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Com gol no fim, Fluminense bate Vitória pelo Brasileirão Feminino

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O retorno esperado à Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol não foi o esperado pelo Vitória. Melhor para o Fluminense, que venceu as Leoas por 1 a 0 no Estádio Luso-Brasileiro.

A equipe carioca dominou as ações durante toda a partida, com 22 finalizações (11 em direção à meta), contra apenas uma (para fora) das baianas. No entanto, o gol do triunfo saiu nos acréscimos da segunda etapa. Aos 46 minutos, a atacante Kaline foi derrubada pela goleira Lorrana pouco antes de entrar na área. A camisa 1 do Vitória recebeu o cartão vermelho.

Como as Leoas não poderiam fazer mais alterações, a zagueira Yasmin Índia vestiu as luvas de Lorrana, a camisa 12 da reserva Ingrid Sabino, e foi para o gol. A meia Patrícia Sochor, porém, cobrou falta com categoria, no canto direito, sem chances de defesa, garantindo os três pontos ao Fluminense no Rio de Janeiro.

A primeira divisão do Brasileirão Feminino teve início na última quinta-feira (12), com a vitória do Flamengo sobre o Mixto, por 1 a 0, no Dutrinha, em Cuiabá. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil. A zagueira Núbia anotou o gol do triunfo das rubro-negras.

Na sexta-feira (13), o Palmeiras goleou o América-MG por 4 a 0 na Arena Crefisa, em Barueri (SP), também com transmissão ao vivo da emissora da Empresa Brasil de Comunicação. O destaque das Palestrinas foi Brena, autora de dois gols. A também volante Duda Santos e a atacante Bia Zaneratto completaram o marcador.

Em outro jogo de sexta, o atual hexacampeão Corinthians venceu o Atlético-MG por 1 a 0, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A meia Letícia Monteiro balançou as redes para as Brabas.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Campeonato Baiano: Bahia abre vantagem, mas Jacuipense busca empate

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Apesar de já classificado às semifinais do Campeonato Baiano e com a liderança da primeira fase garantida, o Bahia frustou o torcedor presente à Casa de Apostas Arena Fonte Nova neste sábado (14). O Esquadrão de Aço apenas empatou por 2 a 2 com a Jacuipense, em jogo transmitido ao vivo pela TV Brasil, em parceria com a TVE Bahia.

Com seis triunfos e dois empates, a equipe dirigida por Rogério Ceni foi a 20 pontos. São dez a mais que o arquirrival Vitória, que aparece em terceiro lugar, mas que ainda vai a campo pela oitava e penúltima rodada – o Rubro-Negro encara o Bahia de Feira na quarta-feira (18), às 21h30 (horário de Brasília), no Barradão, também em Salvador.

A igualdade alcançada no fim da partida manteve a Jacuipense viva na briga por um lugar às semifinais (os quatro primeiros avançam). O Leão do Sisal tem os mesmos dez pontos de Vitória e Porto (quarto colocado), mas ocupa o quinto lugar pelo saldo de gols.

O clube de Riachão do Jacuípe (BA), porém, ainda não se livrou totalmente do risco de rebaixamento (os dois últimos caem). São dois pontos de vantagem para o Barcelona de Ilhéus (nono) e um para a Juazeirense (oitava). Os dois se enfrentam na quinta-feira (19), às 19h15, na Arena Cajueiro, em Feira de Santana (BA).

O Bahia, que atuou com uma equipe mista de jogadores da base e reservas, marcou o primeiro logo aos cinco minutos, com o meia Caio Alexandre aproveitando, na área, o cruzamento de Mateo Sanabria, pela direita. O argentino ainda participou do segundo gol. Foi dele, aos 23, o chute que desviou no também atacante Everaldo e sobrou para o volante Erick concluir para as redes.

A Jacuipense descontou aos 36 minutos do primeiro tempo com o meia Thiago. E quando parecia que o triunfo do Bahia estava encaminhado, veio o empate do Leão do Sisal. Aos 46 da etapa final, o volante Gustavo Pereira recebeu a bola na entrada da área e chutou no canto esquerdo do goleiro João Paulo, dando números finais ao jogo na Fonte Nova.

Fantasma busca empate

Se o Baianão ainda não concluiu a primeira fase, o Campeonato Paranaense já está nas semifinais. O jogo de ida do confronto ente Operário e Coritiba terminou empatado em 2 a 2, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR). O duelo de volta será no próximo sábado (21), às 16h, no Couto Pereira.

