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Desinformação sobre PL da Misoginia cresce nas redes, diz estudo

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© Paulo Pinto/Agência Brasil

O chamado Projeto de Lei da Misoginia se transformou em alvo de uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, coordenada por políticos de direita, segundo levantamento do Observatório Lupa. O estudo identificou narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o PL aprovado pelo Senado em março deste ano.

Entre os dias 24 de março e 30 de abril de 2026, os pesquisadores coletaram mais de 289 mil publicações no X sobre o tema. Também foram analisados 6,3 mil posts no Facebook, 2,9 mil no Instagram e mil no Threads.

A partir desse conjunto de dados, o observatório identificou “picos de desinformação, tendências narrativas e padrões de comportamento” nas plataformas digitais. O projeto em discussão no Congresso é o PL 896/2023, que define misoginia como “a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres”.

Caso seja aprovado pela Câmara sem alterações, o texto passará a incluir a “condição de mulher” na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989), prevendo pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para práticas enquadradas como misóginas.

Segundo a Lupa, o principal pico de engajamento da campanha de desinformação ocorreu em 25 de março, um dia após a aprovação da proposta no Senado, impulsionado por um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

O parlamentar associou ao PL da Misoginia trechos de outro projeto de lei, o PL 4224/2024, da senadora Ana Paula Lobato, que tratava da Política Nacional de Combate à Misoginia, mas que não fazia parte do texto aprovado no Senado.

De acordo com o levantamento, a publicação alcançou ao menos 751 mil visualizações em apenas 24 horas. Posteriormente, o vídeo foi apagado e republicado sem o trecho relacionado ao outro projeto.

O estudo também aponta que uma das principais narrativas disseminadas nas redes foi a de que o projeto restringiria a liberdade de expressão e poderia ser utilizado para “perseguir a direita”.

Outra linha recorrente de desinformação afirmava que perguntar a uma mulher se ela estava com TPM poderia levar alguém à prisão.

“As publicações mais virais sobre o PL da Misoginia têm explorado, sobretudo, o medo como motor de engajamento”, afirma o relatório.

 Segundo os pesquisadores, conteúdos falsos sugeriam ainda que a proposta provocaria “demissões em massa” de mulheres ou criminalizaria trechos da Bíblia. A pesquisa identificou o uso de inteligência artificial para criar vídeos falsos sobre supostas consequências da proposta. Um dos exemplos citados envolve publicações alegando que empresários teriam começado a demitir mulheres para evitar processos relacionados à futura legislação.

Entre os atores mais influentes na circulação desses conteúdos aparecem, além de Nikolas Ferreira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), o comentarista político Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes. O relatório destaca o crescimento de termos associados à cultura misógina “redpill”, que retrata o projeto como uma ameaça aos homens.

Também foram identificadas menções recorrentes a aplicativos de transporte, em tom irônico, sugerindo medo de acusações falsas em interações cotidianas.

Para os pesquisadores, as postagens ignoram um ponto central do projeto: a misoginia, no escopo da proposta, está relacionada a práticas discriminatórias que gerem “constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida” em razão do gênero.

“Ao ignorar esse contexto, as postagens distorcem o debate e ampliam a desinformação”, conclui o estudo.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito

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© Arquivo pessoal

Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível. 

Mulheres ouvidas pela Agência Brasil têm, querem e exigem esperança. Em 2025, 84.760 pessoas desapareceram no Brasil.

“Quem sabe”, elas dizem em datas como o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou.

Elas buscam filhos recém-desaparecidos ou filhos que sumiram há décadas. Sonham em receber um abraço e um “feliz dia das mães” de quem sumiu e, assim, fazer com que a vida volte a ter o sentido de antes.

Foram a becos escuros, conheceram a indiferença em delegacias e até preconceito nas ruas. Dores tão profundas da realidade que até a ficção busca traduzir.

“Mas eu não podia desistir, não enquanto houvesse uma mínima chance”, diz a personagem Kehinde, escrava no Brasil colonial, que busca o filho desaparecido no romance Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves.

Dor como da operadora de caixa Rita Preta, em Coração sem Medo, de Itamar Vieira Junior, em sua busca desesperada pelo primogênito Alcides, que desaparece em Salvador (BA).


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal

Clarice é mãe de Ágatha e Allan, desaparecidos em janeiro, no Maranhão – Arquivo pessoal

Dos romances para a vida real, a dor se multiplica e requer palavras que ainda não foram criadas, como no caso de Clarice Cardoso, de 27 anos, moradora da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).

Os filhos dela, Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram depois que saíram para brincar e procurar maracujá na mata perto de casa no dia 4 de janeiro deste ano, com o primo Anderson, de 8 – que foi encontrado.

Clarice também é mãe de André, de 9 anos. Em entrevista por telefone à Agência Brasil, ela disse que, em meio ao pesadelo que a família vive há mais de quatro meses, tem contado com o abraço diário do filho mais velho.

“Ele entende tudo o que está acontecendo e temos conversado muito com ele”, afirma emocionada.

O garoto voltou para escola. Ele vê a mãe e o pai Márcio – que trabalha como montador autônomo –, com a vida em suspenso.

“A cada ligação que eu recebo, penso que pode ser uma novidade, alguma pista”, diz Clarice.

Neste domingo de Dia das Mães, ela pede que o País se lembre dos filhos dela e que mais gente possa ajudar. Todo dia é a mesma rotina em busca de solidariedade e informações com a polícia. 


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal

Cartaz para as buscas aos irmãos que desapareceram em Bacabal (MA)  – Arquivo pessoal

Preconceito

A delegacia fica no centro da cidade, distante 12 quilômetros de onde Clarice mora. Não bastasse a dor constante, ela conta que, quando vai à cidade, ouve ou percebe comentários com julgamentos maldosos. Ela admite que pode haver racismo. “As pessoas me olham. Algumas parecem ser solidárias. Mas muitas têm preconceito sim”, lamenta.

