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A Batalha pelo Senado no RN em 2026: Entre o Isolamento Conservador e a Unidade do Campo Progressista

A disputa pelas duas cadeiras do Rio Grande do Norte no Senado Federal em 2026 já apresenta contornos definidos, com o atual senador Styvenson Valentim (Podemos) consolidando uma liderança isolada em diversos levantamentos. No entanto, a recente decisão da governadora Fátima Bezerra (PT) de não renunciar ao cargo para concorrer ao pleito alterou profundamente a dinâmica das forças políticas, abrindo caminho para uma renovação no campo da esquerda, liderada por Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT).

O Cenário de Liderança e a Disputa pela Segunda Vaga

Atualmente, Styvenson Valentim caminha com “braçadas largas”, registrando índices que chegam a 48,6% das intenções de voto quando somadas as opções de escolha dos eleitores. Enquanto o senador se posiciona no topo, a disputa pela segunda vaga — e o espólio político da saída de Fátima Bezerra — torna-se o verdadeiro campo de batalha.

A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece como uma forte concorrente, mantendo-se em patamares competitivos, oscilando entre 33,8% em pesquisas recentes e 11,06% na soma de votos em outros institutos. Contudo, é no bloco de oposição ao bolsonarismo que novos nomes ganham tração:

  • Rafael Motta (PDT): O ex-deputado federal desponta com 18,7%. Sua pré-candidatura é vista como um “movimento de esperança”, fundamentado em um projeto de proximidade com o povo.
  • Samanda Alves (PT): A vereadora aparece com 12,6%. Sua viabilidade depende da histórica capacidade de mobilização do PT e da transferência de votos da governadora Fátima e do presidente Lula.

O Papel Estratégico do Rio Grande do Norte para o Governo Federal

A composição do Senado é tratada como estratégica pelo Palácio do Planalto. A Casa é descrita como um “território hostil a Lula e ao STF”. Para o governo federal, eleger aliados no RN não é apenas uma questão de representação estadual, mas de governabilidade, visando equilibrar as forças contra uma oposição que busca pautas como o impeachment de ministros do Supremo.

Ideologia e Resistência: O Projeto Progressista para o Senado

À medida que a eleição se aproxima, a conotação ideológica da esquerda se torna o diferencial para atrair o eleitorado potiguar que não se identifica com o discurso conservador dominante. O campo progressista no Rio Grande do Norte foca em uma narrativa de combate aos retrocessos e justiça social.

Rafael Motta traz uma proposta inovadora de mandato compartilhado com o ex-senador Jean Paul Prates (PDT). Essa estratégia visa colocar o Senado “verdadeiramente a serviço de todos os potiguares”, rompendo com a lógica personalista dos mandatos tradicionais. Para Motta, o desempenho nas pesquisas é o reconhecimento de um trabalho que coloca “as pessoas em primeiro lugar”.

Já a candidatura de Samanda Alves carrega o peso da defesa das políticas públicas do governo Lula. O PT aposta que a força da legenda — que costuma atrair votos ideológicos fiéis — será o motor para superar nomes da direita, como o Coronel Hélio (PL).

No fim, a disputa no RN representa um microcosmo da luta nacional: de um lado, candidaturas que orbitam a centro-direita e o bolsonarismo; de outro, um projeto que busca um Senado mais humano e democrático. A união entre nomes como Samanda e Rafael é vista como a barreira necessária para impedir que a “Casa Alta” continue sendo um reduto de resistência às pautas populares e aos direitos sociais conquistados pela classe trabalhadora.

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