O Coxa abriu 2 a 0 no primeiro tempo, com gols do atacante Pedro Rocha, aos 13 e aos 46 minutos. O Fantasma reagiu na etapa final. Aos 19 minutos, com apoio do árbitro de vídeo (VAR), os donos da casa tiveram um pênalti, que o meia Boschilia converteu. Aos 32, após cobrança de escanteio pela direita, a bola sobrou na esquerda com Gabriel Feliciano. O lateral bateu de fora da área e venceu o goleiro Pedro Morisco, deixando tudo igual para o jogo em Curitiba.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Bloco do Amor faz carnaval respeitoso e livre de preconceitos no DF

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Aceitar as diferenças é algo revolucionário. Por ser um espaço em que as diferenças podem conviver, o carnaval carrega consigo esse potencial revolucionário que, em passos de formiga ou na velocidade da luz, pode trazer a paz que todos merecem. É com esse pensamento que, ao longo de 11 anos de história, o Bloco do Amor vem ganhando cada vez mais espaço na capital do país.

O bloco, que ano passado chegou a ter um público de quase 70 mil pessoas segundo os organizadores, juntou novamente o público neste sábado de carnaval nos arredores da Biblioteca e do Museu Nacional.

Fundado em 2015, o Bloco do Amor nasceu com o propósito de ocupar o centro de Brasília com manifestos político-poéticos de respeito, diversidade e afeto coletivo. Tudo com muita cor e glitter.

Trata-se, segundo os organizadores, de uma das celebrações mais emblemáticas e afetuosas do carnaval de Brasília, em uma mistura de nostalgia e celebração que espalhou um mar de brilho no centro de Brasília.

Sonhar como ato de existência

Na edição de 2026, o bloco veio com o lema Sonhar como Ato de Existência, proposta que enxerga o sonho e a alegria como ferramentas de resistência e de transformação social.

Com o público extremamente plural da comunidade LGBTQIAPN+, o bloco se apresenta como um território livre de preconceitos, onde a folia está presente de forma respeitosa.

“A diversidade está presente, inclusive, na variedade de ritmos que empurram os foliões, indo do axé retrô ao eletrônico, passando pela música pop, MPB e pelo forró”, explicou à Agência Brasil a coordenadora geral do Bloco do Amor, Letícia Helena.


Brasília (DF), 14/02/2026 –   A coordenadora do Bloco do Amor, Letícia Helena fala com Agência Brasil.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 14/02/2026 –   A coordenadora do Bloco do Amor, Letícia Helena fala com Agência Brasil.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Letícia Helena conta que a diversidade está presente inclusive na variedade de ritmos do bloco- Valter Campanato/Agência Brasil

A edição 2026 integra a Plataforma Monumental, uma estrutura montada para comportar diversos eventos ao longo de quatro dias.

Amor na cidade

Produtora cultural, cantora, figurinista e formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), Letícia Helena explica que o Bloco do Amor surgiu da “necessidade de discutirmos o amor nesta cidade; o que queremos e o que somos, de forma a trazer mais representatividade para os espaços”.

“Nascemos de um trabalho voluntário na Via S2 do Plano Piloto, onde havia muitos profissionais que vendiam amor. Foi ali a primeira edição do bloco. Como cresceu muito, o espaço não comportava mais o público, mudando para a área externa do Museu Nacional de Brasília”, acrescentou.

Segundo ela, são 11 anos de folia curtida com respeito, usando da comunicação para passar, ao público, mensagens sobre aceitação e bom convívio na diversidade.

“Percebemos, ao longo desses anos, muitas coisas melhorando. Isso está nas estatísticas. Para você ter uma ideia, o número de casos de assédio eram muito grandes no começo. Mas em 2024 conseguimos fazer uma festa que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, zerou a quantidadde de registros de violência e assédio contra mulheres”, comemora a coordenadora do bloco

Segundo ela, muito disso se deve ao trabalho de preparação que é feito com a equipe de produção. “Temos até protocolos indicando como agir nas mais diversas situações”.

Bloco do coração

A poucos metros do palco, onde diversos dançarinos expressavam, em seus movimentos, toda as sensações provocadas por um ritmo eletrônico bem diferente daquelas músicas tradicionais do carnaval, Fernando Franq, 34, e Ana Flávia Garcia, 53, diziam que o Bloco do Amor era o bloco dos corações do casal.


Brasília (DF), 14/02/2026 – O casal Fernando Franque e Ana Flávia Garcia fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 14/02/2026 – O casal Fernando Franque e Ana Flávia Garcia fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Fernando Franq e Ana Flávia Garcia dizem que o Bloco do Amor é o bloco do coração deles – Valter Campanato/Agência Brasil

“É um ambiente com o qual nos identificamos, de muita arte e com muitos artistas. Um lugar seguro para a comunidade LGBT, organizado por amigos que também estão em nossos corações”, disse Fernando.

Ana Flávia acrescenta que, além de muito musical, o Bloco do Amor é seguro e sem preconceitos. “É um ambiente reverberado por pessoas apropriadas do próprio corpo. Aqui, todos são aceitos”.