Além do marido e do filho, Clarice vive com a mãe, que acabou sofrendo um acidente de moto em uma das viagens até Bacabal em busca de informações sobre as crianças.

“Ela se machucou nas mãos e agora eu tenho que fazer mais coisas para minha casa e minha família. Mas minha vida está parada”.

À Agência Brasil, Clarice diz que a investigação policial indica que poderia haver um homem que teria tido contato com as três crianças na mata. No entanto, oficialmente, a polícia local afirma que todas as informações estão sendo averiguadas e que se empenha na elucidação dos desaparecimentos.    

Rede de apoio

Formar uma rede de apoio para que ninguém se sinta sozinha no meio da luta e da dor tem feito a diferença. A paulista Ivanise Espiridião, de 63 anos, procura pela filha Fabiana desde 23 de dezembro de 1995.


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal

Ivanise com a filha Fagna e a neta Eva, de 7 anos – Arquivo pessoal

A filha desapareceu quanto tinha 13 anos de idade e, para aliviar o sofrimento e formar uma rede de apoio nacional, Ivanise criou o grupo Mães da Sé. Em 2026, ela passa pelo 30º dia das mães sem a filha.

“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, afirma.

O consolo hoje virá em forma de longos abraços da filha Fagna, de 43 anos, e da neta, Eva, de 7 anos.

O grupo Mães da Sé também se transformou em uma outra família, unida pela dor e esperança por respostas. Ela começou essa ação há 30 anos com mães que ela conheceu e que passavam por situação semelhante.

Levavam cartazes para dar visibilidade às histórias: “Virou um dia muito triste para nós”. O grupo continuou por outros caminhos, mas Ivanise se sentia destruída depois do dia na escadaria da catedral. 

“A dor multiplicava. Parecia que ficava mais doída. A gente resolveu que, no dia das mães, a gente não ia mais para a Praça da Sé. Nós íamos dar atenção para os nossos filhos que estão ao nosso redor”. 


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Fabiana - filha da Ivanise). Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Fabiana - filha da Ivanise). Foto: Arquivo pessoal

Ivanise transformou a dor de perder a filha e luta por outros desaparecidos – Arquivo pessoal

Atualmente, o grupo reúne mais de seis mil mães no país – a maior parte de São Paulo. Uma estratégia que ajuda na articulação do grupo é o aplicativo Family Faces. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, comparando fotos tiradas pelos usuários com o banco de dados da associação. 

Ivanise transformou sua dor em ativismo e ação. Ela trabalha todos os dias para levar apoio e orientação para mães e familiares de desaparecidos. Sabe também que é necessário ter cuidado consigo mesma. 

“A nossa causa não tem horário nem dia específico. Mesmo quando eu viajo ou tiro férias, levo o celular da associação. Todos os dias, a gente recebe pedidos de ajuda de pessoas que tem alguém desaparecido”, ressalta.

Cerca de 42% dos desaparecidos são encontrados. 

Uma das orientações que ela dá ao grupo é que uma pessoa não precisa esperar um ou dois dias para procurar uma delegacia para notificar um desaparecimento.

“Ninguém tem que esperar 24 horas. Mas essa prática abusiva ainda acontece porque as famílias que são vitimadas pelo desaparecimento são muito simples e desconhecedoras de direitos”. 


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Ivanise na escadaria da Sé). Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Ivanise na escadaria da Sé). Foto: Arquivo pessoal

Ivanise na escadaria da Sé – Arquivo pessoal

A Lei nº 11.259 determina que a autoridade policial que fizer a ocorrência do desaparecimento de criança e adolescente tem que fazer a ocorrência imediatamente e começar as buscas. 

Embora sejam assuntos doloridos, Ivanise e a filha Fagna não deixam de explicar para Eva o que aconteceu com a tia Fabiana:

“Desde muito cedo a gente ensinou a ela o nome completo, o nome do pai, o nome da mãe. E diz que a avó é uma mãe da Sé, ativista e lutadora”.

Suporte

Apoiar-se na família é fundamental. Mas ter acesso a suporte psicológico profissional também é muito importante. Em casos assim, é comum ocorrerem transtornos mentais como depressão ou crises de pânico e ansiedade. O grupo Mães da Sé conta com cinco voluntários que atendem pessoas de forma remota. 

A psicóloga Melânia Barbosa, que também pesquisa o tema dos desaparecidos, explica que a dor da ausência tem características particulares. Por isso, ela entende ser muito importante que o poder público proporcione suporte emocional aos familiares. Cabe, de outra forma, às pessoas próximas estar ao lado, escutar e acolher sem querer dar uma resposta que não existe. 

“O principal é você saber que tem alguém ao seu lado e não se sentir sozinho”. Para a pesquisadora, os grupos de apoio fazem com que as pessoas recordem que não estão sozinhas.

“Que tem pessoas que a amam e que elas amam e dão motivos para elas enfrentarem essa luta”.

Ela considera que, culturalmente, as mulheres sempre estiveram ligadas ao cuidado do outro – acima de tudo, dos filhos. “Por isso, elas permanecem vinculadas aos seus, mesmo doentes, presos ou desaparecidos”.

Ela acrescenta que os profissionais da psicologia também precisam se capacitar mais para atender esses casos.

“Existem mais pesquisas atualmente sendo desenvolvidas, mas ainda tem muito a ser descoberto. Então, não é parte habitual da formação do psicólogo ou do médico. É um assunto desconhecido”, explica. 

Choque de realidade

Quem também busca cuidar de pessoas em dor é outra paulista, Lucineide Damasceno, de 60 anos, que integra o Mães da Sé. Ela, que era cabeleireira, também criou uma ONG chamada Abrace, a fim de proporcionar suporte (inclusive de alimentação) a familiares mais necessitados de pessoas desaparecidas.


