada, o site Intercept Brasil divulgou o áudio em que o senador e pré-candidato à Presidência aparece solicitando R$ 134 milhões ao dono do banco Master para financiar o filme Dark Horse, uma espécie de cinebiografia de Jair Bolsonaro.
A gravação integra o material apreendido pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado em um escândalo financeiro que levou à liquidação da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025.
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Já na terça (19), Flávio admitiu que foi à casa de Daniel Vorcaro no fim de 2025, depois da primeira prisão do dono do Banco Master. Na época, Vorcaro usava tornozeleira eletrônica como parte das medidas restritivas. O pré-candidato só reconheceu a ida à casa de Vorcaro após a informação ter sido revelada pelo portal Metrópoles.
Até a semana passada, o senador Flávio Bolsonaro sustentava não ter nenhuma relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em um primeiro momento, no dia 13, ele negou que o filme tivesse recebido dinheiro do banqueiro.
Repórter: Senador, por que o filme do seu pai foi bancado pelo Vorcaro?
Flávio Bolsonaro: É mentira. De onde você tirou isso? Ah, irmão, pelo amor de Deus. Aos jornalistas, bom trabalho e militante… De onde você tirou isso? É dinheiro privado.
Nos últimos dias, Flávio também passou por sessões de ‘media training’ — um treinamento de comunicação voltado para lidar com a imprensa e entrevistas públicas — conduzidas por seus advogados, assessores e por Rogério Marinho, segundo revelou a jornalista do UOL, Letícia Casado. O objetivo foi preparar Flávio para lidar com os questionamentos sobre o dinheiro para o financiamento do filme Dark Horse.
Fonte: saibamais.jor.br