Por esse motivo, ela reitera que, em sua essência, o carnaval é revolucionário, quando agrega respeito e aceitação ao pensamento coletivo.

“Note que temos uma juventude que já percebe a importância de um ambiente tranquilo por ser respeitoso, onde a nudez pode e deve ser respeitada, livre de assédios e preconceitos”, argumentou.


Brasília (DF), 14/02/2026 – A biologa Clarice Pontes fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 14/02/2026 – A biologa Clarice Pontes fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Clarice só quer amor e curtição no primeiro carnaval que aproveita em Brasília – Valter Campanato/Agência Brasil

Primeiro carnaval

Uma dessas jovens mencionadas pela foliã é Clarisse Pontes, 22, recém formada em Biologia. “É a primeira vez que vou a um bloco de carnaval”, confessa a bióloga que trabalha, também, como babá.

Ela diz que sempre ouviu muitas histórias relacionando carnaval a bebidas e dança, mas que o que espera ter é “muita paz e curtição”, neste bloco tão associado a aceitação e respeito à diversidade.

 

 

“Penso que, como disseram aqui, os espaços de Brasília são de todos, com todos, para todos. Que a gente tenha um carnaval de muita diversidade e respeito.

Com um currículo de quatro edições de Bloco do Amor, o estudante Alasca Ricarte, 23, explica que a fantasia dele mistura o mito grego de Dionisus com a bandeira da bisexualidade.

Para Alasca, o carnaval é uma oportunidade para as pessoas se mostrarem de uma forma mais verdadeira. “O que mais agrada aqui é isso: ser livre como quero, ser aceito e aceitar a todos como todos são”, disse.


Brasília (DF), 14/02/2026 – O estudante Alasca Ricart fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 14/02/2026 – O estudante Alasca Ricart fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Alasca vê o carnaval como um momento de liberdade e aceitação- Valter Campanato/Agência Brasil

Na avaliação do estudante de design da UnB, o mundo tem conseguido avançar no sentido da aceitação das diferenças, “ainda que haja forças atuando sempre no sentido inverso”.

O estudante lamenta que Brasília ainda seja um lugar onde pessoas conservadoras e preconceituosas tentam desmanchar o carnaval e a liberdade que ele representa.

“A cidade é um verdadeiro palco de disputas por espaço, entre habitantes com ideais diferentes sobre o uso do espaço. Percebo que, quanto mais tenso o embate, mais difícil é o debate sobre aceitação. O que garante os avanços é exatamente a nossa resistência. As pessoas têm de entender que, mesmo sendo um quadrado pequeno, Brasília é para todos”, argumentou.

Respeito à liberdade

Foi também em busca de um carnaval onde homens e mulheres se respeitam que a estudante Ana Luíza, 25, optou pela folia no Bloco do Amor. “Ví muito, em outros blocos, mulheres sendo desrespeitadas por homens. A meu ver, carnaval, para ser bom, tem de ser curtido com respeito à liberdade”, disse

“Vim aqui porque gosto desse ambiente de aceitação, e aceitação significa, também, segurança. Este é um bloco mais tranquilo, que tem como lema o amor e o convívio entre pessoas que buscam a alegria do carnaval”, disse à Agência Brasil a estudante.


Brasília (DF), 14/02/2026 – A família Ricardo Mauricio com sua esposa e filha fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 14/02/2026 – A família Ricardo Mauricio com sua esposa e filha fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ricardo Maurício quer que a filha compreenda a riqueza das diferenças- Valter Campanato/Agência Brasil

Acompanhado da esposa e da filha de 7 anos, Ricardo Maurício, 41, diz que conversa muito com a filha sobre a questão da diversidade. “Sempre trabalhei esse tema da diversidade com a minha família, até porque temos uma família diversa”, disse.

“Respeitamos diferenças e vivemos na diversidade de um mundo que é grande e diverso. Quero que minha filha saiba disso, e que compreenda a riqueza das diferenças. Ela está acostumada com isso, até porque convive com casais gays e trans. Para ela, a diversidade já é algo trivial”, complementou.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Nicole Silveira alcança melhor resultado olímpico do Brasil no gelo

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A gaúcha Nicole Silveira atingiu o melhor resultado olímpico da história do Brasil em provas de gelo. Neste sábado (14), a brasileira concluiu a disputa do skeleton nos Jogos de Inverno das cidades italianas de Milão e Cortina na 11ª colocação. São duas posições à frente do que a própria atleta obteve em 2022, na edição de Pequim, na China.

No skeleton, os atletas encaram uma pista de gelo a bordo de um trenó individual, de bruços e com a cabeça para frente, após largarem de pé. A velocidade pode superar os 140 quilômetros por hora (km/h). Ao todo, são quatro descidas, sendo duas em um dia e duas em outro. Vence o competidor com a menor somatória de tempo.