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.( Felipe filho de Lucineide) Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.( Felipe filho de Lucineide) Foto: Arquivo pessoal

Felipe, filho de Lucineide desapareceu em 2008 – Arquivo pessoal

O filho de Lucineide, Felipe, sumiu aos 16 anos, em 3 de novembro de 2008, depois que saiu de moto para encontrar um colega chamado Vinícius (que também desapareceu). 

Foi em 2013, depois de uma crise de pânico, que ela resolveu ir além da busca por seu filho. Resolveu se tornar ativista: “Quando eu conheci mulheres que procuravam seus filhos há muito tempo, foi um choque de realidade”.

Com o grupo, ela conta que se sentiu amparada durante a busca. Às vezes, ela vai para a Praça da Sé “destruída por dentro”, mas o abraço de outras mães muda o que sente. Ela se reconhece nas outras pessoas. 

Apesar da dor e das lembranças, há sempre a esperança. “Eu não quero mudar daqui porque eu tenho a esperança de o Felipe bater no portão e dizer: ‘mãe, estou aqui’”.


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. (  Lucineide na escadaria da Sé.). Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. (  Lucineide na escadaria da Sé.). Foto: Arquivo pessoal

Lucineide na escadaria da Sé com outras mães de desaparecidos pessoal – Arquivo pessoal

Além de Felipe, Lucineide tem mais dois filhos, Amanda e Anderson, e dois netos, Gustavo, de 11 anos, e Gabriel, de 9. “Explico para não conversar com estranhos e não entrar no carro de ninguém”.

A família se acostumou ao fato de Lucineide evitar eventos festivos no dia das mães. Mas a família costuma buscá-la para almoços.

“Eu comecei a aceitar. Eu faço um esforço muito grande para que eles entendam que, apesar de eu estar triste, de eu estar ali naquela situação, eles também fazem parte da minha vida e são especiais para mim”, diz.

Nada como receber o abraço dos netos. Nada como receber alguma notícia de outra mãe que teve a alegria de encontrar um filho desaparecido.

Lucineide gosta de recordar o filho animado, em seus sonhos de adolescente, da escola e do prazer que tinha em jogar futebol.

No final do ano, Lucineide Mantém um hábito: há duas décadas coloca o presente do Felipe embaixo da árvore de Natal. Guarda um por um, todos os anos, na esperança de que Felipe volte um dia e receba os mimos.

Por enquanto, aguarda também notícias, abraços e apelos para que ninguém se esqueça.

 




Fonte: Agência Brasil de Noticias

PPP do saneamento no RN terá audiências públicas na segunda (11)

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PPP do saneamento no RN terá audiências públicas na segunda (11)

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) realiza na próxima segunda-feira (11) duas audiências públicas como parte do processo de Parceria Público-Privada (PPP) de esgotamento sanitário. No Rio Grande do Norte, a PPP prevê o investimento de R$ 3,8 bilhões até 2051.

As audiências serão divididas por Microrregiões de Água e Esgoto (MRAEs), sendo elas a Central-Oeste e Litoral-Seridó. Os eventos vão abordar os planos regionais de Saneamento Básicos e dos documentos editalícios da PPP. O objetivo da audiência é colher sugestões, opiniões e críticas que contribuam para o aprimoramento do projeto, que visa universalizar o esgotamento sanitário em 48 municípios potiguares.

As sessões serão realizadas de forma virtual, mas as inscrições para participação ativa, via plataforma Microsoft Teams, se encerraram nesta sexta (8). Ainda assim, outros usuários podem acompanhar via YouTube: youtube.com/@GovernodoRNoficial. A audiência da região Central-Oeste acontece das 9h30 às 11h30, e do Litoral-Seridó, das 14h30 às 16h30.

A meta da Companhia é atingir 90% da população com coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033, e 99% da população com água potável. Os números foram estabelecidos pela revisão do Marco Legal do Saneamento.

O contrato entre o Governo do Estado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a realização de estudos e modelagem da PPP foi assinado em janeiro de 2024. O valor do investimento, quase R$ 4 bilhões, será distribuído ao longo de 25 anos. Segundo Samara Mendes, gestora de Parcerias da Caern, os estudos tiveram como primeiro passo o levantamento de todas as estruturas e sistemas da Companhia, que serviram para um diagnóstico técnico-operacional.

“A partir desse levantamento a gente identifica de fato o que a gente tem, o que a gente precisa melhorar, o que a gente precisa construir, operar e depois manter. Depois a gente identifica qual é o montante necessário de investimentos necessários para dar conta de todas as obras e de todos os empreendimentos necessários para a universalização. Depois disso a gente chega a um valor de investimentos e também de despesas operacionais, porque o privado também vai operar os sistemas nesses 48 municípios”, explica.

Os 48 municípios foram selecionados porque eram aqueles que, à época, a Caern possuía contratos — 29 na Microrregião Litoral-Seridó e 19 na Central-Oeste. Na parte econômica e financeira, foi avaliada a viabilidade do projeto e se ele se sustenta. Após o diagnóstico e de modelagem econômica, jurídica e técnico-operacional, as informações são validadas para a estruturação dos documentos da segunda fase do projeto, que agora vão à consulta pública.

A PPP não representa uma privatização, já que nela o Estado teria menos de 50% das ações com direito à voto da companhia, o que não é o caso. Ainda segundo Samara Mendes, a parceria atual é focada apenas no esgotamento sanitário, já que a água é um setor em que não há déficit no RN, sendo possível de alcançar a meta do Marco Legal do Saneamento sem maiores dificuldades.

Fonte: saibamais.jor.br

Deputadas do RN cobram PL que impede promoção de acusados de feminicídio

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Deputadas do RN cobram PL que impede promoção de acusados de feminicídio

Uma comissão formada por três deputadas estaduais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte – Divaneide Basílio, Cristiane Dantas e Terezinha Maia – se reuniu com o presidente da Casa, Ezequiel Ferreira de Souza, para cobrar celeridade na tramitação do Projeto de Lei Complementar que prevê a suspensão e a vedação de promoção de servidores acusados de feminicídio e demais crimes hediondos. A reunião contou ainda com participação de representantes do governo do Estado, como a secretária de Mulheres, Júlia Arruda.