Ao todo, Nicole cravou o tempo de 3min51s82, ficando a 42 centésimos de um top-10. Na sexta-feira (13), a primeira descida foi feita em 57s93 e a segunda em 57s85. Neste sábado, a gaúcha inicialmente completou o percurso no gelo em 58s11. Na quarta e última descida, ela repetiu a marca da primeira (57s93).

A medalha de ouro foi para a austríaca Janine Flock, com somatória de 3min49s02. Ela ficou 30 centésimos à frente da alemã Susanne Kreher, campeã mundial em 2023, que levou a prata. Outra competidora da Alemanha, Jacqueline Pfeifer, ficou com o bronze. A belga Kim Meylemans, esposa de Nicole, foi a sexta colocada.

Considerando resultados femininos em gelo e neve, o feito de Nicole fica atrás apenas do nono lugar da carioca Isabel Clark nos Jogos de Turim, na Itália, no snowboard cross, em 2006. Este também era o melhor desempenho do país em uma Olimpíada de Inverno até Lucas Pinheiro Braathen, norueguês de nascimento, que decidiu representar o Brasil de sua mãe, ser ouro na prova do slalom gigante neste sábado.

Nicole, de 30 anos, nasceu em Rio Grande (RS), mas se mudou aos sete anos para Calgary, no Canadá, onde conheceu o skeleton. Além de atleta de alto rendimento, a gaúcha, que chegou a treinar fisiculturismo, atua como enfermeira. Em 2020, em meio à pandemia da covid-19, ela falou à Agência Brasil sobre o dia a dia nos hospitais em que trabalhava à ocasião, um deles infantil.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens ganha as ruas de Ponta Negra no sábado

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O bloco Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens vai ganhar as ruas do bairro de Ponta Negra, em Natal, neste sábado de Carnaval, dia 14. A folia se concentra na largo Cláudio Porpino (Praça dos Gringos) às 16h com o carnaval infantil Poetinhas e às 18h inicia o percurso com Banda de Frevo até o Praia Shopping.

Na concentração, a animação começa com Diogo das Virgens, com participação do Folia de Rua, grupos de Brincantes, Pernaltas, Boi de Reis, o Mateus, a Caterina e o Birico. Haverá também o Jaraguá e 13 burrinhas dançantes.

Às 17h30 entram em cena os tradicionais bonecos gigantes e o Frevo do Xico para comandar o hino do bloco com Diogo e, em seguida, o desfile toma conta da Avenida Praia de Ponta Negra.

Este é o 21º ano do Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens, que nasceu como uma brincadeira entre amigos inspirada nas tradições e cultura popular e ganhou a simpatia e o coração dos natalenses com irreverência e animação.

Cada personagem conta uma história: o Careca representa o Morro mais famoso de Natal e simboliza os homens que perdem cabelo na maioridade; o Poeta, a boemia, a noite em Ponta Negra, a cultura da Vila; o Lobisomem, uma lenda antiga de que as crianças não deveriam ir para o Morro do Careca à noite porque havia esse bicho; já a Bruxa representa a beleza e os encantos das mulheres. O poder é a força feminina.

“É um trabalho histórico, importante, um resgate cultural de um folclore, que começou em 2005 e agora vamos fazer a maioridade”, conta Hugo Manso, um dos diretores do bloco.

“O bloco tem uma história de muitas tradições, trazendo a diversidade, a inclusão de todos que gostam de brincar com muita folia, com animação, com os confetes, com as crianças, com o Boi de Reis, com os brincantes”, celebra Teresa Freire, que também é diretora.

O desfile é gratuito e aberto a todos, mas quem quiser pode adquirir camisetas de várias cores com o tema do folclore, ou com a marca tradicional do bloco, para que os foliões possam brincar.

Serviço

Desfile do bloco “Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens”

Data: 14/02/2026

Horário: concentração às 16h e saída do percurso às 18h

Local: Praça de Eventos Cláudio Porpino (Praça dos Gringos)

Entrada gratuita

Fonte: saibamais.jor.br

Bloco Aparelhinho celebra 15 anos de carnaval em Brasília

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No início, era apenas um som eletrônico montado sobre um carrinho alegórico cruzando as ruas da cidade onde diziam que “não tinha carnaval”. Inspirado nas aparelhagens do Pará, neste sábado (14), o Aparelhinho completa 15 anos consolidado não apenas como um bloco, mas como um movimento de apropriação do carnaval de rua e ressignificação do espaço público na capital federal.

“É puro amor à cidade, às ruas da cidade, às avenidas ocupadas e coloridas; é vontade mesmo de ver o carnaval de rua acontecendo aqui”, disse o DJ Rafael Ops, um dos fundadores do bloco, em entrevista ao programa Espaço Arte da Rádio Nacional FM de Brasília, nesta sexta-feira (13).

“Assim como uma fanfarra que toca sua flauta, seu instrumento pela rua, a gente quer sair empurrando nosso carrinho pela rua também”, contou Ops.

 


Brasília (DF), 14/02/2026 - Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul, os Djs,  Rodrigo Barat (e) e Rafael Ops (d).
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 14/02/2026 - Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul, os Djs,  Rodrigo Barat (e) e Rafael Ops (d).
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul, os Djs, Rodrigo Barat (e) e Rafael Ops (d) – Joédson Alves/Agência Brasil

 

O DJ explicou que o primeiro carrinho foi construído na oficina de marcenaria do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB). Na época, era estudante de artes cênicas na UnB e fez o primeiro projeto em parceria com o arquiteto Gustavo Góes.

“Ele não surgiu como um trio elétrico, como um palco, ele surgiu como um objeto empurrável que pode ocupar marquise, túnel, subir em calçada, ele vai para onde a gente imaginar. Era simplezinho, com quatro caixinhas de som ativas. Chegamos no primeiro ano sem expectativa nenhuma e tivemos um ano maravilhoso. Já de cara, a cidade amou o projeto e hoje estamos aí completando 15 anos”, celebrou.

Ao longo dos anos, o carrinho elétrico evoluiu para uma estrutura mais tecnológica e visualmente impactante com as cores do bloco: azul e laranja. Os organizadores explicaram que já teve carrinho de madeira, de ferro, foi online na pandemia, foi charrete, foi trio e já foi carreta.


Brasília 14/02/2026  -Evoluçaõ do Bloco Aparelhinho.
Foto: bloco.aparelhinho/Instagram
Brasília 14/02/2026  -Evoluçaõ do Bloco Aparelhinho.
Foto: bloco.aparelhinho/Instagram

Evolução do Bloco Aparelhinho – bloco.aparelhinho/Instagram

Há alguns carnavais, o Aparelhinho sai às ruas com o apoio financeiro da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e, em 2026, tem cerca de 100 pessoas envolvidas na organização.


Brasília (DF), 14/02/2026 - Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul,  desainer Bruna Daibert
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 14/02/2026 - Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul,  desainer Bruna Daibert
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Bruna defende a importância de formar novos públicos carnavalescos para que a folia possa dominar a cidade uma vez por ano – Joédson Alves/Agência Brasil

A publicitária Bruna Daibert frequenta o bloco desde a primeira edição, em 2012, e resume: “amo muito o carnaval. Enquanto o Aparelhinho sair, eu vou também”. “É o bloco em que encontro meus amigos, que a gente está em casa, que trago minha filha, que eu faço questão de vir”, disse, explicando que a filha, hoje com 16 anos, se diverte no bloco desde criança.

“Acho muito importante a gente formar esse novo público de carnavalescos, pra gente se fixar cada vez mais e o carnaval ocupar, inclusive, o meio das quadras [residenciais]”.

Bruna se referiu à disputa entre os que querem a festa popular em todos os espaços e aqueles que defendem a concentração dos blocos em lugares fixos, em razão do barulho e da sujeira.

Em 2023, por exemplo, o bloco Galinho de Brasília, um dos mais tradicionais da capital federal, cancelou o desfile diante da restrição de trajeto por quadras residenciais da Asa Sul. Hoje, o bloco de frevo se concentra no Setor de Autarquias Sul.

“Acho que a gente tem que ocupar a cidade inteira, é uma vez por ano. Deixa o carnaval acontecer, é tão bonito, tão colorido, tão feliz”, completou Bruna.

Música eletrônica

Arrastando os foliões pelo Setor Bancário Sul de Brasília, o aniversário do bloco contou com um repertório de músicas elaborado pelos DJs fundadores – Pezão, Rafael Ops e Rodrigo Barata – além dos convidados Biba e Mica e Pororoca DJs, com Emidio e Leroy. “A gente toca música do mundo”, disse Barata, também em entrevista à Rádio Nacional FM de Brasília.

Barata contou que a linguagem sonora é de base eletrônica e passa por remix de músicas dos carnavais brasileiros, dos frevos, axés, sambas-enredos, brega funk, piseiro, até rock and roll e música eletrônica de várias vertentes.


Brasília (DF), 14/02/2026 - Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul, Iago Roberto.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 14/02/2026 - Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul, Iago Roberto.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Iago Roberto diz que o carnaval brasiliense não o decepcionou – Joédson Alves/Agência Brasil

É o primeiro carnaval do cozinheiro Iago Roberto e a festa, para ele, não decepcionou.

“Não escuto [música eletrônica] no dia a dia, mas estou curtindo. Só a energia da galera nesse lugar já está maravilhosa”, disse.