A proposta altera dispositivos das Leis Complementares Estaduais nº 463/2012, nº 515/2014, nº 566/2016, nº 571/2016 e nº 122/1994, fortalecendo os mecanismos administrativos de enfrentamento à violência de gênero no âmbito do serviço público estadual.

Considerado o primeiro projeto de lei do Brasil com esse alcance específico, o texto estabelece que servidores acusados de feminicídio ou crimes hediondos não poderão receber promoções enquanto estiverem respondendo judicialmente pelos crimes.

Em caso de absolvição, a progressão funcional ocorrerá de forma retroativa, assegurando os direitos do servidor inocentado. A proposta surge como um novo instrumento de proteção institucional às mulheres e de combate à impunidade na esfera administrativa.

Durante a reunião, o presidente da Casa Legislativa se comprometeu em dar celeridade à tramitação da matéria, que já se encontra em andamento na Assembleia Legislativa. Para Ezequiel Ferreira, a pauta representa um compromisso permanente da Casa com o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres.

“O empoderamento das mulheres está enraizado na minha história, com o exemplo da minha mãe, que foi uma mulher à frente do seu tempo. Essa pauta será sempre prioridade. Sabemos que temos progredido, mas ainda temos um longo caminho a seguir, e essa lei vem contribuir com esse avanço”, destacou o parlamentar.

A deputada Divaneide Basílio ressaltou o simbolismo da proposta, especialmente diante do aumento dos casos de violência contra a mulher no país.

“É uma resposta para todas as mulheres e, no mês das mães, uma resposta para as mães que perderam suas filhas para o feminicídio”, afirmou a parlamentar, destacando ainda a importância do alinhamento entre os poderes e os órgãos de proteção às mulheres para garantir avanços concretos no enfrentamento à violência de gênero.

Já a deputada Cristiane Dantas lembrou que o Rio Grande do Norte já possui legislação estadual que impede a contratação de acusados de feminicídio para cargos públicos, e afirmou que o novo projeto amplia essa proteção institucional. “Essa proposta vem complementar a legislação já existente e fortalecer o compromisso do Estado no enfrentamento à violência contra a mulher”, pontuou.

A deputada Terezinha Maia também destacou a importância da iniciativa e parabenizou a governadora do Estado pelo encaminhamento do projeto à Assembleia Legislativa, reforçando a necessidade de união entre os poderes para consolidar políticas públicas efetivas de proteção às mulheres.

Participaram ainda da reunião a secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Julia Arruda; a subsecretária de Políticas para as Mulheres do RN, Joseane Bezerra; a assessora jurídica da Semjidh, Érica Araripe; a assessora parlamentar Luciene Santana Peralta; e a presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres do RN, Joana Lopes.

Zaíra Cruz

Segundo a justificativa apresentada pelo Governo do Estado, o Projeto de Lei Complementar insere-se no contexto do compromisso permanente do poder público com o fortalecimento das medidas de enfrentamento à violência de gênero e combate à impunidade na esfera administrativa. O caso da jovem Zaira Cruz foi citado durante a reunião como exemplo da necessidade de endurecimento das medidas administrativas em situações nas quais acusados seguem recebendo benefícios funcionais enquanto respondem judicialmente pelos crimes.

Ao final do encontro, as parlamentares agradeceram a sensibilidade do presidente da Assembleia Legislativa em priorizar pautas voltadas à proteção das mulheres e ao fortalecimento das políticas públicas de defesa dos direitos femininos no Rio Grande do Norte.

Fonte: saibamais.jor.br

Ginga Breakers coloca jovens da Redinha no mapa do breaking nacional

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Ginga Breakers coloca jovens da Redinha no mapa do breaking nacional

Na Redinha, zona Norte de Natal, o breaking acontece entre passos rápidos, caixas de som improvisadas e uma rotina construída no esforço coletivo. É ali que o projeto social Ginga Breakers vem transformando a cultura Hip-Hop em ferramenta de formação, pertencimento e futuro para crianças e jovens da comunidade. Em 2026, esse trabalho ganhou ainda mais visibilidade ao colocar três representantes no TOP 16 da categoria kids do CQÉC, o Chega Que É Certo, um dos maiores festivais de danças urbanas da América Latina.

O resultado levou a Redinha para o centro de uma competição nacional e reafirmou algo que os arte-educadores do projeto já viam há muito tempo: existe potência artística nas periferias, mesmo quando faltam estrutura, apoio e espaços adequados para treinar.

O Hip-Hop não é só dança para eles, é uma ferramenta de transformação pessoal e social”, resume a arte-educadora Flávia Dantas, conhecida na cena como Bgirl Flavs.

O Ginga Breakers nasceu a partir do Breakin’ Delas, coletivo criado por Flávia em 2023 para fortalecer a presença feminina dentro do breaking. A proposta inicial era oferecer um espaço de expressão artística e empoderamento para meninas da Redinha, território onde a cultura urbana já fazia parte do cotidiano, mas ainda encontrava barreiras para alcançar reconhecimento e continuidade.

Com o tempo, meninos da comunidade começaram a se aproximar das atividades. Daí surgiu o Ginga Breakers, ampliando o alcance do projeto para crianças e jovens em geral, sem abandonar o protagonismo feminino. Hoje, os dois coletivos funcionam de forma articulada e atendem cerca de 16 jovens de maneira totalmente voluntária.

Além de Flávia, o projeto é coordenado pelos arte-educadores Juan Pablo, o Bboy Juan, e Ryan Gonçalves, conhecido como Bboy Minimus. Ryan divide a rotina entre ensinar e competir, algo que, segundo ele, exige equilíbrio constante.

“Estou há 10 anos no cenário competitivo, e definitivamente é um desafio administrar o tempo tanto para o ensino dos jovens do Ginga Breakers quanto o tempo que dedico para minha evolução enquanto competidor”, conta.