 

Mais novo, Iago contou que priorizava o trabalho e os estudos e, após três anos morando fora do Brasil, voltou com vontade de conhecer o carnaval de rua. “Amo Brasília. Estava com expectativa alta e está atendendo”, afirmou.


Brasília (DF), 14/02/2026 - Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul, dentista Fabiana Montandon .
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 14/02/2026 - Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul, dentista Fabiana Montandon .
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Fabiana Montandon encontrou desafios nas ruas do Setor Bancário Sul – Joédson Alves/Agência Brasil

O Aparelhinho é promovido como um espaço democrático e inclusivo e também recebe foliões infantis e pessoas com dificuldade de locomoção.

Mas a dentista Fabiana Montandon encontrou desafios pelas ruas do setor bancário. “Bastante buraco na pista, a calçada não tem rampinhas pra descer e o banheiro é pseudo-acessível”. Ela acompanha o Aparelhinho há 10 anos e, neste ano, mesmo com a perna imobilizada, estava no bloco.

“Eles anunciaram que era espaço acessível e eu vim por isso. Mas a gente só se dá conta quando está nessa situação”, disse.

 

“Gosto bastante de música eletrônica, o Aparelhinho é bem diverso, toca música moderna, dos anos 80, eu adoro esse bloco”, afirmou.



Fonte: Agência Brasil de Noticias

Lula parabeniza Lucas Pinheiro por ouro inédito nos Jogos de Inverno

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou neste sábado (14) a medalha de ouro conquistada pelo brasileiro Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante, modalidade esportiva dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Para Lula, o resultado inédito conquistado pelo atleta demonstra que o esporte brasileiro “não tem limites”.

“É o reflexo de talento, dedicação e do trabalho contínuo de fortalecimento do esporte em todas as suas dimensões”, completou, ao citar que Lucas e toda a equipe envolvida na conquista inspiram novas gerações e ampliam o horizonte do esporte nacional.

Entenda

O slalom gigante consiste em duas descidas em um percurso com mastros fincados na neve, as chamadas portas, separadas por cerca de 25 metros. O esquiador deve passar entre eles. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo.

Nascido em Oslo, capital da Noruega, mas de mãe brasileira, Lucas realizou as descidas em 2 minutos e 25 segundos, ficando 58 centésimos à frente do suíço Marco Odermatt, que levou a prata. O bronze também foi para um atleta da Suíça, Loic Meillard.

Lucas assumiu a liderança na primeira descida, ao concluir o percurso em 1 minuto, 13 segundos e 92 milésimos. Apesar de fazer apenas o 11º melhor tempo na descida seguinte (1 minuto, 11 segundos e 8 milésimos), a marca foi suficiente para o brasileiro se manter à frente dos suíços.

 



Fonte: Agência Brasil de Noticias

Ivan Baron sai do MDB após partido fechar com Allyson e conversa com o PT

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O influenciador e pré-candidato a deputado estadual, Ivan Baron, anunciou na manhã desta sexta-feira (13) a desfiliação do MDB, partido do vice-governador Walter Alves. A decisão foi tomada após a sigla fechar apoio ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), para governador. Agora, Baron abriu diálogo com o PT e terá conversas no Rio de Janeiro, onde vai desfilar na escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente.

Ivan Baron comunicou a desfiliação do MDB em nota nas redes sociais. No texto, ele agradece a Walter Alves pela forma respeitosa com que foi recebido na legenda e diz que, neste ponto, não há do que reclamar. Mas avisa que sua chegada ao MDB ocorreu sob outra conjuntura. O influenciador anunciou a filiação em 9 de janeiro e 10 dias depois, em 19 de janeiro, Walter anunciou o rompimento com o PT para apoiar Allyson.

“Essa decisão é resultado, sobretudo, de princípios que sempre me orientaram na vida pública e partidária. Minha chegada ao partido ocorreu em um determinado momento que fazia sentido, mas que, com o passar do tempo e acordos que foram feitos, tomou um rumo distinto daquele que acredito seja compatível com os meus ideais e bandeiras que levanto”, diz a nota.

Em contato com a reportagem, Baron diz que o palanque de Allyson Bezerra não representa seus ideais.

“Ficaria de fato incoerente com o discurso que eu levanto”, disse. Allyson é pré-candidato numa chapa que conta até o momento com o União Brasil, PP, Solidariedade, PSD e MDB.

PT deve ser destino

Com a mudança de rumo, Ivan Baron se aproxima do PT. O potiguar ganhou projeção nacional pela atuação em defesa dos direitos das pessoas com deficiência e pela subida da rampa do Palácio do Planalto, ao lado de Lula, na posse do presidente em 1º de janeiro de 2023.

“Acredito que meu coração vai bater forte mais pela estrela”, avisa Ivan.