A experiência nas batalhas nacionais acaba voltando para dentro das aulas. Os movimentos aprendidos nas competições, as trocas com outros grupos e a vivência na cultura Hip-Hop se transformam em referência para os alunos.

“A influência que a minha história no Breaking proporciona para as crianças e jovens vai muito além da base teórica e prática da dança. Ela também cria identidade, respeito, disciplina e um senso de pertencimento a algo maior”, afirma Ryan.

Essa conexão entre formação e representatividade ficou evidente no CQÉC 2026. Em meio a grupos de alto nível de várias regiões do Brasil, três crianças da Redinha chegaram ao TOP 16 da categoria kids. Para o coletivo, o resultado teve um peso simbólico que vai além da classificação.

“Isso comprova, na prática, o esforço e a qualidade do ensinamento que a gente oferece na nossa comunidade, mesmo com todas as limitações estruturais e financeiras que enfrentamos”, diz Ryan.

Flávia também destaca que a conquista funciona como uma quebra de horizonte para os jovens participantes.

“Isso fortalece a autoestima deles, amplia horizontes e faz com que passem a se enxergar como capazes de chegar mais longe”, afirma.

O evento também contou com destaque dos próprios educadores. Flávia integrou a banca de jurados da categoria kids e alcançou o TOP 8 da categoria individual feminina, disputada por uma vaga no Dubai Open Breaking 2026. Já Juan Pablo e Ryan participaram da seletiva 3×3, reforçando a presença do grupo na cena nacional.

Falta de espaços públicos e oportunidades ainda é desafio

Mesmo com a visibilidade conquistada, o cotidiano do projeto ainda esbarra em dificuldades básicas. O Ginga Breakers não possui sede própria e funciona em espaços cedidos voluntariamente. A falta de estrutura impacta diretamente a frequência dos treinos, o número de crianças atendidas e até a permanência dos alunos.

O principal desafio hoje é a falta de espaços adequados para a prática esportiva e cultural na Redinha”, explica Flávia, que emenda:

“Também enfrentamos dificuldades com recursos básicos, como apoio para tênis, fardamento e alimentação das crianças.”

Ainda assim, o projeto segue ocupando territórios dentro e fora da comunidade. Além das aulas, o coletivo participa de apresentações culturais, ações solidárias e mantém presença ativa nas redes sociais, onde divulga treinos, performances e bastidores da rotina dos alunos.

Para os coordenadores, esse movimento é também uma forma de disputar narrativas sobre a periferia.

“O que essa conquista mostra é que a potência da periferia sempre existiu. O que falta, muitas vezes, é oportunidade. Quando existe acesso, esses jovens não apenas aprendem. Eles se destacam, representam e elevam o nome do seu território“, diz.

A ida do grupo ao CQÉC também contou com apoio coletivo. O mandato do vereador Daniel Valença e da deputada federal Natália Bonavides contribuíram para viabilizar a participação dos jovens no evento.

Na prática, porém, o que sustenta o Ginga Breakers continua sendo a insistência diária de quem acredita que cultura também é política pública, educação e possibilidade de futuro.

SAIBA MAIS:
Coletivo leva arte negra às escolas e desafia o currículo racista
Africores: hip hop educa e mobiliza comunidade na Zona Norte de Natal



Fonte: saibamais.jor.br

Pelo que você vive ?

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Pelo que você vive ?

Esses dias, estava assistindo a um filme sueco na Netflix chamado “Meu Nome É Agneta”. A história trata de uma mulher de 49 anos que vive em um casamento sem entusiasmo, com um cara que procura preencher seu tempo com atividades que não incluem a esposa. O trabalho não é mais empolgante. Ela segue uma rotina morna, sem alegrias ou desafios. Mas, quando chega à noite, e aproveitando que o casal dorme em quartos separados, Agneta come seus queijos franceses e se diverte pesquisando lugares e comidas que sonha conhecer.

Recém-demitida e aproveitando uma noite de embriaguez, ela resolve responder a um anúncio de um jornal francês que procura uma cuidadora para Einar. Apesar da suposta preocupação do marido, seguida de profundo desdém — alegando que sua esposa jamais conseguiria se virar sozinha em outro país —, ela decide se aventurar. Chegando lá, descobre que Einar não é uma criança, mas um idoso gay. O desenrolar desse filme lindo você vai precisar assistir, mas, entre um diálogo e outro, uma pergunta de Einar para Agneta me chamou a atenção: “Pelo que você vive?”. Essa pergunta ficou ecoando na minha cabeça, e eu tentei respondê-la também.

Certa vez, em uma consulta com meu psicólogo, ele perguntou: “Por que você corre tanto? Você já realizou vários projetos na vida que eram seu sonho. Por que corre tanto?”. Parece que a vida gosta de, vez ou outra, nos colocar no centro da encruzilhada para que possamos repensar nossas escolhas e sonhos. Na lógica colonialista, precisamos estudar para ter um bom emprego, adquirir bens, casar, ter filhos e deixar a herança para eles. Não vejo muita emoção nisso. Einar falava em cores, em uma vida com sons e cores. Estudar é importante. Adquirir bens e ter uma vida digna também são importantes, mas e o que mais? A vida não pode ser só isso. Pelo que exatamente você estuda? Por que precisa de determinados bens?

Vou falar por mim, para ver se lhe motivo a pensar. Eu sempre tive ódio da escola. Estudava porque era o jeito, mas, quando minha mãe morreu, ouvi do meu tio: “Vamos para Fortaleza com a gente. Você perde esse ano. Não tem problema”. Eu fiquei e concluí os estudos. Fiz isso por ela. Repetia para mim mesma que isso era importante para ela. Quando me descobri negra, estudei para entender quem eu era e de onde eu vinha. A filósofa afro-americana Marimba Ani diz que “nossa cultura é o nosso sistema imunológico”. Fazer esse movimento de sankofa — voltar e pegar no passado o que foi esquecido — foi fundamental para que eu me tornasse a pessoa que sou hoje e sustentasse meus passos.

Quando engravidei, em uma relação nem tão estável de poucos anos, ao sentir o desejo da maternidade, pensei: “Eu dou conta de ter uma filha sozinha? Sim!”. Assim o fiz — e acabei dando conta. A maternidade atípica nem sempre foi fácil e, por muitas vezes, odiei a tarefa de ser mãe. Mas Giovana Maria (Sol) foi meu divisor de águas. Ela me ensinou a ser um ser humano melhor e, com o tempo, se tornou minha melhor amiga. No filme, ao ser questionada, Agneta diz: “Vivo pelos meus filhos”, e Einar responde: “Que responsabilidade horrível jogar isso nas costas dos seus filhos”. E, quando eles seguem suas próprias vidas, como é o caso dela, o que nos resta? Gigi já está com 17 anos. Logo ela ganha o mundo — e pelo que eu vivo?

Tornei-me professora. Dar aulas é a coisa que mais amo fazer na vida. Escolhi a educação porque reunia tudo o que amo: literatura, teatro, música, História. Cursei Pedagogia. Não precisaria escolher entre uma área e outra. Passei anos com boas intenções, mas com uma prática pouco voltada para a emancipação das crianças — mas isso fica para outro momento. Estudando, mudei o rumo do barco. Sei que faço a diferença na vida de muita gente, mas pelo que eu vivo?

Entende? A questão não é a serventia que eu tenho para o mundo. Eu não quero ser útil. Quero ser eu. Quando comecei a me sentir cobrada por sustentar uma imagem de mulher empoderada, gorda, tatuada, careca e de axé, ouvi a Pombagira questionar, gargalhando: “Mas quem foi que te pediu isso? Foi você que escolheu fazê-lo”. Fiquei sem chão. As escolhas que eu tinha feito até ali eram mesmo sobre mim ou sobre contrariar um padrão?

Agneta cobria o corpo com medo de julgamentos até que Einar a convence a sair e experimentar tudo o que quisesse, sem desculpas — afinal, ninguém liga. As pessoas estão mais preocupadas consigo mesmas: ou se admirando narcisicamente, ou odiando suas vidas e lamentando. Ninguém está nem aí para as outras. Minha mãe se achava magra demais e, por causa disso, nunca foi à praia conosco aos domingos. Morreu aos 38 anos.

Temo que, infelizmente, seja necessário terminar este texto sem uma resposta para a pergunta que o inaugura. Afinal, essa pergunta, ainda que mude de forma, já me persegue há algum tempo sem resposta. Como responder a isso sem a influência do capitalismo, do cristianismo, do romantismo? Alguém escapa?

Seja como for, de uma coisa eu tenho certeza: não vou deixar de viver minha vida e experimentar novos desafios por medo de falhar ou medo do julgamento alheio. Mas e você, pelo que vive?

Fonte: saibamais.jor.br

Choro do Caçuá, Greiosa, festa do poste e mais farras neste sábado (9)

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#MeGuia: Choro do Caçuá, Greiosa, festa do poste e mais farras neste sábado (9)

Sabadão chegou e você só fica em casa se quiser. A programação começa cedo. A partir das 10h, o bom dia é com o já tradicional Choro do Caçuá, na praça João Maria, no Centro Histórico. Grandes músicos da cidade, conduzidos pelo menestrel Carlinhos Zens, comandam o chorinho gratuito e ao ar livre.

Ali ao lado, no bar de Nazaré, também na Cidade Alta, o couro come às 11h, com a roda de samba Batuque de Um Povo. Um pouco mais tarde, às 15h, o Centro celebra o aniversário de 3 anos de um poste carinhosamente cuidado por Nélio, comandante do Bar do Pedrinho. A festa é com Herick e Banda.

Ainda tem programação no Figa Bar, na Vila de Ponta Negra, a partir das 18h, com o encontro entre a Orquestra Greiosa e o Du Souto. De São Paulo, a banda Bloco do Caos se apresenta no Whiskritório, em Capim Macio. E tem muito mais eventos.

O #MeGuia traz várias dicas neste sábado. Faça seu roteiro e divirta-se !

Choro do Caçuá, na Cidade Alta | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Praça João Maria (Rua João Pessoa, Centro Histórico de Natal)
HORÁRIO | A partir das 10h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @choronocacua

Roda de samba Batuque de um povo, no bar de Nazaré | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Bar de Nazaré (Rua Coronel Cascudo, 130, Cidade Alta )
HORÁRIO | A partir das 11h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @batuquedeumpovo

Aniversário do poste, no bar do Pedrinho | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Bar do Pedrinho (Rua Vigário Bartolomeu, 540, Cidade Alta )
HORÁRIO | A partir das 15h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @bar.dopedrinho

Ivando Monte: samba e convidados | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678 – Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | 20h
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

Festival Aurora, no Clube Frisson, Casa da Ribeira e Galpão 292 | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Clube Frisson (Rua Chile, 79, Ribeira), Galpão 292 (Rua Chile, 29, Ribeira) e Casa da Ribeira (rua Frei Miguelinho, 52, Ribeira)
HORÁRIO | A partir das 16h30
ENTRADA | Gratuito, mas precisa retirar ingresso no outgo.com.br
INFORMAÇÕES | acesse programação completa ou @festivalaurora

Orquestra Greiosa e DuSouto | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | Casa abre às 18h
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Náufragos e Panetones | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Cervejaria Natal Bier (antiga Cervejaria Resistência – rua Leonora Armstrong, 35, Ponta Negra)
HORÁRIO | 20h
INFORMAÇÕES | @natalbier

Rapha Inverse Trio, no Sempre Rock | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | 19h
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Especial Michael Jackson e influências, no Sussurro | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Sussurro (Rua Cabo de São Roque, 8821, Ponta Negra)
HORÁRIO | A partir das 18 h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @sussurronatal