O influenciador é um dos convidados para desfilar na escola de samba Acadêmicos de Niterói, que estreia no Grupo Especial do Rio de Janeiro com um enredo em homenagem ao presidente Lula. O enredo escolhido pela escola, “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, exalta a trajetória do atual presidente. Lula deve acompanhar o desfile de um camarote no Sambódromo, e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Jana, deve desfilar.

“No momento eu continuo desfiliado, conversando mais próximo com o PT”, disse ele, que reforçou que espera “voltar bem encaminhado” após a viagem ao Rio de Janeiro.

“A minha pré-candidatura continua de pé, continuo conversando e ocupando todos os espaços possíveis.”

Fonte: saibamais.jor.br

MST doa 1,5 tonelada de alimentos a atingidos por alagamentos em Natal

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou uma ação solidária na noite desta quinta-feira (12) com a distribuição de 1,5 tonelada de alimentos às famílias vítimas dos alagamentos na região da lagoa de captação Jardim Primavera, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, Zona Norte de Natal. A ação foi feita em parceria com o mandato da deputada federal Natália Bonavides (PT). 

“Nós levamos aqui de Ceará-mirim uma tonelada e meia de produtos dos nossos acampamentos e assentamentos, e aí dentre esses produtos estava banana, macaxeira, coco e goma de tapioca. E aí além dessa tonelada e meia de produtos, foi distribuído também um sopão solidário para as famílias”, explica Morgana Souza, da coordenação do MST.

Além disso, na manhã desta sexta (13), estava previsto também o fornecimento de cuscuz para o café da manhã dos atingidos.

“Essa é uma das ações que o MST tem realizado em todo o país, em cidades, em locais que têm sido atingidos pelas enchentes, alagamentos, tanto a partir da crise climática que a gente tem vivido, como também da falta de assistência, de planejamento dentro das cidades”, afirma a militante do movimento.

Foto: Mattheus Corpo

O MST ainda prevê, por meio do projeto Mãos Solidárias, dar continuidade às atividades e ações solidárias enquanto as famílias estiverem precisando. 

De acordo com a Prefeitura de Natal, 160 famílias ficaram desalojadas após o transbordamento da lagoa de captação do Jardim Primavera. No dia anterior, quarta-feira (11), o prefeito Paulinho Freire (União) havia reconhecido que os alagamentos na região são “culpa da Prefeitura”. 

Saiba Mais: “A culpa é da Prefeitura”, reconhece prefeito de Natal sobre alagamentos na Zona Norte

A ação na Zona Norte também motivou críticas do prefeito da capital. Em vídeo publicado nas redes sociais, gravado dentro de um estúdio, ele criticou a deputada Natália Bonavides e a acusou de fazer “proselitismo político” por ajudar as vítimas dos alagamentos na Zona Norte de Natal. Em resposta, a parlamentar disse que o prefeito “deveria se concentrar em trabalhar para resolver o problema dos alagamentos”.

“Em vez de gastar energia para atacar quem está tentando ajudar, o prefeito deveria se concentrar em trabalhar para resolver o problema dos alagamentos. As pessoas que tiveram suas casas invadidas pela água não pode mais esperar, a situação é urgente”, disse Natália.

Saiba Mais: Natália rebate prefeito de Natal e cobra solução para alagamentos

Nesta quarta, a Prefeitura realizou uma coletiva de imprensa, no Salão Nobre do Palácio Felipe Camarão, para apresentar um balanço das ações de apoio às famílias afetadas pelas chuvas. Segundo a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), cerca de 437 famílias e pessoas já receberam atendimento.

Durante o período, a Prefeitura afirmou que distribuiu mais de 1.500 refeições prontas e entregou 430 cestas básicas às famílias afetadas tanto no Jardim Primavera quanto nas Rocas. Para centralizar o atendimento, foi instalada uma unidade de acolhimento na Escola Municipal José de Andrade Frazão, que funciona como ponto de referência para escuta, orientação e encaminhamento aos serviços públicos.

No campo jurídico, a Procuradoria-Geral do Município informou que busca junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, através do Núcleo Interinstitucional de Solução de Demandas Estruturais ,a celebração de acordos para indenização célere de moradores que comprovadamente sofreram danos materiais. A iniciativa busca evitar a judicialização em massa e garantir respostas mais rápidas às famílias afetadas, aliando responsabilidade fiscal à sensibilidade social no atendimento às vítimas das chuvas.

Obra na Zona Norte

Um dos fatores que contribuíram para o extravasamento da lagoa do Jardim Primavera é a obra da Rua José Luiz da Silva. A intervenção segue em andamento, com previsão de conclusão para o mês de abril. 

A Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Seinfra) informou que trabalha em uma operação para solucionar o problema de escoamento da lagoa do Jardim Primavera, com escavações na Rua José Luiz da Silva para recuperar e ampliar uma tubulação danificada localizada a nove metros de profundidade, permitindo o escoamento mais rápido da água e evitando novos transbordamentos.

Já a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) informou que o monitoramento das áreas de risco segue sendo realizado de forma contínua pela pasta. O acompanhamento inclui todas as lagoas com risco potencial e, no Jardim Primavera, as equipes já iniciaram as vistorias nas residências onde o nível da água baixou, permitindo a entrada segura dos técnicos.

Fonte: saibamais.jor.br

Festival Rec-Beat começa neste sábado no Recife, celebrando 30 anos

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No começo da noite deste sábado (14) gordo de Carnaval, o Cais da Alfândega, no Recife, receberá mais uma edição do Rec-Beat – festival que comemora 30 anos em 2026, mantendo vivas a vitalidade e a inquietação que marcaram sua origem.

Fundado em 1995 por Antonio Gutierrez, o Gutie, o Rec-beat construiu ao longo de sua história uma trajetória pautada pela diversidade, onde diferentes públicos, estéticas e gerações se encontram.

O festival se consolidou como um espaço de descoberta, experimentação e circulação de novas ideias musicais, unido pelo diálogo entre tradições e vanguardas.

Em um cenário cada vez mais marcado pela mesmice, o Rec-Beat traz em sua programação a mescla entre gêneros, estilos e cenas, misturando artistas do Brasil e do mundo, e atendo às transformações da música, se firmando como um manifesto cultural cada vez mais necessário nos dias de hoje.

De 14 a 17 de fevereiro, de forma gratuita, o festival inaugura sua plataforma de descoberta, circulação e diálogo entre cenas do Brasil, da América Latina e da África.

Entre os destaques desta edição, nomes emergentes como NandaTsunami, AJULLIACOSTA e Jadsa se somam a artistas como Djonga, Johnny Hooker e Carlos do Complexo.

O pernambucano Johnny Hooker faz um retorno ao Rec-Beat com a estreia nacional da turnê Viver e Morrer de Amor na América Latina, baseada em seu quarto álbum de estúdio.

O festival traz ainda Chico Chico, Josyara, AJULLIACOSTA e Felipe Cordeiro, que celebra 20 anos de carreira como um dos pioneiros na fusão de sonoridades amazônicas, dividindo o show com Layse, nome emergente da cena paraense.

Nomes internacionais como o senegalês Momi Maiga Quartet e os colombianos Ghetto Kumbé também estarão presentes. A curadoria traduz a proposta do festival, pautado pela diversidade estética e experimentação sonora.

Com público de mais de 60 mil pessoas por edição, o festival segue com o interesse renovado em propiciar uma experiência inesquecível em um ambiente democrático e inclusivo.

Música eletrônica

Uma das principais novidades desta edição é o lançamento do Moritz, projeto dedicado exclusivamente à música eletrônica, que estreia dentro da programação do Rec-Beat, ocupando o palco neste primeiro dia do festival.

Pensado como uma plataforma autônoma, o Moritz nasce como uma expansão natural do DNA do Rec-Beat e deve ganhar edições próprias no futuro, com foco na pista, na curadoria autoral e na experimentação.

Estão confirmados na programação a DJ e produtora pernambucana Paulete Lindacelva, Carlos do Complexo, a colombiana Piolinda Marcela, SPHYNX, LOFIHOUSEBOY e DAVS. 

Entre os destaques deste ano está o senegalês Momi Maiga Quartet, virtuose do tradicional instrumento kora, que funde jazz étnico, flamenco e música africana. Seu segundo álbum, Kairo (2024), traz uma abordagem política e humanista, em um diálogo entre África, Europa e Mediterrâneo. 

Outro nome é Faizal Mostrixx, produtor e performer ugandense que criou o conceito de tribal electronics, mesclando gravações de campo, ritmos regionais do Leste Africano e música eletrônica de pista.

Também está na programação a DJ e produtora nigeriana-britânica residente na Alemanha Kikelomo, com uma fusão de drum’n’bass e jungle.

O lineup de DJs que se apresentam na abertura e intervalo dos shows, traz uma diversidade de estilos e propostas sonoras. Por mais um ano, o festival destaca a cena eletrônica local com um lineup inteiramente pernambucano, tendo como co-curador KAI, DJ e pesquisador musical.

Zoe Beats, cria de Camaragibe, faz um set baseado no grime, garage e jungle, alinhadas com as referências pernambucanas, como o manguebeat.

Afrobitch propõe um intercâmbio das múltiplas vertentes do house com gêneros como dembow, dancehall e funk, sempre com uma perspectiva negra e afrodiaspórica. Bobi une disco e house com ritmos afrolatinos, com samples que vão do piseiro ao funk.  

A programação completa pode ser conferida na página do festival na internet.


Fonte: Agência Brasil de Noticias