Pagode do Kekel e Fabinho Fernandes, no Só mais uma | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Só mais uma (Av. Eng. Roberto Freire, 8750, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @somaisumabar

Bolinha do Cavaco, Legal DMais e Tornado do Samba, no Seu Zezin Botequim | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 12h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Carlinhos Ponta Negra, na Cigarreira do Gil | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Cigarreira do Gil (Rua Ilce Marinho, 350, Capim Macio)
HORÁRIO | 15h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @cigarreiradogil

Thay e Serginho Trio, no Taverna Pub | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Taverna Pub (Rua Dr. Manoel A. B de Araújo, 500, Ponta Negra)
HORÁRIO | A partir das 21h
ENTRADA | Couvert: R$ 20
INFORMAÇÕES | @tavernapubnatal

Metal Day: Freak out e Iron Slave, no Wesley´s Bar | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Wesley’s Bar (Rua Alexandre Câmara, 1773 – Capim Macio, Natal)
HORÁRIO | 21h
ENTRADA | Ingressos antecipados no Site da OUTGO, link na Bio
INFORMAÇÕES | @wesleysbar

Bloco do Caos, no Whiskritório bar | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Whiskritório Bar (Rua Enico Monteiro, 1851, Capim Macio)
HORÁRIO | A partir das 22h
INFORMAÇÕES | @whiskritoriopub_

Filarmônica da UFRN, na Escola de Música da UFRN | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Coronel João Medeiros, Lagoa Nova)
HORÁRIO | Sessões 18h e 20h
ENTRADA | Gratuito (retirar ingresso 1h antes)
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

Samba da Raffe, na Arena das Dunas | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Arena das Dunas (Av. Prudente de Morais, 5121, Lagoa Nova)
HORÁRIO | 16h
ENTRADA | Ingressos a partir de R$ 40,00 + taxas
INFORMAÇÕES | @cervejariaraffe

Vem curtir, no Bafafá | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Bafafá Bar (Rua Dr. Amaro Marino, 07, Lagoa Nova)
HORÁRIO | A partir das 20h
ENTRADA | Couvert: R$ 12
INFORMAÇÕES | @bafafa.bar

The Click, no Molotov Drinks | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Molotov Drinks (Av. Senador Salgado Filho, 1593 – Lagoa Nova, Natal)
HORÁRIO | 21h
ENTRADA | Couvert R$15 (revertido em um drink)
INFORMAÇÕES | @molotovdrinks_

Grafith Prime, no Teatro Riachelo | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Teatro Riachuelo (Midway Mall – Av. Nevaldo Rocha, 3775 – Tirol, Natal)
HORÁRIO | 21h
ENTRADA | Ingressos a partir de R$90,00
INFORMAÇÕES | Teatro Riachuelo

Bixanu + Truve, na Black Sheep | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Cervejaria Black Sheep (Rua Carlos Lama, 1.500, Candelária)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | A partir de R$ 15
INFORMAÇÕES | @cervejariablacksheep

Caos, no Casanova | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Casanova (Av. Senador Salgado Filho, 3526 – Candelária, Natal)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Entrada free
INFORMAÇÕES | @casanova

Layne Carvalho e Elaine Costa, no Donana Pub | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Donana Pub (Rua José Aguinaldo Barros, 400A, Candelária)
HORÁRIO | 20h30
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @donanapubnatal

Talles e Luana, na Eletromusic | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Eletromusic Pub (Av. Prudente de Morais, 5823 – Candelária, Natal)
HORÁRIO | 21h
INFORMAÇÕES | @eletromusicpub

Kurumim | 09.05 SÁBADO
LOCAL | LaLuna Bar (Praça da Guerreira – Alameda das Acácias, 10 – Neópolis, Natal)
HORÁRIO | 19h
INFORMAÇÕES | @Laluna

Jazz´in Out, no Mahalila | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Mahalila Café (Rua Dra. Nívea Madruga, 19, Potilândia)
HORÁRIO | 20h30
ENTRADA | Entrada free
INFORMAÇÕES | @mahalilacafe

LITERATURA _____________________

Clube Repertórios Enem com Diógenes da Cunha Lima, na Nobel | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Nobel (Praia Shopping – Av. Engenheiro Roberto Freire, 3132, Capim Macio)
HORÁRIO | 15h às 17H
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @nobelnatal

EXPOSIÇÕES _________________________

“Entre cá & lá – Experiências do passado no tempo presente”, na EMUFRN | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Coronel João Medeiros, Lagoa Nova)
HORÁRIO | Horário de funcionamento da escola
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

“Exposição coletiva”, no Bardallos | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

CINEMA _________________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shopping
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping

EQUIPAMENTOS CULTURAIS _____________________________

PINACOTECA POTIGUAR
Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”.
LOCAL |Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN
HORÁRIO |de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h
Entrada gratuita.

CIDADE DA CRIANÇA
O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia.
LOCAL |Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
HORÁRIO | aberto das 8h às 18h
ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam)
INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal

FORTE DOS REIS MAGOS
O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada.
LOCAL |Forte dos Reis Magos (Praia do Forte)
HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança.
INFORMAÇÕES | Aqui

CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do NorteHORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191E-MAIL | [email protected]

BOSQUE DAS MANGUEIRAS
Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida.
LOCAL |entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova
HORÁRIO |de segunda a sexta das 8h às 14h
CONTATOS | [email protected]e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.

COMPLEXO CULTURAL RAMPA
O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”.
LOCAL |Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal
HORÁRIO |das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras
Entrada gratuita.



Fonte: saibamais.jor.br

Santos faz 2 a 0 no Fluminense fora de casa pelo Brasileiro Feminino

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© MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C.

Na abertura da 10ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino A1, o Santos venceu o Fluminense por 2 a 0 na tarde deste sábado (9).

Em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil, no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, as Sereias da Vila marcaram com Evelin Bonifácio, de cabeça, aos 7 minutos do segundo tempo e com Laryh, de vôlei, aos 45 minutos da etapa final.  

A vitória deixou o time paulista com 14 pontos, se mantendo na 11ª colocação. O Tricolor Carioca, na nona posição, segue com 15 pontos e pode perder posição na rodada.

Além de superar o rival fora de casa e se aproximar da zona de classificação, o resultado também fez com que as Sereias da Vila voltassem a vencer depois de um jejum de sete partidas e iniciassem uma tentativa de recuperação com o novo técnico Marcelo Frigerio, que assumiu o cargo após a demissão de Caio Couto no final de abril.

O Fluminense joga novamente na próxima sexta-feira (15), às 21h, enfrentando o Flamengo, pela 11ª rodada do Brasileirão.

O Santos, pelo Paulistão feminino, na quinta-feira (14), enfrenta o Palmeiras. No torneio nacional, as Sereias da Vila jogam em casa contra o Bragantino no domingo (17).

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Saiba como declarar ganhos com aluguel e imóveis no Imposto de Renda

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Se o contribuinte recebe dinheiro de aluguel, seja como renda extra ou principal fonte de sustento, precisa declarar à Receita Federal.

E a forma como esses valores são declarados depende de algumas variáveis. Uma delas é relacionada à inquilina ou inquilino

Pessoa física

  • No caso do inquilino ser pessoa física, os valores devem ser lançados na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física
  • O imposto devido deve ser pago mensalmente pelo sistema chamado Carnê-Leão, que é uma forma de antecipar Imposto de Renda quando se recebe valores de pessoas físicas ou do exterior 

Pessoa Jurídica

  • Se o aluguel é pago por uma empresa, a declaração vai na ficha ‘Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”.
  • Se você não preencheu o Carnê-Leão, tenha calma porque nem tudo está perdido. O próprio programa da Receita Federal calcula o valor devido na declaração.

Vale lembrar que é possível deduzir do valor recebido com aluguel algumas despesas como IPTU, condomínio e taxa de administração da imobiliária. É preciso guardar todos os comprovantes dessas despesas. 

>> Ouça na Radioagência Nacional:

Imóveis 

Além dos ganhos com aluguel, os imóveis devem ser declarados.

>> Veja algumas orientações: 

  • Imóveis devem ser declarados na ficha Bens e Direitos, com o valor de aquisição e eventuais reformas. Não é o valor de mercado
  • Para imóveis adquiridos em 2024, o contribuinte deve informar a data, o valor e a forma de pagamento
  • Herança: imóveis recebidos por herança entram na declaração do falecido ou pelo valor de transmissão
  • Doação: imóveis recebidos por doação são declarados com o valor do instrumento de doação

E se o imóvel tiver sido vendido, é também preciso declarar a transação.

Se a venda foi feita por um valor maior do que o da aquisição, o lucro é passível de cobrança de imposto, com uma alíquota que varia entre 15% e 22,5%. Nesse caso, o programa da Receita faz, automaticamente, o cálculo do imposto devido.

Mas também há casos de venda de imóveis em que as pessoas estão isentas de pagar imposto.

São eles: venda de imóveis no valor inferior a R$ 440 mil, a venda de um imóvel comprado até o ano de 1969 e se a pessoa usar o dinheiro para comprar outro imóvel em até 6 meses após a venda.

Lembrando que imóveis financiados devem ser declarados pelo valor pago até o fim de 2025. 

>> Veja mais aqui no Tira-Dúvidas 2026

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%, mostra ANS

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© Fotografia EBC

Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Essa variação é a menor em cinco anos, mas representa mais que o dobro da inflação oficial medida.

Os dados se referem aos reajustes anuais praticados pelas operadoras nos dois primeiros meses do ano e foram divulgados na sexta-feira (8) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador do setor.

A última vez em que os planos coletivos – aqueles contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe – tiveram reajuste médio menor que o do início de 2026 foi em 2021, quando subiram 6,43%.

Veja a média de reajuste dos últimos anos:

ANO REAJUSTE
2016 15,74%
2017 14,24%
2018 11,96%
2019 10,55%
2020 7,71%
2021 6,43%
2022 11,48%
2023 14,13%
2024 13,18%
2025 10,76%
2026 9,90%

Em 2021, ano de pandemia de covid-19, os planos subiram menos porque o isolamento social levou à redução na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas (não urgentes).

Acima da inflação

Para efeito de comparação, em fevereiro de 2026, a inflação oficial – apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 3,81%.

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), uma organização independente, costuma criticar aumentos acima da inflação. 

A ANS, no entanto, defende que não é correto fazer comparação simples entre inflação e reajuste dos planos.

“O percentual calculado pela ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de utilização dos serviços de saúde”, diz a agência.

Regra de reajuste

Diferentemente dos planos de saúde individuais ou familiares ─ celebrados diretamente com as operadoras para a própria pessoa e dependentes ─ os reajustes dos planos de saúde coletivos são decididos por meio de livre negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora do plano.

Nesses planos coletivos, os que têm menos de 30 beneficiados têm o mesmo percentual de reajuste por operadora. Dessa forma, a ANS consegue observar o reajuste médio, separando os planos por porte.

Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais vidas, como classifica o jargão do setor, subiram 8,71% em média. Já os com até 29 clientes, 13,48%. De acordo com a ANS, 77% dos clientes são de planos com 30 ou mais vidas.

No caso dos planos individuais, é a ANS que determina a mudança de valor.

Dados do setor

Os dados mais recentes da ANS, relativos a março de 2026, apontam que o Brasil tinha 53 milhões de vínculos de planos de saúde (uma pessoa pode ter mais de um contrato), aumento de 906 mil em um ano. De cada 100 clientes, 84 eram de planos coletivos.

Em 2025, ainda segundo a ANS, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.

Isso significa que para cada R$ 100 recebido, o setor obteve cerca de R$ 6,20 de lucro.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias